terça-feira, agosto 25, 2009

2010 Já Começou!

A campanha eleitoral já começou - ou digamos, nunca termina - mas na internet a coisa pega celeridade como vento em pipa em pleno litoral.
Com o nova legislação eleitoral, que abre o uso da rede para os partidos políticos, blogs, twitter, youtube e outras ferramentas de comunicação via web serão o grande diferencial em 2010. Aposte o contrário e perdará com certeza! Sinais do poder acumulado pelos blogs podem ser sentidos pela forma com que a ferramenta foi utilizada durante os ataques à Petrobrás quando a empresa resolveu criar o Fatos & Dados, no qual a empresa escrachou e modificou de forma revolucionária a relação das assessorias de imprensa, com os grande meios de comunicação, protegendo-se legalmente da manipulação até então impune da grande mídia. Exemplo piégas e nefastos foi o publicado no blog Quanto Tempo Dura quando uma foto da ministra presidenciável Dilma Rousseff foi montada como se estivesse em um show de Dominguinhos em São Paulo, o qual era promovido pelo governador José Serra. Dilma foi acusada de estar fazendo campanha antecipada e utilizar dinheiro público para a contratação de diversos artistas, o que logo foi desmentido pelo autor do blog. Seria cômico se não fosse ridículo! Mas quem se espanta com a enorme quantidade de emails fakes (falsos) que já rodam a rede, ainda tem muito a ver acontecer, pois a guerra da comunicação ainda está por começar...
Enquanto isso, o blog do Lula - previsto para ser lançado na próxima seguunda, dia 31 - já gera inúmeras críticas, seja pelo time perdido, ou pela forma que tem em não permitir comentários, justificada pela equipe reduzida de apenas 05 profissionais que o manterão, o que fará com que Lula de fato, não seja o blogueiro, o que convenhamos, seria uma grande demostração de irresponsabilidade com os assuntos pertinentes à sua pasta.

segunda-feira, agosto 24, 2009

Privatização da Água. Quem quer?

Por Newton Pereira*

Em primeiro lugar, o debate sobre a privatização da água perpassa pela reflexão acerca do que é “bem” e “mercadoria”, na lógica capitalista. A informação, a energia, assim também a água, constituem-se em bens sociais indispensáveis à sobrevivência humana, logo, podem ser incluídos como componentes do direito natural que todo ser humano deve ter a sua disposição para suprir suas necessidades. Na lógica do capital estes “bens sociais” ao apresentarem elevada demanda de consumo transformam-se em mercadoria e tornam-se altamente lucrativos, sendo apropriado por grupos econômicos que disponibilizam para a sociedade em troca de um preço inacessível para a maioria da população.

É relevante considerar que a privatização do sistema telefônico no Brasil, assim como a energia elétrica, e a mineração, citando o exemplo CVRD, foi custeado com a injeção de recursos públicos, seja para oferecer toda a infra-estrutura para a operação e funcionamento das empresas, como também, para a composição dos grupos controladores por meio do BNDES. O capital não compra negócio falido, e em seus momentos de crise, citando 1929, 1973 e mais recente em 2008, o Estado como seu guardião, estendeu os braços para o soerguimento deste modo de produção e o capital especulativo.

Assim, a privatização dos “bens sociais” no Brasil trouxe mazelas que atualmente tornam o Estado inoperante para combater a pobreza, a miséria, a violência, a prostituição infantil, e outros fenômenos sociais que atingem tanto ricos quanto pobres. O poder nefasto da onda privatizadora no Brasil só elevou o lucro das empresas. No caso das telecomunicações a redução drástica dos postos de trabalhos e a demissão em massa dos trabalhadores de telecomunicações, contribui para a formação do caos social. Em contrapartida, o povão é ludibriado por taxas cobradas a 0,3 centavos de real por minuto, no entanto os balanços financeiros das operadoras revelam lucros atraentes, tornando a “comunicação e a informação” uma mercadoria altamente rentável a esses grupos econômicos.

No caso da energia elétrica, as privatizações mostram informações equivocadas. Basta analisar o exemplo da Ligth no Rio de Janeiro e da CELPA no Estado do Pará que estão devendo quase o seu CAPITAL SOCIAL. O programa que disponibiliza energia para o campo pós-privatização, hoje chamado de LUZ PARA TODOS, começou com recursos do Governo Federal, com a nomenclatura LUZ NO CAMPO, não é do governo do Pará, nem da CELPA. Toda a infra-estrutura necessária a distribuição de energia pela CELPA no Estado do Pará foi realizada pelo governo, logo, a Rede Celpa não investiu o suficiente para se afirmar que ele tem participação social no desenvolvimento regional.

O debate sobre a privatização da água vem amadurecendo em função dos interesses dos grupos econômicos que defendem a lógica de que todo “bem social” é passível de mercantilização, e assim, juntamente com a saúde, educação, segurança, previdência, essenciais a promoção de níveis de qualidade de vida e dignidade ao ser humano, somente tem acesso aqueles que podem dispor de recursos financeiros.

O debate da privatização da água perpassa pela questão ética relativa ao valor deste bem natural, indispensável à sobrevivência humana, de modo que é fundamental a mobilização de toda a sociedade paraense em torno da defesa dos interesses coletivos, sendo portanto gerenciado pelo Estado para atender a todos.

Vale lembrar que a empreitada de Lemos para o embelezamento da cidade de Belém realizou-se sob as influências do capital que aqui se instalara resultante da economia do ciclo da borracja , canalizando um sistema de abastecimento de água destinado a servir as elites concentradas nos bairros centrais. Além disso, a visão higienista imposta na cidade era um dos fatores para tornar Belém o centro de comercialização na região amazônica.

Portanto, discutir a operacionalidade de um sistema de abastecimento de água de uma cidade com elevados níveis de contradições sociais, é diminuto quando se aponta para a privatização como tábua de salvação.

* Newton Pereira é advogado e morador de Ananindeua

segunda-feira, agosto 17, 2009

Forró Estilizado?

Por Ariano Suassuna.
Tem rapariga Aí? Se tem, levante a mão!'. A maioria, as moças, levanta a mão.. Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade. Pra uma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas. Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo est tico. Pior, o glamour, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo. Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa.. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.

quarta-feira, agosto 12, 2009

Missa e Homenagens ao Juca

Juvêncio Arruda (foto acima), autor do blog Quinta Emenda, receberá na ALEPA, por proposta do Deputado Ítalo Macóla (PSDB), votos de pesar por seu falecimento corpóreo e logo acolá, na casa de noca de Belém, segundo o antenado blog do espaço aberto, o vereador José Scaff Filho (PMDB) propôs projeto de decreto legislativo que cria a “Medalha Honorífica Juvêncio Arruda”. A honraria, segundo a proposição, será concedida anualmente, na data de 17 de maio, quando se comemora o Dia Mundial da Internet, e será atribuída a pessoas com atuação destacada na área do jornalismo regional com difusão via internet, empregando mídias de texto, áudio, vídeo, imagem ou quaisquer outras formas de comunicação digital.
O objetivo da proposição, segundo o autor, além de homenagear e perpetuar a memória de Juvêncio, é estimular o jornalismo virtual no Estado, em especial o que veicula matérias regionais.
E tem mais. em homenagem à este grande colaborador da inteligência paraense, será realizada a missa de 30° dia de falecimento do Juva (com palavras de sua esposa), que acontece nesta quinta-feira (13 de agosto), na Igreja do Rosário da Campina às 18h30.

A Luta Continua

Viemos de um tempo recente
Tempo de indignação e coca-cola
Barricadas eram feitas
Em plena metrópole amazônica
Uma Paris juvenil sem revolução
O tom era de reivindicações
Assumimos o poder e fomos gestores
Sentimos o desafio da administração pública
Negociamos com empresários
Barramos greves
Mas voltamos à incentivá-las
Carregamos os ideais socialistas
quando o a ordem era neo-liberar
Nossa geração foi mais light
As armas eram outras
Mas conhecemos a nossa história
A luta de classe foi nosso vetor
Lemos Marx, Proudhon, Mayakovsky e deles
devergíamos nos bares
como se deles incorporados estivéssemos
Nosso tempo nos consumiu
Mas de forma prazerosa
Angustia era saber da fome
mesmo não sentindo-a
No entanto, em nenhum desse momentos
Nunca ou quase nunca
titubeamos perante a luta
Seja ela com quem fosse
e é isso que nos faz marcar a vida
E sermos para sempre lembrados
E a luta continua companheiro!

Criador e a criatura: a volta de Lei da Mordaça, agora em Ananindeua

Daniel Santos (PODE) seria o criador da ideia de emplacar a "Lei da Mordaça" na Câmara Municipal de Ananindeua, resgatando os mol...