quarta-feira, dezembro 24, 2008

Então é Natal

Já que é dia de Natal, é bom entendermos um pouco mais sobre a data e seu significado político, histórico e religioso, afinal há quem diga que Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro, eu sim!

terça-feira, dezembro 23, 2008

A crise da Extrema Esquerda

Emir Sader
Os resultados das eleições municipais vieram corroborar o que o cenário político nacional já permitia ver: o esgotamento do impulso da extrema esquerda, que tinha sido relançada no começo do governo Lula. A votação em torno de 1% de dois dos seus três parlamentares, candidatos a prefeito em São Paulo e no Rio de Janeiro, com votações significativamente menores do que as que tiveram como candidatos a deputados, sem falar na diferença colossal em relação à candidata à presidência, apenas dois anos antes – são a expressão eleitoral, quantitativa, que se estendeu por praticamente todo o país, do esgotamento prematuro de um projeto que se iniciou com uma lógica clara, mas esbarrou cedo em limitações que o levam a um beco difícil, se não houver mudança de rota. 

A Carta aos Brasileiros, anunciando que o novo governo não iria romper nenhum compromisso – nesse caso, com o capital financeiro, para bloquear o ataque especulativo, medido pelo "risco Lula" -, a nomeação de Meirelles para o Banco Central e a reforma da previdência como primeira do governo – desenharam o quadro de decepção com o governo Lula, que levaria à saída do PT de setores de esquerda. A orientação assumida pelo governo inicialmente, em que a presença hegemônica de Palocci fazia primar os elementos de continuidade com o governo FHC sobre os de mudança – estes recluídos basicamente na política externa diferenciada e em setores localizados – e a reiteração de um governo estritamente neoliberal davam uma imagem de um governo que era considerado pelos que abandonavam o PT, como irreversivelmente perdido para a esquerda. O dilema para a esquerda era seguir a luta por um governo anti-neoliberal dentro do PT e do governo ou sair para reagrupar forças e projetar a formação de uma nova agrupação. Naquele momento se cogitou a constituição de um núcleo socialista, dos que permaneciam e dos que saíam do PT, para discutir amplamente os rumos a tomar. Não apenas cabia uma força à esquerda do PT, como se poderia prever que ela seria engrossada por setores amplos, caso a orientação inicial do governo se mantivesse. Dois fatores vieram a alterar esse quadro. O primeiro, a precipitação na fundação de um novo partido – o Psol -, com o primeiro grupo que saiu do PT – em particular a tendência morenista – passando a controlar as estruturas da nova agremiação. Isto não apenas estreitou organizativamente o novo partido, como o levou a posições de ultra-esquerda, responsáveis pelo seu isolamento e sectarização. A candidatura presidencial nas eleições de 2006 agregou um outro elemento ao sectarismo, que já levaria a uma posição de eqüidistância em relação ao governo Lula. 

O raciocínio predominante foi o de que o governo era o melhor administrador do neoliberalismo, porque além de mantê-lo e consolidá-lo, o fazia dividindo e confundindo a esquerda, neutralizando a amplos setores do movimento de massas. Portanto deveria ser derrotado e destruído, para que uma verdadeira esquerda pudesse surgir. O governo Lula e o PT passaram a ser os inimigos fundamentais da nova agrupação. Esse elemento favoreceu a aliança – já desenhada no Parlamento, mas consolidada na campanha eleitoral – com a direita – tanto com o bloco tucano-pefelista, como com a mídia oligárquica -, na oposição ao governo e à reeleição de Lula. A projeção midiática benevolente da imagem da candidata do Psol lhe permitia ter mais votos do que os do seu partido, mas comprometia a imagem do partido com uma campanha despolitizada e oportunista, em que a caracterização do governo Lula não se diferenciava daquela feita na campanha do "mensalão". 

Como se poderia esperar, apesar de algumas resistências, a posição no segundo turno foi a do voto nulo, isto é, daria igual para o novo partido a vitória do neoliberal duro e puro Alckmin ou de Lula. (Se tornava linha nacional oficial o que já se havia dado nas primeiras eleições em que o Psol participou, as municipais, em que, por exemplo, em Porto Alegre, diante de Raul Pont e Fogaça, no segundo turno, se afirmou que se tratava da nova direita contra a velha direita e se decidiu pelo voto nulo.)
Uma combinação entre sectarismo e oportunismo foi responsável pelo comprometimento da orientação política do novo partido, que o levou a perder a possibilidade de formação de um partido à esquerda do PT, que se aliasse a este nos pontos comuns e lutasse contra nos temas de divergência. 

O sectarismo levou a que sindicatos saíssem da CUT, sem conseguir se agrupar com outros, enfraquecendo a esquerda da CUT e se dispersando no isolamento. Levou a que os parlamentares do Psol votassem contra o governo em tudo – até mesmo na CPMF – e não apoiassem as políticas corretas do governo – como a política internacional, entre outras. Esta se dá porque o governo brasileiro tem estreita política de alianças com as principais lideranças de esquerda no continente – como as de Cuba, Venezuela, Equador, Bolívia -, que apóiam o governo Lula, o que desloca completamente posições de ultra-esquerda – que se reproduzem de forma similar a dessa corrente no Brasil nesses países -, deixando de atuar numa dimensão fundamental para a esquerda – a integração continental. Por outro, o governo Lula passou a outra etapa, com a saída de vários de seus ministros, principalmente Palocci, conseguindo retomar um ciclo expansivo da economia e desenvolvendo efetivas políticas de distribuição de renda, ao mesmo tempo que recolocava o tema do desenvolvimento como central – deslocando o da estabilidade, central para o governo FHC -, avançando na recomposição do aparelho do Estado, melhorando substancialmente o nível do emprego formal, diminuindo o desemprego, entre outros aspetos. 
A caracterização do governo Lula como expressão consolidada do neoliberalismo, um governo cada vez mais afundado no neoliberalismo – reedição de FHC, de Menem, de Carlos Andrés Perez, de Fujimori, de Sanchez de Losada – se chocava com a realidade. Economistas da extrema esquerda continuaram brigando com a realidade, anunciando catástrofes iminentes, capitulações de toda ordem, tentando resgatar sua equivocada previsão sobre os destinos irreversíveis do governo, tentando reduzir o governo Lula a uma simples continuação do governo FHC, reduzindo as políticas sociais a "assistencialismo", mas foram sistematicamente desmentidos pela realidade, que levou ao isolamento total dos que pregam essas posições desencontradas com a realidade.

O isolamento dessas posições se refletiu no resultado eleitoral, em que todas as correntes de ultra-esquerda ficaram relegadas à intranscendência política, revelando como estão afastadas da realidade, do sentimento geral do povo, dos problemas que enfrenta o Brasil e a América Latina. As políticas sociais respondem em grande parte pelos 80% de apoio do governo,rejeitado por apenas 8%. 
Para a direita basta a afirmação do "asisistencialismo" do governo e da desqualificação do povo, que se deixaria corromper por "alguns centavos", mas a esquerda não pode comprá-la, por reacionária e discriminatória contra os pobres.

Confirmação desse isolamento e de perda de sensibilidade e contato com a realidade é que não se vê nenhum tipo de balanço autocrítico, sequer constatação de derrota da parte da extrema esquerda. Se afirma que se fizeram boas campanhas, não importando os resultados, como se se tratassem de pastores religiosos que pregam no deserto, com a consciência de que representam uma palavra divina, que ainda não foi compreendida pelo povo. (Marx dizia que a pequena burguesia sofre derrotas acachapantes, mas não se autocrítica, não coloca em questão sua orientação, acredita apenas que o povo ainda não está maduro para sua posições, definidas essencialmente como corretas, porque corresponderiam a textos sagrados da teoria.) Não fazer um balanço das derrotas, não se dar conta do isolamento em que se encontram, da aliança tácita com a direita e das transformações do governo Lula – junto com as da própria realidade econômica e social do país –, da constatação do caráter contraditório do governo Lula, que não deveria ser se inimigo fundamental revelariam a perda de sensibilidade política, o que poderia significar um caminho sem volta para a extrema esquerda. Seria uma pena, porque a esquerda brasileira precisa de uma força mais radical, que se alie ao PT nas coincidências e lute nas divergências, compondo um quadro mais amplo e representativo, combinando aliança a autonomia, que faria bem à esquerda e ao Brasil.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

CPI da Pedofilia I

A CPI da Pedofila deixa o ponto G vermelho de raiva e Seffer é afastado pelo próprio partido (PSDB) da comissão que irá apurar denúncias deveras, entre elas, a que ele, o próprio deputado estadual tucano molestou uma criança que ele chama de adolescente, que trabalhava em sua casa.
Pizza é a última palavra que os movimentos sociais e a sociedade como um todo, não querem que isto acabe e estão de olho pra que não se cumpra o rito.

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Toma Lá, Dá Cá

O indefirimento da candidatura da prefeita reeleita de Santarém, jogou água fria na confraternização da assessoria parlamentar do Deputado Estadual Carlos Martins, mocorongo irmão da Prefeita Maria do Carmo.
Não só lá, mas lá (em Santarém) também, as coisas ficaram "pretas", inclusive nas roupas de militantes do PT santareno que foram para frente do local da diplomação dos vereadores do município, que foi governado por 04 anos por uma servidora do Ministério Público sem ser incomodada e que agora, só agora, numa votação de 4 votos a favor e 3 contra o parecer do relator do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ministro Marcelo Ribeiro, foi inusitadamente aflingida pelo rigor da lei, enquanto isso, o nacional citado no post abaixo, com uma tonela de processos na costa, curte com a cara de todo mundo e ninguém faz nada.
É o que diz uma amiga minha: Vivemos tempos em que o poste é encontrado mijando no cachorro.

Diplomas da Pólis

O prefeito de Belém, Duciomar Costa, reeleito para o segundo mandato na capital paraense, foi diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará nesta quarta-feira (17), em cerimônia solene no Hangar - Centro de Convenções da Amazônia. Duciomar recebeu a diplomação das mãos da juíza Eva do Amaral Coelho, titular da 96ª Zona Eleitoral e da 102ª Junta Eleitoral da capital. Junto com ele foram diplomados o vice-prefeito de Belém, Anivaldo Vale, e os 35 vereadores eleitos para a Câmara Municipal de Belém.
Do Site da Prefeitura de Belém.
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A diplomação dos acima mencionados, requer de avaliação dos leitores e eleitores, que passaram meses ouvindo promessas da dupla para nossa cidade e definitivamente, precisam prestar contas de diversas obras e ações não realizadas.
Já se tratando dos 35 vereadores eleitos, um não foi diplomado por problemas junto à justiça eleitoral.
Ademir Andrade (PSB) não prestou contas direitinho e não saiu na foto, tirada no Hangar, local da Cerimônia. "Pobre que os homens armaram pra me convencer..."

segunda-feira, dezembro 15, 2008

STF Lobista

O blog do Mino Carta revela as intensões do Ministro Gilmar Mendes em ser o futuro candidato à Presidente da República Se não, ao menos se "limpar" por soltar os bandidos de colarinho e condinar os pobres que furtam à mais desumana atenção do judiciário deste planeta.

Quem paga a Conta?

O Presidente da Vale do Rio Doce não perde a chance de deixar o recado sobre o ponto de vista do grande capitalismo o qual ele representa. Nem quando é pra dividir a conta pelos erros que "eles" cometeram no mercado especulativo.

Explosões Gradativas

"O recrudescimento da violência em Belém está só começo: Invasões bárbaras e favelização da cidade, falta de saneamento e água potável; deformação da juventude que é violentada em seus direitos; subnutrição; famílias totalmente desestruturadas; desemprego; subemprego; alcoolismo; lixos televisivos somados à indecência do paráfolia, tecnobrega; dvd's piratas com explicita apologia à violência e pornografia; escolas sucateadas e professores acuados pelo medo; consumismo compulsivo e doentio; banalização da sexualidade juvenil; gravidez precoce; pedofilia; políticos obscenos, corruptos e incompetentes; burguesia atrasada e concentradora de riquezas; poluição sonora; transito enlouquecido; poluição. Componentes que formaram uma bomba que tem suas explosões gradativas e cada vez mais violentas. E ainda vemos uma polícia ágil, que se move com destreza, quando o crime se volta contra os ricos, já o povão continua desprovido e apartado de seus direitos elementares por um abismo de legalidade pesada e elitista."

De um Comentarista na caixinha do Quinta Emenda.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Armando, e Muito...

O atual prefeito de marituba antonio armando vai receber uma "grana preta" amnhã. os vereadores vão aprovar 3 leis.1 isentar os condomínios de luxo do pagamento de iptu por 10 anos. doar grandes áreas de terra para "emprwsários" amigos seus. 3. retirar 99% do orçamento do gabinete do próximo prefeito. seria bom averiguar antes da aprovação das leis.
de um comentarista anonimo de um dos blogs desta polis.

Maquiagem

O PTP e suas demandas assim como sua superintendente estiveram na ALEPA para "levar" o conjunto da obra sem muitas alterações, que houveram .
quem diga que a presença de conselheiros do método de participação popular que lotavam as galerias da Assembleia Legislativa era convocação da DS aos seus "membros" que operam o que se diz chamar de demandas populares.

Milícia digital de Ananindeua ataca 3º portal de notícias mais lido no Pará

  Criado em setembro de 2023, o portal de notícias Estado do Pará Online já foi alvo de alguns ataques cibernéticos como o de hoje, uma hora...