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quinta-feira, setembro 12, 2019

Rebelião no MDB impõe derrota a Junior Hage

Junior Hage pretende ser prefeito de Castanhal, mas MDB o rejeita.


Por Diógenes Brandão

Antigos caciques do MDB de Castanhal se rebelam contra decisão, já anunciada pelo governador Helder Barbalho e seu pai senador Jader Barbalho, de impor o nome do deputado estadual Júnior Hage na disputa à eleição para prefeito do município em 2020.

Sob a liderança do ex-prefeito Paulo Titan, que hoje ocupa o escritório da Setran em Castanhal, por toda a última quarta-feira foi realizada a eleição para a escolha dos novos membros do diretório do MDB no município.

Em chapa única, Titan foi mais uma vez eleito para presidir a legenda, tendo como vice o vereador Carlinhos Bacabal, outra velha liderança do partido que se rebela contra a imposição dos Barrbalhos de fazer Júnior Hage prefeito de Castanhal.

Também faz parte da nova/velha direção partidária emedebista castanhalense a vereadora Regina Abreu, que há pouco tempo ensaiara apoiar Hage, mas desistiu por pressão dos caciques do partido em Castanhal.

O enfrentamento contra a decisão dos Barbalhos de impor o nome de Hage uniu rivais históricos do partido em Castanhal. É o caso do empresário Raimundo Flor e seu filho Ivan Figueiredo. O último sonha com uma vaga na Câmara Municipal.

Titan disse que o objetivo agora é mostrar a unidade da legenda no município, e dessa forma fazer com que ele tente novamente a cadeira do executivo municipal em 2020. 

Rejeição

Segundo fonte do blog, o deputado estadual Júnior Hage teve a família escorraçada nas eleições do ano passado pelo voto da maioria dos eleitores de município da região do Baixo Amazonas (Santarém, Almerim, Prainha e Monte Alegre), reduto eleitoral da família Hage, quer ser prefeito de Castanhal, depois de ter rompido com o ex-governador Simão Jatene e o ex-presidente da Alepa, Márcio Miranda e ter passado a apoiar Helder no segundo turno das eleições do ano passado. Qualquer semelhança com Jefferson Lima, apresentador da RBA e na época candidato ao senado nas eleições de 2014, não é mera coincidência.

Júnior Hage achou que teria respaldo do atual governador para conseguir seu objetivo de ser prefeito de Castanhal, conforme combinado, mas agora percebe que seu desejo é do tamanho da rejeição a seu nome dentro do próprio MDB de Castanhal que, na última quarta-feira, mostrou unidade e força ao se rebelar contra a imposição dos Barbalhos.

Helder parabeniza torturadores e MPF investiga denúncias comprovadas pelo COPEN

Juliana Fonteles, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PA e presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Pará visitou e constatou a situação das custodiadas em uma unidade prisional do estado.

Por Diógenes Brandão

Em trechos de uma publicação da fanpage do COPEN é possível ler a situação dramática, muito parecida com as enfrentadas pelos judeus e demais vítimas do exército alemão, nos campos de concentração nazistas: "Elas estão descalças há 8 dias, amontoadas, sem toalhas de banho, sem lençol, relatam que não recebem medicamentos. (...) Os depoentes no geral todos batem e as mesmas confirmam que a fitip teria entrado pela madrugada lá jogando bolinas, as deixando nuas por agentes federais homens, que foram muito torturadas fisicamente através de cacetetes, muitas relataram que sentaram nuas em formigueiros, estão sem matéria (sic) de higiene como desodorante e absorventes, dominando (sic) em pedras sem colchões. relativos às diversas presas como hematomas físicos. Muitos casos chocantes de saúde como uma presa de 46 anos que estaria cega fruto de tanto spray de pimenta, muitas escarrando sangue, muitas idosas sem medicação( uma bem idosa com hiv sem andar e sem medicação)".

As inúmeras provas de tortura e maus tratos nos presídios paraenses não sensibilizaram o governador Helder Barbalho, nem o secretário de assuntos penitenciários, Jarbas Vasconcelos, muito menos partidos, parlamentares, lideranças políticas e entidades que historicamente se mobilizavam contra essa prática arcaica, desumana e covarde, mas ativou o Ministério Público Federal, que entrou com ações na Justiça Federal para investigar as denúncias.



Enquanto o governador Helder Barbalho anunciava, que para ele, os homens da Força Tarefa de Intervenção Penitenciária que ele solicitou para o Ministro da Justiça, Sérgio Moro e que foram enviados para ajudar na crise do Sistema Penitenciário paraense, depois do Massacre de Altamira, tiveram um bom desempenho, o COPEN, Conselho fiscalizador do sistema carcerário, formado por seis instituições independentes: Ordem dos Advogados Brasil (OAB), Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Estado (MPE), Defensoria pública da União (DPU), Defensoria pública do Estado (DPE)  e Conselho Regional de Medicina (CRM) avaliavam justamente o contrário.

Felizmente, uma Sentença da Justiça Federal garante condições para MPF apurar denúncias de tortura em presídios no Pará e a partir disso, representantes do COPEN conseguiram adentrar em uma unidade prisional, onde confirmaram as denúncias de torturas e tratamento desumano por de agentes federais e estaduais.

Leia abaixo, na íntegra e sem correções, o que  disseram os membros do Conselho Penitenciário do Estado do Pará, ao visitarem unidades prisionais, logo após a justiça derrubar o decreto estadual, assinado pelo ex-defensor dos Direitos Humanos, hoje Secretário do Sistema Penitenciário do Pará, Jarbas Vasconcelos, que proibia a visita de advogados e familiares dos custodiados paraenses.