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sábado, janeiro 28, 2017

Crédito, dívidas e a desgraça Temer




O Judas Michel Temer está no poder desde maio passado, quando o Senado aprovou a admissibilidade do impeachment de Dilma. A mídia privada e os empresários que financiaram o “golpe dos corruptos” – como o presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, e o picareta Paulo Skaf, coronel da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) – garantiram que bastaria afastar a presidenta eleita para o Brasil voltar a crescer – “instantaneamente”. Mas já são dez meses do covil golpista e a economia segue afundando. Nesta semana, mais três indicadores confirmaram a desgraça patrocinada pelo usurpador Michel Temer.

Segundo balanço divulgado nesta terça-feira (24) pela Associação das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o crédito para aquisição e construção de imóveis desabou 38,3% em 2016. No ano passado, as concessões de empréstimos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), bancados com recursos de poupança, somaram R$ 46,6 bilhões, contra R$ 75,6 bilhões em 2015. Entre janeiro e dezembro de 2016, foram financiados 199,7 mil imóveis, queda de 41,5% na comparação com 2015. Segundo Gilberto Duarte de Abreu, presidente da Abecip, juros altos e desemprego recorde tiraram a confiança do consumidor na compra da casa própria.

O impacto foi maior no financiamento dos imóveis usados. O crédito para a compra dessas unidades caiu 41% em relação a 2015, para R$ 13,7 bilhões; já o financiamento de imóveis novos recuou 30%, somando R$ 22,3 bilhões. O financiamento para a construção (pessoa jurídica) caiu 49% no mesmo período, fortemente impactado pela queda nas vendas das incorporadoras e menor demanda. De janeiro a dezembro de 2016, foram liberados R$ 10,6 bilhões para a construção, ante R$ 20,8 bilhões em igual período do ano anterior.

Dívidas e queda no varejo

Outro dado sobre a desgraceira na economia foi divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Com o aumento do desemprego e a queda de renda, os brasileiros estão com maiores dificuldades para pagar suas dívidas. O número de famílias com contas em atraso e que afirmam não ter condições de voltar para o azul cresceu 25% entre 2015 e 2016, revela a pesquisa. Do universo de 3,6 milhões de inadimplentes no país, 1,4 milhão se encontra nesta situação. O quadro é assustador, segundo a economista da CNC Marianne Hanson. “As condições de renegociação não estão favoráveis para o bolso das famílias. Se o principal provedor está desempregado, não vai conseguir renegociar. E outro ponto é que as prestações estão muito altas”.

Por último, a Federação do Comércio de São Paulo – que apoiou o “golpe dos corruptos” – não esconde mais seu desânimo com os rumos da economia. Ela avalia que as vendas no varejo seguirão estagnadas em 2017 e que a retomada, se houver, será lenta. A entidade calcula que o setor vá faturar R$ 181 bilhões neste ano, cifra equivalente à obtida no ano passado. “Pelo menos paramos de cair. A partir de agora, vai ser uma evolução muito lenta", afirma Guilherme Dietze, economista da federação, tentando disfarçar o desalento.

E ainda teve “midiota” que acreditou na conversa fiada da imprensa privada de que bastaria tirar Dilma para o Brasil voltar a crescer – “instantaneamente”. O otário serviu apenas como massa de manobra – ou pato amarelo – para os que pretendiam repassar o ônus da crise econômica para o seu bolso.

sábado, outubro 08, 2016

Almoço de domingo: entre o pato do círio e pato amarelo da Paulista


Por André Farias*

Amanhã boa parte dos paraenses estará em confraternização, saboreando uma deliciosa maniçoba ou um suculento pato no tucupí. 

Enquanto estivermos embebidos no espírito do Círio, o presidente golpista Temer estará almoçando com 400 deputados, ali o cardápio fora preparado pelos mesmos organizadores do pato amarelo paulistano. Temer tem almoçado com empresários e jantado com parlamentares, mas o cardápio não muda: direito do trabalhador à moda da casa.

A justificativa para o banquete deste final de semana é o tal do teto dos gastos públicos que será votado na segunda feira. O master chefe indicou uma receita neoliberal de abertura da economia, privatizações e desmonte do Estado, prato requentado com uma azeitona para dar impressão de novo. 

Nesta comilança ainda teremos os famintos pela Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista. O exagero "gastronômico" pode dar dor de barriga nas crianças, mas não se preocupem, pois a fada Marcela Temer agora tem a vara de condão para proteger os pequenos. 

Será que nos resta apenas esperar o dia das crianças e o Natal para confirmar  o espírito dócil do povo brasileiro? 

*André Farias é professor da UFPA (Universidade Federal do Pará/Núcleo de Meio Ambiente)

sexta-feira, março 18, 2016

O GOLPE


Por Luiz Carlos Azenha

O golpe é muito bem organizado. Moro decide. Globo repercute. Alckmin fecha Paulista. Fiesp ilumina o prédio. 300 são tratados como se fossem 3 mil. 

Emissoras dedicam a íntegra de seus telejornais ao assunto. O que por sua vez causa comoção pública. 

300 se tornam de fato 3 mil, que aparecem nos telejornais, que reproduzem discursos indignados, que pretendem transformar 3 mil em 30 mil, que buscam um cadáver para fazer o cerco final ao Palácio. 

Repito: tá tudo muito parecido com aqueles golpes de veludo do Oriente Médio ou do entorno da Rússia, menos os cadáveres que o Alckmin parece determinado a produzir permitindo que pró e contra Dilma se manifestem ao mesmo tempo no mesmo espaço. 

Só hoje sabemos que os fuzileiros navais estavam a caminho, em 1964, na Operação Brother Sam. Em 50 anos é possível que a gente descubra a mesma coisa. 

Motivo? 

O pré-sal. 

O triste é ver que há muitos inocentes úteis, inclusive entre meus colegas jornalistas.

O que motiva a "cutucada" do jornal OLiberal no secretário de Educação do Pará?

Nota do Repórter 70, do jornal OLiberal, 08.07.2026 Há momentos em que uma pequena nota publicada em uma tradicional coluna política diz mu...