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segunda-feira, outubro 07, 2019

O que ele disse

Ex-senador manda recado para o ministro Sérgio Moro.

Por Mário Couto

Sérgio Moro em Belém.

Ah, Ministro Sérgio Moro! 

Vc que gosta tanto de justiça, precisava conhecer a história deste estado tão sofrido por este mal chamado "CORRUPÇÃO". 

Poderíamos ser o maior estado do Brasil, se não fosse os poderosos corruptos.

Trazer segurança para Ananindeua é ótimo, maravilhoso, mas quando retornares para Brasília manda prender os corruptos deste estado querido. Só assim poderemos ser felizes.  

Paysandu: A maior invencibilidade do Brasil rumo ao tri da Copa Verde

Invicto em jogos com o rival, Paysandu comemora mais uma vitória contra o Remo, time que desclassificou duas vezes esse ano.

Por Paysandu Sport Clube

Somos obcecados por vitória. 

Temos um vício chamado trabalho. E uma corrente que nos une para proteger e lutar pela família que construímos ao longo da temporada. Família essa chamada Paysandu, formada por diretoria, funcionários, comissão técnica e atletas. Falamos pouco, ralamos muito. 

grande objetivo do ano nos foi tirado na marra, de forma injusta, mas a nossa marca está aí: já são 21 jogos de invencibilidade. Temos muitos empates, é verdade.

Por outro lado, somos duros na queda. Não nos entregamos jamais, nem mesmo quando sofremos um baque nos últimos instantes. Por isso, em 41 partidas no ano inteiro, temos apenas cinco derrotas – duas delas para o Internacional-RS. Nossa invencibilidade é a maior do Brasil. 

Somente três times conseguiram fazer dois gols contra a gente no mesmo jogo. E o que dizer do nosso retrospecto em Re-Pa? Seis clássicos, três vitórias, três empates, nove gols marcados e três sofridos. Eliminamos o rival de duas competições. Agora a busca é pelo tricampeonato da Copa Verde.

Pela quinta vez, em seis edições, nós chegamos à final. Temos mais de 75% de aproveitamento na história do torneio, com 44 partidas, 27 vitórias, 13 empates e quatro derrotas. Vamos nos dedicar ao máximo por mais essa taça!

#Payxão
#PSC 
#TodosPeloTri 
#CopaVerde2019


O QUE REVELAM AS ELEIÇÕES PARA OS CONSELHOS TUTELARES?



Por Luciano Pimentel de Oliveira*

Hoje fui votar nas eleições para os conselhos tutelares. 

Votação em cédula, filas intermináveis, improviso, muito calor… 

Aliciamento de eleitores, ônibus despejando gente para votar, lugar marcado nas filas infinitas, hinos religiosos entoados. Pastores conduzindo fiéis com bíblias nas mãos. Crianças passando de colo em colo pra furar a ordem da votação. Nenhuma fiscalização efetiva. Não houve nenhuma preparação das autoridades responsáveis para a onda de interesse nestas eleições que foi se formando nas últimas duas semanas.   

Vi o que aconteceu, mas há relatos semelhantes por todo o Brasil. 

A expectativa é que a quantidade de votos pelo menos quadruplique na comparação com a eleição de quatro anos atrás.  

O que está em jogo é muito mais do que a eleição para os conselhos tutelares. 

A grande maioria dos eleitores certamente pouco sabe sobre seu funcionamento, seus problemas e sua importância. Sequer sabia que eles existiam até poucos dias atrás.  

A disputa sem precedentes neste ano, em primeiro lugar, tem a ver com o fato de que é a segunda oportunidade de uma eleição unificada em todo o Brasil. A primeira foi em 2015, com muitos percalços. 

O fato de ser unificada deu a uma eleição pouquíssimo lembrada quase que um caráter plebiscitário, sobre aqueles que estão de acordo com a política de destruição do legado da Constituição de 1988 e aqueles que defendem a manutenção dos direitos lá previstos e regulados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.  

O pacto social de 1988 não mais existe. Morreu em algum momento desta década que vai se findando. 

Agora, qualquer disputa eleitoral se tornou uma disputa ideológica, de concepção de mundo, onde o moralismo, o conservadorismo, diversas fobias, interpretações fundamentalistas da Bíblia se enfrentam com as forças que ainda buscam o fortalecimento dos espaços democráticos de atuação da sociedade civil, o Estado laico, a República como princípio fundamental de convivência entre nós.

Fundamental para os movimentos progressistas avaliar o resultado destas eleições de hoje. 

Não dá para saber ainda se as candidaturas que defendem o ECA se sairão melhor do que nas eleições anteriores. A mobilização entre nós foi muito forte, mas a mobilização do outro lado foi também de grandes proporções.

*Luciano Pimentel de Oliveira é professor e escritor em Muaná, Marajó, Pará.