Pesquisar por palavra-chave

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Um pouco sobre o empresário Marcelo Gabriel

Do antenado Paulo no Espaço aberto
Em depoimento nesta quinta-feira, o filho do ex-governador Almir Gabriel diz que foi procurado para interceder em favor de empresa de Chico Ferreira sobre dívidas, admite ser dono de várias firmas e confirma que teve participação em investimentos no Terminal Rodoviário de Belém
Em todos os interrogatórios até agora tomados pelo juiz federal substituto da 3ª Vara, Leonardo Aguiar, os acusados de envolvimento em supostos crimes de formação de quadrilha, fraudes em licitações e sonegação previdenciária, descobertos pela Operação Rêmora em novembro de 2006, têm sido unânimes em afirmar que ou não conheciam Marcelo Gabriel, filho do ex-governador Almir Gabriel, ou que Marcelo jamais usou de suas influências e amizades junto ao governo do Estado para beneficiar qualquer empresa. Trecho da denúncia do MPF assim se refere a Chico Ferreira e ao réu que depôs hoje: "Chico Ferreira e Marcelo Gabriel estão no topo da organização criminosa. Eles eram os responsáveis pelo direcionamento empresarial ilícito, a partir do contato com agentes públicos, bem como a definição da estrutura societária falsa, além do acobertamento do grupo diante da fiscalização previdenciária." Conceda-se a Marcelo Gabriel o benefício da dúvida, que o próprio direito consagrou na velha, surrada, mas sempre atual expressão latina in dubio pro reo (em caso de dúvida, não se pode condenar o réu). Mas é certo que muito embora Marcelo, na melhor das hipóteses, se esquivasse e não exercesse a condição de influente junto a gabinetes situados em bem postas esferas de poder, era no mínimo tido como alguém que poderia, de alguma forma, interceder junto ao Poder Público para resolver pendências que favorecessem empresas particulares. Estação das Docas Ao depor hoje de manhã na Justiça Federal, Marcelo Gabriel manifestou-se pela primeira vez, em juízo, sobre interceptação telefônica da Polícia Federal, transcrita nos autos. Na conversa, seu amigo Chico Ferreira pede que Marcelo seja o intermediário de negociações sobre a dívida que a Estação das Docas com empresa do próprio Chico. O juiz perguntou-lhe por que Chico Ferreira procurou o depoente. Marcelo respondeu que isso deve-se ao fato de que ele é amigo de Paulo Chaves há mais de 25 anos. Um dos tucanos mais próximos do ex-governador Almir Gabriel, Paulo Chaves, ex-secretário de Cultura, tem sido apresentado como um dos prováveis nomes do PSDB para disputar as eleições para prefeito de Belém, em outubro. Em recente jantar de despedida de Almir, que vai fixar residência em São Paulo, o ex-secretário foi um dos poucos oradores. E chegou a comparar a mudança do ex-governador como se fosse um exílio, para o qual também iriam todos os seus amigos. Na época em que Marcelo foi procurado por Chico Ferreira, segundo informado durante o depoimento, Paulo Chaves exercia o cargo de titular da Secretaria de Cultura, à qual se subordinava a Estação das Docas. Ao final do depoimento, em resposta às perguntas de seu próprio advogado, Marcelo afirmou que, apesar do pedido de Chico Ferreira, não entrou em contato com Paulo Chaves para tratar da tal dívida. Várias empresas Marcelo confirmou de própria voz que tem uma vida empresarial movimentada. Afirmou que é dono das seguintes empresas: * Cateto Comércio e Distribuidora Ltda., que trabalhava na área de distribuição de alimentos e material de escritório; * Celta Construtora e Incorporadora Ltda., que atuava na área de construção civil; * Ponto Um Comércio e Distribuidora Ltda; * Reciclean Indústria e Comércio Ltda. O réu garantiu ao juiz, entretanto, que todas essas empresas se encontram sem movimentação. Algumas, disse ele, funcionaram por pouco tempo, outras nem chegaram a entrar em atividade, como seria o caso da Ponto Um. Esclareceu ainda que constituiu as empresas Ponto Um e Reciclean com o fim específico de registrar seus nomes e impedir que outra pessoa usasse tais expressões, uma vez que trabalha na área de marketing. No mais, Marcelo Gabriel disse que não recebeu nenhuma proposta e nem exigiu qualquer participação financeira nos valores devidos pela Estação das Docas à empresa da família. Acrescentou que nunca teve qualquer relacionamento profissional com a Service Brasil, de Chico Ferreira. Assegurou que nunca teve nenhum poder de gerência ou administração na Service e nunca intermediou qualquer contrato a favor da empresa, seja com pessoas jurídicas públicas ou privadas. Negócios no Terminal Confirmou ainda que, para a Clean Service, sua atuação se limitava à área de marketing e planejamento estratégico e que prestou serviço para a empresa Athiva entre 2005 e 2006. Disse que, na Athiva, sua atuação se limitou basicamente a intermediar a contratação da empresa Sinart (Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico), empresa privada que explora o Terminal Rodoviário de Belém. Marcelo garantiu que não é sócio da Sinart, mas teve participação em dois investimentos. Afirmou ter investido juntamente com a Sinart na construção de 15 salas no segundo pavimento do prédio do terminal rodoviário. Por isso, recebia 40% dos aluguéis de tais salas. O valor da obras, segundo Marcelo, foi de aproximadamente de R$ 20 mil a R$ 25 mil, em valores atualizados.

A nova queda de Zeca Pirão

Justiça anula eleição anterior e manda eleger nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Belém. Mandado de segurança concedido determina ainda o afastamento da Mesa e a imediata realização de nova eleição para a escolha dos novos dirigentes que completarão o restante do mandato. O juiz Marco Antônio Lobo Castelo Branco, em exercício na 3ª Vara da Fazenda de Belém, decidiu, em sentença, anular a eleição para a Mesa da Câmara Municipal de Belém realizada em dezembro de 2006, determinou o afastamento da Mesa eleita e também que a Mesa anterior proceda, imediatamente, a eleição para a nova Mesa Diretora da Casa Legislativa, a fim de completar o período restante do mandato. A decisão do juiz foi em resposta ao Mandado de Segurança impetrado pelo vereador Victor Cunha. A Mesa eleita em dezembro de 2006 tem como presidente o vereador Zeca Pirão.

Tudo fresquinho no site do TJE

Da Coluna do Hiroshi Elegibilidade Vereadores cassados por infidelidade partidária podem concorrer às eleições de outubro. Não há quarentena para eles. Segundo especialista em legislação eleitoral, “a perda de mandato por infidelidade é uma causa diferenciada, não inserida no rol das elencadas na Constituição e Lei Eleitoral, as quais importam na aplicação conjunta da perda e inelegibilidade”. Assim, o mandatário que perder o cargo em razão de infidelidade não está inelegível, podendo se recandidatar ainda neste pleito de 2008.
Da Coluna do Papudinho SALINAS Amiga minha resolve ir a Salinas de ônibus na segunda-feira para desfrutar da companhia de familiares de férias no aprazível município. Sai do Terminal Rodoviário às 13h. Passagem “veículo com ar-condicionado”. Ao subir na marinete, um primeiro susto: sujeira. Um segundo susto: não havia cinto de segurança. Os sustos não pararam aí. Às proximidades de Castanhal, o ônibus passa a se movimentar com baixíssima velocidade, quase parando. Depois, pára mesmo. Quase meia hora. Então o motorista anuncia falhas no acelerador e a troca de carro na garagem da empresa. Para encurtar o relato, a troca foi feita em Castanhal. Por ônibus ainda mais sujo, mais velho, sem cinto de segurança e sem o “ar-condicionado” já pago. Chegada em Salinópolis com desconforto e atraso. A querelante - deu um jeito de voltar para Belém de carona e jura que nunca mais pisa em ônibus Belém / Salinas - diz que não ligou para a Arcon para reclamar porque não faz fé nem no “0800” nem nessas agências inventadas pelos tucanos e que os petistas ainda não deram jeito. - Taí a Anca pra provar a minha tese: agências reguladoras não funcionam nem na terra nem no ar. Usuário e consumidor sofrem sempre. Podes crer e escrever.

Acerto !

O Conselho Estadual das Cidades foi aprovado na 3ª Conferência das Cidades do Pará, nos dias 27 a 29 de outubro de 2007.

No dia 11/10/2207. A governadora publicou o Decreto nº 507/2007 criando o Conselho Estadual das Cidades. Em seguida foi enviada a Mensagem de nº116/07 com o Projeto de Lei 341/07 de 18 de dezembro de 2007 criando o FEHIS e Conselho Estadual das Cidades. O projeto já foi aprovado na Assembléia Legislativa e deve ser promulgado pela Governadora até o fim de janeiro.

A Composição tem 61 membros sendo distribuídos pelos segmentos da seguinte forma:

Movimento Popular-16

Trabalhador-06

Empresários-06

Organizações Não Governamentais -03 Academia-04 Poder Público Municipal -07

Poder Público Estadual Executivo-13

Poder Público Estadual Legislativo/Assembléia Legislativa do Pará -02

Poder Público Federal- 04

As Falas, aguarda com ansiedade a promulgação do Conselho de forma que este possa vir ser um dos principais espaços de abertura política à participação e controle social e palco de importantes decisões no cenário local da política de desenvolvimento urbano pretendida por este governo e incentivada pelos movimentos sociais historicamente ligados nesta reivindicação.

Ela sabe !

Se mantiver firme a perspectiva do fim, não haverá obstáculo que lhe seja insuperável. Leonardo Boff, teólogo.
Vai dar o que falar o retorno de Ana Júlia e o reitor eleito da UEPA, Sr. Silvio Gusmão. Acontece que o último viajou para o mesmo destino que a governadora, mas não para o mesmo evento. Ana Júlia, com uma agenda lotada e conhecida por toda a mídia, jantou na noite de terça-feira com o Ministro da Justiça, Tarso Genro, já o reitor eleito da UEPA, com amigos acadêmicos da Capes e CNPq em Brasília-DF. Ocorre que além de estarem no mesmo vôo na segunda à noite, a governadora era acompanhada por um talentoso advogado que pelo que o blog apurou, teria aconselhado sua amiga para que esta não ocorresse em erro no momento de decidir-se sobre quem nomear para o cargo máximo da Universidade do Estado do Pará. O clima que alguns que outrora diziam ser-lhes favorável, agora é nitidamente contrariado pelos semblantes dos ex-militantes do PC do B que hoje enfileiram-se na "cota" do "Movimento PT" agora mais assustados ainda pela possibilidade de seus líderes caírem do cavalo. Um como vereador - o simpático camarada Paulinho Fonteles, que periga perder o mandato por trocar o PC do B pelo PT no quase final do ano passado e Bira por não emplacar seu ousado sonho de ser o reitor da UEPA, mesmo não tendo alcançado os votos necessários para tal. O desespero da tchurma que se formou apostando nesta hipótese e que hoje larga fogo pelo nariz, chega à tanto que anunciam como se donos da governadora fossem, que se Bira não for o nomeado, Silvio também não será! Será que a chapa de Bira que hoje é investigada pelo Ministério Público Estadual por indícios de irregularidades graves e que sempre rotulou o candidato Silvio Gusmão de "tucano", "direitoso" e neo-liberal, tá dizendo que prefere a professora Ana Cláudia Hage que obteve a maioria dos votos universais e é sabidamente uma ferrenha e histórica opositora do PT ? Antes do fim-de-semana teremos ainda outros elementos que provavelmente deixarão os blocos fantasiados com mais purpurina. É que o povo dos núcleos da UEPA no interior prometem reagir contra a ofensiva de que seus votos não teriam legitimidade de peso para definir a eleição da universidade. E tiveram mesmo. Professores, alunos e diretores de centro prometem trazer à Belém subsídios nos quais tentarão mostrar o que o candidato Bira Rodrigues andava fazendo pelos municípios para os quais viajou com diárias pagas pelo Estado na condição de Secretário Adjunto de Ensino, sem que este pudesse assumir a função de gestor, já que deveria ser devolvido à UEPA para legitimar sua candidatura no processo eleitoral daquela universidade. À seguir, cenas do próximo capítulo com o esperado grand finale que só Ana Júlia pode dar para este caso, antes que deixe no ar e na história, questões que só à oposição interessam.