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quarta-feira, janeiro 06, 2016

Para vice-líder do governo, pesquisa da CUT pode dar munição à oposição



O vice-líder do governo Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados, Silvio Costa, afirmou ser "preocupante" a pesquisa encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), que aponta a rejeição de mudanças na Previdência Social por 90% dos brasileiros. Na avaliação do parlamentar, o levantamento "pode dar munição à oposição irresponsável".

"A CUT tem o direito de fazer a pesquisa que quiser, mas acho que deveria ter discutido com o governo os termos. Trata-se de uma questão muito séria", disse. "Na discussão das pautas bombas, o que se viu? A oposição votou pela derrubada do fator previdenciário, mas Dilma vetou porque ela é uma estadista, não pensa na próxima eleição, pensa na próxima geração”, acrescentou.

O congressista disse ter "muita curiosidade de conhecer o tipo de pergunta que foi feita nesta pesquisa". "Se você perguntar a qualquer cidadão se ele quer perder direitos adquiridos, a resposta será não. Outra questão é contextualizar. Se você disser que a previdência tem um rombo de R$ 120 bilhões, a pergunta poderia ser diferente. Se não se fizer a reforma, amanhã você corre o risco de não receber salário, como aconteceu na Grécia e na Espanha, você é a favor ou contra a reforma?", sugeriu o deputado.

Para Sílvio Costa, "a pesquisa traduz um sentimento geral de qualquer ser humano em não querer perder direitos". "A diferença é o que é preciso fazer para garantir os direitos adquiridos. É muito sério o tema", disse, ele, conforme relato do Blog do Jamildo.

O deputado defende que se leve mais informações às pessoas, e citou como exemplo a diferença entre os regime próprio dos servidores públicos e o regime geral, da iniciativa privada. "No primeiro, dos servidores federais, um milhão de aposentados gera um rombo de R$ 60 bilhões por ano. No regime geral, privado, 30 milhões de brasileiros geram um rombo de R$ 65 bilhões", comparou.

O congressista alertou para o crescimento populacional e também para o problema das aposentadorias rurais. "Não se pode isolar as aposentadorias urbanas e as rurais. Isoladamente, somente com as aposentadorias urbanas, ela é superavitária, mas é preciso pagar a conta das aposentadorias rurais, criadas com a Constituição de 1988", acrescentou.

Sílvio Costa criticou a oposição. “Não dá para aplaudir os Arnaldo Faria de Sá ganhando voto fazendo demagogia com os aposentados. É a oposição brasileira, irresponsável. O FHC criou o fator previdenciário e se não fosse ele o rombo não estaria em R$ 125 bilhões, mas em R$ 200 bilhões por ano.