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quinta-feira, junho 09, 2011

Clip - Panelinha do Pará.avi

Entra pai, entra mãe, entra filha
Quem era inimigo, agora é amigo
Todo mundo faz parte da panelinha
Essa galera é uma tremenda panelinha.

Lá os puxa-saco tem moral
Tem emprego tem real
Todo mundo faz parte da panelinha
Essa galera é uma tremenda panelinha

Comem o dinheiro da saúde
Comem o dinheiro da educação
Lá tem que comer bem caladinho pra ficar na panelinha (se ñ sai!)

Olha só qem vem aí
Quem acabou de chegar
É muito puxa-saco
Que não dá nem pra contar
Quem era inimigo, come junto a família
Égua é muito puxa-saco
Comendo com a panelinha.

A letra acima é uma variante do tecnobrega, de autoria do Jurandy, um entre os milhares de artístas paraenses que não foram selecionados pelo Terruá Pará, mas foi utilizado pelo blog "Não Alopre na ALEPA" como a letra ideal para ilustrar a paródia muito interessante sobre o cenário político do Pará, através de um vídeo-clip montado apenas com recortes de matérias jornalísticas e fotos de políticos locais.

Criativo, hilário e cheio de provocações, o clip que divulga o abaixo-assinado da OAB-PA e das redes sociais do Movimento intitulado "Não Alopre na ALEPA", vale à pena ser visto e ouvido do começo ao fim, nos seus 3 minutos de duração.


Eduardo e Mônica - O filme

Vi ano passado num telejornal de Brasília que uma produtura local iria iniciar as gravações do Filme "Faroste Caboclo" que até hoje ainda não saiu, mas pra compensar, a música ‘Eduardo e Mônica’, da Legião Urbana, aquela mesma que embalou a juventude de milhares de brasileiros, virou vídeo publicitário e foi pro topo dos Trending Topics de ontem, em poucas horas depois de cair na rede.

No momento que escrevo já são quase um milhão e meio de visualizações do clip postado no youtube e em diversas outras mídias sociais, blogs, sites, etc.

Encomendado pela Vivo, o vídeo publicitário ficou um luxo e foi feito em parceria com a produtora 02 Filmes, do diretor Fernando Meirelles, que mandou muito bem na sacada que eu adoraria ter tido para encenar a história de amor do casal mais romântico do rock brasileiro.

Pará: O Estado é grande, a política é pequena


Por Bruno de Pierro, do brasilianas.org 



O Pará é o segundo maior Estado do Brasil, com uma população estimada em mais de 7 milhões de habitantes e um PIB próximo dos R$ 50 milhões, o 13º do país. O principal motor da economia é a extração mineral e vegetal. Ironia ou não, o primeiro curso de engenharia de minas do Estado foi criado apenas em 2004, pela Universidade Federal do Pará (UFPA). E, apesar de ser grande exportador, tendo o porto de Santarém como principal escoador da soja do Mato Grosso , cursos de engenharia naval e florestal foram criados recentemente, tendo poucas turmas formadas. Para o diretor do Departamento de Geografia da UFPA, João Marcio Palheta, o Pará ainda precisa se debruçar com mais profundidade sobre debates mais urgentes, como este, da formação de mão de obra especializada, do que se preocupar com decisões de “sim ou não” a respeito da fragmentação do Estado. 

“Precisamos discutir a agricultura familiar, a reforma agrária, a corrupção. Isso os políticos não discutem; querem discutir o “sim” e o “não”, se fragmenta ou não”, observa o professor, ao se referir à possível realização do plebiscito sobre a divisão do Pará e a criação de dois novos Estados, do Carajás e do Tapajós, aprovado no final de maio pelo Senado. O plebiscito devera ocorrer dentre de seis meses.

Em entrevista ao Brasilianas.org, Palheta afirmou que a questão territorial do Pará não será resolvida caso a idéia da divisão seja colocada em prática. “A população tanto do Tapajós quanto do Carajás, aqueles que realmente precisam de educação, saúde e emprego, continuariam na situação em que estão”. Para o especialista, Tapajós e Carajás (o primeiro menos do que o segundo) enfrentam problemas de identidade territorial, o que não está sendo levado em conta pelas forças políticas que desejam a criação dos dois Estados.

“O conceito de identidade territorial dessas populações, principalmente Carajás, não existe. Talvez Tapajós tenha um pouco, por conta da questão do rio, das tradições, mas mesmo assim essa identidade toda do Tapajós, que é muito mais antigo, essas mudanças econômicas que ocorreram nos últimos 30 anos – tanto em um, quanto no outro – alteraram pouco a configuração da política local. 

Distanciaram-se um pouco do regionalismo paraense, mas ao mesmo tempo não criaram seus próprios regionalismos. É um discurso muito frágil, que não resolve o problema da população, que precisa de saneamento, educação, hospitais”, explicou.

Confira a integra da entrevista, aqui.