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quarta-feira, janeiro 29, 2014

A retomada do blog para as eleições de 2014



Venho aos poucos retomando a assiduidade nas postagens deste blog e confesso que já poderia ter feito algumas considerações sobre as eleições deste ano, pois quem conhece este espaço, sabe o quanto ele prefere debater política local e nacional, em detrimento de outros temas. Muitas vezes, a falta de atualizações pode parecer que é só preguiça mental o que nos impede de sentar e escrever um post. Não, não é só isso.

No meu caso, tem algo a mais. 

No final do ano passado saí derrotado de um processo eleitoral do PT, chamado PED, com uma convicção: O partido dos Trabalhadores de minha cidade perdeu a oportunidade de ter um militante engajado nas lutas dos movimentos sociais e disposto a fazer uma série de atividades bem planejadas e pactuadas com os diferentes grupos internos a fim de fortalecê-lo, mas a imensa maioria dos filiados de Belém, seguiram a lógica que merece ser colocada em xeque, com uma reforma política interna, a qual ponha os candidatos que disputam as eleições internas do PT em pé de igualdade, tal como o partido propõe na Reforma Política no Congresso Nacional. 

Traduzindo: Disputei contra um candidato que vinha para a reeleição contando com o apoio financeiro e estrutural de 03 deputados federais, 07 deputados estaduais e inúmeras prefeituras. A outra candidata contava com apoio de 01 deputado federal, 01 deputado estadual e algumas entidades e ONGs. Eu contava apenas com um grupo de militantes do movimento popular, sem liberação e nem dinheiro pra subsidiar as nossas ações cotidianas.

Por fim, no final do pleito, o resultado não poderia ter sido outro: O PT-Belém manteve-se alinhado à forma de gestão burocratizada e burocratizante. A pequena mudança que ocorreu no diretório municipal do partido, não lhe oferece as condições de dar o salto necessário para tirá-lo dos 3% de votos que o atual presidente traz de herança das últimas eleições municipais. 

Com essa afirmação, dou por encerrada minha avaliação deste Processo de Eleições Diretas de 2013, tão demorada de ser publicizada, mas ao mesmo tempo, fruto de um processo de amadurecimento político que me fez perceber que eu não posso deixar de opinar e colocar pra fora o que percebo. Ou seja, de ser fiel ao que acredito e quais são minhas críticas e sugestões para fazer com que o partido que tanto me dedico, em todos estes anos, saia do ostracismo que se meteu.

Com relação a minha posição sobre as eleições estaduais, tenho sido muito provocado para opinar sobre meu ponto de vista a cerca da estratégia eleitoral que deverá ser discutida e aprovada em um Encontro Estadual ainda com data indefinida.

Bom, isso não cabe mais aqui neste post e por isso, vou amadurecendo minha posição acumulada até o "dia D", partindo sempre da premissa de que preciso ouvir meus companheiros e dirigentes e só depois então, declarar minha bandeira para esta eleição.

É, comigo é assim. Quando sento pra escrever algo para a Pólis, não consigo escrever algumas linhas e ponto. Sei que isso facilita a leitura diária e muitos blogueiros acabam sendo atraídos para este estilo de redação, mas no meu caso, gosto de ir à fundo em minhas afirmação, incógnitas e porque não dizer, divagações?!

No entanto, a partir de hoje, iniciarei uma série de postagens voltadas ao cenário político e eleitoral e não ficarei sozinho. Trarei pra cá, postagens e artigos de outros blogueiros e pessoas que não blogam, mas são ativos nas redes sociais, enquanto outros mandam emails para este escriba que vira e mexe traz pra esse espaço textos de outros autores.

Avante, sem medo de ser feliz!


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Vai ter Copa: argumentos para enfrentar quem torce contra o Brasil

Como a desinformação alimenta o festival de besteiras ditas contra a Copa do Mundo de Futebol no Brasil.

Por Antonio Lassance*

Existe uma campanha orquestrada contra a Copa do Mundo no Brasil. A torcida para que as coisas deem errado é pequena, mas é barulhenta e até agora tem sido muito bem sucedida em queimar o filme do evento.

Tiveram, para isso, uma mãozinha de alguns governos, como o do estado do Paraná e da prefeitura de Curitiba, que deram o pior de todos exemplos ao abandonarem seus compromissos com as obras da Arena da Baixada, praticamente comprometida como sede.

A arrogância e o elitismo dos cartolas da Fifa também ajudaram. Aliás, a velha palavra “cartola” permanece a mais perfeita designação da arrogância e do elitismo de muitos dirigentes de futebol do mundo inteiro.

Mas a campanha anticopa não seria nada sem o bombardeio de informação podre patrocinado pelos profetas do pânico.

O objetivo desses falsos profetas não é prever nada, mas incendiar a opinião pública contra tudo e contra todos, inclusive contra o bom senso.

Afinal, nada melhor do que o pânico para se assassinar o bom senso.

Como conseguiram azedar o clima da Copa do Mundo no Brasil

O grande problema é quando os profetas do pânico levam consigo muita gente que não é nem virulenta, nem violenta, mas que acaba entrando no clima de replicar desinformações, disseminar raiva e ódio e incutir, em si mesmas, a descrença sobre a capacidade do Brasil dar conta do recado.

Isso azedou o clima. Pela primeira vez em todas as copas, a principal preocupação do brasileiro não é se a nossa seleção irá ganhar ou perder a competição.

A campanha anticopa foi tão forte e, reconheçamos, tão eficiente que provocou algo estranho. Um clima esquisito se alastrou e, justo quando a Copa é no Brasil, até agora não apareceu aquela sensação que, por aqui, sempre foi equivalente à do Carnaval.

Se depender desses Panicopas (os profetas do pânico na Copa), essa será a mais triste de todas as copas.

“Hello!”: já fizemos uma copa antes

Até hoje, os países que recebem uma Copa tornam-se, por um ano, os maiores entusiastas do evento. Foi assim, inclusive, no Brasil, em 1950. Sediamos o mundial com muito menos condições do que temos agora.

Aquela Copa nos deixou três grandes legados. O primeiro foi o Maracanã, o maior estádio do mundo – que só ficou pronto faltando poucos dias para o início dos jogos.

O segundo, graças à derrota para o Uruguai (“El Maracanazo”), foi o eterno medo que muitos brasileiros têm de que as coisas saiam errado no final e de o Brasil dar vexame diante do mundo - o que Nélson Rodrigues apelidou de “complexo de vira-latas”,  a ideia de que o brasileiro nasceu para perder, para errar, para sofrer.

O terceiro legado, inestimável, foi a associação cada vez mais profunda entre o futebol e a imagem do país. O futebol continua sendo o principal cartão de visitas do Brasil – imbatível nesse aspecto.

O cartunista Henfil, quando foi à China, em 1977, foi recebido com sorrisos no rosto e com a única palavra que os chineses sabiam do Português: “Pelé” (está no livro “Henfil na China”, de 1978).

O valor dessa imagem para o Brasil, se for calculada em campanhas publicitárias para se gerar o mesmo efeito, vale uma centena de Maracanãs. 

Desinformação #1: o dinheiro da Copa vai ser gasto em estádios e em jogos de futebol, e isso não é importante

O pior sobre a Copa é a desinformação. É da desinformação que se alimenta o festival de besteiras que são ditas contra a Copa.

Não conheço uma única pessoa que fale dos gastos da Copa e saiba dizer quanto isso custará para o Brasil. Ou, pelo menos, quanto custarão só os estádios. Ou que tenha visto uma planilha de gastos da copa.

A “Copa” vai consumir quase 26 bilhões de reais.

A construção de estádios (8 bi) é cerca de 30% desse valor.

Cerca de 70% dos gastos da Copa não são em estádios, mas em infraestrutura, serviços e formação de mão de obra.

Os gastos com mobilidade urbana praticamente empatam com o dos estádios.

O gastos em aeroportos (6,7 bi), somados ao que será investido pela iniciativa privada (2,8 bi até 2014) é maior que o gasto com estádios.