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domingo, março 07, 2010

Diálogo sobre os empréstimos ao povo Pará

A história tem contribuído para esclarecer e informar aos homens a configuração da sociedade e seu movimento. Assim, antes de uma análise precipitada da realidade sobre o empréstimo a ser colocado em pauta de votação na ALEPA é prudente que se recorra aos fatos antecedentes que marcam a história do povo do Pará resultante da irresponsabilidade política de governantes e parlamentares que ocuparam a o Poder Executivo e Legislativo resultando na produção de um quadro de restrição e ausência do exercício da cidadania. Após três anos de intensos estudos da realidade paraense, o governo petista posiciona-se em favor da busca de recursos financeiros para resgatar a cidadania das classes populares, que por décadas foi usada como massa de manobra por parlamentares e governantes inescrupulosos defensores dos interesses de grupos minoritários que controlam os meios de produção neste imenso Estado. Construir um Estado decente, com direitos assegurados a todos os cidadãos é o mote do governo petista, e a prova incontestável dessa lógica, pode ser observada durante os três anos de governo que vem resgatando a cidadania e adotando como estratégia a valorização do social e secundariamente o econômico. Os governos que passaram no Estado do Pará ocorreram no equivoco de que priorizar o econômico apontando para o social como conseqüência do desenvolvimento do primeiro, não conseguiu mudar a cara de Estado, mas apenas elevou a miséria, a dependência, e a perda da dignidade e da auto-estima das classes populares. É hora do povo do Pará dizer sim a proposta de mudança no modelo de desenvolvimento que vem sendo protagonizado pelo governo popular, e que o empréstimo para continuidade do avanço do Estado do Pará seja o elemento aglutinador de novos horizontes para a sociedade paraense como um todo. Newton Pereira é professor, advogado, aluno do mestrado em Teoria Geral do Direito e do Estado.

RBA x ORM o duelo escondido na disputa eleitoral do Pará

Para o PT nacional, o deputado Federal Jader Barbalho (PMDB) está deixando o PT-PA em banho maria e ganhando tempo para fechar acordos com os demais partidos paraenses afim de bancar candidatura própria e/ou barganhar cada vez mais poder na esfera estatal. Notoriamente conhecido como fisiologista, o PMDB não possui bandeiras e conteúdo programático, e por isso não tem pudores em fechar acordos temporários com que quer que seja, afim de manter-se próximo ou no poder de fato. A investida que vem sendo deferida pelo grupo de comunicação da RBA, Jornal Diário do Pará, TV, Rádios AM e FM - de propriedade de Jáder Barbalho e família contra os orgãos da administração de Ana Júlia pode ser compreendida como um instrumento de mão tripla: desgastar o governo estadual frente a opinião pública, cavar o exigido pela legenda por dentro do governo via as secretarias que ainda controla com um suborno deflagrado e preparar o terreno para ter Jader como salvador e ditador da pátria paraoara. Antes, visto por todos como fiel da balança na influência no cenário político local, o grupo ORM - do Jornais O Liberal, Amazônia, TV, rádios AM e FM - não é se quer citado na estratégia de ambos as possíveis coligações e assim de forma silênciosa e inacreditavelmente neutra, aguarda a definição da aliança conservadora do PSDB-PFL para se posicionar, mas é sem dúvida, escabriada e avessa à apoiar qualquer candidatura ou frente que venha atrelada ao nome da família barbalho, posto que são adversários no campo comercial, ou seja, concorrentes. Os dois grupos disputam com seus veicúlos de comunicação o público e as verbas publicitárias no Pará. Se o movimento de Jader trouxer para seu lado Duciomar Costa (PTB), prefeito reeleito de Belém, há quem já diga no PT ser um osso duro de roer, mas será mais rígido fazer com que o grupo O liberal venha concordar em ficar calado com a eminência de ter o barbalho de volta ao poder estadual e isso cria a chamada terceira via com potencial de lançar-se para contrapor o PMDB e o PT pelo velho bloco que aruinou o Pará e deixou o poder à pouco tempo.