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sexta-feira, março 28, 2014

PT proporá ampliação da investigação e apoiará CPI da Petrobras

Líder do PT na Câmara anuncia que o partido assinará a CPI da Petrobras pra que ela seja profunda.


Partido defende na Câmara e no Senado que outras denúncias têm de ser "passadas limpo" e que restringir a apuração ao caso Petrobras é usar Congresso como instrumento eleitoral.


O líder do PT na Câmara, deputado Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (SP), afirmou hoje (27) que o partido vai assinar o pedido para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras. Vicentinho informou que vai propor um adendo à CPI para que casos de corrupção e desvios de recursos do governo anterior também sejam investigados.

“Vamos passar o Brasil a limpo”, afirmou Vicentinho. “O que nós pretendemos, e vou levar para minha bancada na próxima terça-feira, é a proposta de incluir um adendo nessa CPI para investigar os casos da Alstom no metrô de São Paulo, casos como o do porto pernambucano de Suape. Vamos obter informações de denúncias que surgem por aí. Vamos saber o que aconteceu com a Cemig.”

O deputado considera que se ficar restrita ao caso da compra refinaria a investigação terá apenas caráter apenas eleitoreiro. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) também admitiu a possibilidade de pedir a inclusão do caso Alstom, envolvendo contratos do Metrô e CPTM, de São Paulo, nas investigações da CPI da Petrobras.

As reações dos petistas nas duas Casas são uma resposta à oposição, que pela manhã havia protocolado requerimento de criação da CPI com 28 assinaturas de senadores. O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que a instalação da CPI “é inevitável”. Na Câmara, o deputado Rubens Bueno (PR) disse que a oposição já teria assegurado 178 adesões ao pedido de CPI – sete a mais do que o necessário.

No Senado, a Secretaria-Geral da Mesa informou que a CPI pode ter um adendo se este for assinado por pelo menos 27 senadores. A senadora paranaense reiterou a crítica de Vicentinho sobre o interesse político-eleitoral da oposição. Assinalou que o tema da compra da refinaria de Pasadena já está sendo acompanhado pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Contas e uma comissão interna da Petrobras.

Perguntada se o governo vai trabalhar para a retirada de assinaturas do requerimento, o que poderia inviabilizar a CPI, a senadora afirmou que o governo não tem nada a esconder: “Não temos medo de uma CPI, de fazer essa discussão. Mas uma investigação política vai resultar muito mais em um processo de interesse eleitoral do que necessariamente resolver o problema ou esclarecer os fatos. O Congresso Nacional não pode ser utilizado como instrumento político-eleitoral.”

PT decide amanhã sua tática eleitoral para 2014



Amanhã mais de 400 militantes, entre dirigentes, parlamentares e lideranças de todas as regiões do Estado do Pará, reúnem-se para decidir a tática eleitoral do Partido dos Trabalhadores no Estado do Pará. 

Com uma delegação eleita no último PEDProcesso de Eleições Direitas – o principal ponto de debate será sobre as teses que estão colocadas se o PT terá candidatura própria ou apoiará a candidatura de Helder Barbalho ao governo do Estado. 

Com a decisão, o partido seguirá para a organização de sua agenda político-eleitoral, tendo como um dos seus principais focos a reeleição de Dilma e a formulação de um programa de governo, sendo ou não o cabeça de chapa.

Clima de disputa

Os jornais locais já revelaram o clima da disputa entre as duas teses que tornarão o Encontro em um momento histórico para o partido mantém uma aliança tática com o PMDB no cenário nacional, mas que tem uma ala minoritária que resiste à ideia de fazer campanha pra Helder Barbalho já no 1º turno. Com o impasse, a Plenária Municipal do PT-Belém, realizada a alguns dias atrás já deu uma prévia do que pode acontecer no Encontro Estadual deste sábado. 

A tese da candidatura própria lançou o nome do deputado federal Cláudio Puty para o governo do Estado e da ex-deputada estadual Regina Barata para o Senado, o que vai na contra-mão do que é defendido pela tese que defenda a aliança programática com o PMDB para lançar Helder Barbalho como candidato ao governo e o ex-deputado federal Paulo Rocha ao senado. 

Mesmo com a previsão de vitória da tese de coligação PT-PMDB, ainda há outra tese que deverá defender o nome do deputado estadual Valdir Ganzer para o governo, mas seu próprio grupo já descartou qualquer possibilidade disso tornar-se realidade.

Democracia Interna

O exercício democrático que o PT demostrará amanhã, prova o quanto o partido ainda se diferencia dos demais e mantém-se como referência para os setores onde a tomada de decisões é consultiva e respeita as divergências existentes.

Após o encontro, uma grande festa de aniversário será realizada na sede campestre da AABB e reunirá todas as tendências para festejar os 34 anos do partido que chegou ao poder central dessa forma: Debatendo, divergindo e consensuando para que a democracia brasileira seja cada dia mais presente em nosso dia a dia.