quinta-feira, abril 24, 2008

Flexa de Madeira Ilegal

Dú Quinta Emenda - A Economia Ilegal e Seus Defensores

O deputado estadual Arnaldo Jordy (PPS) classificou como “absurda” a pretensão dos senadores que integram a Subcomissão Temporária para acompanhar a Crise Ambiental na Amazônia e a Comissão Temporária Externa de Risco Ambiental, vinculadas à Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado, que devem propor nesta terça-feira (22.04) a obstrução da pauta de votações até que a Operação Arco de Fogo seja suspensa no Estado.

O grupo esteve este final de semana no Pará, onde realizou audiências públicas para verificar os desmatamentos em Tailândia, Paragominas e Breves. Para Jordy, os resultados da operação comprovam a atividade ilegal na região e, antes de suspendê-la, o que se deve é propor medidas que levem à viabilidade e à legalidade do setor madeireiro.

A Operação Arco de Fogo, executada em conjunto pela Polícia Federal, IBAMA e Força Nacional, visa restabelecer o marco da legalidade na exploração de madeiras e nas atividades afins, assim como combater o desmatamento desenfreado no Estado do Pará. Desde que foi iniciada, foram aplicados, aproximadamente, R$ 3 bilhões em multas e apreendido cerca de 1 milhão m3 de madeira (em tora e serrada) oriunda de extração ilegal. Além disso, 678 pessoas foram presas em atividade irregular, inclusive porte ilegal de armas.

“Dos senadores da República e, especialmente, dos que representam o nosso Estado e a nossa região, o que se espera é que viabilizem propostas para conter e punir o desmatamento da Amazônia”, afirma o parlamentar. Entre essas propostas, Jordy destaca a estruturação do IBAMA e da recém criada Secretaria de Meio Ambiente (SEMA), a fim de desempenharem a missão de regular e fiscalizar a atividade madeireira, já que a ação ilegal só ocorre devido à ausência, omissão e conivência dos agentes públicos e de seus representantes.

Para Jordy, deve-se lutar, neste momento, por ações efetivas de recuperação e conservação da floresta, com ganhos para as populações que ali vivem, bem como para as gerações futuras. “O que queremos dos representantes de nossa região é que garantam recursos para viabilizar o zoneamento econômico-ecológico já aprovado e que reafirmem o apoio e o estímulo necessários à atividade florestal como vertente natural da sustentabilidade da Amazônia e não como atividade ilegal e criminosa”, justifica.

Em documento protocolado durante a sessão desta terça, o deputado pede que a Assembléia Legislativa do Pará manifeste apelo ao presidente do Senado Federal no sentido de não permitir a obstrução da pauta de votação, proposta encabeçada pelos senadores Flexa Ribeiro (PSDB/PA), Expedito Júnior (PR/RO) e Jayme Campos (DEM/MT) como forma de exigir a suspensão da Operação Arco de Fogo. Fonte: Assessoria de Imprensa do deputado Arnaldo Jordy.

quarta-feira, abril 23, 2008

O Grande Enigma Chinês

Mauro Santayana*
Ao fazer a famosa observação – “Quando a China despertar, o mundo tremerá” –, Napoleão Bonaparte sabia do que estava falando.
Em 1816, ao regressar da China, lorde Amherst passou pela Ilha de Santa Helena, no Atlântico. Não havia ainda o Canal de Suez, e a rota para a China contornava a África do Sul, seguindo o caminho descoberto pelos portugueses. Os navios se abasteciam ali de água potável e de alimentos.
Era também a prisão de Napoleão Bonaparte, depois de ter sido derrotado pelos ingleses na batalha de Waterloo. Era a segunda vez que a missão inglesa fracassara ao tentar estabelecer relações diplomáticas com o governo imperial da China. A primeira fora conduzida por lorde McCartney. O motivo dos insucessos fora singelo: os ingleses se recusaram a expressar sua obediência ao imperador, mediante a cerimônia do kou-tou, que era prostrar-se e bater nove vezes com a cabeça no piso.
Amherst visitou o prisioneiro. Ao saber que a missão do interlocutor à China fora frustrada, Napoleão fez a observação famosa: “Quando a China despertar, o mundo tremerá”. Sabia do que falava. A China era inquietante realidade. Durante milênios, o “Celeste Império do Meio” estivera tão distante quanto o outro lado da lua. E não era só a China, eram todos os “amarelos”: japoneses, coreanos, indochineses, que, no fundamental, tinham a mesma forma de ser, pensar e agir.
Os ingleses se vingaram da “desfeita” do imperador. A partir de modesta concessão dos chineses, iniciaram o comércio nas costas do grande país. Favorecidos pela astúcia, incrementaram o uso do ópio (então restrito a alguns potentados) pela população em geral, mediante o contrabando do narcótico, produzido na Índia, sob controle britânico. Quando o governo chinês percebeu que o ópio estava corrompendo e debilitando seu povo, proibiu o consumo e mandou queimar várias toneladas do produto, estocado pelos ingleses em Cantão. Em represália, os ingleses promoveram duas guerras contra a China; a primeira de forma isolada e a segunda com a participação dos franceses.
A ocupação da China foi odiosa. Os colonizadores viviam em bairros fechados. Nesses bairros era proibida a entrada de chineses e cães, nessa ordem. A exploração do trabalho dos nativos não se limitava a seu território. Milhares eram “vendidos” pelos traficantes aos países europeus e, por algum tempo, aos Estados Unidos; os homens para o serviço braçal, remunerados a centavos por dia, e as mulheres para os bordéis das grandes cidades industriais.
Pouco a pouco, e por influência das idéias ocidentais, alguns intelectuais chineses começaram a se organizar para livrar-se da dinastia submissa, construir uma república e restabelecer a soberania. A primeira organização revolucionária, a T’ung-meng Hui (Liga Revolucionária Unida), se fez no Havaí, onde se encontrava a maior concentração de trabalhadores chineses no exterior. Liderou-a o médico Sun Yat-sen, que proclamaria a República em 1912.
O grande desenvolvimento econômico e militar da China, a partir de 1949, com a definitiva vitória de Mao Tsé-tung (ou Mao Zedong, conforme nova e discutida grafia), e acelerado pelo seu sucessor Deng Xiaoping, inicia uma grande desforra histórica. Os chineses, com astúcia, esforço e inteligência política, prepararam-se nos últimos decênios com o propósito de vencer seus adversários, no campo político e econômico – entre eles, o Japão, particularmente cruel na ocupação da Manchúria e de Xangai –, e voltar a ser o Grande e Invencível Império do Meio.
Os chineses já ocupam, com o comércio e a influência política, grande parte da Ásia e da África. O Japão se inquieta com o crescimento da China e tem estreitado ligações com os Estados Unidos. Os norte-americanos se encontram sitiados por uma força ponderável dos chineses: o dinheiro. A China é credora de US$ 1 trilhão dos Estados Unidos. Esse dinheiro, de acordo com a denúncia do ex-senador George McGovern, foi gasto na guerra contra o Afeganistão e o Iraque. À China de hoje não interessa o confronto com o Ocidente. Sua estratégia, elaborada por mais de 50 séculos de História, tem sido erguer muralhas para sua defesa. A muralha de hoje é a do desenvolvimento industrial – e militar.
*Mauro Santayana trabalhou nos principais jornais brasileiros desde 1954. Foi colaborador de Tancredo Neves e adido cultural do Brasil em Roma nos anos 80. É colunista do Jornal do Brasil e de diversas publicações.

terça-feira, abril 22, 2008

Pimenta no Povo

Nesta manhã de terça-feira (22/04) moradores junto à lideranças dos movimentos sociais, como a UNMP - União Nacional por Moradia Popular - fizeram um ato de protesto na Avenida Senador Lemos, onde pretendem chamar a atenção para o que está preste a acontecer, caso o Projeto Binário, imposto pela Prefeito Duciomar Costa venha a ser executado nos moldes preparados. Como represália ao ato que reuniu apenas pneus queimados, spray de pimenta, cacetetes e bombas de efeito moral para o povo, que em outubro volta às urnas atestar a gestão do falso médico que tomou o palácio Antônio Lemos pra sí e de lá não pensa em sair agora. Mais detalhes nas próximas postagens.

segunda-feira, abril 21, 2008

Pilantropia na ASIPAG

'Seremos sede do Fórum Social Mundial e isso é uma situação vergonhosa, que mancha a honradez da sociedade civil organizada. Vamos instaurar procedimento, porque precisamos acabar com essa pilantropia'.
Rosângela Chagas - Promotora de Fundações de Massas Falidas do Ministério Público do Estado, em entrevista ao O Liberal deste domingo, que denunciou a existência de um esquema que desvia dinheiro público da ASIPAG, que tem a frente o "honrado" Pio Neto, para entidades fantasmas, muitas sem sede, outras com espaço alugado, mas com função filantrópica que é bom, aqui, ó !

domingo, abril 20, 2008

O Inevitável - Parte II

A gestão/estilo Hélder não agrada a tod@s @s militantes petistas de Ananindeua - e poderia (?!) Lá o partido e suas tendências são fragmentados - como deve-se ser ou não (!?).

Aí mora a questionável transparência do processo: Quais serão as condições deste apoio e quais os espaços que serão "negociados" dentro do governo municipal? A militância estará à par do teor dos acordos?

Seja qual for a posição do partido, esta terá que ser disputada, argüida de propósitos, revelada na sua essência: Fração do poder municipal, apoio à base partidária para fortalecimento do partido - já que só que se fortalece são as lideranças e principalmente, mudança na relação com o PMDB, haja visto que o bob-filho em determinadas questões/situações é mais centralizador e egocêntrico que o bob-pai.

A Composição da engenharia política nacional visualiza as metrópoles prioritárias para os dois partidos - PT/PMDB e por conseqüência, pré-estabelecem os desdobramentos das eleições municipais para acúmulo de forças nas disputa estaduais e nacional de 2010.

Estratégia Estadual

Ana quer obviamente a reeleição. Paulo Rocha e outros do PT, junto com Jader, o Senado. Para tão poucas vagas e diversos pretensiosos é preciso negociar, ajustar, ceder, avançar e recuar. Portanto, ainda teremos muitos balões de ensaio e balanços no metiê desta valsa eleitoral.

A militância petista ainda não digeriu tanto poder ao antigo algoz, assim rotulado por quem hoje "acerta" e mantém a aliança que configura o PT como partido de Poder. Mesmo assim, acumula-se no interior das tendências, cada vez mais o sentimento de que agora não precisa-se do aliado para continuar e manter-se no palácio. É prudente então pensar que mesmo sendo executivo, o partido não é hegemônico no parlamento e deve acertar com a base aliada, cada vez mais enfraquecida, os passos a serem dados. Lula freia vez ou outra as exigências do partido e apodera os caciques do PMDB, tais como Sarney, Jader, Quércia, entre outros para justamente manter o equilíbrio que o torna mantenedor de apoios.

Não é de hoje que PT e PMDB se conversam para definir estratégias comuns, tanto no Estado como no País. Exemplo disso foi em 2001/2002 quando o campo majoritário que naquele momento era majoritário mesmo, tanto no diretório estadual, quanto no nacional e sua esmagadora maioria lhe permitia dar os rumos que entendesse ao PT, caso seguisse à risca a doutrina do centralismo democrático.

Pois bem, acontece que naquela altura, com a militância empolgada com a administração petista em diversas cidades e na capital do Estado, visualizou-se a 1ª chance real de tomar o poder pelas vias democráticas e aí entrou em campo a Democracia Socialista - de Ana Júlia & Cia - dispostos à frear a aventura pró-direita que inclinava-se para a aliança com Jader para consolidar Maria do Carmo - PT/Santarém - como a 1ª governadora do Pará. Conseguiram! Não por maioria, mas por pressão, ameaças e outros recursos retóricos de que a história do partido e blá, blá, blá e tais...

Com a saída de Charles Alcântara da Casa Civil, modela-se um novo perfil para a gestão do governo e a arquitetura das eleições no interior altera-se. Como a vitória e demonstração de força do campo majoritário que preside o PT no Estado e agora na capital, não poderia deixar de concorrer ao pedaço do queijo, deveria?

O Inevitável - Parte I

Para entender o que se passou na tensa relação entre PT e PMDB em nossa pólis é preciso avaliar algumas questões: Priante, ao conceder-se como "boi de piranha do PMDB" na tática da aliança para a derrota do império tucano no Estado, cobra algo que lhe dê sustentabilidade política, já que não foi indicado secretário de Estado, nem tão pouco assumiu cargo no governo federal como cogitava. Mário Cardoso, ao sair da SEDUC e candidatar-se prefeito de Belém, espera também recompor-se politicamente, depois das diversas desavenças internas em sua tendência, nas quais perdeu importantes companheiros de jornada tais como o habilidoso e competente casal Sílvio (FUNDACENTRO) e Socorro Brasil (SEDUC) entre outros militantes de grande valor que o acompanhavam à décadas ao aceitar a concorrer ao TCM, selando assim sua aposentadoria política e deixando aqueles que compunham “seu” projeto político à deriva. Jader, ao perder seu principal interlocutor dentro do governo Ana Júlia teme perder espaço e o "prestígio" de seus secretários, que podem aos poucos, serem substituídos por petistas como a chegada de "novos ares" na casa civil. O PT está em total discordância com a aliança em Belém, quer retomar o poder local e acabar com a farra do falso médico, mas considera importante a relação no interior onde ainda há problemas em alguns municípios estratégicos tanto pra ele como para o PMDB. O PMDB vê como prioridade zero a reeleição de Helder Barbalho em Ananindeua, 2º maior colégio eleitoral - depois está Santarém - e por lá, a aliança PT/PMDB torna-se crucial para consolidar os interesses de Jader & Família, mas por lá o PT não se definiu ainda sobre isso. Ana Júlia ainda no ano passado convidou Sandra Batista para concorrer às eleições daquele município, mas ocorre que esqueceu de falar antes com os russo, como orientou garrincha ao técnico da seleção brasileira no tempo do futebol-arte, da habilidade e da humildade.

Acontece que Luis Freitas, ex-secretário de Cultura e ex-adversário de Helder no pleito de 2004, até então dirigente do Departamento de Trânsito de Ananindeua, o qual tem pré-defino o acordo político de manter o PT-Ananindeua sob as asas de seu patrão. Ocorre ainda que este jovem que pretende ser vice de Helder por lá é ligado ao grupo que manteve-se fiel à Mário Cardoso.

A entrevista de Mário Cardoso, visivelmente estressado, mas com certa razão dado o oportunismo da campanha propagandística extemporânea fixada em diversos outdoors pela metrópole.

Jader Reage

Dú repórter 70 do Diário do Pará
O PMDB terá candidato próprio a prefeito de Belém e esse candidato será o deputado federal José Priante. O anúncio, feito ontem pelo presidente regional do PMDB, deputado federal Jader Barbalho, ocorreu um dia depois do PT anunciar que lançará oficialmente a candidatura do ex-secretário Mário Cardoso no dia 28 de maio. “Politicamente, o PMDB nasceu muito antes do PT”, ironizou Barbalho os acenos da deputada Regina Barata e de Cardoso à reedição na capital da dobradinha que elegeu a governadora Ana Júlia em 2006. “O segundo turno será outra eleição”, afirmou o líder do PMDB, ao sepultar negociação preferencial com o PT em Belém. Hostil Barbalho considerou inabilidade política inaceitável o ataque disparado na sexta-feira pelo ex-secretário Mário Cardoso contra o deputado José Priante. “Quem pretende negociar não precede a negociação com hostilidades”, ensinou Barbalho, ao descartar a composição com o PT. Priante, segundo o líder do PMDB, levará para a corrida sucessória em Belém o capital eleitoral acumulado na última eleição para o governo estadual e, em torno dele, apoio incondicional e empenho redobrado de seu partido. Manifestação isolada O deputado federal Paulo Rocha telefonou ontem ao ex-deputado José Priante, pré-candidato do PMDB a prefeito de Belém, pedindo que o mesmo interpretasse as manifestações de Cardoso como ponto de vista isolado, já que a maioria do PT, segundo Rocha, mantém o interesse de estar junto com o PMDB nas próximas eleições em Belém. Paulo Rocha e Maria do Carmo, candidata do partido à reeleição à Prefeitura de Santarém, são os líderes da corrente petista do Professor Mário.

Criador e a criatura: a volta de Lei da Mordaça, agora em Ananindeua

Daniel Santos (PODE) seria o criador da ideia de emplacar a "Lei da Mordaça" na Câmara Municipal de Ananindeua, resgatando os mol...