quinta-feira, março 19, 2015

Depois de mentir novamente, governo enfrenta novos protestos


Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o perverso de lábios e tolo. Provérbios, 19:1.
O governo do Estado do Pará é bom de papo e pra isso paga uma fortuna para seu marketeiro, o melhor do Pará em enrolação e 171, o publicitário Orly Bezerra, aquele que fez o Pará continuar inteiro e repleto de desigualdades e problemas, entre eles a falta de Defensor Público em Altamira, o maior município do Brasil e o 5º maior do mundo, mas que mesmo assim Simão Jatene disse que não sabia da absurda carência. 

"Claro, Jatene é um preguiçoso", repetiria o ex-governador Almir Gabriel, responsável pela 1ª eleição de Jatene, depois de Jader Barbalho que o pôs no mundo (da política).

Simão Jatene é daqueles labiadores que não tem jeito. Disse que era o melhor para o Pará, pois a família que lhe acolheu e o fez crescer profissional e políticamente, foi a mesma que ele disse que com sua empresa de comunicação havia manipulado a campanha eleitoral de 2014, e nesse período quente da política paraense, disparou em um debate contra seu adversário: Eu não aceito a audácia dos canalhas.

Com a história contada, volto ao assunto do título do post para informar que hoje, 19/03, a educação pública do estado do Pará pára, mas não cruza os braços. 

Servidores públicos de todos os municípios, inclusive os da UEPA vai pras ruas denunciar a situação insustentável em que se encontram. 

Nada impedirá que professores, técnicos de educação, gestores e equipe de técnicos e auxiliares que trabalham nas escolas e campus paraenses, estejam amanhã nas ruas, em mais uma manifestação contra as negativas de investir na educação, tal como prometeu novamente em sua campanha de reeleição.


A denúncia de uma ata mentirosa que a SEDUC tentou na malandragem enfiar no SINTEPP, que misteriosamente pega leve como o mesmo, só piorou as coisas.

A presepada teria sido obra de sua equipe na SEDUC, que deu agora de falsificar os documentos da última reunião que teve com o sindicato da categoria, afim de se proteger posteriormente na justiça, para onde geralmente leva as negociações e apela para a ilegalidade das greves. A tática às vezes funciona, pois a justiça paraense, como dizem alguns evangélicos, é uma benção!

Que feio, governador! Logo o senhor que vive falando de ética!

Por sua vez, os servidores da educação universitária, também estarão no ato e marcha de paralização, convocada pelo sindicato e em um manifesto contundente denunciam o estado caótico em que se encontra a educação pública dos universitários da Universidade Estadual do Pará. Uma vergonha!, diria o Boris Casoy. 


MANIFESTO DOS COORDENADORES DOS CAMPI DO INTERIOR - UEPA

Belém, 17 de março de 2015.

À sociedade paraense,

A proposta de fazer este Manifesto nasceu da perspectiva de trazer à tona as mazelas estruturais que tanto afligem os campi universitários da Universidade do Estado do Pará (UEPA) no interior. Hoje, já não nos mantemos, apenas sobrevivemos. Sobrevivência vil, pois não conseguimos obter do governo do estado do Pará a atenção que a educação realmente merece.


Nós, gestores dos campi do interior, estamos fazendo o máximo possível para que a educação superior em nosso estado se realize: ensino, pesquisa e extensão. Hoje este tripé começa a constituir-se em mito porque o que se sobressai, com muitas dificuldades, é o ensino. As atividades de pesquisa e de extensão praticamente não existem. Assim, está a nossa educação superior estadual.

Vemos a grande falta de estrutura: laboratórios sucateados, bibliotecas defasadas, prédios sem reformas, construções paralisados, problemas graves nos sistemas de energia elétrica dos campi, além da falta de valorização profissional. E o mais grave é que não temos nenhum aceno de melhorias que poderiam levar ao desenvolvimento institucional de nossa Universidade.

São anos que a UEPA passa sem uma reestruturação. Seu sucateamento se agrava pela falta de investimentos do poder público estadual, o que leva à mingua seu funcionamento. Basta observar o fato de que começamos o semestre letivo de 2015 com poucos funcionários, com poucos professores para ministrar aulas, sem condições em nossas salas de aula para recebermos nossos estudantes.

Acreditamos que juntos podemos construir uma Universidade melhor, com harmonia entre os diversos segmentos que compõem seu quadro: funcionários, professores e alunos. A constituição de discussões e debates sobre o universo estrutural dos campi do interior pode enriquecer propostas para o melhoramento de suas condições essenciais de funcionamento. Contudo, queremos mais que isto, queremos ações consistentes e eficazes que melhorem, consideravelmente, esta Universidade.

Cobramos sensibilidade do governo do estado do Pará por mais investimentos na UEPA, nos campi da capital e do interior. Bom observar que a UEPA é estratégica para o desenvolvimento da Amazônia, especialmente para o Pará, demandando uma ação estratégica do governo do estado, da gestão superior e um apoio incondicional aos campi do interior. O governo não pode cortar, mas aumentar o orçamento da Universidade. Só assim, será possível fomentar um crescimento institucional que leve a transformação social da região amazônica.

Por tudo isso, conclamamos a comunidade acadêmica (estudantes, funcionários e professores) a paralisarem as atividades dos Campi da UEPA, no interior do estado do Pará, no dia 19/03/2015, para que nossa voz possa ser ouvida mais longe e claramente.

Os coordenadores dos Campi da interiorização (UEPA).