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segunda-feira, setembro 06, 2010

Porque a Dolly não saiu candidata?

http://www.blogsdoalem.com.br/dolly/ SÓ NÃO QUERO QUE ME RIDICULARIZEM

Estava aqui ruminando umas ideias e cheguei à conclusão de que encerrei minha carreira muito cedo. Eu poderia ter me candidatado a deputada no Brasil. Percebi isso vendo o horário eleitoral gratuito. Em apenas 15 minutos, desfilaram na minha frente nada menos que Tiririca, Maguila, Ronaldo Esper, Kiko e Leandro do KLB, Frank Aguiar, Marcelinho Carioca, Agnaldo Timóteo, Mulher Pêra e o Quercia, o mais estranho de todos.

Apesar de aparentarem ser bastante diferentes entre si, essas candidaturas têm muito em comum. Me acompanhe. Estão baseadas na notoriedade obtida fora ou longe da política. Se sabem bizarras. Não apresentam plataforma alguma. As carreiras desses candidatos, em suas atividades de origem, já deram o que tinham de dar, com exceção do KLB, que nunca teve o que dar. Não demonstram nenhuma vinculação ideológica com o partido que os acolheu. E quando fazem promessas, essas são completamente genéricas. Ou seja, todos parecem ter sido clonados a partir da mesma célula de um mamífero adulto: o Homo absentis vergonhes.

Então, clone por clone, as pessoas poderiam votar na Dolly. Eu pelo menos sou o clone original. Minha candidatura teria muitos pontos fortes. Eu nem precisaria recorrer a apelos do tipo ”estive todo o tempo com o Lula” nem que “vou melhorar o que ele fez”. Minha plataforma seria clara e objetiva: apoio aos grileiros. O que o Brasil precisa é de mais terra para pastagens. Se eleita, eu dispensaria o auxílio moradia, desde que me liberassem, de terça a quinta, o canteiro do Congresso. Junto ao grande eleitorado evangélico, eu poderia me apresentar como um cordeiro que tem em Deus o seu pastor.

E o aspecto importante a destacar é que, como fui clonada a partir de células mamárias, minha aptidão fisiológica para o cargo já estaria geneticamente assegurada.

Que fique claro que não sou contra toda candidatura. Acho, por exemplo, a candidatura do marido da Mara uma maravilha. Esse é o preço da democracia, todos têm o direito de querer representar os seus próprios interesses ou de suas famílias. Só penso que, observando a natureza dos atuais candidatos, deveríamos estender esse direito aos animais invertebrados também. O regime democrático ainda é a melhor maneira de contemplar os ideais de liberdade e igualdade. Dou minha blusa de lã para quem encontrar uma alternativa melhor.

Dudu: A cria de FHC, Jatene e Almir Gabriel

A foto extraída do site oficial do senador Flexa Ribeiro, candidato à reeleição pelo PSDB-PA, não deixa dúvida sobre o criador e a criatura, hoje reflexo da ambiguidade política paraense.

Se um ET tivesse acabado de chegar a terra e tenha pousado em Belém, Duciomar Costa seria visto lido e comentado por jornalistas, radialista e outros blogueiros com sendo um prefeito eleito com apoio do PT e todas suas tramoias foram gestadas com apoio de Ana Júlia, Paulo Rocha e acobertada pelos militantes petistas que sempre o amaram e defenderam.

O fato se dá porque o Inquérito policial que envolve o secretário de saúde de Duciomar Costa, prefeito de Belém está mais do que sendo lembrado, está sendo usado contra a candidatura de Ana Júlia.

Mas se você é cidadão de Belém ou conhece um pouco da recente história política do Pará, ao não deixará de lembrar que a persona que hoje governa a capital do nosso estado só chegou a tal posto porque o PSDB de FHC, Simão Jatene e Almir Gabriel o fizeram e fizeram mais, transformaram o ex-taxista e ex-feirante em gestor municipal, com o intuito de contrapor o PT que governou Belém por 08 anos (1997/2004), período em que o PSDB governou o Pará por 12 anos (1994/2006).

Nas cabeças pensantes do tucanato passavasse a estratégia de frear o poder de penetração do PT e para isso tiveram a brilhante ideia de retirar R$ 360 milhões, valor reajustado pela justiça, dos cofres da prefeitura de Belém, através do repasse do ICMS pelo governo do Estado na nefasta gestão tucana.