sábado, janeiro 26, 2008

A Pólis não Pára

Uma garota que diz ter 19 anos, negra, com uma mochila nas costa e visivelmente debilitada, roda pelas redondezas do terminal rodoviário de São Brás em busca de socorro. Vinda do Maranhão no trem da Vale, a jovem, declarou que já passou por vários locais, sofreu diversas agressões, estupro, violência física e emocional, mas que não quer voltar para seu município de origem por não aguentar tanta miséria por lá. Vítima de uma sociedade excludente, anda pelos bares, moteis e barracos que lhe dão arrêgo.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Gente Hipócrita !!

“uma vez cumprida a ordem de desocupação ali contida, deverá o Município promovido destinar área própria, para fins de recolocação dos ambulantes que ali se encontravam afim de que possam dar continuidade às suas atividades legítimas, com meios lícitos de sobrevivência.”

Acima, o trecho da ordem Judicial que autorizou a retirada dos camêlos da frente da Agência Central dos Correios, na Av. Presidente Vargas, causando tumulto e protestos, tanto dos trabalhadores e trabalhadoras informais que foram retirados na marra por ordem do prefeito falso-médico, quanto de moradores, logistas, oportunistas e - alguns "nobres" que sempre consideraram passeata, coisa de vagabundos. Agora quando é que a ordem vai ser cumprida na íntegra é que não se sabe, pois como sabemos, nesta cidade ninguém mais tem ilusão do quanto Gil estava certo quando compôs, nos barracos da cidade. Ôôô , ôô Gente estúpida! Ôôô , ôô Gente hipócrita!

O Povo Fala, Fala Mesmo!

Charge de A.Torres no Diário


Comentários "Anônimos", extraídos do Quinta Emenda sobre o post da Vereadora Marinor Brito.

A Cidade ilegal, transporte ilegal kombis, motos, vans, onibus, comercio ilegal, ambulantes, feirantes, camelos, bomboseiros, carros de lanches, pirataria, cds. dvs, segurança ilegal, execuções diárias, prisões de menores, torturas, sáude médicos que recebem e não vão trabalhar, educação que nunca tem vagas para as crianças, Presidência da Camara de Vereadores ilegal, tudo anulado as leis do orçamento, iptu, tudo ilegal, Prefeito fora da lei condenado como falso médico, mente sobre as calçadas da presidente vargas, tudo ilegal, quando a justiça federal vai prender o dudu?


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Não há politica pública de integração dos camelos ao mercado, a situação que nasceu com o desemprego continua hoje, com a crescente oferta de emprego, esta na cara que na vida informal o lucro é total, não tem aluguel, não tem conta de energia, conta de água, direitos do consumiro, direito do trabalho, cnpj, cpf, atestado de antecedentes criminais, laudo do corpo de bombeiros, sefin, sefa, drt, crea, seurb, receita federal, pm,pc, pf, os vereadores com o dudu, construiram o seu palácio com milhões de dinheiro público, mas não arrumam um teto p os camelos, livrarem as ruas de belém da nova deli, cairo, saara, luanda, cidade do méxico, ou de qualquer mercado favela do mundo, parabens a vereadora pela exposição mas vamos a propostas?


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No papel, tudo isso é lindo e maravilhoso. Parece que estamos em Estocolmo ou Bruxelas.A real é outra, dona Marinor.Nem governo, nem justiça e muito menos os infratores cumprem o que está escrito.Há muuuuuito tempo é só papo e papo.Que tal, com todo o respeito, levar algumas barracas para a calçada da sua residência.Deixe lá e vai ver o que acontece...

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Um pouco sobre o empresário Marcelo Gabriel

Do antenado Paulo no Espaço aberto
Em depoimento nesta quinta-feira, o filho do ex-governador Almir Gabriel diz que foi procurado para interceder em favor de empresa de Chico Ferreira sobre dívidas, admite ser dono de várias firmas e confirma que teve participação em investimentos no Terminal Rodoviário de Belém
Em todos os interrogatórios até agora tomados pelo juiz federal substituto da 3ª Vara, Leonardo Aguiar, os acusados de envolvimento em supostos crimes de formação de quadrilha, fraudes em licitações e sonegação previdenciária, descobertos pela Operação Rêmora em novembro de 2006, têm sido unânimes em afirmar que ou não conheciam Marcelo Gabriel, filho do ex-governador Almir Gabriel, ou que Marcelo jamais usou de suas influências e amizades junto ao governo do Estado para beneficiar qualquer empresa. Trecho da denúncia do MPF assim se refere a Chico Ferreira e ao réu que depôs hoje: "Chico Ferreira e Marcelo Gabriel estão no topo da organização criminosa. Eles eram os responsáveis pelo direcionamento empresarial ilícito, a partir do contato com agentes públicos, bem como a definição da estrutura societária falsa, além do acobertamento do grupo diante da fiscalização previdenciária." Conceda-se a Marcelo Gabriel o benefício da dúvida, que o próprio direito consagrou na velha, surrada, mas sempre atual expressão latina in dubio pro reo (em caso de dúvida, não se pode condenar o réu). Mas é certo que muito embora Marcelo, na melhor das hipóteses, se esquivasse e não exercesse a condição de influente junto a gabinetes situados em bem postas esferas de poder, era no mínimo tido como alguém que poderia, de alguma forma, interceder junto ao Poder Público para resolver pendências que favorecessem empresas particulares. Estação das Docas Ao depor hoje de manhã na Justiça Federal, Marcelo Gabriel manifestou-se pela primeira vez, em juízo, sobre interceptação telefônica da Polícia Federal, transcrita nos autos. Na conversa, seu amigo Chico Ferreira pede que Marcelo seja o intermediário de negociações sobre a dívida que a Estação das Docas com empresa do próprio Chico. O juiz perguntou-lhe por que Chico Ferreira procurou o depoente. Marcelo respondeu que isso deve-se ao fato de que ele é amigo de Paulo Chaves há mais de 25 anos. Um dos tucanos mais próximos do ex-governador Almir Gabriel, Paulo Chaves, ex-secretário de Cultura, tem sido apresentado como um dos prováveis nomes do PSDB para disputar as eleições para prefeito de Belém, em outubro. Em recente jantar de despedida de Almir, que vai fixar residência em São Paulo, o ex-secretário foi um dos poucos oradores. E chegou a comparar a mudança do ex-governador como se fosse um exílio, para o qual também iriam todos os seus amigos. Na época em que Marcelo foi procurado por Chico Ferreira, segundo informado durante o depoimento, Paulo Chaves exercia o cargo de titular da Secretaria de Cultura, à qual se subordinava a Estação das Docas. Ao final do depoimento, em resposta às perguntas de seu próprio advogado, Marcelo afirmou que, apesar do pedido de Chico Ferreira, não entrou em contato com Paulo Chaves para tratar da tal dívida. Várias empresas Marcelo confirmou de própria voz que tem uma vida empresarial movimentada. Afirmou que é dono das seguintes empresas: * Cateto Comércio e Distribuidora Ltda., que trabalhava na área de distribuição de alimentos e material de escritório; * Celta Construtora e Incorporadora Ltda., que atuava na área de construção civil; * Ponto Um Comércio e Distribuidora Ltda; * Reciclean Indústria e Comércio Ltda. O réu garantiu ao juiz, entretanto, que todas essas empresas se encontram sem movimentação. Algumas, disse ele, funcionaram por pouco tempo, outras nem chegaram a entrar em atividade, como seria o caso da Ponto Um. Esclareceu ainda que constituiu as empresas Ponto Um e Reciclean com o fim específico de registrar seus nomes e impedir que outra pessoa usasse tais expressões, uma vez que trabalha na área de marketing. No mais, Marcelo Gabriel disse que não recebeu nenhuma proposta e nem exigiu qualquer participação financeira nos valores devidos pela Estação das Docas à empresa da família. Acrescentou que nunca teve qualquer relacionamento profissional com a Service Brasil, de Chico Ferreira. Assegurou que nunca teve nenhum poder de gerência ou administração na Service e nunca intermediou qualquer contrato a favor da empresa, seja com pessoas jurídicas públicas ou privadas. Negócios no Terminal Confirmou ainda que, para a Clean Service, sua atuação se limitava à área de marketing e planejamento estratégico e que prestou serviço para a empresa Athiva entre 2005 e 2006. Disse que, na Athiva, sua atuação se limitou basicamente a intermediar a contratação da empresa Sinart (Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico), empresa privada que explora o Terminal Rodoviário de Belém. Marcelo garantiu que não é sócio da Sinart, mas teve participação em dois investimentos. Afirmou ter investido juntamente com a Sinart na construção de 15 salas no segundo pavimento do prédio do terminal rodoviário. Por isso, recebia 40% dos aluguéis de tais salas. O valor da obras, segundo Marcelo, foi de aproximadamente de R$ 20 mil a R$ 25 mil, em valores atualizados.

A nova queda de Zeca Pirão

Justiça anula eleição anterior e manda eleger nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Belém. Mandado de segurança concedido determina ainda o afastamento da Mesa e a imediata realização de nova eleição para a escolha dos novos dirigentes que completarão o restante do mandato. O juiz Marco Antônio Lobo Castelo Branco, em exercício na 3ª Vara da Fazenda de Belém, decidiu, em sentença, anular a eleição para a Mesa da Câmara Municipal de Belém realizada em dezembro de 2006, determinou o afastamento da Mesa eleita e também que a Mesa anterior proceda, imediatamente, a eleição para a nova Mesa Diretora da Casa Legislativa, a fim de completar o período restante do mandato. A decisão do juiz foi em resposta ao Mandado de Segurança impetrado pelo vereador Victor Cunha. A Mesa eleita em dezembro de 2006 tem como presidente o vereador Zeca Pirão.

Tudo fresquinho no site do TJE

Criador e a criatura: a volta de Lei da Mordaça, agora em Ananindeua

Daniel Santos (PODE) seria o criador da ideia de emplacar a "Lei da Mordaça" na Câmara Municipal de Ananindeua, resgatando os mol...