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quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Declinar no Hangar

A avaliação do Quinta, não deixa dúvidas quanto ao desastre ocorrido no Hangar, quando aqueles que achávamos que eram os boings, de fato agora se vê que não passam de curicas, com o rabo molhado, no leso e de qubra, com o peitoral mal feito.
O anúncio dizia que o castelo era o Hangar, a vencedora seria a rainha, e bobo quem não assistisse.
Muita gente leu, mas poucos acreditaram, a começar pela Rede Globo, que de boba não tem nada.
Pela primeira vez, a mais tradicional promoção das ORM - o concurso Rainha das Rainhas do Carnaval - não recebeu autorização da Rede para ser exibido em canal aberto. Sobrou a tv a cabo.
Os patrocinadores também fizeram forfait. Restaram apenas tres.O primeiro deles, uma agência de viagens, sugere uma permuta. O segundo, o centro de convenções Hangar, reitera o apoio de 2008, muito criticado pela secretaria de Comunicação do governo, e assim prosseguirá até quando a política permitir. O último, garantem os do ramo, adora aparecer, mas pelo visto não sabe. Apareceu mal e para poucos.
O prêmio da vencedora, um Pálio 1.0, fantasia o contraste com os áureos tempos de sedans, longas viagens pela Europa ou pelo Brasil com acompanhantes, entre outros prêmios. O evento agoniza.
Os poucos assinantes do canal, reunidos em alegres grupos, foram recompensados com os tradicionais desabamentos de candidatas - este ano despencou mais uma - e pelas folclóricas bobagens proferidas por apresentadores e comentaristas, temperos para quem se prestou a rir da desgraça alheia.
No outro lado da desgraça, por trás das câmeras que já não são capazes de ocultar a decadência do grupo de comunicação e outros negócios, uma agonia maior: um castelo que se recusa a ver sua própria ruína, embora exiba-a sem qualquer cerimônia desde que alguém pague por isso. Ou permute.
Levados por um comando trêfego, dividido, equivocado, e pior, recalcitrante em seus delírios, as ORM insistem em transmitir sua própria debacle.
Menos mal quando numa tv a cabo.
A corte que ri do bobo é muito menor.

Justiça impede fazendeiro de expulsar quilombolas no Marajó

Decisão foi tomada depois que MPF denunciou que ameaças eram intensas.

A Justiça Federal determinou que um fazendeiro da ilha do Marajó, no Pará, não pode expulsar famílias remanescentes de quilombo que vivem entre os igarapés Murucutu e Caju, no município de Cachoeira do Arari. Caso impeça a comunidade de praticar pesca e extrativismo no local, o criador de búfalos Liberato Magno da Silva Castro pode receber uma multa diária de R$ 100 mil.

A decisão foi tomada na última quarta-feira, 11 de fevereiro, pelo juiz federal Antônio Carlos Almeida Campelo, da 5ª Vara Federal em Belém, depois que o Ministério Público Federal (MPF) juizou ação civil pública com pedido de liminar (decisão urgente) para a retirada do fazendeiro da área.

Campelo também determinou que Liberato Castro deve tomar medidas para que o seu rebanho não invada áreas cultivadas pelos quilombolas. A multa para o descumprimento dessa decisão é de R$ 5 mil.

Além do processo na Justiça Federal, existe também um procedimento aberto na Corregedoria de Polícia Civil do Pará apurando a participação de servidores públicos nas ameaças à comunidade. Vários quilombolas chegaram a ser intimados a comparecer à delegacia ou mesmo foram presos, para responder a acusações falsas do fazendeiro.

A área está em processo de reconhecimento como quilombola pelo Governo Federal. Relatório assinado pela pesquisadora Rosa Acevedo Marin, da Associação das Universidades da Amazônia (Unamaz), em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), confirma que as terras quilombolas de ocupação secular somam 12.852 hectares e começaram a ser invadidas há trinta anos pelo fazendeiro.

"O longo tempo de resistência da comunidade quilombola foi fundamental para a decisão", observa o procurador da República Felício Pontes Júnior, autor da ação. "Ainda esperamos uma decisão final que reconheça a área como quilombola", afirmou.

Processo nº 2008.39.00.011852-0 - 5ª Vara da Justiça Federal em Belém

* Fonte: Assessoria de comunicação da Procuradoria da República no Estado do Pará