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segunda-feira, abril 07, 2014

Chico da Pesca acusa Alfredo Costa de tramar contra seu mandato

Chico da Pesca foi o deputado estadual mais votado nas eleições de 2010.

Pegou fogo o comentário de uma postagem no Facebook, onde Paulo Sérgio Souza, mais conhecido como "Chico da Pesca", respondeu a provocação de uma pessoa que defendeu o legado parlamentar do até então deputado estadual Alfredo Costa (PT), agora que o mesmo deverá perder o mandato para dar lugar ao titular, que teve seu mandato cassado sob a acusação de ter cometido crimes eleitorais.

Segue o comentário do Chico da Pesca.

"O Alfredo contratou o escritório do filho do Nelson Jobim em Brasília para ser assistente de acusação do MPF contra mim, companheiro do mesmo partido e mesma tendência. Este foi o motivo de sair do PT (sic), solicitei sua expulsão do partido e não obtive resposta e ontem, no julgamento, ele defendeu a tese de que eu era chefe de uma quadrilha no MPA, uma covardia com um militante que dedicou 25 anos de sua vida na construção deste sonho e em defesa das nossas principais lideranças. 

O Alfredo assumiu o meu lugar e nunca se quer me ligou pra conversar sobre o mandato. Até agora não respondo a nenhum processo penal na justiça comum e agora e só comemorar de alma lavada."

Da cassação à absolvição.

O Ministério Público Eleitoral do Pará afirmou que Chico da Pesca, mesmo afastado da chefia do órgão na época, teria utilizado veículo da superintendência e servidores terceirizados na campanha eleitoral. O MPE sustentou ainda que teria ocorrido cadastramento indiscriminado de pessoas no Registro Geral de Pesca, para receber o seguro-defeso, benefício pago a pescadores no período em que a atividade é proibida na região, em troca de apoio político ao candidato.

Com a decisão do plenário do Tribunal Superior Eleitoral que restabeleceu por unanimidade Paulo Sérgio Souza, o Chico da Pesca (PT), no cargo de deputado estadual no Pará, Alfredo Costa (PT) deverá sair em breve da ALEPA e devolver a vaga deixada pelo então deputado estadual que lhe imputa agora a responsabilidade de ter tramado contra seu mandato. 

Os ministros consideraram que nenhuma prova foi apresentada para justificar a manutenção da cassação do mandato do parlamentar por suposta conduta vedada a agente público e uso político da Superintendência Federal da Pesca do Pará nas eleições de 2010.

Chico da Pesca, agora no PROS retomará a sua vaga na ALEPA, que havia sido ocupada por Alfredo Costa que renunciou na Câmara de Vereadores para se tornar deputado estadual e agora ficará sem mandato. Ambos tentarão a reeleição em partidos diferentes. Resta saber quem terá mais dificuldades nas urnas.

As imagens abaixo mostram mensagens de pescadores do município de Igarapé Miri, onde comemoraram o retorno do seu representante ao parlamento estadual.






Para alguns o PMDB só serve se for para apoiar o PT?


Por Charles Alcântara, no Facebook.

Ora bolas!

Os petistas insatisfeitos com a decisão de seu partido, agora oficial, de apoiar uma candidatura do PMDB ao governo do Pará, podem dizer tudo, menos que a decisão é incoerente com o último terço da história do PT, período em que governa o Brasil.

O PMDB, acusado por petistas autointitulados ideológicos de ser oligárquico, corrupto, adesista e um dos "responsáveis, por ação e omissão, pelas mazelas de nosso povo", é o mesmo PMDB que Lula considera fundamental para garantir a dita governabilidade do PT no governo central e o mesmo que "só dá alegrias" à presidenta Dilma.

Se o PMDB serviu - e serve - para apoiar Lula e Dilma, por que não serve para ser apoiado pelo PT?


As pedras no caminho da corrida eleitoral no Pará - Parte I



Não precisa ser um cientista político e nem especialista em marketing eleitoral para perceber que há 03 meses de uma difícil campanha eleitoral, os principais partidos que se enfrentarão nas urnas paraenses - PSDB e PMDB - terão que se mexer mais estratégica do que fisicamente.

Do lado tucano, as conversas para manter o alinhamento de prefeitos, parlamentares e lideranças de partidos que fazem parte tanto da base do governo Jatene (Estadual), quanto do governo Dilma (Federal) é o principal desafio dos cardeais do PSDB.

Com o anúncio de que ex-prefeito Duciomar Costa pode ser o candidato do PTB, as coisas pioram pro PSDB que precisa acumular o máximo de apoio de quem ainda está como aliado, mas o peso das negociações gera desconforto no já disputado ninho tucano. Não era à toa que Simão Jatene não queria quebrar sua promessa de que nunca seria candidato à reeleição.

Sabedor das dificuldades que terá pela frente, pelos lados e internamente, o governador foi praticamente obrigado a manter seu nome na disputa, mas pode surpreender e fazer como fez na campanha de Almir Gabriel em 2006, frustrando os tucanos que lhe cercam com o seu conhecido corpo-mole, que fez com que Almir o apelidasse de preguiçoso.

Vários motivos colaboram para esta afirmação, entre os quais, a de que o governador está em tratamento de uma doença e tanto seus médicos, quanto sua família lutam para que ele poupe-se de estresses, viagens cansativas e do pesado ritmo que toda campanha eleitoral requer.

Do lado do PMDB, mesmo com o aceno de sete partidos para o apoio a Helder Barbalho, a maioria da base partidária do PT terá dificuldade em defender a aliança eleitoral, aprovada no último encontro no fim do mês passado. Não fizeram antes, não fazem agora e com uma candidatura do PSOL colocando o PT, o PMDB e o PSDB no mesmo saco, se não houver uma boa estratégia para o programa de governo que envolva os milhares de petistas que não estão tranquilos com a aliança, muitos não irão pro front como se espera.

Além de uma ação planejada que inicie o convencimento de importantes dirigentes e militantes que fazem a diferença em qualquer eleição, é possível vermos, principalmente na região metropolitana de Belém, apenas o pessoal contratado para balançar bandeiras azuis nas esquinas.


Com um programa de governo ainda indefinido e sem data e nem equipe para elaborá-lo, a candidatura de Helder Barbalho perde um tempo precioso para penetrar ainda mais nas entranhas do eleitorado que não vota de jeito nenhum em Jatene e/ou aquele que está insatisfeito com a falta de resultados de mais um governo tucano no Estado do Pará.