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BATE-PAPO DA PÓLIS

terça-feira, julho 31, 2018

Helder convidou Wandenkolk há dois anos atrás

Wandenkolk Gonçalves deixa o PSDB e aceita o antigo convite de Helder para se filiar ao (P)MDB.

Por Diógenes Brandão

Circula desde a manhã desta segunda-feira, o pedido de desfiliação do ex-deputado federal Wandenkolk Gonçalves.

Para o jornalista Marcelo Bacana, o PSDB perde um tucano de altíssima plumagem. 

"O ex prefeito de Curionópolis Chamonzimho foi quem intermediou para que Wandenkolk assinasse nos próximos dias sua nova ficha de filiação partidária, que será o MDB, onde o ex deputado deverá apoiar as pré-candidaturas de Helder ao governo e Chamonzimho a deputado estadual", publicou o Bacana News.

Mas para um leitor do blog em Itupiranga, cidade do ex-deputado federal Wandenkolk Gonçalves, a informação é de que ele sai do PSDB para o PMDB, por ciúmes de duas lideranças locais que o superaram na política.

"É que Benjamin Tasca  e Adécimo Gomes fecharam apoio a Márcio Miranda, pré-candidato ao governo e ungido pela cúpula tucana no Pará. Tanto Bejamin, quanto Adécimo são lideranças de Itupiranga e superaram o ex-deputado federal por aqui e como resolveram anunciar apoio a Márcio Miranda, Wandenkolk resolveu finalmente cedeu ao asseédio de Helder Barbalho (MDB) para se filiar ao seu partido", revela o leitor do blog, que pediu anonimato.

Em um audio enviado pelo Whatsapp, o leitor do blog também afirmou que o convite de Helder ao ex-tucano é feito desde 2016, quando ele já sem mandato ainda tinha alguma relevância e potencial político, mas que hoje, Wandenkolk sai da política pela porta dos fundos, sendo defenestrado pela cúpula tucana, principalmente pela má fama de ser mentiroso.

Em 2013, ao participar de um protesto em Brasília, Wandenkolk acabou levando um soco de um segurança da Câmara dos Deputados, quando ainda era deputado federal pelo PSDB.

Em 2014, a ex-governadora Ana Júlia Carepa chamou Wandenkolk de “leviano”. No mesmo ano, o deputado tentou a reeleição, mas teve uma votação inexpressiva para o intento e desde então está sem mandato político, sendo que foi aconselhado em 2016 a não disputar uma cadeira de vereador em Itupiranga, pois seus poucos apoiadores sabiam que seria difícil.

Ano passado, o Ministério Público Federal denunciou Wandenkolk Gonçalves e mais 71 ex-deputados federais, por desvio de dinheiro (peculato), por uso irregular da cota de passagens aéreas. Ele usou 271 passagens, totalizando um prejuízo aos cofres públicos no valor de R$ 153.594,21. 

Segundo matéria da revista IstoÉ, o caso foi revelado em 2009 e ficou conhecido como “farra das passagens” porque senadores, deputados e ministros de governo usavam cotas de bilhetes aéreos para viajar pelo mundo a passeio ou para cedê-las a eleitores e terceiros, além de revelar um esquema de venda ilegal de créditos em agências de turismo.