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sexta-feira, setembro 20, 2019

Vereador de Ananindeua está preso



Por Franssinete Florenzano 

O vereador de Ananindeua Hugo Athayde se entregou no início desta noite para o juiz Cristiano Magalhães, que decretou a sua prisão preventiva. Ele estava declarado foragido da justiça desde ontem de manhã, quando foi deflagrada a Operação Anonymous II, que combate a atuação de milícias armadas e grupos de extermínio na Região Metropolitana de Belém. Hugo Athayde é advogado e por decisão da Justiça, após ser submetido a exame de corpo de delito, ficará custodiado em uma unidade penitenciária com sala de Estado-maior, onde aguardará interrogatório da Polícia Civil. 

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O vereador postou dois vídeos nas redes sociais, ontem, alegando ser inocente e acusando dois delegados de polícia de persegui-lo. Em áudio também distribuído nas redes sociais, ele ameaçou jornalistas e blogueiros que publicaram as informações da polícia sobre a sua prisão iminente. É a velha tática da tentativa de intimidação e supressão da liberdade de expressão, praticada pelos que se julgam acima da lei e da Constituição. Cliquem aqui para ouvir o áudio.

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Governo Helder Barbalho silencia a imprensa no Pará

Associação dos Concursados cobra promessas do governador Helder Barbalho e o acusa de comprar a imprensa paraense. A entidade vai denunciar o governador por Improbidade Administrativa, o que pode torná-lo inelegível por 8 anos.

Por José Emílio Almeida*

Com a eleição de Hélder Barbalho (MDB) ao governo do Pará, ocorreu junto o silenciamento da Imprensa no Estado na medida em que sua família é dona de boa parte dos meios de comunicação em vários municípios e as empresas concorrentes foram todas compradas pelos contratos de publicidade do governo do estado.

Com isso, denúncias de todo o tipo e das mais diversas regiões do Estado, ficaram sem repercussão. E, como se aqui o povo não tivesse direito a reclamar, a imprensa não divulga mais as queixas da população.

Cerca de 3.800 professores aprovados fora das vagas em concurso público promovido pela administração anterior, não conseguem repercutir na imprensa local as suas inúmeras manifestações de protesto contra o governo.

Esses professores ficaram sem o direito às vagas, ocupadas por pessoas contratados de forma temporária, indicadas por deputados estaduais e federais da base de apoio do governador.

Até prefeitos e vereadores de municípios do interior do Estado têm as suas reivindicações atendidas pelo governador, através da secretária de Educação, Leila Freire, que, inclusive, chegou a desfazer negociação acertada entre a Associação dos Concursados do Pará (Asconpa) e o chefe da Casa Civil, Parsifal Pontes, garantindo a chamada de 1.043 professores do concurso.

Ao invés das nomeações, o Estado promoveu mais processos seletivos simplificados, mais conhecidos como seleção dos indicados pelos políticos ligados ao governador.

Essas contratações atingiram quantitativo impensável e jamais visto, mesmo durante o governo do tucano Simão Jatene.

Helder abriu a porteira das contratações de temporários no Estado, não apenas na Seduc.

Em todos os órgãos da sua administração, a entrada de trabalhadores pela janela já supera as contratações feitas por Jatene.

Na Seduc (Secretaria de Educação), ocorre todo tipo de irregularidades.

Lá é comum o desvio de função (prática ilegal de professores de uma disciplina assumindo carga horária de outra disciplina). Professores de Matemática, por exemplo, estão dando aula de Física e vice-versa; “amigos” de deputados tomam posse fora do prazo estabelecido; contratações, para o sistema Mundiar, de professores que também trabalham no regular.

Diversas reuniões, protestos e ações judiciais têm sido feitas pelos concursados, mas sem o êxito esperado, em parte devido ao silêncio dos órgãos de imprensa.

As sugestões de pauta enviadas para TVs, rádios e jornais paraenses são desprezadas pelos jornalistas, que veiculam apenas as ações do governo.

Infelizmente a imprensa se calou, mesmo diante de tantos fatos reais e que merecem a devida cobertura, para que toda a população veja o outro lado da notícia e tome conhecimento do que de fato, se passa por aqui.
O controle político da imprensa é um atentado à democracia,  já tão combalida no atual governo Bolsonaro que ataca a democracia das instituições como universidades e procuradoria geral da República,  além de homenagear torturadores e macular a memória de perseguidos pela ditadura.

Diante dessa situação, a Asconpa fará denúncia de improbidade administrativa no governo do Estado do Pará, à OAB e ao Ministério Público do Estado e seguirá na luta denunciando as injustiças e ataques dos governos e se apoiando na imprensa alternativa para divulgar suas idéias e denúncias.

*José Emílio Almeida é presidente da ASCONPA (Associação dos Concursados do Pará).

Delegada do partido do governador é presa por vazamento de informações para vereador tucano, envolvido com milícias

Delegada é filiada ao MDB e foi candidata a deputada estadual na mesma eleição em que fez parte do núcleo da campanha do governador eleito Helder Barbalho, assim como do seu pai e de sua mãe, Jader e Elcione Barbalho, respectivamente.
Por Diógenes Brandão

A Polícia Civil do Pará prendeu na manhã desta sexta-feira, (20), a delegada Eliete (MDB), acusada de vazar informações que possibilitaram a fuga do vereador Hugo Athayde (PSDB), foragido e suspeito de participar de uma organização criminosa em Ananindeua.

Leia também: Delegada é presa por vazar informações e ajudar milícias e na fuga de vereador de Ananindeua

A delegada, que é filiada ao partido do governador do Estado, tendo sido inclusive candidata a deputada estadual, visitou a casa do vereador, na noite anterior da operação que iria prendê-lo na manhã seguinte.

Pelo que a polícia apurou até agora, há fortes suspeitas de que ambos participam de um esquema criminoso e possuem atividades em um grupo miliciano responsável por diversos assassinatos, inclusive do ex-vereador Gordo do Aurá, peça chave na campanha eleitoral, sobretudo no segundo turno, quando apareceu diversas vezes no horário eleitoral do então candidato Helder Barbalho, que acabou eleito governador do estado, na disputa com Márcio Miranda, que acusou o adversário de usar o Gordo do Aurá para mentir e se eleger.

No final do primeiro turno das eleições de 2018, o blog constatou que na base eleitoral do 'Gordo do Aurá', o candidato Helder Barbalho obteve 3.170, enquanto Márcio Miranda recebeu apenas 605 votos. Ou seja, Helder Barbalho teve 81% a mais de votos, que Márcio Miranda.


Ex-vereador Gordo do Aurá e amigos, entre eles, o vereador Hugo Athayde, em Ananindeua.

Tanto o vereador Hugo Athayde (PSDB), quando a delegada Eliete Cristina Alves Borges (MDB), participaram ativamente da campanha de Helder Barbalho ao governo do Estado, da deputada federal Elcione Barbalho e do senador Jader Barbalho, nas eleições de 2018.

Veja algumas fotos de campanha:

Lartaz de campanha eleitoral da delegada Eliete.

Abraçada pelo então candidato Helder Barbalho em uma caminha da campanha eleitoral do ano passado.

Em evento de campanha da deputada federal Elcione Barbalho (MDB).
Com o senador Jader Barbalho durante evento do governo do estado.

Delegada é presa por vazar informações e ajudar milícias e na fuga de vereador de Ananindeua



Via Polícia Civil do Pará


Força Tarefa de Combate a Milícias e Grupos de Extermínio cumpre mandados judiciais em desfavor de Delegada que vazou sigilo da operação.



Na data de 20/09/19, a Polícia Civil do Estado do Pará cumpriu mandados  de prisão preventiva e busca e apreensão em desfavor da Delegada Eliete Cristina Alves Borges, tendo em vista seu envolvimento com integrantes de  milícias.




Na noite que antecedeu a Operação Anonymous II, a Delegada teria ido avisar o vereador Hugo Athayde sobre os mandados de prisão e busca deferidos contra ele, razão pela qual o indiciado empreendeu fuga na mesma noite e desde então se encontra  foragido da Justiça. 




Além da prática de favorecimento pessoal, a Delegada também teria envolvimento em diversas apresentações que antecederam a ocorrência de homicídios na Região Metropolitana de Belém.




Indícios confirmam que em uma dessas ocasiões teria ela recebido a quantia de 3 mil reais para auxiliar membros do grupo de extermínio na construção fictícia de um álibi.




A ação demonstra a total  imparcialidade da Polícia Civil do Estado do Pará, que busca desempenhar o seu papel de defesa e sentinela da sociedade de forma independente e destemida, estando disposta por todos os meios legais, de agir contra quem quer que seja que insista no caminho do crime, mesmo que tenha que prender um dos seus pelo envolvimento em condutas ilícitas.




Nosso compromisso é com a Lei, com a verdade  e com a honestidade. 



A Polícia Civil concede Coletiva de Imprensa para explicar o caso.

COLETIVA DE IMPRENSA

Data: 20/09/2019 (HOJE)
Hora: 11h.  L
Local: Sala de reuniões da sede da Delegacia-Geral
Endereço: Avenida Governador Magalhães Barata, 209.