domingo, março 28, 2010

O difícil caminho da 3ª via - II

Além dos problemas internos no PT impedindo Ana Júlia de atender os interesses de Duciomar para que este e seu vice, Anivaldo Vale venham apoiá-la na reeleição, há a questão igualmente difícil para Jader em seu partido. Isso se dá pelo fato do PT não monopolizar problemas de natureza interna. Igualmente recheado de interesses diversos, o PMDB enfrenta uma crise que coloca em choque interesses de Jader Barbalho e seu primo José Priante, candidato derrotado nas últimas eleições à prefeitura por Duciomar Costa, quem Jader tenta atrair para o super-bloco que seria formado com o PMDB/PTB/PR.

Esta possibilidade poderia ser a real chance de derrocada de Ana Júlia, mas isso não é simples de equacionar, nem para Jader, Duciomar e nem tão pouco para Ana Júlia.

Jader, que utilizou sua influência junto à bancada de vereadores na CMB para que Duciomar pudesse tocar sua estratégia para acumular seu caixa para a campanha – a privatização do serviço de água e esgoto em Belém - vê com preocupação os movimentos de Priante, fazendo o maior auê para configurar-se prefeito e mexe com insistência seus pauzinhos a fim de que Duciomar Costa seja cassado por abuso do poder econômico nas eleições que disputaram.

Entre tapas e beijos, todos estes atores vão se encontrando, conversando, titubeando e vendendo sonhos de unidade, mas o certo é que os candidatos vitoriosos do pleito 2010 não estarão nem um pouco confortáveis em suas decisões, as quais podem faze-los perder e ganhar.

O difícil caminho da 3ª via - I

O blog do jornalista Hiroshi Bogéa deu a notícia:

Lideranças do Partido da República – PR – voltaram a indicar o nome do presidente estadual da legenda e vice-prefeito de Belém, Anivaldo Vale como um nome para concorrer ao governo do Estado nas próximas eleições. A indicação foi feita durante o II Encontro Estadual do partido, realizado nesta sexta-feira, 26, no ginásio municipal “Renato Veloso”, em Marabá.

Para este blog, a notícia vem demonstrar a disponibilidade do partido do vice-prefeito de Belém, em ser protagonista, ou se for o caso, coadjuvante de primeira instância, sendo mais provável como vice na chapa de Ana Júlia ou de Jader Barbalho, ambos, os mais cotados nas pesquisas eleitorais em 2010 como cabeças de chapa para a disputa eleitoral em outubro.

No mais, é bom lembrarmos que Duciomar Costa mantém boa relação com seu vice e seu partido e como o momento é de muita conversa entre os principais atores políticos do Estado é nesta hora que os compromissos e a credibilidade nas relações pesam na decisão das coligações, por isso, Duciomar Costa e seu partido (PTB), juntos com Anivaldo Vale (PR) cogitam-se como a 3ª via frente aos dois blocos, encabeçado por Jáder (PMDB) e Ana Júlia (PT).

Conveniências não faltam para ambos os casos. Duciomar Costa que está mais inclinado a continuar prefeito ou a uma vaga ao senado, deve/tem gratidão ao PMDB por este ter lhe dado a mão amiga, quando Dudu tentou aprovar a privatização do sistema de água em Belém.

Acontece que Ana Júlia tem consciência do imbróglio que envolve a aliança e dependência do PMDB para sua reeleição e vê no Bloco PR/PTB a energia do capital político deste, como alternativa capaz de fazer frente a uma disputa com seus adversários, incluindo aí, que tem em mente voltar à cena nacional, vislumbrando a montagem do 2º palanque da presidenciável Dilma no Pará, o que inevitavelmente, aumentaria seu prestígio junto ao poder federal, seu verdadeiro e maior desejo. Ana Júlia para ter o PR/PTB, deveria para isso, atender algumas demandas que hoje se torna, o “X” da questão. Uma das reivindicações de Duciomar Costa é que a bancada petista na Câmara Municipal de Belém concorde com a aprovação da privatização da água. No entanto, dois dos cinco vereadores petistas - Adalberto Aguiar e Otávio Pinheiro – vieram da categoria dos urbanitários e não abrem mão de defender os principais interessados pela manutenção do serviço pelos órgãos públicos, e encabeçaram o enfrentamento com o prefeito Duciomar Costa e sua base de apoio.

A empreitada de Ana Júlia e do PT em reelegê-la, está cada dia mais complexa, pois conciliar interesses do PT na capital e agregar partidos opositores ao PT em Belém requer que haja mais do que acordos.

O prestígio do núcleo duro do governo vem sendo dia-a-dia minado por atropelos, tornando-se o principal obstáculo, tanto para os atuais aliados, como para os que estão sendo cooptados para a base de apoio de Ana Júlia.

A versão proliferada pelos blogs e replicada sem a citação de fontes - como reclamou recentemente o Hiroshi - de que a DS está mais voltada em eleger seus parlamentares que em reeleger Ana Júlia, não procede, posto que a visão hegemônica dos experts que a aconselham vai além de estarem no poder, querem de fato ter poder!

Tal constatação vem sendo frequentemente reiterada, pois sem parlamentares e sem maioria no PT e iniciando sua inserção na base dos movimentos sociais, tudo que é planejado e feito pela Democracia Socialista, sem acordo com os russos, é passivo de revisão, já que as decisões sofrem mudanças por não serem impostas por quem realmente podem fazê-las.

Definitivamente não podem, pelo menos ainda!

sexta-feira, março 26, 2010

SEDUC: O 'X' da Questão! n° 1


Esse é o retrato da política do governo do estado em relação à educação. As justificativas para a exoneração da secretária Socorro Coelho ainda não estão bem explicitadas, mas haveria descontentamento da governadora Ana Júlia com uma reforma interminável em uma escola em Breves (já adiantamos, caso a governadora não saiba, há muitas outras na mesma situação) ou com falta dos famosos Kits escolares em escolas da Marambaia (em Belém). Entretanto fontes de dentro da SEDUC alegam que além destas justificativas haveria outras, de caráter mais administrativo, que dizem respeito à não liberação de pagamentos das “reformas” nas escolas estaduais e que em muitas dessas obras não teria sido cumprido o rito licitatório exigido pela legislação. Não podemos afirmar como verídica essa versão, mas ela anda solta pelos corredores da SEDUC.
Independente que quais sejam os motivos alegados uma coisa fica evidente: a falta de compromisso do governo do estado com a educação. O SINTEPP há muito vem denunciando a falta de política para a educação. Repressão policial violenta contra a categoria, desrespeito com o PCCR, reajuste salarial irrisório, negativa em implementar efetivamente a gestão democrática, são apenas alguns dos elementos que permeiam o quadro da educação em nosso estado, que como já informamos diversas vezes, amarga o pior IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do ensino médio de todo o Brasil.
Embora não questionemos a responsabilidade do titular da pasta da educação sobre as políticas (ou falta de políticas) para a educação é mister reconhecer que as constantes mudanças além de não resolverem o problema evidenciam que a responsabilidade, em última instância, é do próprio chefe do poder executivo, no caso a governadora Ana Júlia Carepa.
 
Nota oficial do SINTEPP sobre o anúncio feito aos meios de comunicação do Estado sobre a queda da titular da SEDUC, professora Socorro Coelho.

quinta-feira, março 25, 2010

O Pará que queremos?

Do blog do Profº Henrique Branco
O PSDB no Pará sob liderança de seu pré-candidato ao governo do Estado, Simão Jatene, além de outros importantes dirigentes partidários, iniciou caravanas por todas as regiões do estado, no intuito de conhecer as necessidades dessas localidades. Neste sentido, os tucanos querem produzir seu plano de governo mais próximo possível das demandas locais. A pergunta, o questionamento é inevitável: doze anos no poder, à frente do governo estadual não lhes permitiu conhecer as demandas, as necessidades de cada região? Dos municípios? Esse processo de sair e buscar “garimpar” as demandas sociais pelos municípios paraenses demonstra claramente que os tucanos reconheceram que tomaram o rumo errado nas suas gestões. Ou que, no mínimo o projeto de governo tinha alto teor elitista e concentrador na execução das políticas públicas. Em outras eleições os tucanos não tinham a mesma disposição em buscar essas demandas “in locu”, ou seja, no lugar. Os projetos eram feitos, formuladas nos escritórios, longe da observação da realidade e das necessidades dos muitos locais. Outro ponto por mim observado: foram doze anos do PSDB no poder, ou seja, pelo menos, três projetos de governo. Por que agora começar do zero, refazer os antigos? Não servem? Estavam longe de atender realmente as necessidades da população? São questionamentos que faço pela composição dos acontecimentos. Total falta de coerência entre passado, presente e futuro do Pará. Como se os tucanos começassem do zero a partir de agora, ou seja, doze anos no governo não serviram para o futuro. Não por acaso suas propostas, formas e ações estão sendo reconstruídas para um novo processo de fomento as políticas públicas. O Pará que os tucanos querem, talvez não seja o mesmo que a maioria dos paraenses almeja, pois rejeitaram esse projeto na última eleição e, pelo visto, deverão a rejeitar de novo. Literalmente, esse não é o Pará que queremos.

Milícia digital de Ananindeua ataca 3º portal de notícias mais lido no Pará

  Criado em setembro de 2023, o portal de notícias Estado do Pará Online já foi alvo de alguns ataques cibernéticos como o de hoje, uma hora...