sábado, abril 19, 2008

As Falas do Candidatos

O Espaço Aberto diz aqui como foi a refrega retórica entre Mário Cardoso e Priante, na anunciada disputa pela preferência de Lula e obviamente, do eleitorado belenense.

A Fala do Chefe

O chefe da casa civil da governadoria, Claúdio Puty desceu do pedestal - que a imprensa local o colocou quando o rotulou de acadêmico e tantas outras definições, nas quais ignoravam o papel militante de outrora e de gestor público de agora - e foi até à plenária do PT realizada ontem (sexta-feira) na sede do Monte Líbano. Panfleteando material do governo, Puty cumprimentou e abraçou companheir@s e fez fala. Nela, deu o novo tom do governo sobre Duciomar e o PMDB: O PT entra pra ganhar, não iremos concordar que se mantenha o abandono nem tão pouco que aventurem-se sobre a capital do Estado, disse o chefe. No entanto, errou ao se referir ao vereador Marquinho - de sua tendência a DS - como sendo ainda o presidente do PT-Belém, mas quase ninguém notou, quem notou deixou passar e assim seguiu a carruagem levando Mário Cardoso e todo o PT unificado para sua eleição. Ali estavam presentes todas as tendências: PT pra Valer, Articulação Socialista, Democracia Socialista, Corrente Revolucionária Socialista, PT de Lutas e de Massas, Movimento PT, Articulação de Esquerda e a Articulação Unidade na Luta de Mário Cardoso. Detalhe curioso foi a admissão feita pelo presidente do PT Estadual, João Batista e reafirmada por Mário Cardoso sobre a reunião secreta que envolveu Regina Barata e os outros dois acima citados. Nada simpático para os ouvidos do presidente do PT-Belém, Adalberto Aguiar. Verdade seja dita: Quando o PT nacional mete o bedelho na questão local, quase ninguém se agrada.

sexta-feira, abril 18, 2008

Conferência do Consumidor

Serviço: A Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON/PA), da Secretária de Justiça e Direitos Humanos (SEJUDH), vem através deste convidar os Movimentos Sociais a participar da reunião do dia 22 de Abril de 2008, às 9:00h, na Sala de Reuniões da Casa dos Conselhos, localizada na rua 28 de Setembro, esquina com a Piedade, para tratar de assuntos referentes a 1° Conferência Estadual de Defesa do Consumidor e do Encontro Preparatório da Região Metropolitana de Belém.
Contato: 30732805/ 30732806/ 88039984

quinta-feira, abril 17, 2008

As Falas do MST II



POR QUE ESTAMOS EM LUTA

A Reforma Agrária está parada. Cresce a concentração fundiária, os assentamentos não recebem apoio efetivo, aumenta a violência contra os sem-terra e a impunidade dos latifundiários e do agronegócio. O Massacre de Eldorado de Carajás é o principal símbolo do descaso do Estado brasileiro com os trabalhadores rurais, com o povo brasileiro. Depois de 12 anos da chacina que assassinou 19 trabalhadores rurais, no município de Eldorado de Carajás, no Pará, no dia 17 de abril de 1996, pouco mudou para os sem-terra.

150 mil famílias continuam acampadas, as empresas do agronegócio avançam sobre o território brasileiro, conquistando terras que deveriam ser destinadas às trabalhadoras e trabalhadores rurais. O governo tem dado prioridade ao agronegócio. Só o Banco do Brasil emprestou 7 bilhões de dólares para 13 grupos econômicos, enquanto nossos assentamentos não recebem investimento suficiente.

Estamos nesta semana fazendo ocupações de terras, marchas, acampamentos, manifestações e protestos, em sedes de bancos públicos, secretarias e órgãos de governos federal e estaduais, em todas as regiões do país, cobrando assentamentos das famílias acampadas e por investimento nas áreas de assentamento para ampliar a produção e para a construção de habitações rurais.

A Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária do MST, neste mês de abril, denuncia a lentidão da Reforma Agrária, os efeitos negativos do agronegócio e apresenta propostas para reverter a situação. Precisamos mudar a política econômica vigente, que beneficia as grandes empresas e o capital financeiro, enquanto a população sofre com o desrespeito dos seus direitos sociais, previstos na Constituição, e com a falta de políticas públicas efetivas para enfrentar a desigualdade e a pobreza.

O Brasil está atrasado no processo de democratização da terra e na organização da produção para garantir a sustentabilidade dos pequenos e médios agricultores. Não podemos admitir a perpetuação do latifúndio, símbolo da injustiça no campo, tanto improdutivo como produtivo. A nossa jornada de lutas apresenta propostas de desenvolvimento para o campo brasileiro, defendemos um projeto de geração de emprego, com promoção de educação e saúde. Por isso, nessa jornada exigimos do governo federal:

1- Retomada das desapropriações de terra e assentamento das famílias acampadas por todo o país. Famílias de trabalhadores rurais permanecem anos e anos embaixo da lona preta na luta pela Reforma Agrária:
– Plano emergencial de assentamento de todas as 150 mil famílias acampadas
– Alteração dos índices de produtividade
– Criar um mecanismo que acelere os trâmites internos para os processos de desapropriação
– Aprovação do projeto de lei que determina que as fazendas que exploram trabalho escravo sejam destinadas para Reforma Agrária
– Destinar áreas hipotecadas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal para a Reforma Agrária

2- Criação de uma linha de crédito específica para assentamentos, que viabilize a produção de alimentos para a população das cidades. O Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) não considera as especificidades das áreas de Reforma Agrária. A burocracia dificulta que as famílias assentadas tenham acesso ao programa.

O Incra, como instrumento do governo, deve criar uma nova linha de crédito com o objetivo de criar as condições estruturais de produção e de infra-estrutura social, na modalidade de fomento, para estruturar os assentamentos nos primeiros anos, incentivando formas comunitárias de associação. Defendemos também a criação de um novo crédito bancário para estruturação da base produtiva nos assentamentos. O governo deve garantir a aquisição de toda a produção, por meio da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), com preços justos e seguro agrícola.

3- O MST vem desenvolvendo junto com o Incra, em parceria com a Caixa Econômica Federal, um programa de reforma e construção de casas no meio rural e em especial nos assentamentos de Reforma Agrária. O total da demanda para a habitação rural para 2007 era de 100 mil unidades, de acordo com o grupo de trabalho composto por movimentos sociais. O governo prometeu conceder crédito para a construção de 31 mil unidades até o final do ano passado. Até agora, foram contratadas apenas 8 mil unidades, sendo que somente 2 mil foram destinadas para assentamentos.

Por isso, reivindicamos a contratação de todos os projetos que se encontram na Caixa Econômica Federal até julho de 2008 e o atendimento da demanda de 100 mil habitações rurais para o ano de 2008. Pedimos também a criação de um programa específico de habitação rural, desburocratizado e que atenda as especificidades do meio rural, coordenado pelo Incra em parceria com os movimentos sociais que atuam no campo para atender todas as famílias assentadas.

O Brasil precisa de um novo modelo agrícola, que dê prioridade à agricultura familiar voltada ao mercado interno, aos pobres do país. Com isso, vamos garantir a nossa soberania alimentar e produzir comida para os 80 milhões de brasileiros que não têm acesso suficiente aos alimentos. A Reforma Agrária e o fortalecimento da agricultura familiar é uma premissa fundamental para a construção de um país com justiça social e soberania popular.

DIREÇÃO NACIONAL DO MST

quarta-feira, abril 16, 2008

Sozinho no Páreo

A Deputada Regina Barata decide não concorrer às prévias do PT, mas deixa seu recado ao PT.

Mário Cardoso agora é o único candidato do partido para disputa da prefeitura de Belém este ano.

O candidatíssimo articulou-se bem, comemorou aniversário em alto estilo, conversou com Deus e o Diabo como se diz, e emplacou apoio da maioria das tendências internas do partido e de outros partidos e agora comemora, mas ao mesmo tempo deve se preparar para a difícil disputa que tem pela frente, com a oposição e o PMDB - Aliado nacional e estadual.

As Falas dos Camponeses de Rondônia

DENÚNCIA: MASSACRE DE CAMPONESES EM CAMPO NOVO-RO

Na manhã de hoje, dia 09 de abril/2008, mais de 100 jagunços fortemente armados e encapuzados, invadiram o acampamento "Conquista da União" localizado na BR-421 km 140, Município de Campo Novo-RO. Os jagunços (membros de milícias terroristas) mantidos e capacitados por fazendeiros e agronegociantes regionais, e apoiados ostensivamente pelo Governo do Estado; assim como policiais mercenários (da Polícia Militar), contratados pelos supra citados Capitalistas, cercaram e invadiram o acampamento e foram atirando em todos os que ali se encontravam. Segundo informações passadas por um camponês que conseguiu escapar fisicamente ileso da refrega, cerca de 15 pessoas incluindo uma mulher grávida foram assassinadas brutalmente e outras apanhadas como reféns. 20 motocicletas e todos os pertences dos acampados foram saqueados e/ou queimados.

A Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia-LCP-RO vinha denunciando há várias semanas a preparação de um massacre de camponeses sem-terra naquela região do Estado. Toda a campanha, orquestrada pela grande imprensa de Rondonia e do País, em especial o jornal Folha de Rondonia e a revista Istoé, esta que acusou falsamente a LCP e os camponeses daquela região de serem "guerrilheiros ligados às FARC", sendo esses mesmos órgãos de imprensa que apresentavam tendenciosamente os pistoleiros matadores dos latifundiários (jagunços e policiais mercenários) como "trabalhadores rurais". Tudo isso para tentar justificar este massacre que estava então em processo de preparação estratégica, conforme denunciamos nós da LCP-RO inúmeras vezes. Essa imprensa acima mencionada, alem de sectária a serviço do Latifúndio e do Capitalismo Agromercantilista, é conivente e dolosamente corresponsável pelo sangue derramado destes camponeses vítimas de mais um genocídio bárbaro em Rondônia.

Tão logo ocorreu o massacre ligamos para a Policia Federal que disse apenas que isso "não era de sua jurisdição" e que "não podia fazer nada". O secretário de estado da segurança pública de Rondônia César Pizzano disse que para ir ao local onde estavam os mortos "precisava de um boletim de ocorrência do fato", justificando sua omissão dolosa e evidente prevaricação funcional com um arroubo burocrático imbecil (???... !!!...). Isto mostra a cumplicidade criminal destes órgãos e autoridades pertinentes com a prática genocida deste massacre hediondo e reincidente na Região, sendo que os mesmos órgãos e indivíduos públicos são os que, há pouco tempo, também, acusavam falaciosamente os camponeses da LCP-RO de serem "guerrilheiros", guerrilheiros que ao momento do ataque genocida não tinham sequer um mínimo de armas para enfrentar inimigos tão cruéis e sanguinários.

A LCP-RO não descansará enquanto os responsáveis por este massacre não forem punidos e a terra destes camponeses não for demarcada e legalmente instituída.

Assinado: Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia

As Falas da Governadora

"Vínhamos conversando, dialogando. E então eles [a Vale] subiram o tom. Foi como um surto"
Governadora Ana Júlia em pronunciamento sobre a ação que a empresa moveu para obrigar o Estado a proteger suas propriedades na região, onde cerca de 600 trabalhadores rurais estão acampados, junto à mineradores que protestam contra tudo que o Estado Brasileiro diz ser direito, mas que historicamente, lhes é negado.

As Falas do Bispo

“...Eu acuso as nossas autoridades de conivência, por omissão...”

Dom José Luiz Azcona, bispo do Marajó, ameaçado de morte tão como inúmeros defensores dos direitos humanos no Pará, não refresca e mete o cacete na omissão do poder público que finge não ver a vergonhosa condição do Estado campeão em exploração e abuso sexual de mulheres e crianças.

O Jogo dos 7 Erros





Quais os 07 principais erros nos Outdoors?

Certamente nenhum, pois na centena destes, espalhados por vários municípios do Estado durante a campanha eleitoral para reitoria da UEPA, houve a padronização do material publicitário, o que é notório tanto nas camisetas que ilustram as interventoras/biônicas abaixo, quanto os baratíssimos outodoors, acima.

O mesmo não pode ser dito por aqueles que encabeçaram a chapa Bira/Jofre no processo eleitoral da UEPA e que agora - como se vê/lê abaixo, dão as cartas por lá, perseguindo e afastando todos que compunham a gestão anterior e que apoiaram outras chapas, que não a dos sorridentes candidatos, perdedores da eleição.

É literalmente, uma atrás da outra !

Por essas e por outras que a liminar se mantém.

Criador e a criatura: a volta de Lei da Mordaça, agora em Ananindeua

Daniel Santos (PODE) seria o criador da ideia de emplacar a "Lei da Mordaça" na Câmara Municipal de Ananindeua, resgatando os mol...