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sexta-feira, junho 12, 2009

Blogs, e a Revolução das Mídias

Por Carlos Castilho no site Observatório da Imprensa.
Polêmica sobre o blog da Petrobras mostra o surgimento de um novo espaço público para debates no país
A conjuntura eleitoral em Brasília está ofuscando a análise de questões de longo prazo relacionadas ao polêmico blog da Petrobras. O contexto político vai mudar porque depende das expectativas sucessórias para 2010, mas a reviravolta provocada pelo ingresso da maior empresa brasileira na blogosfera terá efeitos prolongados e que mudarão a cara da mídia nacional.
Mais importante do que o bate boca sobre o direito ou não da Petrobras publicar as perguntas de jornais em entrevistas solicitadas à empresa é a questão da quebra de rotinas vigentes há décadas no relacionamento da imprensa com fontes oficiais e corporativas. Isto altera radicalmente uma questão chave que é a do acesso privilegiado à informação.
A criação de weblogs como forma de falar diretamente com o público não foi inventada pela Petrobras. A ferramenta está vigente há quase três anos em governos como os dos Estados Unidos e por cerca de 15 milhões de blogs corporativos em todo mundo (12% do total de weblogs segundo dados do relatório State of the Blogosphere2008).
Os weblogs existem desde 1999, quando foram adotados por milhares de jovens em todo mundo que os transformaram em diários pessoais virtuais. O primeiro governo a entrar para valer na blogosfera foi Israel, que em 2006 lançou uma série de blogs patrocinados pelos ministérios da Defesa e Relações Exteriores. Um deles é produzido em Nova York pelo consulado local.
Os blogs criaram um novo espaço público para interatividade entre cidadãos, empresas, governos e associações civis, tirando da imprensa escrita a exclusividade na mediação entre os diferentes protagonistas. Trata-se de uma ruptura com o modelo tradicional, cujos efeitos provocam perplexidade, especialmente entre os jornalistas.
O sistema de construção da agenda pública também passa por mudanças consideráveis na medida em que o modelo centralizado baseado na mídia convencional começa a dividir espaços com um sistema descentralizado e caóticocomo é o da blogosfera, por onde circulam aproximadamente 10 milhões de brasileiros, cerca de 50% do total dos que têm acesso à internet no Brasil, segundo estimativas feitas com base em dados dos sites Technorati e Ibope/Nielsen.
A polêmica em torno do blog da Petrobras é um divisor de águas na blogosfera tupiniquim porque introduz oficialmente esta temática na agenda nacional, o que vai acabar estimulando a participação de novos protagonistas, entre os quais há rumores de adesões até entre as Forças Armadas.
Leitores do Código que postaram comentários sobre o caso Petrobras/Jornais chegaram a alegar que a polêmica poderia estimular até mesmo o casal Nardoni(acusado de matar a própria filha) de criar um blog para tentar melhorar sua imagem pública.
A insinuação abre uma nova área de debates ao colocar em questão o direito de qualquer pessoa, inclusive criminosos, criar o seu próprio blog, para participar dacacofonia digital. Gostando ou não é o sinal dos novos tempos da arena da informação pública.
Esta ampliação da liberdade de expressão extrapola todos os limites existentes até agora e empurra o consumidor de informações para novos hábitos e valores — num ambiente que vai provocar uma polarização entre os que resistem aos efeitos de mudanças e os que apostam no novo.
É uma nova clivagem política tomando corpo na sociedade brasileira ao lado da tradicional divisão entre esquerda e direita. Este é o grande tema latente em toda a ruidosa polêmica em torno do blog de Petrobras.

Mãos Sujas é Tapiocouto

Do Blog do Hiroshi Bogéa

- Eu sei que o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, tem aqui uma amizade muito forte. Se esta CPI for arquivada de novo, eu quero dizer que não acredito mais neste país. Eu quero dizer: Pagot, tu tens muita força, pode roubar. Rouba, Pagot, porque neste país todo mundo pode.

Essa forma aí em cima é o jeito acabraiado do senador Mário Couto (PSDB) representar o Pará no plenário do Congresso. Sempre dando murros no púlpito, teatralmente insinuando ser gente do bem. Quem não o conhece, termina comprando-o como se assim fosse mesmo.

Nem bem completaram quatro anos de mandato, já virou folclore no meio do Circo.
Há distâncias, sim, oceânicas, a separar estilos e personalidades dos nomes disponibilizados pelo PSDB à disputa da chapa para o governo do Estado.
De um lado, o jeito-cidadão de Jatene, educado, conciliador, articulado com sua biografia acadêmica.
Na outra ponta, o falso moralismo, o coronel dos campos e vendedor de ilusões mesquinhas do Tapiocouto.
Só que agora, e isso pesa, sim, estaremos todos de olho nele, contando às comunidades quem é essa figura perigosa e arcaica. Terrivelmente incompatível com os novos tempos.
O raso conteúdo de Mário Couto não o credencia a ser nem fiscal de esquina em Castelos dos Sonhos, terra que pariu o terrível “Rambo” das matas paroaras.

Quem dá mais?

Do Blog Espaço Aberto.
A venda da Universidade da Amazônia (Unama), maior instituição de ensino superior privado da Região Norte, volta à pauta.
Vejam a imagem acima.
Mostra o resumo de uma notícia que estava disponível no dia 27 de maio passado na frontpage do Relatório Reservado, uma das mais respeitadas publicações do País, que costuma adiantar vários negócios que os jornalões só vão descobrir e divulgar muito depois.

As Falas do Dono da Copa

Ricardo Teixeira faz pressão e ameaça sedes da Copa-2014 No primeiro evento oficial do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014 após a escolha das 12 cidades-sedes, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pressionou os representantes dos municípios no Mundial. O dirigente deixou claro que quem não respeitar o calendário será excluído da Copa.
"A escolha não foi feita pela beleza das cidades. Quem não cumprir os prazos será substituído", disse o cartola.
O discurso tem tom de cobrança diferente do anúncio das sedes do Mundial, em Nassau (Bahamas).
Na ocasião, Teixeira nem quis comentar a possibilidade de trocar sedes. "Não falo sobre hipótese."
A primeira tarefa das sedes será apresentar o projeto de viabilidade financeira até 31 de agosto. Várias cidades ainda não apresentaram esses dados, pois a Fifa não exigira até agora.
A maioria dos comitês locais terá de se apressar. Membros da própria confederação admitem que parte dos projetos ainda estava em fase inicial. E dados de consultoria internacional mostravam que quase nenhuma das cidades tinha o estudo de viabilidade do estádio pronto até a semana passada.
Para justificar a sua ameaça, Teixeira citou o exemplo de Maceió, que perdeu o prazo para entrega dos documentos da candidatura e não teve o seu nome enviado pela CBF à Fifa.
Pouco antes de elevar o tom, Teixeira disse que pretendia manter todas as cidades. Ontem, representantes de três cidades (Manaus, Fortaleza e Brasília) se reuniram com os integrantes do comitê organizador. Quarta-feira, São Paulo, cujo projeto foi criticado pela Fifa, apresenta sua proposta.
Depois de mostrarem a viabilidade de seus projetos, as sedes do Mundial têm até o final do ano para assinar os contratos para as reformas dos estádios. Até 25 de fevereiro, as obras já têm que começar e seu prazo para terminar é o final de 2012.
O governo federal também ensaia pressão sobre as 12 cidades. O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., vai exigir até setembro "a matriz de responsabilidade", que estabelece a origem das verbas para as obras. Quer evitar que a União cubra gastos, como no Pan-2007.
Sérgio Rangel
Folha de S.Paulo, no Rio de Janeiro.
Para quem é paraense, o domingo que anunciou a trágica notícia de que Belém estaria fora da rota dos jogos da Copa de 2014, alimentou inúmeras postagens pelos blogs e jornais da vida. Correntes de emails pregaram boicote ao consumo da Coca-cola, outros pegaram carona e responsabilizaram Ana Júlia e Duciomar Costa.
Juca Kifury lançou mais lenha na fogueira afirmando que as cartas estavam lançadas antes do anúncio e outros jornalista e críticos passaram a discutir os motivos de Manaus ter "vencido" Belém, tendo esta última melhores condições do que a primeira para recepcionar um evento do porte de uma copa do mundo de futebol.
Aqui também meti minha colher, mas sustenta-se ainda no ar uma pergunta que quase todos os atores inesplicavelmente se esquivam de esclarecer: E se alguma das 12 cidades sedes não apresentar o tal estudo de viabilidade do estádio, o qual faz parte do calendário de obrigaçõs qiue a FIFA exige dos comitês das cidades que concorrem ao pleito.
Belém era até o dia 31 de Maio a única cidade que havia apresentado o documento que demostrava de onde e como se obteria os recursos e como seriam aplicados para que o nosso querido Mangueirão pudesse ficar prontinho para sediar a copa e manter-se como o melhor e maior palco de futebol da região norte do país.
Alguém poderia responder se ainda temos chances?

Aplausos aos Fatos & Dados

Há jornalistas e seus "donos" se remoendo até agora com a criação do blog da Petrobras, que com apenas 10 dias de vida, publica, rebate e esclarece as matérias divulgadas na "grande" imprensa sobre a empresa.
Atacada pela eminência de uma CPI plantada pelo PSDB, a Petrobras, teve a sacada de utilizar-se dos recursos do blog e o Fatos & Dados já é tido como uma verdadeira revolução na comunicação institucional brasileira.
A imprensa tupiniquim, acustumada a falar o que bem entende, editar notas oficiais dos orgãos e publicar o que lhe interessa - ou o que interessa aos seus clientes -, desta vez vê suas entranhas colocadas na prateleira da internet. O cheiro é insuportável!
Aos jornalistas que atacaram a idéia uma coisa é certa: Lá adiante se não estiverem na contra-mão do que hoje afirmam ser anti-ético, intimidador, estão ao certo fadados ao anonimato e ao fracasso profissional.
Aos criadores do blog, de pé meus parabéns!

Pronto para avançar

Entre os últimos países do mundo a cair em recessão devido à crise econômica global em curso, o Brasil pode estar entre os primeiros a sair dela, segundo reportagem na versão eletrônica da revista britânica "The Economist".

Na reportagem, intitulada "Ready to Roll Again" ("Pronta para Rodar de Novo", em tradução livre), a "Economist" diz que uma série de indicadores, do valor do mercado acionário à criação de crédito, já estão quase onde estavam antes da quebra do banco americano Lehman Brothers, em setembro do ano passado, que agravou a crise financeira e acabou por afetar a economia mundial como um todo.
A revista ainda destaca o corte feito pelo Banco Central na taxa Selic, feito ontem, para 9,25% ao ano --"a primeira vez que a taxa fica em um dígito desde os anos 60"--, a queda de apenas 0,8% noPIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no primeiro trimestre deste ano na comparação com o último de 2008.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2008, por sua vez, o PIB brasileiro teve retração de 1,8%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta terça-feira (9). Trata-se da segunda taxa negativa consecutiva do PIB (Produto Interno Bruto) nessa comparação --houve queda de 3,6% no quarto trimestre--, o que configura um quadro de recessão técnica, a primeira desde 2003.
A queda de 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2008 é a mais forte desde o quarto trimestre de 1998, quando a retração foi de 1,9%. Apesar da esperada queda, a retração é menor que a esperada pelo mercado e economistas ouvidos pela Folha Online.
"Muitos analistas acreditam que o Brasil está começando agora a crescer de novo, e vai voltar a um crescimento anual de 3,5% a 4% no próximo ano. Se for assim, isso significará que o país escapou [da crise] após uma breve recessão", diz o texto.
A reportagem, no entanto, destaca alguns problemas "familiares", como a valorização do real frente ao dólar. "Para os exportadores o câmbio está mais uma vez dolorosamente forte, como antes de setembro", diz o texto.
Próximo trimestre
O economista espanhol Ricardo Lago, que já fez parte do alto escalão do Banco Mundial e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), disse hoje em Miami que o Brasil sairá da crise econômica no terceiro trimestre de 2009 como consequência da recuperação dos países asiáticos.
Ele destacou, durante palestra em Miami para investidores americanos e latino-americanos, que os primeiros sinais de recuperação já são reais em países como China, Índia, Coreia do Sul e Cingapura, entre outros, e que Peru, Chile e Colômbia também devem deixar a crise junto com o Brasil.
Fonte: Folha UOL