Pesquisar por palavra-chave

segunda-feira, agosto 20, 2012

Stefani Henrique: A incógnita do PT e do PSOL

Stefani: Fiel à quem? Militantes do PT e PSOL se perguntam até hoje.

Desde que o PT-Belém me contratou para atividades profissionais, como a criação e administração do seu blog e redes sociais, fazer a cobertura jornalística das prévias, que elegeram Alfredo Costa como o candidato do partido para as eleições deste ano, o PT-Pará para fazer a cobertura de seus encontros e lideranças como a ex-governadora Ana Júlia, assim como parlamentares, me solicitam a prestação de serviços na área de comunicação, venho sendo atacado sistematicamente pelo cidadão chamado Stefani Henrique.

Empresário e dirigente do PT-PA, finge que não sabe que o PSOL é oposição.

Stefani é  filiado ao PT-Belém. Conheci como sendo uma espécie de cão de guarda do então candidato do PT à prefeitura de Belém, Edmilson Rodrigues. Autoritário e arrogante como os reacionários da direita, tinha sempre um jargão esquerdista para justificar seus atos e grosserias. Atuou como um dos coordenadores do Orçamento Participativo, onde recebeu poderes de negociar com empresários das famigeradas empresas de transporte urbano de Belém a concessão de ônibus e estrutura para transportar uma legião de populares para lotarem as assembleias do OP – Orçamento Participativo – e manipular as decisões, que definiam quais obras e serviços seriam realizados nos bairros e distritos de Belém, segundo os interesses de sua tendência interna, num claro ato de manobra à que chamavam de Participação Popular e Controle Social, na gestão petista de Edmilson Rodrigues, durante os dois mandatos que este foi prefeito de Belém.

Profissionalismo? Divulgando a agenda do candidato adversário de "seu" partido?

Conflitos e autoritarismo em busca do poder absoluto.

Os conflitos de condução política também se fizeram presentes no núcleo da SEGEP (Secretaria de Gestão e Planejamento), a qual estava vinculada a CRC, momentos de intensas desavenças com a então secretária Jurandir Santos de Novaes, haja vista, o tom arrogante e autoritário delineado pelo Sr. Stefani, pois este rejeitava idéias ou projetos apresentados pela secretária.


Constam, inclusive, desavenças rancorosas quando do controle e gestão do Orçamento Participativo, pois este queria a centralização em torno de sua órbita de poder, o que lhe garantiria controle sobre os Conselheiros do Orçamento Participativo, eleitos nas diversas instâncias distritais. Nota-se, em decorrência, a possibilidade de controlar todo o orçamento municipal, o que permitiria a cooptação de lideranças comunitárias, visando a consolidação de um projeto meramente antipopular, antítese do que era apregoado pelo suposto “esquerdista” político.


Terminada a gestão petista em 2004, o guru da manipulação tornou-se empresário, passando à prestar serviços de consultoria, comunicação e pesquisa, uma espécie de lobista que terceiriza serviços e ganha com a exploração do trabalho alheio. Com sua lábia e uma deficiência em diversas gestões petistas, acabou prestando esse desserviço à algumas prefeituras do PT e hoje contribui política e profissionalmente em campanhas do PSOL, PPS e quem mais lhe remunerar.

É esse o comportamento de quem se apresenta como "consultor político"?

Por seu comportamento como dirigente partidário, de Julho prá cá, já foi citado em dois documentos protocolados no Diretório Municipal e Estadual do PT, respectivamente, ambos pedem abertura de processo por sua postura diante das candidaturas que se opõem ao Partido onde é dirigente estadual, de uma tendência e membro do Diretório Estadual do PT-PA.

A ficha não pára por aí. Quem conhece o nacional, sabe do que ele é capaz e numa próxima postagem, vou destrinchar um pouco mais a teia que leva o “segurança”, virar empresário e conseguir manter-se dirigindo uma tendência interna do PT e fazer campanha aberta contra o mesmo.

Mesmo assim, sempre que adentra as agendas do candidato Edmilson Rodrigues, Stefani causa grande desconforto à militância do PSOL, onde muitos viram-lhe o rosto para não ter que encará-lo. A desconfiança é tanta que a coordenação de campanha tem se precavido de tê-lo ao lado, em aparições públicas e a direção do PT, por sua vez, já constrangida não consegue explicar porque não aplica seu Estatuto e as decisões tomadas no Encontro que definiu a Estratégia Eleitoral e a Política de Alianças, a qual veda que filiados ao partido, participem ou apoiem candidatutas adversárias.

Segue abaixo uma nota do Jornal OLiberal, que revela os bastidores do PSOL, tão logo este foi fundado e sua rejeição ao “persona non grata”.

Painel/Política Repórter Político – Frank Siqueira.
Belém, sexta-feira, 13 de Janeiro de 2006.

Veto a Stefani no PSOL

                Confirmando informação da coluna, cresce dentro do PSOL, o movimento que pretende vetar o ingresso, no novo partido, de Stefani Henrique, ex-diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Belém (Saaeb). Foi nesta função, aliás, que Stefani teve uma briga com o então prefeito Edmilson Rodrigues, sendo demitido da prefeitura e logo a seguir expulso da antiga tendência do PT Força Socialista, atual Ação Popular Socialista (APS). Stefani decididamente, não é bem visto com muita simpatia dentro do PSOL.

Briga também com Maria

                Contra o ex-diretor da Saaeb pesa ainda, além do desentendimento com Edmilson, a acusação de haver brigado também com Maria do Carmo Martins, depois de atuar como coordenador da campanha dela à prefeitura de Santarém. A controvertida questão do ingresso de Stefani foi um dos temas em discussão no seminário realizado esta semana pelo PSOL. Com a presença de militantes de todas as suas tendências internas, o encontro teve por objetivo principal discutir o programa e o estatuto da nova legenda.

A agenda política, sobre as eleições municipais e outros temas, você acompanha através do meu twitter: @JimmyNight

Sobre a obrigatoriedade do diploma para exercício do jornalismo


No Blog do Sakamoto.

Sempre defendi o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, confirmado pelo Supremo Tribunal Federal em junho de 2009.

Neste mês, o Senado aprovou em segundo turno, por 60 votos a 4, a proposta de emenda constitucional 33/2009 que torna necessário, novamente, o diploma. A PEC ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, mas há uma chance da obrigatoriedade voltar, o que tem feito algumas pessoas chiarem, outras comemorarem. Li algumas análises de colegas, com posições de um lado e de outro, e resolvi retomar alguns pontos que, há tempos, martelei por aqui.

Tenho plena convicção de que a atividade jornalística não deve ser monopólio de quem é diplomado, podendo ser realizada por quem não passou por uma cadeira de faculdade. Um professor de jornalismo falando isso pode ser um pouco chocante, eu sei, mas vamos aos fatos. Conheci, andando por esse Brasil, muita gente que nunca viu um diploma, mas que é mais jornalista com um microfone de uma rádio comunitária na mão, fazendo um pequeno jornal mural ou com um pequeno blog de notícias do que alguns que passaram quatro anos nos bancos de universidades e hoje refestelam-se atrás de cartões de visita, bloquinhos timbrados e um nome conhecido – seja de redação grande ou pequena. Refletir sobre sua própria prática, dentro de uma ética específica, sabendo o que significa o papel de intermediar a informação na sociedade e ter a consciência dos direitos e deveres atrelados à liberdade de expressão são desafios que não são aprendidos necessariamente na academia. Ou em uma redação.

Ao mesmo tempo, com as novas tecnologias da comunicação e a possibilidade de todos se tornarem difusores de notícias e analistas de fatos, o nosso jornalismo está tendo que se reinventar. A decisão do STF veio em um momento interessante, de mudança.

O que não significa, contudo, desprezar a escola de jornalismo como local de estudo, pesquisa e reflexão da profissão e de seu ethos. Técnicas podem ser passadas no dia-a-dia de uma redação e em cursos de treinamento de jornalistas das empresas de comunicação. É a parte fácil da formação. Mas há outras coisas que o mercado não entende ou permite (pois passa pela subversão de seus próprios princípios) que precisam de um local para florescer. Falta muito para que tenhamos escolas de jornalismo que sejam um espaço real de debate e contestação e não de reprodução de modelos. Locais que não produzam tijolos para muros ou engrenagens para máquinas… Mas isso não significa que esses locais não precisem existir.

O curso superior ou de pós-graduação continuará tendo sua função e, hoje, se tivesse que escolher, faria novamente a faculdade, mesmo com as deficiências, os problemas e a falta de vontade de professores e alunos, com os quais a gente tem que se deparar. E com minha própria arrogância de não entender tudo o que tentaram me dizer (a gente acha que sabe tudo aos 18…)

Não quero tentar esgotar esse tema, que é vastíssimo. Até porque também deveria ganhar importância a discussão sobre outras maneiras de formar profissionais, com espaços para reflexão da profissão para além daquela oferecida pelo curso superior, como em outros países. Outro debate importante é que já passou do tempo de nossa categoria aceitar em seus sindicatos, em definitivo, quem não tem diploma. Muitos destes trabalham e lutam pela dignidade da profissão, mais do que vários que ostentam seus certificados em moldura dourada, mas não são reconhecidos pelos próprios colegas.
O que me deixa um tanto quanto cabreiro é que, neste momento, em que o debate saudavelmente ganha a arena pública por conta do avanço da proposta no Congresso, a tentativa de fazer valer um ponto de vista ou outro está sendo feito com base em argumentação questionável. Na época da votação no STF, o ministro Gilmar Mendes, na defesa do fim da obrigatoriedade, afirmou que “a profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia – nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão”. Na última semana, li diversos colegas usarem a mesma linha de raciocínio, verificando que Gilmar fez escola ou aprendeu com ela.

(Antes de mais nada, perguntar não ofende: se não oferece perigo, por que ele reclama tanto de nós?)

Discordo dessa linha de argumentação. Na minha opinião, ter um diploma em jornalismo não significa exercer a profissão com mais ou menos ética – considerando que a maioria de nós, que fazemos grandes besteiras, frequentamos faculdades. Mas, sim, o exercício do jornalismo pode causar danos mais amplos, profundos e duradouros do que a queda de uma ponte ou um erro médico. A incompetência, preguiça ou má fé de nós, jornalistas, pode acabar com vidas de um dia para noite, ajudar a derrubar governos, detonar guerras, justificar genocídios. E a capivara de crimes cometidos por nós, jornalistas, seria melhor conhecida se não fossemos os responsáveis por fazer a informação chegar à mesma sociedade que nos condenaria. Afinal, fomos os iluminados que fizeram a ponte entre a notícia e você. Até agora, é claro, pois está sendo muito didático para muita gente ter as matérias desmentidas em rede e online…

A profissão com maior potencial de dano não é o cerne da discussão. Muito menos se estudar o jornalismo em uma faculdade é fundamental ou não. E sim de que forma nós, jornalistas, podemos garantir que a sociedade receba a melhor informação possível para tomar suas decisões, com ou sem diploma, com ou sem uma empresa de comunicação por trás. Ou como garantir, de fato, que nós, jornalistas, sejamos responsabilizados por danos causados a terceiros erroneamente. E como nós, jornalistas, possamos nos enxergar como trabalhadores e não como patrões. E, talvez o mais importante, como fazer com que nós, jornalistas, possamos entender que não somos observadores independentes da realidade. Somos parte do tecido social, quer gostemos dele ou não.

Siga-me no twitter: @JimmyNight

PT lança Rede Social com foco na participação em campanhas e governos

Ferramenta interativa permite elaboração de plano de governo colaborativo, debates e agendamento de eventos.

O PT divulga sua plataforma de interação social denominada governando.com.pt cujo nome, também dá origem ao site em que a mesma poderá ser acessada. O governando.com.pt é uma ferramenta que integra a experiência e as funcionalidades de uma rede social para que todos os brasileiros possam participar e propor discussões políticas ao partido e seus apoiadores. 

 

Por meio das diversas ferramentas disponíveis na plataforma – entre elas fóruns, discussões sobre plano de Governo, publicação de fotos, músicas, artigos, criação de manifestos (abaixo assinado), marcação de eventos, páginas de projeto e blogs pessoais – o usuário passa a integrar a ferramenta de inclusão política no Brasil. Os políticos e militantes do PT, também passam a ter um ponto de encontro digital para o debate político, legislativo e executivo.


O governando.com.pt , desenvolvido em parceria com o IdeaValley & IdeaLabs, é uma das mais importante iniciativas relacionadas com as metas de um governo transparente e democrático, onde todos podem debater seus principais temas, dentro de uma linha do tempo, a exemplo das principais redes sociais existentes na internet. A similaridade com outras redes sociais também dispensa a necessidade de aprendizado para o uso da nova ferramenta: ou seja, a experiência que os internautas já têm nas redes sociais poderá ser associada ao governando.com,pt.

Em termos de integração com outras plataformas, o governando.com.pt permite importar seus álbuns de fotos do facebook, publicar simultaneamente conteúdo, tanto em sua linha do tempo principal, quanto na linha do tempo da sua conta no facebook ou twitter. Além disso, a ferramenta está habilitada para uso nos dispositivos celulares.

Entre as metas do governando.com.pt está a inclusão de uma página para todo político filiado ao PT, bem como um fórum para construção colaborativa de plano de governo dos que possuem mandato, criando assim uma memória eterna sobre temas, debates e ações participativas.

Por Ricardo Weg - Portal do PT

PT lançará o Programa "Pra Belém Crescer com o Brasil"



Acesse em primeira mão, o programa de governo de Alfredo Costa, candidato à prefeitura de Belém para as próximas eleições, o qual será lançado nesta segunda-feira (20/08), às 19h na sede da APPD.

Resultado uma complexa e abrangente metodologia, o Programa "Pra Belém Crescer com o Brasil" é fruto de muitos debates e anos de experiência e luta de sindicalistas, acadêmicos, religiosos, jovens e mulheres que se dispuseram em debater, nas diversas reuniões realizadas em todos os distritos de Belém, entre os meses de Março à Maio de 2012, logo depois das prévias que elegeram Alfredo Costa para a disputa eleitoral, representando o Partido dos Trabalhadores.

O documento terá uma tiragem de 300 cópias e será lançado amanhã, na sede da APPD (Veja o mapa), às 19h e Alfredo Costa espera que a militância, simpatizantes e todos os candidatos proporcionais, lotem o auditório da entidade, que deverá ficar pequeno para receber a "onda vermelha", como o evento está sendo mobilizado pelos ativistas digitais nas redes sociais.

"Estou ciente do grande compromisso de representar os anseios de milhares de militantes, dos mais variados segmentos, sejam eles dos movimentos sociais, entidades classistas, representante sindicais e populares e é com essa aliança e o apoio de nossa presidente Dilma, que espero reverter os dados apresentados pelas primeiras pesquisas eleitorais realizadas em Belém", afirmou Alfredo Costa para o blog, otimista por ter a força que nenhum outro candidato possui: A militância aguerrida e a simpatia do povo de Belém, que segundo ele, sabe que onde o PT governa, dá certo.

Para ler e baixar o Programa "Pra Belém Crescer com o Brasil, clique aqui!