terça-feira, março 15, 2016

Anti-petista comanda jornal da família do ministro Helder Barbalho

Por Diógenes Brandão

A militância do PT e demais partidos e movimentos sociais paraenses, que lutam com muito esforço para manterem a defesa do governo da presidenta Dilma, não conseguem entender o motivo do jornal Diário do Pará, de propriedade da família do Ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos, Sr. Helder Barbalho em contratar como editor chefe o jornalista Klester Cavalcanti, que saiu da VEJA para ser o principal responsável do impresso.

Desde que chegou ao Pará para assumir a direção do jornal Diário do Pará e do site DOL - Diário OnLine, Klester Cavalcanti trouxe mudanças na linha editorial dos veículos de comunicação da família Barbalho, que agora passaram a ser mais críticos ao PT e favoráveis ao impeachment de Dilma. 

Embora o jornal e demais veículos de comunicação da família Barbalho façam um enfrentamento com o PSDB, o qual governa o Estado com Simão Jatene (PSDB) e as duas maiores prefeituras da Região Metropolitana, como a capital Belém e Ananindeua, que tem como prefeitos Zenaldo Coutinho e Manoel Pioneiro, respectivamente, ultimamente o jornal tem feito uma clara demostração de apoio do quanto pior, melhor.

Ex-editor da VEJA, o jornalista não nega pra ninguém que não gosta do Lula, de Dilma e muito menos do PT. Com uma frequência mais do que anormal para profissionais que ocupam cargo tão importante na imprensa, Klester faz questão de usar suas redes sociais, assim como as capas e manchetes de matérias internas do jornal que dirige, para afirmar críticas ácidas e posições contrárias ao governo e o partido da presidenta. 

É certo que a liberdade de imprensa, assim como a liberdade de expressão garantem a todos divergir politicamente de qualquer pessoa ou instituição, e ninguém precisa gostar de alguém e muito menos jornalistas tem a obrigação de terem simpatia por políticos aliados dos seus patrões, mas o comportamento do editor chefe do jornal da família Barbalho, torna-se surpreendente, já que não vemos o mesmo acontecer com frequência em outros veículos de imprensa no Brasil. Mesmo assim, Klester foi escalado para comandar mudanças no Diário do Pará, que, coincidência ou não, sua contratação consolidou-se tão logo depois Helder tornar-se ministro de Dilma. 

O blog AS FALAS DA PÓLIS já havia replicado a nota do blog do jornalista Lúcio Flávio Pinto, quando este registrou a contratação de Klester Cavalcanti, indagando o motivo da importação deste profissional, já que o Pará possui muitos jornalistas talentosos para o seu ofício, assim como quis saber se a circulação de 32 a 35 mil exemplares durante a semana e 40 mil aos domingos, ainda se mantém. Até hoje não obtivemos respostas.



DIÁRIO DO PARÁ APOIOU AS MANIFESTAÇÕES 

Não precisa se esforçar muito para perceber que a foto de capa e a manchete escolhidas para a edição do jornal Diário do Pará, nesta segunda-feira (14) foi mais do que a retratação da manifestação dos opositores do governo de Dilma em Belém, é mais uma das inúmeras demostrações que o jornal anda na contra-mão da permanência da presidenta no cargo que o povo, através do voto, lhe outorgou em Outubro de 2014.

No entanto, Klester Cavalcanti prega o moralismo e a saída antecipada do atual governo, atitude típica de outros jornalistas vinculados aos periódicos opositores. Seja nas orientações para sua equipe de jornalismo, quanto no seu perfil no Facebook, o manda-chuva do Diário do Pará faz pior: declara abertamente que discorda até a medula que o PT continue no poder, pregando de forma insistente de o mandato de Dilma precisa ser golpeado o quanto antes.


Além disso, o jornalista usa matérias de outros jornais para atacar explicitamente Lula, Dilma e o governo.