Mostrando postagens com marcador Eleições 2006. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições 2006. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, outubro 31, 2012

Mapa Eleitoral: O dia seguinte das eleições

O PT foi o partido que mais cresceu nas eleições de 2012. PMDB e PSDB encolheram bastante.
 
No blog do Renato Rovai*

Há muitas flancos possíveis para se analisar o resultado das eleições municipais recém-encerradas. Os analistas da mídia tradicional como não podem dizer que a oposição foi a grande derrotada enaltecem o crescimento (real, diga-se) do PSB. É mais ou menos como aquele torcedor que comemora a vitória de um terceiro time sobre o seu principal rival. Porque no pau a pau perde todas.


O fato é que a oposição diminuiu ainda mais de tamanho em 2012. E isso aconteceu mesmo em meio ao julgamento do mensalão e de toda a cobertura midiática tentando vincular aquele acontecimento ao momento eleitoral.

Outro fato é que o PT cresceu muito em São Paulo e passa a governar quase metade da população do Estado. Manteve o domínio da região metropolitana e ainda levou São Paulo e boa parte do Vale do Paraíba, incluindo a cidade de São José dos Campos.

O PSB também sai maior deste processo eleitoral. Conquistou Recife e Fortaleza, além de várias cidades importantes do Nordeste. E ainda reelegeu seu prefeito de BH e ganhou Campinas. Em BH e Campinas, porém, os eleitos são muito mais tucanos que socialistas.

O PSOL elege seu primeiro prefeito de capital, no Macapá, e entra no jogo real da governabilidade. Isso vai levar a muitas reflexões internas no partido e provavelmente vai fazer com que alguns grupos deixem a legenda. Ou vai levar o prefeito eleito a deixar o partido. A tese da governança e as teses de alguns setores do PSOL são incompátiveis.

O fato de o PSDB não ter conseguido eleger um prefeito de capital nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste também é um fato importante. Como também merece registro que nenhum senador eleito em 2010 conseguiu sucesso nas disputas de 2012. O povo parece já ter se cansado dessa história de o político se eleger para um cargo executivo e depois de um ano e meio disputar outro.

Outro ponto que não pode ser desprezado e que talvez seja o mais importante para pensar 2014 é que Dilma tem de cara três possíveis adversários relativamente fortes: Marina Silva, Aécio Neves e Eduardo Campos. Sem contar a provável candidatura do senador Randolfe, padrinho político do prefeito eleito em Macapá.

Marina e Aécio já tem quase como certas as suas candidaturas. Eduardo Campos ainda vai ter que fazer contas e provar para o próprio partido que um voo solo pode ser melhor do que uma aliança com Dilma. Afinal, se vier a sair candidato sem Lula e Dilma o PSB terá de enfrentar o PT em muitos lugares. Nesta eleição das capitais, venceu. Mas nada garante que isso venha a se repetir em 2014.

De qualquer forma, se todos os citados vierem a disputar a presidência, Dilma poderá ter que enfrentar um segundo turno aberto. Essa é uma péssima notícia para a presidenta, que não pode pensar em mudar a composição de sua chapa, até porque o PMDB foi o partido que elegeu mais prefeitos no Brasil.

Se o PT quiser ajudar Dilma a ficar mais forte para 2014, deveria tratar com carinho duas situações. Os recados das urnas no Rio Grande do Sul e na Bahia. A derrota para ACM Neto em Salvador e a pífia campanha do PT em Porto Alegre, por mais que se queira tapar o sol com a peneira, fragilizam os governos Tarso e Wagner. Ambos precisam repensar politicamente o tipo de gestão que estão fazendo porque senão o partido corre o risco de perder as eleições nestes dois estados.

A oposição na Bahia vai se assanhar com esta vitória de ACMinho e no Rio Grande do Sul nunca um governador foi reeleito. Isso pode vir a acontecer com Tarso se sua administração continuar, por exemplo, brigando com os professores. Aliás, professores que foram fundamentais para a derrota de Pelegrino na Bahia.
* Renato Rovai é jornalista e editor da Revista Fórum.

quinta-feira, agosto 12, 2010

Minha Vida - I

Duas gerações se encontram em meu coração. Meryane minha mãe com Lorena Brandão no colo. O Encontro acontece vez ou outra. Lorena mora com a mãe, minha ex-esposa em Brasília. Partiu a exatos 4 anos atrás quando eu me dedicava na campanha de Ana Júlia e Mário Cardoso, candidatos governadora e senador respectivamente. Há 17 anos invisto na vitória de um governo progressista. Mas já fui anarquista e pedi voto nulo, a queda do Estado. Enfrentei diversos petista antes entrar no PT. Mas sempre soube de uma coisa: A luta de classe é uma realidade imposta à todos que vivem sob a égide do sistema capitalista e este tem seus representantes, árduos em manter o status quo, sempre uns com mais e outros com menos, como diz Chico Science.

sexta-feira, dezembro 01, 2006

A derrota dos meios e os fins, antes do 2º turno



Por Diógenes Brandão*

As eleições 2016 chegam ao fim e as previsões de todos os institutos de pesquisa, colocam uma grande incógnita sobre o comportamento dos grupos mais conservadores, instalados no PSDB/PFL.

Há quem diga que irão rever suas lideranças.

Aécio Neves e Serra, disputarão a cabeça de chapa no PSDB, mas há quem sustente que Aécio tem uma paquera com o PMDB em MG e analisa uma possível ruptura com o PSDB para liderar o PMDB à corrida eleitoral de 2010.

O PT está mais comedido. A levada para o 2º turno disparou o alerta vermelho entre os rubros. A militância retomou o corpo-a-corpo e para o bem da nação, o cidadão comum debate política econômica, internacional e até as taxas de juros!

Esse fenômeno não pode ser atribuído ao PT e ao Lula, pois entre todas as mazelas à democracia e a vontade da maioria do povo - que respondeu às pesquisas - os meios de comunicação de massa (Rádio, TV e Jornais e os sites ligados a estes) são na verdade os arautos desta manifestação.

Nunca na história do Brasil, citou-se tanto a palavra “ética”. Vide o neto do ACM, que era insistentemente procurando pelas lentes das TV´s para anunciar suas bravatas contra o PT e Lula. Foi reeleito na Bahia, mas amargou uma derrota triunfal de seu grupo, denominado Carlista*.

Aqui no Pará, Jader Barbalho é o principal aliado de Ana Júlia na condução de uma ofensiva midiática a favor dela e de Lula. Seu filho, Helder Barbalho, consegue, nos comícios e encontros da campanha Lula/Ana, arrecadar mais aplausos e balançar de cabeça afirmativos para os seu discursos, do que muitos velhacos do PT e da esquerda local recebem de sua própria militância. O que isso tem a nos dizer? Maior preparo, capacidade retórica, busca por informações ou um bom assessoramento? Talvez todas essas opções expliquem o fosso existente entre os oradores citados acima.

Os principais adversários (PSDB/PFL) tiram sarro do apoio de Jader à Ana Júlia, mas nada comentam da ligação de um feroz “crítico por encomenda”, que hoje lhes apóiam, mas que sempre foi “bancado” pelo mesmo Jader Barbalho, o rico radialista e cantor, Wladimir Costa*.

É claro que ninguém seria louco de esquecer que Jader sempre foi consultado para definir o jogo, se tratando de eleições aqui no Pará. Edmilson Rodrigues, o mais radical e puro entre os homens da política local, também teve seus contatos e até Almir, eleito prefeito, antes tivera sido tutelado por Jader e nunca deixou de aliar-se para manter sua turma no poder.

Os recentes escândalos que não se transformaram em notícia, mas que são claramente ligados a desvio de dinheiro e caixa 2, inclusive aquele que pode vir todo lugar (jogo do bicho, tráfico de drogas, PCC) na campanha tucana do Paraná, demonstram a falta de credibilidade dos meios. Os fins, sabemos: Verba publicitária, apoio financeiro, dedução de imposto, etc..São a moeda de troca para a famigerada indústria de notícias, instalada nos editoriais das grandes empresas de comunicação.

Talvez seja a hora de seguirmos a recomendação de Brizola, que sempre nos meteu corda para lutarmos contra o império das organizações Globo, no entanto, deve-se buscar revisar todos os contratos de concessão públicas para todas as empresas que possuem este direito, no qual não se estabelece a algazarra aí exposta.

O grupo filiado à rede Globo aqui no Pará, nem se quer disfarça sua aliança com os tucanos e herdeiros da ditadura (PFL). São tão arrogantes que um dos herdeiros do patrimônio, o Sr. Ronaldo Maiorana, agrediu covardemente o competente jornalista Lúcio Flávio Pinto em uma restaurante refinado de Belém, por conta das informações deste jornalista em seu “Jornal Pessoal”, sobre a compra de matérias, que transformou o jornal “O Liberal” em uma "quitanda", termo cunhado pelo profissional da informação que anunciou a relação promíscua da empresa com a Companhia Vale do Rio Doce.

Voltando à expectativa nacional, a visão de Lula e do PT, deve ser redirecionada para o Norte/Nordeste, haja vista, a demonstração das urnas e a esmagadora vitória de Lula e seus aliados nestas duas regiões brasileiras.

O PT e as lideranças locais, aqui no Pará precisam colocar na mesa de negociação uma redefinição dos interesses que estão em jogo na correlação entre os Estados. Cabe lembrar que o Deputado Federal Paulo Rocha (PT-PA), acusado de recebimento do suposto mensalão, foi absorvido nas urnas com mais de 117 milhões de votos, ficando em 5º lugar no ranking federal. Era o mais cotado para a disputa do governo do Estado e foi golpeado durante mais de 3 meses pela família Maiorana.

Lula foi severamente responsabilizado por tudo que acontecia no País, inclusive pelos ataques do PCC à frágil estrutura de segurança do Estado de São Paulo e vejam só o resultado!

Uma coisa ficou clara antes do final destas eleições: a mídia e sua arrogante tese de ser a “formadora de opinião” foi ignorada.

Por fim, acho que quem perdeu nesta eleição foi a mídia. Nunca tão cúmplice e parcial, foi vencida pelas urnas e pela vontade soberana do povo brasileiro.

*Diógenes Brandão é auto-didata e autor deste blog.

O que motiva a "cutucada" do jornal OLiberal no secretário de Educação do Pará?

Nota do Repórter 70, do jornal OLiberal, 08.07.2026 Há momentos em que uma pequena nota publicada em uma tradicional coluna política diz mu...