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terça-feira, janeiro 12, 2010

Caderno "Negócios"



O jornalista Mauro Bonna, em sua coluna no Jornal Diário do Pará de hoje (acima) declara que a governadora Ana Júlia ofereceu a vaga da vice e do Senado ao Dep. Federal Jáder Barbalho (PMDB).

O Deputado Federal Paulo Rocha (PT) pela conta seria limado da escolha da governadora, o que segundo ela, só ela e o presidente do PT do Pará, é quem decidirão com quais partidos o PT irá coligar e qual será a fatura de cada um para a reeleição.

É isso mesmo?

E o PT, que até onde é noticiado, indica o Dep. Paulo Rocha à vaga ao Senado?

E o PT Belém que acabou de sair de uma eleição interna onde seu presidente eleito entre uma das principais bandeiras defendeu a oposição visceral à Duciomar Costa (PTB), um dos enamorados do Palácio dos Despachos para a ampla aliança, que segundo "experts", será maior do que a Aliança pelo Pará, firmada pelos tucanos e por ela mantidos no poder durante longos 12 anos?


E os vereadores do PT/Belém que segundo a imprensa local, seriam convidados por Cláudio Puty à recuarem na crítica a oposição ao prefeito Duciomar?


Todo esforço, sacrifício e críticas seriam necessários para afirmar o projeto de reeleger o governo Petista no Pará.

A turma do QCQ, está com uma inveja danada da gente!

Ode ao Burguês

Do escritor Modernista Mário de Andrade.




Eu insulto o burguês! O burguês-níquel,
o burguês-burguês!
A digestão bem-feita de São Paulo!
O homem-curva! o homem-nádegas!
O homem que sendo francês, brasileiro, italiano,
é sempre um cauteloso pouco-a-pouco!

Eu insulto as aristocracias cautelosas!
Os barões lampiões! os condes Joões! os duques zurros!
que vivem dentro de muros sem pulos;
e gemem sangues de alguns mil-réis fracos
para dizerem que as filhas da senhora falam o francês
e tocam os "Printemps" com as unhas!

Eu insulto o burguês-funesto!
O indigesto feijão com toucinho, dono das tradições!
Fora os que algarismam os amanhãs!
Olha a vida dos nossos setembros!
Fará Sol? Choverá? Arlequinal!
Mas à chuva dos rosais
o èxtase fará sempre Sol!

Morte à gordura!
Morte às adiposidades cerebrais!
Morte ao burguês-mensal!
ao burguês-cinema! ao burguês-tílburi!
Padaria Suissa! Morte viva ao Adriano!
"–Ai, filha, que te darei pelos teus anos?
–Um colar... –Conto e quinhentos!!!
Mas nós morremos de fome!"

Come! Come-te a ti mesmo, oh gelatina pasma!
Oh! purée de batatas morais!
Oh! cabelos nas ventas! oh! carecas!
Ódio aos temperamentos regulares!
Ódio aos relógios musculares! Morte à infâmia!
Ódio à soma! Ódio aos secos e molhados!
Ódio aos sem desfalecimentos nem arrependimentos,
sempiternamente as mesmices convencionais!
De mãos nas costas! Marco eu o compasso! Eia!
Dois a dois! Primeira posição! Marcha!
Todos para a Central do meu rancor inebriante
Ódio e insulto! Ódio e raiva! Ódio e mais ódio!
Morte ao burguês de giolhos,
cheirando religião e que não crê em Deus!
Ódio vermelho! Ódio fecundo! Ódio cíclico!
Ódio fundamento, sem perdão!

Fora! Fu! Fora o bom burgês!...