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terça-feira, abril 20, 2010

Recompondo o Diálogo

“Sei que as coisas não são assim. Sei que isso merece um tempo. Quando as relações ficam difíceis, estremecidas, a gente tem de fazer um trabalho de reconquista, que nem acontece com dois namorados que têm de ter um tempo mínimo antes de poderem voltar”.
Governadora Ana Júlia, em entrevista à jornalista Ana Célia Pinheiro, poster do Blog A Perereca da Visinha, explicando o fato de precisar de mais um tempo, mas sinalizando um prazo de 15 dias para o "caso" do seu governo com o PMDB chegarem mais perto da paz e do Amor. O restante da entrevista você lê aqui.

Máquina vai apoiar PMDB e aliança com PT pode ser fechada nos próximos 15 dias.

Do blog Perereca da Visinha. Segundo fonte ouvida pelo blog, a proposta petista já se encontra, sim, desde ontem à noite, nas mãos do PMDB.

Apoio da máquina aos candidatos do PMDB nas eleições de outubro próximo – entre eles o presidente regional da legenda, Jader Barbalho, que concorreria ao Senado Federal.

Essa seria uma das propostas que o PT apresentou ao PMDB, para a repactuação da aliança vitoriosa de 2006, segundo uma fonte ouvida há pouco pelo blog.

E, ao contrário do que afirma Jader (leia a postagem anterior), a fonte garante que a proposta já foi entregue, sim, ao PMDB na noite de ontem.

A fonte negou que a proposta preveja um percentual de 50% de participação no novo governo para os peemedebistas: “Não é nada disso. Acho que para ele (Jader) cargo é secundário. Ele quer é ter segurança de que será eleito senador e fazer uma boa bancada, para ter força no governo”.

E acrescentou; “O que foi oferecido a ele é a segurança de que ele se elege senador”.

Além disso, esclareceu, a proposta também “passa pelo apoio aos deputados federais e estaduais”.

Perguntei à fonte: é dinheiro para a campanha? A resposta dela: “é campanha, positividade do governo”.

Mas, depois de muita insistência, acabou admitindo que a proposta passa, sim, pelo apoio da máquina aos peemedebistas, nas próximas eleições.

O acordo inclui ainda, segundo a fonte, “quebrar essa relação mal feita” com os prefeitos do PMDB.

A configuração prevista da aliança é de Ana para o Governo, Jader e Paulo Rocha para o Senado e Anivaldo Vale para vice-governador.

A fonte considera que uma aliança tão abrangente é boa para o próprio Jader, na medida em que permitirá que PR e PTB também trabalhem a candidatura dele ao Senado.

Jader teria pedido tempo para pensar acerca da proposta.

Mas a expectativa, diz a fonte, é que o acordo do PT com o PMDB seja fechado nos próximos 15 dias.

Daqui a pouco a Perereca retorna com novas informações.

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Atualizada às 15h45:

PT divulga nota sobre encontro de Ana e Jader

Nota à Imprensa

O presidente do PT, João Batista, disse nesta terça-feira, 20, em reunião da Executiva Estadual, que “o gesto da governadora Ana Júlia em visitar o deputado federal, Jader Barbalho, demonstra sua capacidade de grande líder, que sabe colocar os interesses do estado acima das paixões partidárias. Isso nos revela uma Ana Júlia guerreira e determinada, como sempre, em fazer o melhor para o Pará”.

A terra-firme

Do blog do presidente do PV-PA, Zé Carlos Lima, candidato à deputado este ano.

Você sabe onde fica o bairro da Terra Firme? Não! Pois eu te digo, fica depois de Canudos, indo à linha reta em direção do Rio Guamá, no sentido Oeste.

A Terra Firme limita-se com os bairros do Canudos, Guamá e Marco e é cortada de fora a fora pelo igarapé do Tuncunduba.

Anteriormente, este Bairro só era acessado por embarcações que adentravam pelo Rio Guamá. Nas margens do Igarapé, as pessoas foram fazendo portos e comércios, depois vieram às primeiras moradias.

Na década de 70 foi aberta a Estrada Perimetral que deu acesso pleno ao Bairro, abrindo-se uma nova opção de moradia perto do Centro. Rapidamente o Bairro foi ocupado de forma desordenada, atraindo o povo pobre dos municípios, principalmente de Acará e Bujaru.

A Terra Firme tem vida própria, feira, mercado, supermercado, lojas de tecidos, ferragens. Tudo que precisar lá o povo encontra. Não é necessário sair do Bairro para abastecer a dispensa. Parece até uma Cidade do Interior. Na Terra Firme a feira funciona de manhã e de noite. Qualquer hora se pode comprar de tudo, bucho, fígado, peixe, carne, açaí. A qualquer hora tem para comprar.

Tem três coisas que ocupa o povo da Terra Firme. O futebol é jogado nas arenas e nos campos da Ufra. Nos domingos, os boleiros saem batendo de casa em casa a procura dos craques, formam o time e vão até as arenas jogar.

Outra área muito requisitada é a da religiosidade, lá não sei se tem sinagoga, mas das outras religiões todas tem seus templos espalhados pelas ruas estreitas, cheias de poças d água. Os católicos têm uma Igreja grande em homenagem a São Domingos de Gusmão, mas quem faz a fama é o famoso pároco local, Padre Bruno Sechi, um anjo de Deus.

A animação mesmo fica por conta da área cultural. Tem bloco e escola de samba. Quadrilhas juninas famosíssimas. Boi bumbá. Pássaros. Teatro. Banda de Rock e de Techno. Grupo de chorinho e violão.

Tudo isso convivendo com a violência, assaltos, assassinatos de encomenda, foram 23 em pouco menos de um mês. Resultado da disputa de pontos de drogas.

O povo honesto é a maioria, mas a fama do Bairro, infelizmente, é feita pela minoria.

Andei nas casas das lideranças e das famílias. Comprometi-me com o Vereador Nonato Filgueiras na defesa deste belo Bairro e de sua bela gente.

A sonoridade dos blogs

"O PT do Pará está confundindo desorganização com democracia, e quando um incapaz leva a bola o jogo não para, pois prá quem sabe jogar nunca falta bola e ninguém joga bola sozinho".
De uma anônimo na caixinha de comentários do blog da teacher Edilza Fontes sobre a liderança de Paulo Rocha, imprescindível no status quo onde as tendências internas divergem e cada um fala e faz o que acha melhor. E logo em seguida, na mesma caixinha outro aninimo dispara:
"O projeto nacional não é uma abstração e o Governo Popular, no Pará, faz parte do processo de mudanças radicais iniciado no País em 2002 com eleição do presidente Lula. Quem vota em Dilma, vota em Ana Júlia. O PT não tem dono, embora alguns até quisessem exercer esse papel. Nem o Lula, do alto de seus mais de 70% de aprovação popular, tem poder para mandar e desmandar no partido, taí o Maranhão que não nos deixa mentir. Nem Zé Geraldo, nem Puty são contra a aliança com o PMDB, muito pelo contrário. O que não se pode admitir é a submissão de um projeto político de mudanças à agenda do cacique político de plantão, seja ele no PMDB ou em outro qualquer partido aliado. Aliás, professora Edilza, sua atitude não me surpreende: essa submissão ao Jader, sua e de seu ex-marido, o Raul, é histórica e data do período em que ambos eram militantes universitários, no DCE, a senhora como historiadora deve se lembrar muito bem... "
A caixinha com os comentários está na postagem A visita da governadora á casa do deputado Jader Barbalho.

O valioso tempo dos maduros

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. 'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial! Mário de Andrade.

Governo do Pará é destaque em debate do Valor Econômico

Do Valor Econômico bilhões em investimentos públicos e privados entre 2011 e 2014. De acordo com o plano de desenvolvimento estadual apresentado a empresários paulistas no seminário "Pará - Oportunidades de Negócios", promovido pelo Valor, os recursos serão direcionados a novos projetos siderúrgicos, de habitação, saneamento, logística rodoviária, ferroviária e portuária e geração e transmissão de energia, inclusive a construção da usina de Belo Monte. A iniciativa privada vai responder pelos aportes de 80% do montante, com destaque para os desembolsos de R$ 37 bilhões no setor elétrico.

Durante o evento, a governadora procurou "vender" o Pará como "a nova terra das oportunidades", oferecendo contrapartidas de infraestrutura, incentivos tributários e segurança jurídica para empresas interessadas em se instalar no Estado. "Sempre tivemos muito recurso natural e exportamos muita matéria-prima, atividade que gera pouco emprego e não rende receita estadual. O que fica para a gente? O buraco, os impactos. Fizemos um modelo de desenvolvimento para gerar e usufruir das riquezas", explicou ela. "Para isso, criamos instrumentos jurídicos e regulamentações necessárias para dar tranquilidade e segurança para quem vai investir."

Um dos primeiros passos dados para implementar esse modelo foi a criação de um zoneamento econômico ecológico (ZEE), que dividiu o Estado em setores e regularizou a exploração fundiária de 32% do território - 44 milhões de hectares - para atividades produtivas da indústria e do agronegócio. Segundo Ana Julia, isso agiliza o licenciamento ambiental, pois no ZEE também está contemplado o reflorestamento de uma área de 4,9 milhões de hectares.

Na área de infraestrutura, o governo estadual promete melhorar a integração das três maiores cidades do Estado, Santarém, Belém e Marabá, que funcionarão como distritos industriais. A governadora garante que vai conseguir incluir no PAC 2 várias obras que darão agilidade ao escoamento da produção. Entre elas, a expansão do porto de Vila Conde, na região metropolitana de Belém, e o asfaltamento das rodovias Transamazônica, que cruza o Estado de Leste a Oeste, e da Santarém-Cuiabá. O projeto, que totaliza R$ 5,1 bilhões de recursos federais e estaduais, também prevê retomar a construção das eclusas de Tucuruí e para viabilizar a Hidrovia do Tocantins, que liga o porto de Vila Conde a Marabá, no Sul do Estado.

Na visão do secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio Monteiro, a solução dos gargalos de ordem fundiária e na infraestrutura abrem espaço para a chegada das empresas. As interessadas terão descontos significativos na aquisição de terrenos e abatimento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Consideramos crédito presumido, redução da base de cálculo, isenção e diferimento na tributação e, para devedores, há a possibilidade de financiar até 75% do ICMS por um prazo de 15 anos", explicou Monteiro.

Ele lembrou que o governo também vai investir em criação de centros tecnológicos nas regiões que receberem indústrias e luta para conseguir a abertura de uma universidade federal no Sul do Estado. "A governadora já conseguiu uma instituição de ensino para acompanhar o desenvolvimento regional no Oeste do Pará [Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), inaugurada em 2008], agora o ideal é termos a aprovação de uma universidade na região de Marabá."

Ana Julia Carepa observou que o modelo já apresenta resultados, com a definição da abertura de uma fábrica de chocolates, uma siderúrgica da Vale (ver abaixo) e alguns polos industriais para produção de móveis e biodiesel.