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terça-feira, agosto 09, 2011

366, AGE e a pirotecnia dos empréstimos







Acabei de protocolar requerimento na Mesa Diretora da Alepa, solicitando informações ao Auditor Geral do Estado, Sr. Roberto Paulo Amoras, sobre supostas irregularidades identificadas na prestação de contas de operações de empréstimos bancários. O debate está girando em torno do anúncio do governador Simão Jatene de que existem irregularidades na prestação de contas da ex-governadora Ana Júlia Carepa.

A verdade é que estão querendo dar outro foco para o cenário político hoje da Alepa (Assembleia Legislativa do Pará): chamar a atenção para um factóide, tentando desviar a atenção do que merece o foco da sociedade. E que foco é esse? As fraudes da Alepa (que o PSDB e a base aliada do governo Jatene não querem investigar em forma de CPI), o sumiço de enorme quantidade de documentos da Alepa,além de outros aspectos. Isso é central na política hoje no Pará. Daí, se cria um incêndio falso pra desviar a atenção do povo.

As informações repassadas pelo governador Jatene carecem de confiança, tanto no seu aspecto formal, quanto material. Da mesma forma, o governador tem se notabilizado pela prática de atos populistas - como visitas festivas pessoais em hospitais - que só visam chamar para si os holofotes da mídia e tentar confundir a população.

Atitude típica de autoridades demagógicas e sem projetos consistentes. Mas sem alcançar o sucesso desejado, considerando o explícito caos em que se encontra nosso Estado, principalmente nas áreas da segurança pública, saúde, educação e infraestrutura.

Agora, convida as principais autoridades do Estado para, provavelmente sem o conhecimento destas, armar um “circo” e anunciar um pseudo estudo realizado pela Auditoria Geral do Estado com identificação de supostas irregularidades em prestações do governo anterior. E, ainda, ameaçando usar a Procuradoria Geral do Estado - como se esta fosse seu escritório particular e político - para promover possíveis processos judiciais de natureza eleitoreira.

É um cenário pirotécnico que desrespeita as autoridades que ali estiveram e fragiliza a confiabilidade das informações prestadas.

Ora, chamar representantes de outros poderes para “evitar o engessamento do Estado, que corre o risco de ficar inadimplente caso não retifique a prestação de contas junto aos BNDES, o que inviabilizaria qualquer outra operação de crédito ao Pará no momento” é, primeiramente, demonstrar a incapacidade administrativa do Executivo e, ao mesmo tempo, tentar comprometer a autonomia dos demais poderes que nada têm a ver no aspecto institucional com esta questão.

No mérito, também pelo impulso passional, pouco ou nada merece crédito tais informações. O governador alega que “a Auditoria Geral do Estado (AGE) identificou irregularidades na prestação de contas de operações de empréstimos bancários junto ao Banco do Brasil e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) pela administração de Ana Júlia Carepa”.

Mas não informa como, por quem e qual o período dessa auditagem. Trabalho fundamental para análise dos demais poderes, inclusive, deste Poder Legislativo, que possui como uma de suas principais funções, a do controle externo dos atos do Executivo.

Não podemos afirmar nada agora, porque não tivemos acesso aos documentos. Estamos aguardando da AGE essas informações. Aguardando muito tranquilos e achamos que essa questão não pode ser transformada em crise política.

E o principal: que o tema não venha disfarçar a crise da Alepa. Jatene, vamos parar de pirotecnia que, como como diz a Wikipedia: consiste na técnica de fins artísticos de utilizar o fogo e/ou explosivos e fogos de artifício, a fim de entreter o público.

Dona Onete: Dentro e fora do Terruá Pará....

Dona Onete Gama no palco do Ibirapuera/SP Foto de Julia Chequer/Portal R7.

Quem nos trás a informação que poderia ser considerada uma denúncia de autoritarismo, desrespeito e soberba é o percussionista Adilson Santos que toca aos domingos na praça de República em Belém do Pará e através de um email nos colocar à par do quanto a arrogância e a sensação de poder podem ameaçar as manifestações culturais expontâneas dos grupos que insistem em fazer cultura no Pará, mesmo sem nenhum incentivo do poder público e do setor empresarial. 

O Email foi enviado após uma interação no twitter onde muitos músicos alternativos criticavam a postura do atual presidente do Teatro Waldemar Henrique, o músico Salomão Habib. 

Entre os humilhados com a truculência dos tucanos travestido de gestores isentos, havia a Dona Onete, carimboleira recém aplaudida durante o projeto Terruá Pará que estava no local com outros músicos da terra e de lá saiu igualmente com a sensação de insegurança quanto à valorização, propriamente dita, que o governo diz ter com a classe artística.

De domingo prá cá, muita coisa foi dita nas redes sociais e alguns diziam " Terruá Pará - 3 MILHÕES p dois dias de show: Aprovado! Roda de tambores - 1 tomada: NEGADO!" 

Outros: "O mesmo governo que gasta 3 milhões no Terrua Pará nega uma tomada pra cultura em praça publica, onde vamos parar?"

Ainda ontem, bombardeado de críticas, pensávamos que Nilson Chaves - outro músico e atual presidente da Fundação Cultural do Pará - iria se manifestar, desculpando-se pelo ocorrido e fazendo as devidas correções na cagada feita pelo colega, o cara que um diz disse que não havia pegado o Ita, lançou sua defesa ao governo e desprezou a humilhação impostas aos músicos, que voluntariamente animam as manhãs dominicais na praça da República e exautou a mesquinhês e o projeto governamental que gastou uma fortuna para agraciar poucos escolhidos com as seguintes frases: 





Roda de Carimbó da Praça da República 2009.
Jimmy, 


Eu participo dessa roda faz tempo, mais de 1 ano. Mas tu sabes q a roda rola há muito mais tempo. 
Desde quando começou-se usar som, liga-se a extensão no Teatro Waldemar Henrique. Além disso, o governo passado cedeu o cantinho de uma sala no porão do Teatro p guardar a caixa de som e os curimbós. Não atrapalhava em nada! 


Depois q mudou o governo, ficou mais difícil! Mandaram logo tirar o material de lá. Depois acabaram com a tomada! Ficamos alguns meses fazendo a roda sem som, no aguardo de uma resposta de pedido para a diretoria do teatro, onde era solicitado apenas uma tomada p ligar o som. Em junho e julho não teve roda, pois tava rolando o Pavulagem e depois vieram as férias escolares. 


Agora em agosto a gente correu atrás e mandou ofício p liberarem. Depois de toda essa burocracia, o Nilson Chaves liberou. Quando foi ontem, a gente tava tocando, com o som já ligado, o povo se divertindo, tinham uns músicos cariocas q tavam lá pra conhecer a roda, a Dona Onete tava cantando, quando, de repente, o Salomão Habib liga pro guarda e manda desligar a tomada! O povo se revoltou! 


Alguém twitou isso e na mesma hora a "ratada" tucana ficou sabendo! Ligaram p Salomão Habib q foi bater lá na praça na mesma hora. 

O Nilson respondeu agora um twitter dizendo q vai ter um encontro amanhã com o pessoal da roda pra resolver isso. 


Bora esperar pra ver no q vai dar!


Abraço,
Adilson Santos.