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segunda-feira, agosto 23, 2010

A 1ª Carreata do Acelera Pará Atropela os Tucanos pelas Ruas de Belém

A carreata promovida pela Coligação Acelera Pará, que tem como candidatos majoritários Ana Júlia para governadora e Paulo Rocha ao senado, ocorrida ontem (22/08/2010) em Belém, entra para a história como fiel representação da força do leque da aliança política que luta pela reeleição da governadora do Pará.

Estimasse que cerca de 4 mil carros estiveram agregados ao evento, todos com pessoas esperançosas e convictas da vitória petista, mais centenas de milhares, que das suas calçadas, saudavam não somente os candidatos, mas igualmente, toda comitiva vermelha, verde, azul e multicolorida que está campanha de reeleição.

Imagens aéreas dariam mais visibilidade ao que estou escrevendo, mas o que mais valeu a pena pra mim foi constatar que mesmo planejada, a coordenação da carreata perdeu o controle (também não havia como controlar tanta gente em ruas congestionadas de alegria, fé e dedicação voluntária) e moradores de vários trechos, transversais e paralelos do roteiro previamente pensado, tiveram a oportunidade de sentir a força da campanha que Acelera Pará.

Na Pedreira, pude ver alguns carros de alguns “bacanas” que com sons estrondosos tentavam chamar a atenção dos moradores daquele combativo bairro para a campanha tucana de Simão Jatene, mas com a passagem da incomparável carreta vermelha, foram reduzidos à meros pontos amarelos em meio à onda vermelha que contagiou o bairro em que o PT contruiu a maior estrutura de eventos de Belém, a Aldeia Cabana.

Um dos barulhentos carros sons contratado pelos tucanos 'gritava tentando enganar à quem(?): A pedreira amarelou! Não sabia o pobre infeliz que Belém inteira é que havia avermelhado!

Para se ter uma idéia, estava eu com amigos na Av. Pedro Alvares Cabral com a Av. Tavares Bastos, no momento que passava em minha frente o 1º trio elétrico levando Ana Júlia e Paulo Rocha, quando recebi um telefonema de uma amiga que acompanhava a carreata ainda em frente à UNIMED da Br-316, de onde a carreata partiu tendo como ponto de concentração o Clube da ASBEP, que como todos sabem fica nas proximidades da Prefeitura de Ananindeua.

Pouco depois, já envolvido e na altura da Av. Pedro Alvares Cabral com a Djalma Dutra outro amigo liga e da lá da Av. João Paulo II, me informa que a onda vermelha está cobrindo toda a extensão da rua que durante muito tempo conhecemos como Av 1ª de Dezembro.

Finalizo esta postagem afirmando o potencial de reeleição de Ana Júlia graças muito ao desempenho da campanha de Dilma, ao que tudo indica, será de fato presidenta do Brasil ainda no dia 3 de Outubro, ou seja no 1º turno eleitoral. Confirmada a hipótese, a campanha nacional tucana fecharia a torneira dos recursos para o Pará, deixando Jatene 'em boca', como se diz na Marambaia.

Com o início da propaganda de TV finalmente o PT pode demostrar os atos do governo, tanto com as obras, o planejamento estratégico de desenvolvimento em todas as regiões do Estado e o investimento social, o mote mor da gestão de Ana Júlia e Lula, os quais não foram divulgados/comunicados pela imprensa regional nestes quase 04 anos.

Oposição corre risco de ser alijada do centro e ficar encurralada na direita

O futuro da oposição está próximo de uma tragédia com o avanço da candidatura de Dilma Rousseff (PT) a presidente. Também contribui para esse cenário o apetite de Lula por aumentar a bancada governista no Senado e reconquistar eleitores perdidos em São Paulo. O PSDB e o Democratas, principais partidos anti-PT, correm o risco de serem alijados do centro e ficarem encurralados apenas no canto direito do espectro político. Basta somar a chance de Dilma vencer no primeiro turno com as disputas estaduais para enxergar um desfecho plúmbeo a tucanos e democratas em 3 de outubro. No caso do PSDB, o partido não está apenas prestes a perder nova chance de governar o Brasil, mas também de ficar sem dois dos mais emblemáticos Estados nos quais manda hoje: Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Se as pesquisas se confirmarem, o PSDB passará a ter como homem forte Geraldo Alckmin -favorito ao governo de São Paulo, mas rejeitado para ser presidente em 2006. Alckmin é hoje o representante principal das forças conservadoras no tucanato. É a direita da oposição. Em Minas, mesmo se eleito, Aécio Neves vai virar um náufrago tucano no Senado se não conseguir eleger Antonio Anastasia ao governo. No Rio Grande do Sul, Yeda Crusius sobreviveu à possibilidade de impeachment em 2009, mas aparece num constrangedor terceiro lugar ao tentar a reeleição. Já Serra, se perder, terá sua segunda derrota numa corrida presidencial. Às vezes em política um fracasso pode representar forças para o futuro, como no caso de Lula. Mas, para Serra, há perspectiva do inverso: ele pode ter neste ano menos votos do que na sua primeira tentativa, quando perdeu para o PT no segundo turno em 2002. O Democratas, principal aliado tucano, segue os mesmos passos. Hoje, seus trunfos são possíveis vitórias aos governos de Santa Catarina e Rio Grande do Norte. Juntos, os dois Estados têm meros 5% do eleitorado nacional. A sobrevivência da oposição num eventual governo Dilma dependerá de tucanos e de democratas terem capacidade para ampliar o público disposto a ouvi-los. Com Alckmin, as chances podem ser razoáveis em São Paulo. Mas no restante do Brasil, PSDB e DEM terão de se reinventar. A percepção de que predomina um paulicentrismo conservador nas forças anti-PT só piora as coisas para quem deseja algum dia tirar os petistas do Planalto. Por Fernando Rodrigues - Folha.