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terça-feira, julho 17, 2018

Adnan: Vale deve 10 bilhões ao Pará




A convite da FACIAPA, que congrega todas as Associações Comerciais do Estado, nesta segunda feira, estive apresentando aos Presidentes de Associações, informações sobre o processo de renovação de concessão da Ferrovia de Carajás, os motivos da renovação antecipada, os valores sub estimados pelo Governo Federal, o porquê do Governo determinar que a Vale como pagamento pela renovação da ferrovia de Carajás construa a FICO (ferrovia no Centro Oeste), como também apresentamos informações da Ferrovia Paraense que vai de Barcarena até o Sul do Pará e da extensão da Ferrovia Norte Sul de Açailândia a Barcarena, assuntos muito comentados nos últimos dias. 

Reafirmo que esse assunto merece atenção especial da classe política, como também da sociedade paraense, pois os recursos realmente devidos pela Vale são em torno de 10 bilhões de reais e ao nosso ver devem ser aplicados no Pará que é o território onde a Vale causa impactos com a extração de minério e não no Centro Oeste como determinou o Presidente Temer.  

Não podemos ser preteridos novamente.  

Já fomos preteridos há décadas, quando a Vale decidiu construir a ferrovia de Carajás em direção a São Luiz e não a Barcarena, alegando pouca profundidade no Porto de Barcarena.  

Ora, a distância de Parauapebas a Barcarena é 235 kms menor que a distância de Parauapebas a São Luiz. Esses 235 kms a menos de custo na construção da ferrovia de Carajás era mais do que suficiente para fazer a dragagem do Porto de Barcarena.  

Economicamente era mais interessante pra Vale, mesmo porque durante esses 30 anos de transporte de minério pela ferrovia, imaginem a economia que a empresa teria transportando por uma distância 235 kms. menor. 

Ao que tudo indica os argumentos na época não eram técnicos e sim políticos A exemplo de hoje, que politicamente querem destinar recursos do Pará pro MT e GO Outra oportunidade como essa, só daqui há 30 anos.

sexta-feira, julho 13, 2018

Eder Mauro e Priante negociam aliança de Bolsonaro com Barbalhos. Seguidores se recusam a acreditar



Por Diógenes Brandão


Há duas semanas atrás, o deputado federal Eder Mauro (PSD) gravou um vídeo rebatendo acusações feitas pelo deputado federal Wladimir Costa (Solidariedade), que o acusou de ser  pau mandado da família Barbalho. A partir disso, diversos dos seus próprios seguidores passaram a indagar o posicionamento do deputado-delegado. 

Monossilábico, ele nega, mas não convence a todos e por isso continuam perguntando-lhe se ele tem ou não um acordo político com a família de Jader e Helder Barbalho. 



Com a visita de Jair Bolsonaro ao Pará, jornalistas perguntaram-lhes como seriam feitas as alianças eleitorais do PLS e na matéria 'Só não vamos fazer pacto com o diabo', afirma Bolsonaro, do jornal O Estadão, fica claro que Eder Mauro e o deputado José Priante (MDB), primo de Helder, são os responsáveis pelas negociações entre o partido de Bolsonaro e o MDB de Helder e Jader Barbalho, onde o filho disputará o governo do Estado do Pará e o pai uma vaga ao senado.

Em um trecho da matéria acima citada, podemos ler a seguinte informação: 

Em visita a Marabá nessa quinta-feira (12), ao ser questionado pelo Estado sobre a aliança, Bolsonaro afirmou que não participa das conversas de aproximação entre o PSL e o MDB no Pará, que na prática representa uma aliança indireta com o clã Barbalho para formar palanques, mas que não pode evitar acordos nas sucessões estaduais. "Se o nosso foco é a cadeira presidencial, paciência", disse o pré-candidato. "Só não vamos fazer pacto com o diabo" .

Logo mais a frente, outra informação precisa:

"O PSL tem um diálogo com o grupo oposicionista (ao governo do Pará), mas uma aliança ainda está indefinida", completou. Em Brasília, a costura entre o PSL e Helder é conduzida pelos deputados paraenses Eder Mauro (PSD), pai de Rogério, e José Priante (MDB), primo de Jader. Mauro desconversa sobre as negociações, mas adianta, porém, que nas conversas com Helder, está acertado que ele ditará a segurança pública no Estado num eventual governo do grupo."

Com a aliança, Bolsonaro amplia e consolida efetivamente sua intervenção política no Pará, usando o palanque de Helder Barbalho e recebendo uma ajuda positiva em sua imagem, seja através do uso político eleitoral feito pelo jornal Diário do Pará, bem como nas emissoras de rádio e TV da RBA - Rede Brasil Amazônia de Comunicação, pertencentes à família Barbalho, onde Eder Mauro já goza de diversas participações em programas e matérias supostamente jornalísticas, mas que firmado o acordo, ganharia mais apoio político dos prefeitos e toda a rede que dá amparo ao MDB no Pará, tanto na esfera jurídica, quanto no setor empresarial e, claro, mantendo-se em evidência nos meios de comunicação da oligarquia local.

Como nenhum dos citados nega e nem assume a possível aliança em suas redes sociais, parte dos seguidores e pretensos eleitores de Bolsonaro, Eder Mauro, Helder e Jader Barbalho parecem não quererem acreditar que isso seja verdade. 

Tratados como cego no meio de um intenso tiroteio, onde a descrença e a desconfiança imperam, no meio de versões e especulações, só lhes resta tirar suas próprias conclusões sobre o pragmatismo político desta campanha eleitoral, já que a classe política a cada dia que passa conta com menos credibilidade perante a sociedade brasileira. 

O problema são os eleitores, que independente de qualquer coisa que aconteça ou fiquem sabendo, continuam votando nos seus ídolos e ao mesmo tempo, como se sofressem de um distúrbio bipolar, reclamam da classe política que temos.

A partir do compartilhamentos nas redes sociais é possível ler diversos comentários de seguidores, sobretudo de Bolsonaro, recusando-se a acreditar no que lêem e acabam acusando a informações da probabilidade da aliança com os Barbalhos como sendo uma Fake News. 

Veja alguns destes comentários:








No Pará: Bolsonaro ameaça dar um "ponto final" na fiscalização ambiental e pode subir no palanque de Helder



Por Diógenes Brandão

Longe de mim fazer a defesa do discurso dos chamados ecochatos e nem mesmo criticar o direito do pré-candidato a presidente do Brasil, Jair Bolsonaro de expor suas opiniões sobre temas que ele toca com uma superficialidade ímpar, mas sua vinda ao Pará foi um verdadeiro teatro melancólico, de uma classe política iletrada e atrasada, que o nosso país infelizmente ainda nutre. 

Desde a tarde desta quinta-feira (12), quando desceu de um vôo comercial e participou de eventos na cidade de Marabá, Bolsonaro foi recebido por seus seguidores e militantes que mobilizaram-se através das redes sociais para recebê-lo já no aeroporto

Segundo a polícia militar, cerca de mil pessoas compareceram ao local e receberam camisas com o nome do presidenciável, as quais foram distribuídas pelos organizadores do evento. Entre seus famosos e hipnotizantes impropérios, Bolsonaro disse que não estava ali fazendo campanha e sim uma visita para conhecer os problemas da região.

Do aeroporto, Bolsonaro partiu em carreata pelas ruas de Marabá. Além de uma grande trio elétrico, haviam pickups, carros de luxo e até tratores que se dirigiram até a orla da cidade, onde um evento lá programado foi suspenso e Bolsonaro entrou em um carro e partiu para reuniões reservadas, sem muitas explicações aos seguidores que ainda queriam lhe acompanhar.

Bolsonaro então reapareceu no jantar promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá, onde discursou evocando promessas de mudar a legislação ambiental para segundo ele "dar uma "segurada" na fiscalização ambiental. A fala foi considerada uma clara demonstração de que o pré-candidato que aparece em 2º lugar nas pesquisas eleitorais feitas até aqui, tem como objetivo piorar o que já está incontrolável: Os conflitos por terra, madeira e demais recursos naturais na região. 

Com a promessa, Bolsonaro acena para a aceleração da devastação das terras, afrouxando a legislação ambiental e diminuindo a já capenga condição de trabalho dos agentes dos órgãos oficiais de controle e fiscalização do Estado brasileiro. Isso em uma das regiões que mais concentra mortes por causa dos conflitos entre grileiros e trabalhadores rurais sem terra, além de ser onde mais se pratica a extração ilegal de madeira, minérios e outras riquezas, tendo para isso a matança de lideranças populares e sindicais, além de dizimar comunidades tradicionais e promover a devastação da mata e do solo. Tudo feito por criminosos que chegam em nossa região com cercas, armas e tratores e deliraram ao ouvir da boca do pré-candidato do PSL, que terão ajuda para continuarem enriquecendo afrontando as leis brasileiras.


Em matéria do jornal Estadão se lê: Apesar de o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, manter o discurso contra “políticos tradicionais”, o diretório do partido no Pará costura uma aliança com o ex-ministro da Integração Helder Barbalho, do MDB, que concorre ao governo do Estado nas eleições 2018. Na disputa federal, o senador Jader Barbalho, pai de Helder e patriarca do grupo, manifesta apoio, pelo menos formalmente, à pré-candidatura do ex-ministro Henrique Meirelles, de seu partido, e espera uma definição do nome que o PT lançará à Presidência.

“O PSL tem um diálogo com o grupo oposicionista, mas uma aliança ainda está indefinida”, completou. Em Brasília, a costura entre o PSL e Helder é conduzida pelos deputados paraenses Eder Mauro (PSD), pai de Rogério, e José Priante (MDB), primo de Jader. Mauro desconversa sobre as negociações, mas adianta, porém, que nas conversas com Helder, está acertado que ele ditará a segurança pública no Estado num eventual governo do grupo. 

Assista o vídeo com o trecho de uma reportagem de Julho do ano passado, sobre uma parte da realidade enfrentada pelos servidores públicos de órgãos como o IBAMA e o ICMbio, que com muitas dificuldades tentam cumprir seu dever funcional e logo em seguida assista a parte do discurso de Jair Bolsonaro, ao fazer promessas mirabolantes e ameaçadoras contra a lei e os marcos regulatórios da gestão do Meio Ambiente, que já não são presentes naquela região e ele ainda vai botar mais gasolina no fogo, que já incendeia veículos oficiais e casas de agricultores, sem falar das centenas de vidas de inocentes perdidas e as que padecem no trabalho escravo e nas péssimas condições existentes para a grande maioria da população, que é esmagada pelos latifundiários que receberam seu "mito" nacional em Marabá e que hoje visitará Parauapebas.


quinta-feira, julho 12, 2018

Wlad chama Arnaldo Jordy, Eder Mauro e Edmilson Rodrigues de ratos fujões e covardes

Wladimir Costa não poupou os deputados por terem se ausentado da sessão que deliberou sobre o futuro dos servidores públicos federais. "Vocês são covardes, ratos fujões", disparou.

Por Diógenes Brandão

Em mais vídeo transmitido ao vivo através de sua fanpage no Facebook, o deputado Wladimir Costa (Solidariedade) disparou duras críticas a três dos seus colegas da Câmara dos Deputados: Arnaldo Jordy (PPS), Eder Mauro (PSD) e Edmilson Rodrigues (PSOL).

Wladimir acusa os três deputados paraenses de terem fugido da sessão que debateu o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019, O PLN 2/2018. 

"Os congressistas decidiram retirar do texto da LDO o dispositivo que proibiria a concessão de reajustes aos servidores e a criação de cargos no serviço público no próximo ano, ainda que com efeitos financeiros posteriores a 2019. A retirada foi defendida pelos parlamentares de partidos da oposição, porém, durante os debates, a maioria dos demais partidos acabou liberando suas bancadas ou orientando o voto pela retirada do texto da LDO do art. 92-A". Leia aqui

Contra Eder Mauro, Wladimir Costa foi enfático: "Eder Mauro, você meu amigo é funcionário público há uns 30 anos, já estás pra te aposentar e você fugiu como um rato fujão, como um rato covarde. Só porque tu tens indicação? Tu indicou o diretor do DNPM, importante órgão aí do governo federal, no Estado do Pará. Com medo de perder o teu cargo? 


Em outra parte do vídeo, Wladimir Costa diz que Eder Mauro mais uma vez apunhala os funcionários, pois segundo ele, o delegado deputado não faz nada para a segurança pública. "Digo e repito: "Tu ficas orando, eu acho que pro Satanás, pra morrer gente, pra acontecer assalto, pra acontecer desgraça, pra ti ir lá em cima e chorar e fortalecer o teu discurso. Mas tu não colocou um prego numa barra de sabão", disparou.


O deputado federal Arnaldo Jordy foi chamado de falastrão e de que vive de blá, blá, blá. Já Edmilson Rodrigues vai voltar a dar suas aulas, profetizou Wlad.

Assista os principais trechos da live de Wladimir Costa:



terça-feira, julho 10, 2018

A cooptação eleitoral, a disputa pelo governo e pela prefeitura de Ananindeua

Tendo sido apoiado por Simão Jatene e logo em seguida cooptado por Helder Barbalho, Jefferson Lima abandou os tucanos no 2º turno das eleições de 2014 e acabou sendo derrotado pela 2ª vez em 2016, quando disputou as eleições para prefeito de Ananindeua e perdeu as eleições ainda no 1º turno, já com total apoio do PMDB.
Por Diógenes Brandão

Há 37 dias para o início da campanha eleitoral deste ano, os pré-candidatos que disputam a preferência eleitoral para o governo do Estado, senado e as vagas na ALEPA e na Câmara dos Deputados disputam as lideranças políticas pelos municípios paraenses, uns metendo os pés pelas pernas, como diziam os mais velhos.

Com 1/3 dos eleitores paraenses concentrados na região metropolitana de Belém, as principais candidaturas investem pesado na cooptação de lideranças populares e comunitárias, pois nem todos conseguem chegar à todas as regiões e muitos acabam sendo iludidos por cabos eleitorais e lideranças políticas, que ora confessam fidelidade a um, mas depois juram apoio para outros.

Em Ananindeua, por exemplo, sentindo que precisava reforçar seu time, o prefeito Manoel Pioneiro emplacou o vereador Rui Begot (Avante), como presidente da Câmara Municipal do município, o segundo maior colégio eleitoral do Estado. A eleição de Begot foi considerada uma cartada de mestre e um duro golpe, em reação aos planos de Helder Barbalho, que tenta cooptar vereadores da base de Pioneiro, mas pode ser iludido com apoio de vereadores que estão supostamente indecisos.

Begot foi candidato em chapa única e eleito por unanimidade para o biênio 2019/2020. Com isso, a manutenção da hegemonia política do prefeito Manoel Pioneiro em Ananindeua, soma e reflete-se na articulação de mais 15 dos 25 vereadores, que já declaram apoio à pré-candidatura de Márcio Miranda (DEM) ao governo do Estado. Os demais, ainda estão dialogando com o pré-candidato democrata e boa parte deles tende a sair de cima do muro e definirem-se claramente em relação ao pleito de Outubro.

Um destes casos é do atual presidente da Câmara Municipal, o vereador Dr. Daniel Santos (PSDB), que mesmo sendo do partido do atual governador Simão Jatene, vem sendo "cantado" pelo MDB, para que pule do barco tucano em apoio a Helder Barbalho (MDB), pré-candidato ao governo do Estado. Para seduzir Dr. Daniel, Helder teria prometido-lhe apoio para sua campanha de pré-candidato a deputado estadual e para 2020 ser o sucessor de Pioneiro, como futuro prefeito de Ananindeua.

Acontece que ao circular em off no metiê político, a informação não caiu nada bem aos ouvidos do prefeito e do deputado estadual do MDB, Francisco Melo, mais conhecido como Chicão, candidato a prefeito de Ananindeua pelo então PMDB, em 2012. Sentindo-se preterido em 2016 pela candidatura do radialista Jefferson Lima, "Chicão" teria confessado a uma fonte do blog de que está cansado de ser esquecido nas negociações políticas e promessas feitas pelos caciques do seu partido, neste caso, Helder e Jader Barbalho.

Derrotado nas eleições de 2014, quando foi candidato ao senado, depois de receber 741.427 votos com o apoio de Simão Jatene (PSDB) no primeiro turno e ter pulado para a campanha de Helder Barbalho (PMDB) no segundo turno, Jefferson Lima caiu no ostracismo político e ganhou como consolo um programa de tv e de rádio na RBA.  

Mesmo em evidência, dois anos depois Jefferson Lima foi derrotado por Manoel Pioneiro ainda no primeiro turno das eleições para a prefeitura de Ananindeua, em 2016.

A história da política paraense nos mostra que não há espaço para quem não se decide na polarização entre partidos como o PSDB e o MDB. Fazer jogo duplo pode acabar deixando o sujeito sob suspeita e desconfiança eterna pelo dois partidos e cair em desgraça entre os eleitores, que podem até gostar de ver traições, mas não confiam nos traidores.

Campeões de votos patinam nas redes sociais



Por Diógenes Brandão e Jefferson Galvão

Um levantamento inédito realizado pelo Comitê Digital Pará - empresa especializada em WebMarketing Eleitoral - fez a comparação entre o número de votos recebidos e o número de seguidores que cada deputado federal e estadual paraense e cada vereador de Belém tem em suas fanpages.

Nessa disputa, destacam-se em número de seguidores no Facebook os policiais que adentraram recentemente na política. O melhor posicionado é o Sargento Silvano, vereador de Belém, que obteve 3.903 votos na eleição de 2016 e, atualmente, tem na sua página 336.064 seguidores. Ou seja, 8.610,4% do número de votos que obteve em sua estreia nas urnas. 

No outro extremo está o também estreante Igor Andrade (PSB), que obteve 7703 votos para vereador - mais que o dobro do sargento Silvano -, mas possui apenas 155 seguidores, o que representa apenas 2% dos votos obtidos. 

Três vereadores não possuem fanpages: Moa Moraes (PSDB), Blenda Quaresma (MDB) e Fabrício Gama (PMN).  


Entre os deputados federais, Eder Mauro lidera com 176.095 seguidores, o que corresponde a 66,2% dos 265.983 votos obtidos nas urnas de 2014. 


Na outra extremidade figura outro campeão de votos, o deputado federal Lúcio Vale, que arrematou 148.163 votos em 2014, mas conta com apenas 2.247 seguidores, o que representa 1,5% do total de votos obtidos. 

Dois parlamentares estaduais não possuem fanpages: Renato Ogawa (PR) e Dr. Haroldo Martins (DEM).   


No legislativo estadual, quem lidera a disputa por curtidas no Facebook é o Coronel Neil (PSD) com 64.882 seguidores, o que corresponde a 127,2% dos 50.990 votos obtidos. 


Já o deputado Eraldo Pimenta (PMDB) está na lanterna em número de seguidores. Embora tenha 03 fanpages, apenas uma tem sido atualizada e é seguida por apenas 550 pessoas, o que dá 1,8% dos 30.089 votos recebidos em 2014.    

Alguns parlamentares mantêm  fanpage e perfis ativos no Facebook. Outros possuem mais de uma fanpage ativa. Optamos por comparar a votação apenas com a fanpage mais curtida ou atualizada de cada parlamentar.

Veja o raking eleitores x seguidores dos demais políticos:








segunda-feira, julho 09, 2018

Não há mocinho no bangue-bangue judicial sobre Lula

Guerra de decisões no domingo mostra que Brasil virou algazarra jurídica. Imagem: Sérgio Lima/Poder360

 Por Leandro Colon*, na Folha


O Brasil virou uma algazarra jurídica. Um juiz federal do TRF-4, que foi filiado ao PT por quase 20 anos, aproveitou o plantão no fim de semana para soltar o preso mais ilustre do país. Estimulada por um juiz de primeira instância em período de férias, a PF ignorou a decisão.

Outro magistrado do TRF-4 resolveu dar pitaco na liminar do colega para pedir o seu não cumprimento. No fim do dia, prevaleceu a manutenção da prisão do ex-presidente Lula.  

Não há a figura do mocinho nesse bangue-bangue entre juízes. Parece evidente a estratégia oportunista dos aliados de Lula de esperar o ex-correligionário e desembargador Rogério Favreto assumir o plantão para obter de sopetão (em um domingo) a liberdade do ex-presidente.  

Logo na segunda das dez páginas de seu despacho, Favreto diz que há um “fato novo” ocorrido durante a execução da pena do petista. Qual seria esse fato novo? Na opinião do desembargador, as demandas de veículos de comunicação para entrevistar o ex-presidente, que se diz pré-candidato ao Planalto em outubro. 

“É notório que o próprio presidente já se colocou nessa condição de pré-candidatura”, diz o juiz. Pelo entendimento dele, basta então que um preso diga que é “pré-candidato” (figura inexistente na ordem eleitoral) para tentar sair da cadeia.  

E a intromissão de Sergio Moro em um caso que não pertence mais a ele? Em despacho, Moro, durante as próprias férias, diz que Favreto é “autoridade incompetente” para decidir sobre Lula. Tem algo de errado no sistema jurídico quando um juiz de primeira instância tenta impedir determinação do andar superior.  

Mas esses personagens não bailam sozinhos na folia da Justiça. O exemplo vem de cima, de Brasília, com a bagunça instalada à luz do dia pelas decisões monocráticas e de Turmas do STF sobre assuntos ainda não pacificados pelo plenário do tribunal. 

O CNJ, órgão de controle do Judicário, é corporativista. Não age nem incomoda. A categoria mandou para a gaveta o debate sobre o fim do imoral auxílio-moradia pago aos juízes.  

*Leandro Colon é diretor da Sucursal de Brasília, foi correspondente em Londres. Vencedor de dois prêmios Esso.

quarta-feira, julho 04, 2018

Crime ambiental em Barcarena será investigado por CPI em Brasília



Por Juliana Braga, no Estadão, sob o título Rodrigo Maia instala a CPI de Barcarena

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, leu em plenário nesta terça-feira, 3, a autorização para criação da CPI destinada a investigar o vazamento das bacias de rejeitos de mineração no município de Barcarena (PA).  

Com a leitura, agora cabe aos partidos indicar os 35 participantes e igual número de suplentes.  A comissão, instalada a partir de um requerimento dos deputados Arnaldo Jordy (PPS-PA) e Edmilson Rodrigues (PSOL-PA), terá validade de 120 dias.  

Em fevereiro, a empresa Hydro foi autuada pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal pelo vazamento de rejeitos em lagos e igarapés do município. Laudo, contestado pela empresa, apontou elementos tóxicos na água superiores aos limites estabelecidos por lei.  

Com essa, são três CPI’s instaladas na Câmara no momento, restando espaço para outras duas. A da Lava Jato, que pretende apurar suspeitas de que escritórios de advocacia direcionam depoimentos de delatores, é uma das que estão na fila.

Sem consultar seus aliados no Pará, Temer faz acordo que prejudica o Estado

Michel Temer não foi importunado por nenhuma liderança política do Pará, mesmo tendo anunciado um acordo com a VALE que pode adiar o sonho do desenvolvimento do Estado através de uma melhoria na infraestrutura logística prometida e nunca exercida pelos governos que se revesam no poder.

Por Diógenes Brandão

O anúncio de que o governo Temer havia fechado acordo com a VALE para novamente prejudicar o Estado do Pará e nos limar das compensações pela bilionária extração de minérios do solo paraense, caiu como uma bomba no metiê político. Cientes do mal estar que essa medida causaria,  foi criado um mise en scene pelas equipes de comunicação do senador Jader Barbalho e de seu filho, o ex-ministro Helder Barbalho, ambos do MDB, partido do presidente que assumiu o poder logo depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o qual foi conduzido pelo presidente da Câmara dos Deputados, o Eduardo Cunha. 


Em fotos e vídeos publicados em suas redes sociais, além de artigos publicados no jornal e diversas matérias na TV e rádios de sua propriedade, os Barbalhos trataram de mostrar que estavam reagindo, tardiamente, pelo leite derramado e procuraram o segundo escalão do governo para tentar reverter ou pelo menos dizer que tentaram evitar mais um revés que o povo paraense levou do governo, o qual são aliados. 

Afinal de contas, estamos há 03 meses das eleições e todos querem se safar da responsabilidade de terem sido omissos, como se isso não fosse a realidade nua e crua da nossa classe política, em relação aos grandes projetos que usam e abusam das nossas riquezas e nos deixam com as crateras e sérios problemas sociais, ambientais e econômicos. 


Em seu perfil no Facebook, o jornalista José Maria Piteira foi um dos primeiros a gritar:

Vejam mais esta enorme sacanagem com o Pará: dinheiro de renovação de concessão de ferrovia do Carajás, no Pará, vai financiar construção de ferrovias em outros estados do País. A propalada ferrovia do Pará foi para as cucuias. O governo do Pará e os nossos representantes em Brasília fazem ouvido de moucos.  Orçada em R$ 4 bilhões, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) será construída pela mineradora Vale, que em troca terá as concessões das linhas férreas Carajás (no Pará e no Maranhão) e Vitória–Minas renovadas até 2057. Mesmo descontando o que a mineradora gastou para duplicar a estrada de ferro Carajás, a empresa teria de desembolsar R$ 4 bilhões, mas vai construir a Fico em contrapartida.

Piteira baseou-se na matéria do Wellton Máximo, repórter da Agência Brasil que escreveu a matéria: Governo anuncia parcerias com Vale e MRS para construir ferrovias 


O governo recorrerá à iniciativa privada para construir ferrovias consideradas estratégicas. Em troca, as empresas terão outros contratos, como concessão de linhas férreas, renovados por 30 anos. A iniciativa foi anunciada hoje (2) pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Ronaldo Fonseca; pelo ministro dos Transportes, Valter Casimiro, e pelo secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Adalberto Vasconcelos.

Dois projetos terão prioridade. O primeiro será a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), de 383 quilômetros, entre Água Boa (MT) e o entroncamento com a Ferrovia Norte–Sul em Campinorte (GO). O segundo será o Ferroanel de São Paulo, de 53 quilômetros, entre as estações de Perus, na capital paulista, e de Manoel Feio, em Itaquaquecetuba, na região de Mogi das Cruzes (SP), com traçado paralelo ao trecho norte do Rodoanel paulista.

Orçada em R$ 4 bilhões, a Fico será construída pela mineradora Vale, que em troca terá as concessões das linhas férreas Carajás (no Pará e no Maranhão) e Vitória–Minas renovadas até 2057. Mesmo descontando o que a mineradora gastou para duplicar a estrada de ferro Carajás, a empresa teria de desembolsar R$ 4 bilhões, mas vai construir a Fico em contrapartida.  Continue lendo..


Em resposta ao email encaminhado por este blog à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, o atual secretário, Eduardo Leão, informou: "A ferrovia continua firme e forte. Estamos solicitando audiência com o presidente Temer sobre esse fato.  

A ferrovia Paraense é um fato para o nosso Estado. O Governo Federal poderia ajudar na sua implantação mas sem eles vamos em frente de qualquer forma. O projeto é interessante e viável economicamente."




O projeto foi apresentado pela SEDEME, em Março de 2017, quando Adnan Demachki ainda era o titular da secretaria. Mesmo deixando o cargo no dia 06 de Março para concorrer ao governo do Estado, Adnan não deixou de se manifestar sobre o ocorrido, em uma nota distribuída à blogs e demais veículos de imprensa. Nela, Adnan, que já desistiu de sua candidatura, aponta a responsabilidade da bancada paraense em Brasília (deputados e senadores), por serem omissos.

Leia a manifestação de Adnan em sua fanpage:



Em um comentário do post, o internauta Marcos Roberto Carvalho disse: "O Adnan fez tudo o que estava no alcance dele. Provocou o ministério dos transportes, provocou duas audiências públicas na câmara federal e no Senado, mandou um e-mail pra cada parlamentar inclusive os estaduais, esteve nas federações informando dessa possível manobra contra o Para. Tem um ano que o Adnan está denunciando. Mas sozinho ele não faz nada. Isso é assunto de senadores, de governador, de uma bancada inteira. Aliás, o Adnan tem sido uma andorinha. Só ele tem feito um esforço pro dinheiro da vale ficar no estado. Mas Jarbas, isso não inviabiliza a ferrovia, tem 3 empresas interessadas na concessão da ferrovia paraense, duas chinesas e uma russa".

Na matéria Governo afirma ser ilegal recurso de ferrovia ir para outro Estado, do jornal Gazeta Online, lemos a seguinte postura que causa inveja aos paraenses, que continuam sem vozes capazes de se rebelar de forma efetiva contra essa arbitrariedade do governo Temer e da Vale. 

Em resposta ao anúncio do governo federal, o governo do Espírito Santo anunciou que recorrerá à Justiça Federal contra a decisão, por considerar a modelagem ilegal e prejudicial ao Estado (que assim como o Pará), perderia o seu ramal ferroviário. 

A tese do governo Capixaba é que, com base na lei em vigor desde junho do ano passado que regula outorgas de infraestruturas logísticas, como as ferrovias, não se pode destinar o investimento necessário para a renovação de uma concessão em outro local que não seja a malha ferroviária da estrada de ferro já existente.

BANCADA PARAENSE

Mesmo com diversos membros da bancada paraense em Brasília, não houve notícias de que o presidente Michel Temer tenha sido procurado por algum parlamentar do Estado para tratar sobre o assunto.

No Pará, nem o site do governo e nem tão pouco a fanpage do governador Simão Jatene se encontra alguma manifestação sobre o fato.

Dos três senadores paraenses, apenas Paulo Rocha (PT), que também é pré-candidato ao governo do Pará, não se manifestou sobre o caso. 


Veja as publicações de Flexa Ribeiro (PSDB) e Jader Barbalho (MDB):









terça-feira, julho 03, 2018

Prefeita manda tapar buracos, depois serem pintados com a cor da bandeira nacional



Por Diógenes Brandão

Em Curralinho, a prefeita Alda Aires (MDB) resolveu mandar tapar os buracos da cidade, depois de populares realizarem um protesto inusitado: pintaram os buracos das ruas, com as cores da bandeira nacional. 

Segundo Handel Sales, professor da rede municipal de ensino, a iniciativa popular partiu de um grupo de moradores que não aguentou mais viver com a buraqueira da cidade e na noite do último domingo  (01) resolveram pintar os buracos pintados nas ruas e avenidas do município marajoara. "Na Avenida Marambaia, por exemplo, a prefeitura possui 05 equipes na operação tapa-buracos", revela Handel.

Os buracos foram pintados no domingo a noite e na segunda-feira (02), a prefeita ordenou a operação tapa-buracos, depois das imagens ganharem grande repercussão nas redes sociais e aplicativos de mensagens instantânea.





Buracos tapados pela prefeitura logo após pintura dos mesmos pelos moradores de Curralinho, no Marajó.

Tampados os buracos que foram pintados, agora os moradores esperam que todos os demais recebam o devido tratamento por parte da prefeitura de Curralinho.

ANIVERSÁRIO

Completando 148 anos nesta quarta-feira (04), a população reclama do presente à cidade: Buracos em todas as ruas do município. Mesmo assim, uma programação cultural festejará o aniversário do município com atrações nacionais e locais, além de sorteio de prêmios e serviços assistências. 

ATRASO SALARIAL 

A folha de pagamento dos funcionários públicos da Educação está em dia, mas Saúde está atrasada há 02 meses e os funcionários contratados como temporários não recebem há mais de 90 dias. 

EPIDEMIA DE MALÁRIA 

A população reclama do caos na saúde pública do município, que está com postos de saúde fechados, falta de medicamentos e um surto de malária na Vila do Piriá não é contigo pela equipe de epidemias, por falta de combustível paras as lanchas que fazem o transporte dos servidores.


domingo, julho 01, 2018

TUCURUÍ: MPPA denuncia ex-prefeito por crime contra a administração pública




Uma série de irregularidades informadas ao Ministério Púbico do Pará (MPPA) em Tucuruí, principalmente pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), e pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinsmut) resultaram numa denúncia contra o ex-prefeito da cidade, Sancler Antônio Wanderley Ferreira, ajuizada pela 2º Promotora de Justiça do município, Amanda Luciana Sales Lobato.  

A denúncia feita com pedido liminar de indisponibilidade de bens foi ajuizada após as denúncias do Sintepp, que informou o MPPA, através do ofício nº 061/2016, o atraso dos repasses por parte do município de Tucuruí à entidade, apesar do desconto mensal estar sendo feito na remuneração dos professores. Segundo o Sintepp, a soma da falta do repasse alcançou a cifra de vinte e seis mil, seiscentos e quarenta e um reais e vinte e oito centavos.

O  Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, também denunciou a existência de um débito decorrente da falta de repasse à Caixa Econômica Federal (CEF), banco credenciado para receber os valores referentes aos empréstimos consignados dos servidores municipais. A defraudação segundo a ação do MPPA, supera a quantia de dez milhões de reais, apesar de o desconto também estar sendo regularmente realizado da remuneração dos servidores. 

Outra denúncia de apropriação por parte do ex-prefeito refere-se a falta de pagamento dos servidores públicos municipais desde o mês de outubro até o mês de dezembro de 2016, bem como da falta do décimo terceiro salário e das férias proporcionais dos servidores, gerando um débito em torno de R$ 40 milhões aos cofres públicos. Os servidores contratados denunciaram que estavam sendo distratados sem receber os salários de agosto, setembro e outubro de 2016, além do 13º salário e férias proporcionais. 

Todos os valores mencionados somam a quantia de R$ 54.026.641,00 (cinquenta e quatro milhões, vinte e seis mil e seiscentos e quarenta um reais). 

De acordo com a peça, inicialmente o MPPA, por meio de seus promotores de justiça, expediram ao município e ao ex-prefeito Sancler, a Recomendação nº 004/2016-MP/2ª e 3ª, em outubro de 2016, porém, o documento não foi cumprido. Na tentativa de evitar o certeiro desfalque aos cofres públicos do município, os promotores de justiça ingressaram com várias medidas judiciais, a fim de coagir o prefeito, que estava terminando o mandado de gestor municipal, a pagar as dívidas que haviam sido geradas em razão da apropriação indevida de recursos comprovadamente descontados dos servidores públicos municipais e não repassados aos credores. Entretanto, algumas dividas só foram quitadas após o MPE ingressar com a ação cautelar de bloqueio de verbas públicas próprias e repasses financeiros, sendo que alguns foram feitos por alvará judicial.  

A apropriação indevida de recursos públicos que deveriam ser utilizados para pagamento dos servidores municipais, pagamento dos credores, tais como bancos, associações, sindicatos e prestadores de serviços, gerou um caos na cidade, causando uma crise de falta de pagamento “em cascata”, causando inclusive desestabilidade no comércio local. 

De acordo com a ação, o denunciado deixou várias dívidas com a administração pública municipal, tais como parcelamentos de energia elétrica, diárias referentes a tratamento fora do domicilio (TFD), Ipaset, empresas de transporte intermunicipais; contrato de ambulâncias do SAMU; contrato de prestação de serviços médicos; Câmara Municipal de Tucuruí, dentre outras dívidas. 

Segundo a promotoria, “somente um parecer contábil detalhado da atual administração pode definir os credores e o valor total dos débitos deixados”, diz a promotora Amanda Lobato. “O MPPA foi obrigado a requerer judicialmente o bloqueio de todas as contas do município de Tucuruí, em virtude de não estarem sendo pagos os fornecedores da área da saúde, bem como os profissionais contratados para prestar serviços médicos, nem qualquer um dos servidores, tendo sido alarmado uma paralisação geral nos serviços essenciais, não só por falta de pagamento de salários, bem como por falta de condições de trabalho e inclusive material para execução das atividades. 

Na denúncia, o MPPA requer a condenação do denunciado Sancler Ferreira nos termos previstos no artigo 312 do CP, devendo ainda reparar o prejuízo causado; a decretação da quebra do sigilo bancário do denunciado para que sejam informados, nos autos do processo, todas as movimentações realizadas nos últimos 05 (cinco) anos; o envio de ofício ao Serviço de Migração da Polícia Federal, para que seja informado nos autos, as viagens que porventura o denunciado tenha feito ao exterior nos últimos 05 (cinco) anos; a decretação da perda dos bens e valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio (conforme o resultado da quebra dos sigilos requeridos); a nomeação de um perito contábil, afim de levantar outros possíveis valores que podem ter sido desviados e/ou parcelados, que podem gerar débitos futuros, que não foram informados ao MPPA. 

Além disso, o Ministério Público também requer o ressarcimento integral dos valores apropriados indevidamente no valor de R$ 54.026.641,00 (cinquenta e quatro milhões, vinte e seis mil e seiscentos e quarenta um reais), podendo este valor ser aumentado, após a realização da perícia contábil.