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sexta-feira, novembro 05, 2010

As Outras Falas, por enquanto.

Emails e comentários impublicáveis, me indagam sobre minha avaliação sobre o processo eleitoral. Alguns em tom de provocação reinteram alfinetadas dizendo "teu blog só falta publicar receita de bolo e previsão do zodíaco". Os motivos que me levam à dar um tempo no ato de "por pra fora" o que percebo do status quo da política local é o fato de estar acumulado de tarefas e sem internet em casa, pois gosto de escrever diretamente na tela do Blogspot, sem concerto de nada, do jeito que sai da cachola vai pra web. Assim, deixo o blog por enquanto apenas com as outras falas da pólis, onde opiniões à cerca da política no Pará serão de outros, não deste blogueiro. No mais, continuo tuitando e lá, não refresco, como sempre! É só seguir: @JimmyNight.

Gabriel, O Pensador - Dança do Desempregado

SNC - Um marco.

Dia 09 deste meês vai à apreciação o Projeto de LEi da Câmara nº 56, DE 2010 (http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=96771)o qual institui o Plano Nacional de Cultura - PNC, cria o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais - SNIIC e dá outras providências. O Sistema Nacional de Cultura será um marco na política cultural brasileira no qual artistas, mercado cultural e todos que giram ao seu entorno e fora dele poderão pensar e agir na gestão da política pública de cultura no Brasil, independente da colaração partidária e seus grupelhos.

A escolha de Ana Júlia Carepa

Do Blog A Perereca da Visinha

Penso que há algumas avaliações bastante equivocadas sobre a derrota da minha xará, Ana Júlia Carepa, nestas eleições.

Creio que algumas pessoas andam a confundir os sintomas com a doença – e isso é tanto mais complicado porque estamos a lidar com um caso concreto.

Ora, diz-se que Ana perdeu por erros da Comunicação e de articulação política.

Mas tais erros – que existiram de fato – foram apenas as conseqüências, e não a causa.

A causa mesma foi a opção que Ana Júlia fez por sua corrente política, a Democracia Socialista (DS).

E isso foi uma escolha, não alguma coisa a que a tivessem obrigado, até porque ela é maior de idade e, presume-se, não padece de problemas mentais. Além disso, possuía poder suficiente para se livrar desse grupo a hora que bem entendesse.

Então, Ana Júlia fez uma escolha por aquilo que lhe pareceu, sabe-se lá por que, o mais importante.

E dessa escolha é que nasceram os erros da propaganda, da articulação política e de tantos outros setores essenciais à manutenção do poder.

Quem é que dava as cartas na propaganda? A DS. Quem é que dava as cartas na articulação política? A DS. À quem, em suma, pertencia a última palavra sobre os rumos e até sobre as eventuais mexidas no Governo? À DS.

Então, o xis da questão foi a escolha que a minha xará fez de delegar o poder a uma espécie de triunvirato.

Todo o resto não passa de conseqüência dessa opção.

O PT errou por não intervir decididamente nessa concentração do poder nas mãos da DS? É claro que errou.

E é um erro que não é assim tão simples quanto parece, já que tem a ver com a própria relação do partido com essas tendências minoritárias e sectárias.

Afinal, é a segunda vez que o PT se esborracha, ao chegar ao poder através de correntes assim – a primeira foi na capital.

Mas aí fica a pergunta: como intervir decididamente, dar “murro na mesa” de um governante? E como fazer isso sem que a emenda acabe se revelando pior que o soneto, em termos de desgaste perante a opinião pública?

E mais: como realizar uma articulação política com um mínimo de credibilidade, num governo que se transformou num monstro de duas cabeças, que ora puxa para um lado, ora para o outro?

Até porque, mesmo que se conseguisse encostar o governante na parede, ainda assim ele permaneceria como o detentor da caneta.

Sempre disse aqui que o problema genético desse governo foi o fato de Ana pertencer a uma corrente minoritária e sectária – e à qual ela sempre demonstrou uma fidelidade canina.

Ora, os tucanos governaram o Pará por 12 anos, com uma ampla base de sustentação e também fizeram campanhas a comandar coligações até mais amplas que a Acelera Pará.

E olhem que nas campanhas municipais o pau comia entre os partidos coligados na esfera estadual – até porque as campanhas municipais são o momento em que todo mundo tem mais é de se cacifar.

Mas penso que os problemas eventualmente vividos pelos tucanos no comando dessas coligações foram fichinha perto do que se viu nesse governo da DS.

Até porque Almir e Jatene – quer se goste ou não – eram lideranças reconhecidas pelas demais lideranças políticas; tinham, de fato, a última palavra sobre o que acontecia ou deixava de acontecer no governo.

Já esse triunvirato jamais foi – e nem poderia ser – reconhecido pelas lideranças políticas. Aliás, jamais foi reconhecido nem mesmo pelo PT. Afinal, sempre faltou a esses senhores o principal: o mandato, a delegação de poder, de milhões de paraenses.

Sem falar, é claro, na absoluta incompetência política desses senhores, e na arrogância, o ar “doutoral”, que não lhes permitiu reconhecer a experiência das demais lideranças, nem mesmo quando pertencentes ao próprio PT.

Não reconhecer tudo isso, é tentar tapar o sol com a peneira; é tentar passar a mão – talvez até por certa nostalgia – na cabeça da DS.

Mesmo a desastrada campanha política que sepultou os sonhos de reeleição de Ana Júlia Carepa tem por trás a folha corrida da DS.

Quem foi que, afinal de contas, escolheu e manteve até o fim a Link Propaganda? Um doce para quem adivinhar...

Já estava tudo perdido em junho? Não, não estava.

Pelo contrário: devido à ampla coligação que a apoiava e ao fato de deter a máquina federal e estadual, além de dezenas de prefeituras, a cidadã Ana Júlia Carepa era, de fato, a favorita dessa disputa.

Só quem nunca fez campanha política é que se assusta com rejeição – e ainda mais se o sujeito detiver a máquina.

Porque campanha política bem feita “ressuscita defunto”, quase que literalmente.

Parece pouco, mas esses três ou quatro meses são suficientes para transformar a imagem de qualquer pessoa da água pro vinho.

Mas para isso é preciso uma boa estratégia de marketing e um bom comando de campanha.

No entanto, até essa derradeira oportunidade de “ressurreição” acabou “sepultada” pela escolha de Ana Júlia.

Que lhe ornamentem o velório, portanto, as flores e as lágrimas de crocodilo da sua DS.

FUUUUIIIIIII!!!!!!!

PS: na caixinha de comentários da postagem anterior faço um comentário um pouco mais longo sobre os erros de campanha da Link Propaganda.

.............. Pra todos aqueles que nunca desistirão de lutar por um mundo melhor!

O significado político da derrota de Ana Júlia

Foto: Ag. Pará
Fábio Fonseca de Castro*
O governo Ana Júlia, como todos os governos, teve erros e acertos. Penso que os acertos foram mais numerosos e que alguns tiveram um caráter estruturante para o estado, mas também penso que os erros foram fatais.
Dentre estes, um dos maiores – e talvez o maior – foi, em algum momento, ter-se superestimado na sua dimensão histórica e, em função disso, ter-se acreditado autosuficiente no jogo partidário estadual. Sendo mais específico, ter-se esquecido que as condições históricas que permitiram a chegada de AJ ao poder não se deveram, exclusivamente, ao gradual crescimento do PT no Pará, eleição após eleição, mas sim à situação de polarização, das elites locais, em dois grupos: PSDB e PMDB. Não fosse essa polarização o PT, possivelmente, só alcançaria o governo do estado nestas eleições ou, ainda, nas próximas.
Por incômoda que fosse, tanto do ponto de vista ideológico como do ponto de vista programático, a aliança com o PMDB constituía um elemento de equilíbrio conjuntural. Subestimar esse equilíbrio significou perder consciência dos fatores limitadores que permitiram a antecipação de um governo do PT no Pará. Perder essa consciência, por sua vez, significou, em termos práticos, diminuir as condições de governabilidade e, posteriormente, de reeleição.
Essa leitura incorreta do processo repetiu-se em relação a outros aliados, eventuais, mas também necessários para garantir a governabilidade. Esses aliados poderiam ser mais ou menos incômodos, numa escala que ia do PPS ao PSB, passando pelo PTB, PV e PP. Apenas o PC do B, dentro do largo espectro de alianças do mandato, tendeu a certo equilíbrio. Tal como, aliás, as tendências petistas que compuseram o governo. Não que não tenha havido crises e que essas crises tenham deixados de ter impacto político, mas foram, afinal, situações mais facilmente dialogadas.
Penso que o fator intrigante, o fator que deve ser explorado e que pode ensinar muito sobre política e sobre as relações sociais de poder que nos envolvem – a todos nós, que fomos derrotados nestas eleições e, com toda a dignidade, devemos nos preparar para fazer uma oposição racionalizante e consistente ao novo governo – seria, de fato, indagar sobre a força, ou a dinâmica, que produziu esse erro, especificamente, dentre outros que se nos possam atribuir.
Em outras palavras: o que teria produzido essa ilusão de autosuficiência política?
Minha percepção é de que ela se deve a um feixe de três fatores. Em primeiro lugar, a persistência, no grupo político da Governadora, de certa pretensão à vanguarda. Trata-se de um fenômeno observável em muitos partidos de esquerda: um grupo de vanguarda passa a liderar e a centralizar o processo político, pretendendo-se mais capacitado para a decisão. Esse fenômeno parece ter-se repetido no governo AJ, embora não me pareça apropriado compreendê-lo como sendo a DS, a Democracia Socialista, tendência petista da Governadora, mas sim como parte da DS.
Falar em vanguarda de tendência ou partido é um mito consistente nas esquerdas, uma prática repetida reiteradas vezes ao longo da história, com resultados bons e maus e, certamente, foi um mito presente no mandato AJ, utilizado simbolicamente para legitimar o fluxo do poder.
Mas não o único mito. Há, em segundo lugar, ao lado dele, o segundo fator; uma outra mitologia, presente na história política de AJ: a idéia de que ela se basta a si mesma enquanto ser político. É um mito associado a sua simpatia e espontaneidade, e que se materializou com os primeiros sucessos políticos de AJ. Esse mito resulta numa prática meio subliminar de a considerarem um tanto maior que o PT e, em conseqüência disso, a lhe imprimirem uma imagem de autosuficiência política.
Quando ocupei a Secretaria de Comunicação do Governo apelidei essa tese de “teoria King Kong”. Era a idéia, indestrutível na mente do marqueteiro de AJ, Paulo Heineck, o PH, bem como dos colaboradores mais próximos da Governadora e dela própria, de que ela era maior e mais interessante do que o PT. A menção ao gorila hollywoodiano se deve ao mantra do PH de que AJ era “o King Kong” do filme dele, ou seja, o personagem total, máximo, capaz de apagar todos os demais personagens e de prevalecer em qualquer circunstância.
Sempre foi muito difícil trazer o PT para o centro da comunicação política da governadora e imagino que é isso que explica a estratégia de campanha adotada pela empresa que fez seu marketing político, a Link, e, sempre, pelo PH. Bem como, por outro lado, a persistente ação de afastar o publicitário Chico Cavalcante, militante histórico do partido e reconhecido pela habilidade em fazer campanhas petistas.
Um terceiro fator decorreria, penso, da simples manipulação, produzida no jogo político interno do governo, dos dois fatores anteriores – e talvez de outros – com vistas a explorar a intermitência programática e ideológica entre o PT e seus aliados. Pessoas cresciam ou caíam, nas intrigas palacianas, conforme fossem veementes na sua crítica aos aliados. Ao ponto de que isso, algumas vezes, tenha sido moeda de troca de circulação interna.
Por exemplo: considerando que o processo de ruptura com o PMBD se intensificou na crise do Hospital Ofir Loyola, como penso que ocorreu, não tenho como deixar de perceber que o que precipitou esse processo não foi, propriamente, uma “crise do Ofir Loyola”, mas a tempestade, num copo d’água, que se chamou “crise do Ofir Loyola”. Haveria crises reais para motivar uma ruptura, mas não necessariamente essa. O que a motivou foi, simplesmente, a luta interna, que nesse caso nem era com o PMDB.
Esses fatores, na sua interação, produziam uma zona esfumaçada na análise política do governo e, a meu ver, foram determinantes para a derrota do PT. Foram fatores que contribuíram para a construção de uma análise equivocada da conjuntura paraense. Sobretudo do processo histórico não imediato, mas que condiciona a realidade imediata.
A derrota da candidatura de AJ ao segundo mandato possui um significado político que merece ser analisado e levado em consideração para a organização das próximas batalhas eleitorais.
A primeira lição a lembrar é que as condições históricas do Pará, pelo caráter de suas elites e pela diversidade dos seus processos econômicos, demandam uma transição político-social mais lenta do que todos nós gostaríamos de planejar. Uma transição que seja demarcada por acordos táticos que garantam, em primeiro lugar, a governabilidade. E que possibilite a realização de um programa de governo básico – necessariamente fortalecido nas políticas que permitam a ampliação da autonomia social.
Outra lição que deve ser lembrada se refere ao próprio papel do PT na construção do governo. Pois, se o grupo de poder da Governadora produziu uma análise equivocada, o PT, com raros episódios contrários – alguns de ordem ideológica, protagonizados pela deputada Regina Barata e outros de ordem política, como os protagonizados pela deputada Bernadete ten Caten – sempre se calou e aceitou a análise produzida por esse grupo de poder.
Uma terceira lição se dá no campo da comunicação. A comunicação feita por um partido progressista, como o PT, não deve ceder às tentações de despolitização do debate e cair no lugar comum de que a política é feita por ímpetos individuais. Não é a pessoa que vale, mas o partido. Não a personalidade, mas o coletivo. Não a forma, mas o conteúdo. Obviamente que, em se tratando de pessoas como o presidente Lula, por sua magnitude e história, essa regra se quebra, mas isso não foi o caso no Pará ou mesmo em outros estados.
O PT tem um longo futuro no Pará. O governo AJ deixará avanços estruturais importantes que muito o dignificam. Espero que sejamos capazes de fazer uma oposição, como disse acima, consistente e racionalizante ao próximo governo. Porém, mais do que tudo, espero que sejamos capazes de, sempre com humildade, mas também com persistência, produzirmos um projeto político que vise o longo prazo, a duração, a transformação estrutural do Pará.
É em vistas disso que a derrota eleitoral de 2010 deixa ao PT uma lição política: a de governar sem perder de vistas a história, a conjuntura do longo prazo.
* Fábio Castro foi secretário de comunicação do governo Ana Júlia. É doutor em sociologia, professor da Faculdade de Comunicação da UFPA e pesquisador no programa de pós-graduação "Comunicação e Cultura na Amazônia".

Até o papa apoiou Serra

Por Mino Carta em Carta Capital.

Dilma Rousseff, a eleita, teve de enfrentar a campanha mais feroz contra um candidato à Presidência na história do Brasil.

Temos uma mulher na Presidência da República, primeira na história do Brasil. E que uma mulher chegue a tanto já é notícia extraordinária.

Levo em conta a preocupação do Datafolha a respeito da presença feminina no tablado eleitoral: refiro-me à pergunta específica contida na sua pesquisa, sempre aguardada com ansiedade pelo Jornal Nacional e até pelo Estadão. A julgar pelo resultado do pleito, Dilma Rousseff representa entre nós a vitória contra o velho preconceito pelo qual mulher só tem serventia por certos dotes que a natureza generosamente lhe conferiu.

Para CartaCapital a eleição de Dilma Rousseff representa coisas mais.

A maioria dos eleitores moveu-se pelas razões que nos levaram a apoiar a candidata de Lula desde o começo oficial da campanha. Em primeiro lugar, a continuidade venceu porque a nação consagra os oito anos de bom governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Inevitável foi o confronto com o governo anterior de Fernando Henrique Cardoso, cujo trunfo inicial, a estabilidade, ele próprio, príncipe dos sociólogos, conseguiu pôr em risco.

Depois de Getúlio Vargas, embora manchada a memória pelo seu tempo de ditador, Lula foi o único presidente que agiu guiado por um projeto de país.

Na opinião de CartaCapital, ele poderia ter sido às vezes mais ousado em política social, mesmo assim mereceu índices de popularidade nunca dantes navegados e seu governo passou a ser fator determinante do êxito da candidata.

A comparação com FHC envolve também a personalidade de cada qual. Por exemplo: o professor de sociologia é muito menos comunicativo do que o ex-metalúrgico, sem falar em carisma. Não se trata apenas de um dom natural, e sim da postura física e da qualidade da fala, capaz de transmitir eficazmente idéias e emoções. Lembraremos inúmeros discursos de Lula, de FHC nenhum.

Outra diversidade chama em causa a mídia nativa. Fascinada, sempre esteve ao lado de FHC, inclusive para lhe esconder as mazelas.

Vigorosa intérprete do ódio de classe em exclusivo proveito do privilégio, atravessou oito anos a alvejar o presidente mais amado da história pátria. Quando, ao dar as boas-vindas aos 900 convidados da festa da premiação das empresas e dos empresários mais admirados no Brasil, ousei dizer que o mensalão, como pagamento mensal a parlamentares, não foi provado para desconforto da mídia, certo setor da platéia esboçou um começo de vaia. Calou-se quando o colega Paulo Henrique Amorim ergueu-se ao grito de “Viva Mino!” Os fiéis da tucanagem não primam pela bravura.

Pois Dilma Rousseff teve de enfrentar esta mídia atucanada, a reeditar o udenismo de antanho em sintonia fina com seus heróis. Deram até para evocar o passado da jovem Dilma, “guerrilheira” e “terrorista”. Como de hábito, apelaram para a má-fé para explorar a ignorância de um povo que, infelizmente, ainda não conhece a sua história, e que não a conhece por obra e graça sinistra de uma minoria a sonhar com um país de 20 milhões de habitantes e uma democracia sem demos.

Nos porões do regime dos gendarmes da chamada elite, Dilma Rousseff­ foi encarcerada e brutalmente torturada. Poderia ter sofrido o mesmo fim de Vlado Herzog, que os jornalistas não se esquecem de recordar todo ano.

Mas a hipocrisia da mídia não tem limites, com a contribuição da ferocidade que imperou na internet ao sabor da campanha de ódio nunca tão capilar e agressiva. E na moldura cabe à perfeição a questão do aborto, praticado à vontade pelas privilegiadas e, ao que se diz, pela própria esposa de José Serra, e negado às desvalidas.

Até o papa alemão a presidente recém-eleita teve de enfrentar. Ao se encontrar já nos momentos finais da campanha com um grupo de bispos nordestinos, Ratzinger convidou-os a orientar os cidadãos contra quem não respeita a vida, clara referência à questão que, lamentavelmente, invadiu as primeiras páginas, as capas, os noticiários da tevê. Parece até que Bento XVI não sabe que o Vaticano fica na Itália, onde o aborto foi descriminalizado há 40 anos.