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sexta-feira, setembro 26, 2008

segunda-feira, setembro 22, 2008

Mão na cabeça

Notícia que vai aliviar muitos candidatos. O Código Eleitoral determina que a partir de hoje, quando faltam 15 dias para as eleições municipais, nenhum candidato a prefeito, vice-prefeito ou a vereador pode ser detido nem preso, salvo em caso de flagrante delito. Diário do Pará, de hoje. Aí é que habita o perigo, pois como diz o poeta do morro, Bezerra da Silva: "se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão."

A rapoza cuidando do galinheiro

Há uma concepção geral, que é interessante, de que o lucro não deve permear o processo de atenção à saúde. Mas isso é um dogma ideológico; a sociedade deve pensar nisso: tem algo a ver lucro e saúde? (…) O que a sociedade tem que garantir é que o Estado esteja presente na conferência da entrega. (…) Eu acho que o problema não é fazer, o problema é entregar, garantir a entrega. (…) Se existe ou não a intermediação do lucro é uma decisão geral que cabe à sociedade - que é uma sociedade capitalista, onde tem lucro em qualquer lugar.

A tal entrevista é com o Gonzalo Vecina Neto, atual superintendente do Hospital Sírio Libanês, que tem em seu currículo passagens pelo Ministério da Saúde, pela ANVISA e pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo - esta última entre 2003 e 2004, na gestão Marta Suplicy!

O assunto é justamente aquele que será o tema central do IV Congresso Latino Americano de Administradores de Saúde: PPP - Parceria Público-Privada na Saúde. O entrevistado, também presidente da Comissão Científica do Congresso, defende abertamente tal idéia. Leia mais aqui.

Até Quando?

Depois da invasão do escritório e da casa do empresário Eike Batista na chamada operação Midas e da descoberta de um suposto grampo ilegal, no Supremo Tribunal Federal, foi desencadeada toda uma operação midiática, como gosta de dizer o ministro da Justiça, Tarso Genro, contra aquilo que ficou conhecido como abusos da Polícia Federal, com participação de juízes e procuradores da República, nas investigações, operações, inquéritos contra a corrupção e o crime organizado. A mesma imprensa, começando pela revista Veja, não economizou páginas e palavras para combater aquilo que ela mesma promovia e estimulava meses atrás contra o PT e o governo Lula: os grampos ilegais ou autorizados sem base legal, as prisões espetaculares, com o uso abusivo de algemas, os vazamentos dirigidos e articulados com a própria mídia, que tinha e tem informações privilegiadas sobre as investigações, operações e inquéritos. Nessa cruzada, como era de se esperar, a mídia teve a companhia da oposição, a mesma que aplaudia os excessos das ações quando o alvo era o governo. A pergunta que não quer calar é por que a imprensa mudou de lado e de comportamento? Estará ela escondendo algo ou apenas deu-se conta do monstro que criou, estimulou e cultivou? Como podemos acreditar na mídia se ela, há meses apoiava e estimulava linchamentos de acusados ou mesmo investigados, ou apenas suspeitos, sem a presunção da inocência e o respeito ao devido processo legal, se estimulava a pressão da opinião pública e do clamor popular sobre juízes e tribunais para condenar sumariamente suspeitos e acusados sem culpa formada? Fica aqui a pergunta. Independente desse grave comportamento da mídia, estamos diante de um desafio numa democracia de apenas 20 anos, num país que viveu a metade de sua vida republicana submetido a ditaduras e ao arbítrio, que sempre conviveu com a impunidade dos de cima e com os esquadrões da morte para os de baixo, com uma ditadura militar que se impôs pela força em nome do combate “à subversão e à corrupção”. Precisamos discutir como construir e organizar instituições aptas para combater a corrupção, sem que descambem para o abuso e o arbítrio, para o uso de suas atribuições legais na luta política partidária ou simplesmente a auto promoção de seus integrantes. Pior ainda, para a perseguição de adversários ou supostos suspeitos, desrespeitando os mais elementares direitos constitucionais. Os recentes acontecimentos envolvendo a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência, delegados, juízes e procuradores, demonstram que precisamos, para manter a ação dessas instituições a serviço do país, rever toda legislação sobre abuso de autoridade, interceptação telefônica, guarda e proteção do sigilo legal, uso de algemas. Essas medidas são necessárias não para colocar um fim as investigações e operações, inquéritos e processos judiciais contra a corrupção e o crime organizado, mas ao que assistimos nos últimos meses: o abuso e o uso político dessas operações, o desrespeito ao sigilo, estimulado e promovido pela mídia, o vazamento dirigido de informações, operações dirigidas, atos ilegais, que só favorecem os investigados, acusados e processados, os que se dedicam a corrupção e ao crime organizado, já que levam a absolvição dos acusados ou anulação dos processos, seja por razões legais ou por pura chicana jurídica. Tenho sido criticado por denunciar abusos e o comportamento da mídia, por apoiar as mudanças legais necessárias e urgentes que porão um fim nesses abusos. Muitos tomam minha posição como conivente com envolvidos em graves denúncias e crimes, mas é meu dever de cidadão e homem público não compactuar com a violação daqueles direitos e garantias que tanto lutamos para conquistar, mesmo ao preço de incompreensões e suspeitas descabidas. Tenho a convicção de que compactuar com essas ilegalidades e abusos é um caminho sem volta para o arbítrio e a ditadura, mesmo que seja das próprias instituições policiais e da Justiça. Por Zé Dirceu no Jornal do Brasil, em 18 de Setembro de 2008.

Isto é bom. É democracia.

Tem gente que pensa que democracia é só eleições e deixar a imprensa falar o que quer. Democracia é antes de tudo DIVISÃO DE PODERES. Os vários poderes se controlando e todos sendo auditados, controlados e prestando CONTAS À SOCIEDADE. O que deve fazer o PF: investigar, levantar provas. Quem julga: a justiça. Como a polícia de todo o planeta desenvolvido atua? Na base de informações. Qual o problema em a PF usar pessoas da ABIN para ajudar na investigação? Nenhum. Qual o problema da PF fazer escutas telefônicas e algemar pessoas? Nenhum. A PF deve investigar para a justiça poder julgar. Como a PF está investigando os muito ricos existe uma resistência dos muito ricos. Apoiados, vejam só, por pessoas que sempre atacam o governo Lula. O governo Lula tem seus defeitos. Ter investido na PF, dado autonomia e condições para ela investigar "peixes grandes" é uma das QUALIDADES deste governo. E, por isto, é combatido. A grande mídia conservadora está cumprindo o seu papel: NEGATIVIZAR tudo que não é do interesse dos MUITO RICOS. De negativização em negativização vai colhendo seus frutos: tudo deve continuar como é do interesse dos MUITO ricos. Eles podem invadir terras porque são "produtores" e "proprietários" . Podem sonegar, comprar fiscais, porque são vítimas de uma legislação absurda. Se alguém investiga estes senhores é porque estamos em um estado policial. Terra para índios é um absurdo pois coloca em risco nossa soberania. Tudo deve continuar igual. Alguns papagaios repetem tudo e fazem o jogo deles. São estes que dão sustentação política para eles, pois os muito ricos são poucos, muito poucos. Observe abaixo: "Grampo até dentro da PF De Jailton de Carvalho: Policiais encarregados da Operação Toque de Midas instalaram escutas ambientais e grampearam durante 20 dias, com autorização judicial, os telefones do diretor-executivo da Polícia Federal, Romero Menezes, preso anteontem por determinação da Justiça Federal e solto na madrugada de ontem por um habeas corpus". Para quem passar a idéia de que há grampo indiscriminado no Brasil é importante colocar que há grampo ATÉ dentro da PF. Para quem quer que haja investigação de todos, sem discriminação, ter esta liberdade de investigação é PARA COMEMORAR. O fator liberdade para investigar nem é sitado na notícia. Fica escondido, pois o que interessa é a campanha de negativização. São duas visões da mesmo realidade. Fonte: http://chicaodoispa ssos.blogspot. com/

quarta-feira, setembro 17, 2008

Dicionário Eleitoral

- Pirante = Chapa da coligação que tem à frente Pirão e Priante.
- Suzi = A boneca Valéria Pires Franco.
- D-u-d-u = Dificilmente - Um - Doutor - Umano.
- PSOL = Partido que Só Orgulha-se da Lisura.
- Pesquisa = Metodologia dos institutos lucrarem com os endinheirados.
- T.R.E-PA = Tribunal Receptor de Enganação - Para Anesteciar (o povo).
Agora as contribuições do blog do colunista da Folha de São Paulo, Josias de Souza.
- Alckmin: nome mais cotado para transformar o adversário em vitorioso;
- Candidato: pretensioso que diz coisas definitivas sem definir as coisas;- Campanha: período em que um grupo de loucos apresenta no rádio e na TV sua plataforma para dirigir o hospício;
- Coerência: velha maluca que faz tricô enredando-se nas linhas de suas próprias contradições;
- Coligação: aliança partidária com fins lucrativos;
- Democracia: regime político que saiu pelo ladrão; espécie de luta de boxe em que a sociedade entra com a cara;
- Eleição: uma loteria sem prêmio no final;
- Eleitor: cidadão escalado para optar entre o lamentável e o impensável;
- Heloisa Helena: Pseudonovidade no seio da política; a inconseqüência com saliências e reentrâncias;
- Lula: ex-operário que se converteu em compositor. Compõe com qualquer um;
- Marketing político: técnica que consiste em enfeitar a forca, conferindo-lhe a aparência de inofensivo instrumento de cordas;
- Pesquisa eleitoral: estatística que antecipa o nome do herói que será chamado de ladrão depois da posse;
- Programa de governo: tratado de verdades que se esquecerão de acontecer;
- Voto: equívoco renovado de quatro em quatro anos.

segunda-feira, setembro 15, 2008

Cuidar de Belém e das Crianças

Já que comecei postar vídeos, a partir de hoje postarei alguns dos meus e para quem acha que políticas públicas se resumem à obras de concreto e/ou sfalto, fica aqui o registro e demostração de que uma metrópolis como Belém, deve enfrentar os efeitos do capitalismo e da desigualdade social vigente.

Para tal, política de inserção dos jovens ao mercado de trabalho, educação pública e de qualidade, respeito aos direitos das crianças e adolescentes, entre outras ações deveríam permear os programas políticos dos candidatos à prefeitos desta cidade.

As imagens mostram a prostituição infantil retomada na área do Entrocamento, no primeiro ano de governo do oculista Duciomar Costa, quando este aniquilou os programas sociais criados na gestão petista de Edmilson Rodrigues que intensificou o combate à essa chaga social com diversos programas e projetos, retirando das ruas, qualificando e pondo para escolar e para o ambiente familiar milhares de adolescentes e crianças de nossa cidade.

Ver-o-Peso do teu abandono!

O nosso cartão postal está jogado às baratas pelo atual prefeito, que o recebeu reformado e, principalmente, com a alta estima dos feirantes que participaram ativamente de todo processo de reforma dos equipamentos e de requalificação dos homens e mulheres que ali tiram seu sustento.Duciomar e aquele tal de Didi acabaram com tudo, resgatando aquilo de mais ruim, resquício da ditadura: o rapa...
A então retirada daqueles que trabalhavam na calçada (a época) foi feita inclusive com o apoio dos feirantes, que agora, pela forma truculenta do oculista, estão apoiando os ocupantes pela desorganização que se tornou o Ver-o-Peso...
Chora Belém, mas levanta a cabeça e realiza as mudanças necessárias pelo voto...!
Da Blogsfera, de um internauta não indentificado.

domingo, setembro 14, 2008

Belém, olha tua cara!

"Cortem a Cabeça dela*, antes que ela termine de transformar Belém em pedra, tal como vice-governadora e padrinha do corrupto Secretário de Segurança que mandava empresas de seus familiares, superfaturarem vendas de medicamentos, sem licitação para que eu e você, pagassem por longos anos, quandos os tucanos e duciomar e eles (DEM, ex- PFL) desmoronaram nosso Estado. Corta a cabeça: Deletá-la, defenestrá-la, tirá-la da disputa, denunciar seus maus tratos como vice-governadora e uma das principais autoridades do governo tucano na área social, que só cuidou de seu próprio patrimônio, declarado por ela mesma à justiça eleitoral, em 7 milhões de reais. Pai d'égua, isso!
Clamor de um anônimo que por email, indigna-se com o resultado da última pesquisa, na qual se percebe que Belém está para virar pedra, tal como fez Medusa, com todos que um dia a olharam de frente.
Aí, o exemplo de Perseu.

Lula aprovado pela Paulicélia Tucana

"Com o Lula tudo bem. O problema é o PT."

Frase do novo comercial de Geraldo Alckmin (PSDB), candidato a prefeito de São Paulo, que utiliza recursos, como postagem de vídeos no youtube e distribue à milhares de internautas diariamente.

Carimbó Sem Fronteiras

OS QUENTES DA MADRUGADA apresentam em São Paulo e Rio de Janeiro o Carimbó, um dos mais tradicionais ritmos do norte do Brasil. Grupo da cidade de Santarém Novo (PA) realiza de 13 a 20 de setembro shows , bailes e oficinas sob o patrocínio do Programa Petrobras Cultural. O Carimbó está para o Norte assim como o forró está para o Nordeste. É música de festa, onde se dança até o dia amanhecer. Junção caprichosa do pé batido indígena com o rebolado africano, o Carimbó é um dos gêneros tradicionais mais significativos do país, onde sem conflitos se reúnem o sagrado e o lúdico, devoção e diversão, tradição e contemporaneidade. Nascido no litoral do Pará há mais de dois séculos, preservado nas comunidades pela oralidade dos mestres populares, em sua maioria pescadores e lavradores, o Carimbó é sem dúvida parte essencial da alma paraense e amazônida, um componente fundamental da identidade cultural brasileira. O Carimbó da Irmandade de São Benedito apresenta características particulares que o destacam dos outros grupos paraenses. Fundada há quase duzentos anos no município de Santarém Novo, a Irmandade mantém uma tradição extremamente complexa que envolve onze dias ininterruptos de festa, incluindo novenas, ladainhas, alvoradas, levantamento, derrubada e varrição do mastro, queima de fogos, pilouro – o sorteio dos festeiros, trajes tradicionais e diversos cargos como juízes, festeiros, mordomos, padrinhos, fiscais e outros. Dança, música, culinária, artesanato e procedimentos rituais compõem um precioso patrimônio cultural preservado pela oralidade. O público de São Paulo e Rio de Janeiro terá a oportunidade de vivenciar a beleza e a força dessa tradição no período de 13 a 20 de setembro de 2008, através do Projeto de Circulação Nacional do grupo “Os Quentes da Madrugada” – Carimbó da Irmandade de São Benedito de Santarém Novo¸ patrocinado pelo Programa Petrobrás Cultural e com o apoio do SESC/SP, SECULT/PA, Fundação Curro Velho (PA), COIMP (PA), Associação Cultural Cachuêra! (SP), Casa Brasil Mestiço (RJ), Centro Cultural Recordatório (RJ) e do grupo A Barca (SP). O projeto é um desdobramento do registro em CD das tradicionais cantigas de carimbó da Irmandade, produzido no ano de 2005 em parceria com o Núcleo Maracá e A Barca (SP) e também patrocinado pela Petrobrás. A circulação nacional atende à necessidade de difusão do centenário Carimbó de São Benedito para um público mais amplo, levando uma das mais autênticas expressões da cultura popular da Amazônia para outras regiões do país. Atravessando o país desde o Norte até o Sudeste, o grupo “Os Quentes da Madrugada” irá realizar shows, bailes e oficinas de vivência e confecção de instrumentos tradicionais em espaços do SESC e da Associação Cachuêra (em São Paulo) e na Casa Brasil Mestiço e Recordatório (no Rio de Janeiro). Além disso, haverá também encontros de vivência e integração com duas comunidades tradicionais do Jongo da região sudeste, a do Jongo do Tamandaré em Guaratinguetá (SP) e do Quilombo São José em Valência (RJ). O encontro histórico entre Carimbó e o Jongo, que já foi reconhecido como patrimônio imaterial do Brasil, faz parte da estratégia de fortalecimento das tradições populares brasileiras e da luta pelo seu reconhecimento efetivo. Por esse motivo, a Irmandade também aproveitará a oportunidade para difundir e articular apoio para a Campanha Carimbó Patrimônio Cultural Brasileiro, uma iniciativa que busca mobilizar a sociedade em prol do reconhecimento e valorização do Carimbó como componente importante da cultura de nosso país. Criada em Santarém Novo a partir de encontros de mestres e seminários realizados pela Irmandade desde 2005, esta campanha já conseguiu oficializar o pedido de registro do carimbó junto ao IPHAN e vem conquistando cada vez mais visibilidade e dignidade para os grupos e mestres tradicionais do carimbó paraense. Saiba mais visitando o blog da campanha: www.campanhacarimbo.blogspot.com

Roubar a Previdência não é Crime




Por Paulo César Régis de Souza*

São muitos os golpes desferidos contra a receita Previdenciária nos últimos tempos. Custa crer que a Previdência ainda esteja de pé. Golpes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Uma verdadeira escalada de golpes que está minando, dia a dia, a capacidade de financiamento e sustentabilidade do Regime Geral de Previdência Social/RGPS. Golpes eivados de ignorância, má fé e profundo desconhecimento das regras universais de Previdência.

Tudo é feito para que o déficit cresça e a Previdência se atole no descrédito público. Descrédito que já levou 8 milhões de brasileiros, desesperados, para os planos de previdência privada que, aliás, não são de previdência coisa nenhuma, mas papéis de investimentos, com incentivos fiscais. Uma farsa grosseira sem que Executivo , Legislativo e Judiciário acordem para a realidade.

Os últimos golpes: implantação dos Refis 1,2,3,4 e 5 favorecendo os caloteiros; favorecimento à pilantrópicas de todos os calibres e todos os “políticos”; incorporação da Receita Previdenciária pela Receita Federal, com 4 mil auditores fiscais e cinco mil servidores de nível médio; transferência da dívida ativa do INSS inicialmente para a AGU e depois para a PGFN; redução pelo Supremo do prazo de decadência (prescrição) dos débitos de 10 para cinco anos; inclusão da desoneração previdenciária, sem que o Ministério da Previdência fosse consultado, na proposta de reforma tributária, ampliação da renúncia previdenciária para o Supersimples sem que igualmente o Ministério da Previdência fosse consultado; instituição da renúncia previdenciária para os produtores e exportadores de produtos de informática, sem que o Ministério da Previdência fosse consultado. Nunca dantes neste país o Ministério da Previdência foi tão esquecido, humilhado, ultrajado, apesar de contabilizar 35,5 milhões de segurados contribuintes e 25,5 milhões de segurados beneficiários, uma clientela maior do que as populações da Colômbia, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai!

E os ministros o que fizeram? Nada, rigorosamente se omitiram. Por incompetência, despreparo.

Agora o último golpe.

O Judiciário acaba de adotar entendimento de que apropriação indébita contra a previdência social não é crime, mas somente um “desvio” do dinheiro que descontou do empregado e dele se apropriou por alguma necessidade premente e, por isso, não recolheu.

A extensão do entendimento determina que o INSS terá que comprovar que o santo empresário agiu de má fé. Em tese, o INSS terá que se transformar em delegacia de polícia e investigar onde o santo empresário aplicou o dinheiro descontado do trabalhador para financiar o RGPS e não recolhido no dia certo e preciso, como fazem 90% dos empresários do país. Só será crime se o santo empresário tiver tido lucro ou usou tais recursos em proveito próprio ou na aquisição de bens.
Emplacaram uma firula jurídica onde não cabia. Secularmente, apropriação indébita era o desconto do INSS do trabalhador e não repasse ao próprio INSS. Coisa simples de ser verificada pela fiscalização. O empresário salafrário que assim agisse poderia ser preso e executado.

Recordo vários ministros da Previdência batendo às portas da Justiça, em todas as sedes dos tribunais regionais federais e nas Procuradorias da República, levando pilhas de processos de apropriação indébita, solicitando a prisão dos apropriadores.

Lamentavelmente, neste tempo de impunidade generalizada, mudaram o entendimento. Não só as algemas estão sendo abolidas, mas todas as regras de decência, de dignidade, de ética, de valores.
Uma safadeza de monta pois qualquer turista do Gabão sabe que o INSS, privado de sua Receita, sem auditores fiscais e sem procuradores, está impedido de fiscalizar, cobrar, arrecadar, recuperar créditos, não terá condição de provar nada e a PGFN, com l0 milhões de processos para cobrar, sendo 7,0 milhões da Receita Federal, não terá condições de sair a cata dos apropriadores indébitos...

Melhor faria o Judiciário se baixasse uma de suas Súmulas proclamando: todo aquele que praticar a apropriação indébita contra a Previdência Social terá honras de chefe de estado! Ou outra Súmula: roubar a previdência Social não é crime.

O outro lado da moeda

Uma senhora noutro dia foi presa por não pagar pensão alimentícia durante três meses, o juiz não quis nem saber se a mesma estava precisando do dinheiro, se estava ou não desempregada, mandou para o xilindró, para a cadeia com outros presos de alta periculosidade perto dela, delinqüentes, ladrões, estupradores, etc. Há pouco tempo, em São Paulo, uma senhora, pobre, negra e desempregada, acabou na prisão por ter roubado um pote de margarina em um supermercado. As prisões e delegacias estão abarrotadas de pobres, negros, nordestinos, por delitos menores, pois não têm como pagar advogados e a justiça gratuita no país é tão ruim quanto os serviços de saúde e as escolas públicas...

Novamente, a Previdência foi “ferida de morte”, com essa decisão de que o mau patrão que desviou o dinheiro do trabalhador, dele se apropriou, só pagará a apropriação débito se ficar provado que obteve lucro com o dinheiro que deixou de ser dele, no momento em que ele fez o desconto em folha.

No entanto a Previdência vai ter de pagar benefício ao trabalhador dessas empresas, se um dia se acidentarem, aposentarem, enfim solicitar qualquer benefício. Trata-se de um direito adquirido. O trabalhador não é responsável se o empregador desconta e não recolhe.

O Estado é responsável pela fiscalização, arrecadação e recolhimento. Não pode o Judiciário transformar a exceção em regra, não pode oficializar o calote, não pode prejudicar a sociedade como um todo, em benefício de um punhado de caloteiros, safados e desclassificados.

A mãe Previdência terá que arcar com o ônus do caloteiro, pagando o benefício sem o devido custeio.

O Judiciário que estimula e favorece a impunidade deve repensar os mecanismos de defesa do Estado e da proteção social, razão principal da Previdência Social. Fui levado a concluir que se não tivermos a cobertura da lei para que os devedores da Previdência paguem o que devem para manter o equilíbrio atuarial do RGPS, só nos resta chorar. Apropriação é roubo, até prova em contrário. Roubo é crime. Este é, felizmente, o entendimento dos mortais e dos brasileiros de 2ª. classe. Os de 1ª. classe vivem no mundo das espertezas e das expertizes. 

*Paulo César Régis de Souza é presidente da Associação nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social – ANASPS.

sábado, setembro 13, 2008

Brasil: eles e nós

A Falha de Sumpaulo acredita no Estragão, que acredita na Der Göbbels, que acredita na Olhar Tucano (ex-veja), que acredita na Isto Era, que acredita na Bandalheirantes, que apóia NumKassab, que apóia Serrassuga, que apóia Aécio Never, que apóia Yeda Cruzcredo, que apóia Demóstenes Podres, que apóia Gilmar Mente ...
Todos estes dao suporte so sr Daniel Marinho Frias Mesquita Tanure Civitta Sayad Dantas ... que me rouba, te rouba, nos rouba ... e nao vai prá cadeia.
E eu acredito no Lula, que acredita no PT, que acredita no PCdoB, que acredita no povo, que acredita no MST, que acredita na CUT, que apóia o Evo, que apóia o Correa, que apóia Christina, que apóia Chavez ...
Todos nós damos suporte á livre América do Sol, do Sul, do Sal, do Cio, do Céu ...
Inté.
Murilo Rocha Goulart
Em correnteza forte , quem não pega no remo ajuda o barco a soçobrar.
Carceroni

A Democracia Brasileira

Vivemos um dos momentos mais ridículos da "tal democracia": Se um "grampo não autorizado" conseguir detectar uma quadrilha de tráfico de drogas, órgãos humanos, explosivos, ninguém poderá ser preso! Se um acusado de homicídio for algemado "indevidamente" , ele será solto!
Se narcotraficantes de faccões famosas, demorarem a ser julgados, eles serão soltos! Se vc beber um chopp e dirigir:
Tá PHO- DI- DO! VAI PRESO! Por isso, acho que vão mandar o PROTÓGENES prô Bangú 8 ! Betochato, internauta - Tribuna da Internet.

Obra de 1,99 Mata!

A família do operário que faleceu esta semana, depois do desmoramento de uma parede na obra, às pressas conduzida pela prefeitura de Belém, espera informações e justificativas que expliquem a morte do pai de família até agora pelos responsáveis pelo mal planejamento que ocasionou o acidente. Em repóragem a O Liberal, o engenheiro da empresa contratada pela prefeitura, alegou que "achava" que o motivo foi o trafégo intenso de ônibus e outro veículos pesados pela rodovia Augusto Montenegro. Zoando com nossa capacidade de dissernimento, o engenheiro ainda teve a cara de pau de alegar que n]ao houve responsabilidade, nem a empresa, pelo ocorrido. A família, humilde e impotente, aguarda a ação dos orgãos e pessoas competentes.

Encenação

Teatro Programa de TV dos candidatos a vereador do PSDB repete o estilo fantasioso de outras eleições. Os tucanos são filmados em torno de uma mesa, encenando discussões profundas e fazendo pose de intelectuais. O problema é que o eleitor cada vez mais sabe separar a realidade da ficção. Repórter 70 dos Barbalhos, metendo ficha - com razão - nos bicudos.

quinta-feira, setembro 11, 2008

ELEIÇÕES MUNICIPAIS

Faltando menos de 30 dias para as eleições municipais desse ano a cidade ainda não acordou para a triste realidade que se vislumbra logo a frente. As pesquisas eleitorais recentes apontam para o segundo turno entre Duciomar e Valéria, ficando para trás Priante, Mário, Jordy e Marinor, deixando de lado as diferenças momentâneas e olhando mais próximo os blocos que agora tomam conta da agenda política. Duciomar e Valéria são “farinha” do mesmo saco, ou quem não lembra do apoio tucano a Dudu na eleição anterior, do outro lado a coligação que levou a atual governadora Ana Júlia ao poder, como PMDB, PT e correndo por fora, mas servindo aos interesses de alguns poucos Jordy, transvertido de esquerda, lobo em pele de cordeiro, sem falar na menina de recado do ex-prefeito Edmilson que nem de longe consegue polarizar o processo eleitoral. Esse quadro mostra um futuro sombrio para a cidade de Belém, se confirmada as projeções das pesquisas de opinião, e olha que nem se quer entrar no mérito de sua validade, o que está em jogo são projetos políticos. O de Dudu/Valéria é o mesmo que governou o Estado por 12 anos, e que a frente da prefeitura desmobilizou toda uma rede social construída em torna de políticas públicas voltadas a inclusão social e a construção da cidadania. Por outro lado, PMDB e PT, aliados a nível nacional e estadual, não conseguiram chegar a um ponto em comum, outro debate que já não se tem tempo para fazer! O grupo Liberal e os Tucanos estão ansiosos para o final desse primeiro turno, podendo emplacar os dois principais marionetes para o turno seguinte, dando um golpe na gestão de Ana Júlia e com isso ganhando espaço e fôlego para 2010. A campanha de Priante tem se revelado boa suficiente para que ele tenha razão em uma coisa: ser candidato! O visual que ele montou na cidade nada fica a dever a qualquer outra campanha, e consolida o papel estratégico do PMDB em qualquer eleição na capital, inclusive com uma jogada de gênio quando da utilização do Presidente Lula em seu primeiro programa na TV. Rompendo o estigma que o partido de Jader não move corações e mentes por aqui. Seja qual for o seu resultado final seu recado já foi dado, e de carta fora do baralho Priante e seu patrono Jader tem papel destacado na divisão de poder no Estado, principalmente se confirmar os prognósticos da eleição em Ananindeua, mas isso é outra história No Partido dos Trabalhadores, a frente de esquerda se recente da figura de um político do tamanho do ex-prefeito de Belém, o partido mesmo com o Governo Federal e Estadual nas mãos não consegue alavancar a campanha do Professor Mário. Poder-se-ia citar vários elementos, como a falta de estrutura, de pessoal, de lideranças, de dirigentes, da legislação draconiana, da empatia do candidato, da equipe de marketing (leia-se Vanguarda), enfim, todos esses elementos seriam pautas de um debate mais sério, mas sejamos francos alguém realmente já se perguntou por que não conseguimos repetir os resultados das eleições anteriores? O que realmente mudou doa anos anteriores e a atual eleição foi a vontade da militância que enfraqueceu, estando cansada de ser tratada apenas como “campanheiros” no período eleitoral e depois, em várias oportunidades, são esquecidos e relegados a um nível inferior. Acentuando-se esse processo de desmoralização política dessa militância histórica, ficam apenas os “campanheiros” subsidiados para as campanhas. É o que resta-nos e temos que compreender que esses companheiros têm que ser convencidos no processo eleitoral, da necessidade e da força que o Partido tem nessas oportunidades. De outro modo, a própria realidade do processo político mudou, somos governo e assim nossas feridas estão expostas a céu aberto, os carniceiros de plantão de todas as matizes, estão sempre de olho esperando qualquer deslize para saírem publicadas e televisionadas ao vivo. A espetacularização da ação política nos jogou na vala comum da política do Estado. A própria ação política nossa na frente do governo fica aquém daquilo que se podia esperar de uma administração do PT, de um legitimo governo do povo, e os baixos índices de aprovação dele demonstra claramente isso. A falta de recursos e na verdade a falta de uma decisão política sobre a campanha que as principais lideranças do partido não tomaram, “estamos sós, laçados em dois nós”, a disputa política embutida nas entrelinhas é algo que só teremos certeza ao fim das eleições. Mas até lá como ficamos? Essa é a pergunta honesta que devemos nos fazer. Mesmo com toda essa caracterização tenho a convicção que o Partido dos Trabalhadores tem um enorme “capital político”, ou dito de uma maneira, mas inteligível, temos influência suficiente para chegarmos no 2º turno, porque nós somos um partido de militantes com influência de massa, temos claro nosso papel na disputa de hegemonia, pois essa é uma prática quotidiana de todos os militantes que constroem esse partido desde seu início até os dias de hoje. Logo, a corrida não está acabada, está apenas no começo e mesmo com toda essa conjuntura nós iremos sim para o 2º turno e conquistaremos, não como viúvas do Edmilson, mas como um Partido dirigente do processo político no Estado, nosso grito deve ser da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Palavras usadas nas portas do próprio comitê de campanha. Ou compreendemos que a dita “saudade” do governo do Povo é a necessidade de mais educação, saúde, transporte público, de lazer, esporte e segurança. E nenhuns dos candidatos do bloco tucano estão realmente comprometidos com públicas voltadas para a construção de uma cidade cidadã. Resta-nos construir sim uma onda vermelha que inunde essa cidade, mas isso só será possível se tivermos a decisão política de superar o trauma que o movimento social tem da prefeitura do Ed., e ir além, está mais que na hora de realmente fazer uma análise mais séria sobre o papel nefasto que o grupo político dele fez ao Partido e a Cidade, não temos que ter mais o compromisso de não falar a verdade, enquanto estivermos presos a isso não poderemos alçar vôos mais altos. Vamos a vitória companheiros!
Fonte: http://dilacerado.blogspot.com/

segunda-feira, setembro 08, 2008

Coisas da Terra

Quem nunca foi ao bosque Rodrigues Alves ou ao Museu Paraense Emílio Goeldi e pediu para comprar ou comprou para um filho, filha ou sobrinho esses formidáveis briquedos, que até hoje são comercializos por preços bem acessíveis e continuam encantando gerações e mais gerações de nossa terra? Viva nossa cultura, gente!

e, tome Asfalto..meu povo Belenense.

Uma Janelinha

Acima, o click de minha sony, feita nesta sexta-feira no ver-o-rio, aberto via ação políticamente acertada no governo petista, que tinha naquele momento o Edmilson Rodrigues como prefeito de nossa pólis. Que bom seria se os candidatos ao cargo mor de nossa pólis, pudessem se comprometer em desobstruir nossa visão e contemplacemos por inteiro o rio Guamá e a Baia do Guajará. Quem dera!

sábado, setembro 06, 2008

Visual

Tenho acumulado fotos de diversos métodos de visualização que os candidatos em Belém estão usando em suas campanhas. Postarei alguns deles, assim que o tempo e as tarefas me forem ofertados ou eu consiga dibrá-los.

terça-feira, setembro 02, 2008

Fulga na FUNCAP, de noooovo???

Em primeira mão, chega a notícia-denúncia até agora não noticiada em nenhum expediente on line dos meios de comunicação paraenses, de que a maior fuga do EREC dos últimos anos ocorreu nesta mannhã com indícios de facilitação e negligência como já havia preconizado o blog dada a tchurma que por lá se realojou depois que o governo Ana Júlia (via Cláudio Puty) negociou com o PSOL o retorno das aulas e consequentemente, dos educadores pela troca de alguns espaços nos DAS´no governo estadual. Um deles, é esse (Diretoiria de Assistência Social da FUNCAP) que não pára de escandalizar, por tamanho descompromisso dos atuais gestores com a política que a instituição deveria prestar. É uma atrás da outra. Até quando dura este acordo mesmo? Precisará um refém morrer? Ou um adolescente levar um tiro? Ou alguém do MP investigar e resolver a questão nos ditames da lei de improbrabidade? Com as falas quem tiver coragem!

Click!

Uma viatura fragrada por minha linda e magra cybershot da sony que consegue vire e mexe um registro em nossas "ruas", minha e tua, mururé... Aí lembrei da canção: "...pois é, pois é, eu não sou de igarapé, quem montou na cobra grande, não se escancha* em puraque" *Abrir, alargar (as pernas), quando monta a cavalo, ou à maneira de quem o faz. Aurélio Eletrônico.

Tragédia Anunciada

Do leitor José Vítor de Alencar, sobre a agricultura familiar:

Pode-se afirmar que a agricultura familiar brasileira foi marcada profundamente pelos modelos coloniais tanto da economia quanto da sociedade. Primeiro foram as grandes propriedades, que inicialmente por falta de mão-de-obra e do não conhecimento das terras – exemplo das Capitanias Hereditárias – nem todas tiveram sucesso.

Em segundo, tivemos a monocultura, ainda no período colonial, com o cultivo da cana-de-açúcar e do café e em terceiro, a importação da mão-de-obra escrava. Somente por volta da década de 1960 é que o Brasil começou a viver uma revolução na agricultura, influenciado pelo mundo desenvolvido, com a chamada revolução verde.

Uma tentativa de aumento da produtividade com a utilização de insumos químicos e o aumento da área cultivada com a mecanização da terra, e novamente com a implantação da monocultura, agora com o plantio de grãos, especificamente a soja.

Houve aumento da produtividade é verdade, no entanto, os prejuízos ambientais, com a degradação do solo e o aumento considerável do desmatamento, foram enormes. Mas o grande prejuízo ficou para o pequeno produtor que sem condições de arcar com o alto custo do novo modelo de produção teve que sair do campo, pois os pacotes agrícolas beneficiavam, principalmente, os grandes produtores.

O reflexo desse modelo agrícola continua em evidência. Na Amazônia, estamos presenciando a rápida expansão da fronteira agrícola com a cultura de grãos e a destruição das florestas. O meio rural amazônico vive um momento delicado com a grilagem de terras públicas, conflitos agrários, desemprego no campo e a desvalorização do produto do pequeno produtor.

Esses são os preços do “desenvolvimento” agrícola em nossa região. Quanto tempo ainda falta para se entender que é necessário um maior investimento na agricultura familiar, sendo que é ela a responsável pelo abastecimento alimentar na mesa do povo brasileiro.

Do blog do Jeso Carneiro.

Mui Bueno

Egressos

O 12º Grupamento de Bombeiros, inaugurado neste final de semana pela governadora Ana Júlia Carepa em Santa Izabel do Pará, vai empregar 40 egressos das penitenciárias do Pará que serão responsáveis pelos serviços gerais. Eles foram treinados pela Fábrica Esperança, que tinha uma dívida de R$ 1,3 milhão quando o novo governo assumiu. Hoje, totalmente saneada, a fábrica é responsável pela inclusão social de cerca de 300 egressos. São eles que produzem todo o fardamento dos bombeiros. Na sede da Secretaria de Segurança Pública, são 14, entre os quais os que servem o café ao secretário Geraldo Araujo e às pessoas que vão ao gabinete. Do Diário do Pará.