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terça-feira, março 31, 2020

Helder Barbalho errou feio e pelo jeito vai errar de novo, prevê blogueira

Helder em mais uma live, informa o cancelamento de um contrato, sem explicar como e quem serão os novos contratados para o repasse de 74 milhões. Não pensa nos pequenos e médios empresários do Pará.

Por Franssinete Florenzano, em seu blog, sob o título O dono da Kaizen e as cestas da merenda

O governador Helder Barbalho tem conseguido a simpatia popular por conta de sua onipresença durante a situação de crise. Neste momento particularmente difícil para o Pará, o Brasil e todo o planeta, poderia ter dado uma tacada de mestre ajudando os fornecedores que atuam há no mínimo uma década em todas as regiões do Estado, investindo, acreditando no potencial e empregando a gente parauara. Errou feio na escolha de um único beneficiário. 

Pelo teor da nota oficial, vai errar de novo contemplando grandes redes atacadistas. Por que não divide esse dinheiro de que tanto necessitam os empresários médios e até pequenos, que estão perto dos locais de entrega e podem dar conta da missão, ao invés do que fatalmente irão quebrar nestes meses de pandemia? Por que optar por enriquecer quem já é rico e forte ao invés de garantir emprego e comida na mesa dos paraenses que mais precisam? Fica o apelo à reflexão.

Continue lendo a matéria da jornalista, advogada e autora do blog Uruatepara


Helder Barbalho: Burro ou ingênuo?


Por Diógenes Brandão


Não considero que o governador Helder Barbalho seja um cara burro. Pelo contrário!

Ele é muito inteligente e sagaz, mas talvez isso faça com que ele considere-se acima da razão e do raciocínio alheio. Se não, por que ele chama o deputado federal Eduardo Bolsonaro de doido, após suas declarações sobre a China e propõe a interdição do filho do presidente e aqui no Pará permite que suas emissoras tenham em seu quadro de empregados, profissionais que replicam e reforçam os mesmos preconceitos e desinformação à sociedade?

Bom, pelo menos é isso que vem sendo repetido nas matérias do apresentador e vereador de Belém pelo MDB, Joaquim Campos, demitido no dia 21 deste mês por ofender jornalista atacada por Bolsonaro, após anos de trabalho na RBA, emissora de TV na qual o governador Helder Barbalho é sócio e alguns dias depois já retornou ao trabalho, concluindo assim que sua demissão foi ludibriar a sociedade paraense e que tudo não passou de mais uma grande potoca, como dizia o nosso ex-governador Hélio da Mota Gueiros, o famoso "papudinho".

No entanto, se não é burro e nem doido, o que teria movido o governador a não cumprir promessas de reajustes salariais feitas à centenas de milhares de servidores públicos paraenses e a vir cometendo uma série de atrocidades nos contratos de diversas obras, compras e serviços para o governo?

Um dia depois da SEDUC ter dispensado a licitação de quase 74 milhões de reais, para uma empresa que deveria ter sede em um terreno, que se encontra sem nenhuma construção, estaria o governador do Pará sendo enganado ou ciente do que estava sendo de feito, mas desafiou a inteligência alheia?

Como disse a página Sensacionalista Pará

Ele poderia ter aberto licitação para escolher o valor mais barato, mas não. Precisa ser rápido e para tal, alega emergência na contratação. Pois bem. Que escolhesse então, 40 ou 50 empresas para manter o emprego de milhares de trabalhadores paraenses. Mas não. Escolheu apenas uma micro-empresa (sabe-se lá com que critérios), com baixo capital declarado e nas mãos dela repassou R$ 73.928.946,00.

Após denúncia nas redes sociais, "contrato laranja" é cancelado por Helder Barbalho


Por Diógenes Brandão


O primeiro ano do governo de Helder Barbalho estava terminando, quando a Polícia Federal prendeu o operador financeiro da família barbalho: o ex-senador Luiz Otávio Campos, mais conhecido como "Pepeca". Dias depois, as viaturas da PF visitaram a casa do vice-govermador Lúcio Vale, que naquele dia estava como governador em exercício, já que o titular estava viajando para o exterior.

Além da casa do vice de Helder, os polícias deram uma batida no gabinete do governador.

Nunca algo parecido havia acontecido na história do Pará.

E a imprensa tradicional se calou ou deu a informação de forma distorcida ou muito reduzida. 

Poucos foram os jornalistas e demais profissionais da comunicação paraense que noticiaram o fato, por isso talvez muita gente desconfie da veracidade desta informação, mas ela é verdadeira e por isso está sendo assinada, afinal, quem tem compromisso com a verdade não tem medo, porque o temor é uma mentira que a fraqueza humana cria. 

Um ano antes, o irmão do vice-govermador, o deputado federal Cristiano Vale havia sido preso, diante da mesma operação da Polícia Federal: A investigação de uma organização crimimosa acusada de desviar mais de 30 milhões de reais, entre outras coisas, da alimentação escolar de crianças e adolescentes pobres, alunos de escolas de 10 municípios paraenses, por um período de 10 anos. 10 anos tirando de quem não tem quase nada. 

Alguém poderia aceitar que se tire comida da boca de crianças pobres, interferindo inclusive na sua saúde e em sua educação, para enriquecer?

Pois bem, Helder Barbalho chegou de uma conveniente viagem nesse período e, num evento no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, disse para uma platéia de pessoas que estavam recebendo o Cheque-Moradia, que o réu do processo federal Lúcio Vale, seu vice, tinha sua confiança e solidariedade. Ahn?? Como assim?

O processo segue a morosidade da justiça brasileira, que protege e engaveta a maioria dos casos judiciais que envolvem ricos e poderosos, integrantes de quadrilhas de colarinho branco no país.

Agora, graças à lei que obriga os governantes publicarem os atos de aquisições de bens e contratação de obras e serviços, ficamos sabendo da dispensa de licitação que o governador Helder Barbalho ordenou, para a compra de alimentos que serão distribuídos no lugar da merenda escolar, no valor de R$ 73.928.946,00.

É isso mesmo: Quase 74 milhões de reais para uma única empresa, de capital social declarado no valor de tão somente 79 mil reais.

As suspeitas não incomodaram a maior parte dos veículos de imprensa, muito menos os petistas, comunistas e demais partidários que fazem parte da base aliada do governo do governador Helder Barbalho, mas incomodam todo e qualquer cidadão que preze pela moralidade pública com os recursos provenientes dos impostos que os contribuintes paraenses pagam, em suados descontos ao governo, a maioria embutidos em tudo o que se paga e compra.

Há alguns instantes antes do fechamento deste artigo, através do Twitter da SEDUC, que tem pouco mais de 7 mil seguidores, o governo de Helder Barbalho anunciou sua derrota para as críticas e denúncias feitas por blogs e ativistas digitais: Cancelou o contrato milionário que havia firmado com uma empresa de fachada, do tipo laranja, a qual tem como sócio um filho de um empresário dono de um shopping, supermercados, farmácias e magazines por todo o Pará.