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quinta-feira, junho 30, 2011

NOTA DO PT – RESPOSTA AO PSDB



Afinal, as inúmeras irregularidades que envolveram pessoas ligadas ao Senador Mario Couto precisam ser esclarecidas ou não? O PSDB acha que não. E você?


Provocou espanto a infeliz nota assinada pelo PSDB e publicada na imprensa no dia de hoje. O tom agressivo e o caráter evasivo levaram o texto à perdição, conduzindo-o ao desvio dos temas centrais, mostrando o despreparo dos tucanos para o debate democrático e ressaltando um viés autoritário na lida com a crítica.

O fato que ocasionou a nota transloucada é do conhecimento de todos. O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores solicitou à Procuradoria Geral da República que apure participação do senador tucano Mário Couto nas fraudes a licitações na Assembleia Legislativa do Pará (AL). Seis pessoas, incluindo o ex-diretor financeiro da AL, Sérgio Duboc, foram denunciadas pelo Ministério Público Estadual, que pede que elas sejam processadas pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, falsificação de documentos e fraude à licitação.
Os crimes denunciados ocorreram entre 2005 e 2006, quando Mário Couto presidia a AL. Duboc era homem de confiança do hoje senador e chegou a ser indicado por ele para comandar o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Duboc deixou o cargo após as denúncias das fraudes na AL.

A nota do PSDB que se propõe a esclarecer na verdade silencia sobre os fatos. Sem resposta, torce os números e assaca inverdades contra o PT, Ana Júlia e o governo passado, buscando com isso induzir a opinião pública ao erro diante das graves denúncias que envolvem o partido governista. A tentativa de cobrir o sol com uma peneira não funcionou deixando claro a falta de resposta diante dos fatos.

Afinal, a gestão de então deputado e na ocasião presidente da ALEPA, Mario Couto, abrigou ou não pessoas como Sergio Duboc, hoje acusado pelo Ministério público por desvios de recursos na Assembléia legislativa do Pará largamente noticiado e que tanto indigna o povo? Sim ou não, senhores tucanos?

Sergio Duboc era pessoa de confiança de Couto. Sim ou não, senhores tucanos? Hoje foragido, Duboc era diretor administrativo e financeiro da ALEPA nomeado pelo então presidente da casa Mario Couto? Sim ou não? A confiança era tamanha que em 201, Duboc foi premiado com o cargo de Diretor Geral do DETRAN, do qual se afastou após ver suas falcatruas expostas pela imprensa, onde foram encontrados os processos administrativos originais do período que o Senador presidiu a Assembléia Legislativa. Sim ou não?

O ataque ao Partido dos Trabalhadores embutido na nota do PSDB quer, na verdade, turvar os fatos, jogando areia nos olhos da opinião pública sem apresentar respostas.

Ao invés de esclarecer, o PSDB quer intimidar. Revela assim o temor diante das denúncias para as quais não têm respostas. Cabe ao Supremo tribunal federal que tem a incumbência constitucional de aceitar denuncias e julgar os membros do congresso nacional.

O Partido dos Trabalhadores está fazendo a sua parte, cobrando que os fatos sejam apurados e os culpados sejam punidos.
Neste caso o papel de denunciar, investigar julgar e punir judicialmente os envolvidos é das instituições de segurança pública e do judiciário.
O PT, agora e sempre, apenas cumpre seu papel político de defender a democracia e a ética pública, jogando luzes sobre aquilo que o PSDB gostaria de manter nas sombras.

Divisão do Pará vai criar um estado violento e outro pobre

Na Veja

Marabá, virtual capital de Carajás, é a quarta cidade na taxa de assassinatos; Tapajós seria o segundo estado mais pobre - só perdendo para Roraima

André Vargas
 
Esgoto a céu aberto em Belém: Pará perderia 40% da população e encolheria sua economia em 45%
Esgoto a céu aberto em Belém. Pará perderia 40% da população e encolheria sua economia em 45% (Filipe Araújo/AE)
 
A divisão do Pará em três será objeto de inédito plebiscito organizado pela Justiça Eleitoral. Mas a quem interessa? No balanço entre vencedores e perdedores, todos ficam com menos e quem paga a conta é o governo federal - ou seja, o contribuinte. Se forem criados, Carajás e Tapajós vão custar aos cofres públicos pelo menos 9 bilhões de reais só para manter a administração dos estados.

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Cadê as esquerdas?

 No Jornal Brasil de Fato, a entrevista do grande Chomsky.

 Para começar, acredito que a palavra revolução é um pouco exagerada. Talvez possa converter-se em uma revolução, mas, no momento, é um apelo a uma reforma moderada. Há vários elementos, como o movimento de trabalhadores, que tentou seguir mais além, mas ainda está por se ver até onde chega. A questão é correta, mas também não é fácil de sair dela. Não ocorre somente com o termo democracia, mas também com cada palavra que tenha que ver com a discussão de assuntos políticos. Há dois significados. Um significado literal e um significado que se estabelece com respeito ao bem-estar político, à ideologia, à doutrina. Portanto, ou deixamos de falar ou tentamos utilizar as palavras de forma consciente. Como digo, isto não ocorre somente com a palavra democracia. Noam Chomsky