domingo, maio 25, 2008

O Privado se Aproveita

Hiroshi: A referencia de saúde no Sul do Pará na qual se transformou a Unimed pode ser atribuído falência do Sistema Único de Saúde –SUS? O guarda chuva social que a constituição Brasileira se propõe a oferecer pelo SUS é muito amplo, daí advêm às dificuldades de se colocar isso em prática, quando comparamos nosso SUS com a saúde pública de alguns países de primeiro mundo como os Estados Unidos vemos o quanto estamos adiantados, pode ser que alguns se surpreendam com minha declaração, mas é a realidade, naquele país ou você tem um seguro saúde ou tem muito dinheiro, não há uma terceira opção, a não ser para alguns pequenos grupos como os esquimós do Alasca, alguns índios e alguns veteranos de guerra. Em alguns pontos nosso SUS é referencia no mundo todo, como no caso dos transplantes e da AIDS, tirando inclusive este peso da saúde suplementar, porém acho que a maior deficiência se encontra na Atenção básica a saúde onde tratamos efeitos e não causas, é ai que perdemos feio para os países de primeiro mundo que tem água de qualidade para população e saneamento. A saúde suplementar cumpre hoje importante papel social quando vem oferecer ao mercado uma alternativa ao SUS, através disso aliviamos a demanda pública e ao mesmo tempo oferecemos uma qualidade, tempo de reposta e uma ampla rede que hoje o poder público esta longe de atingir. Leia aqui na íntegra, a entrevista feita pelo blog do Hiroshi com o Eugênio Alegretti, Gerente Geral da Unimed Sul do Pará o qual demostra conhecer o SUS, mas não abre mão de lucrar com a grande demanda repremida e não atendida pelo Estado, que parecer favorecer o acesso da classe média - e outras nem tanto - aos planos privados.

Só com o Tio e Olhe Lá

Do Reporter 70 do Sábado (24/05)

ELEIÇÕES

Bolo

A governadora Ana Júlia tirou um tempo da sua concorrida agenda para participar do aniversário do prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho. Foi, cantou parabéns para ele, mas, depois dos salamaleques, ao lado de Jader Barbalho, aquele que dispensa apresentações, aproveitou para lembrar da aliança PT-PMDB.

Apoio

Peemedebista que estava na platéia e jura que não comeu pedaço do bolo dividido entre a governadora e o deputado ficou intrigado ao ouvir da própria Ana Júlia que o ex-deputado José Priante jamais será apoiado por ela na disputa pela Prefeitura de Belém. Jader parecia não estar nem aí para a inconfidência. Priante, claro, nem foi convidado para o regabofe.

sexta-feira, maio 23, 2008

Marajoara Comandará a SEEL

O novo secretário de Esporte e Lazer do Estado do Pará é Alberto Leão, mais conhecido como Albertinho, o qual tende a revigorar a secretaria com sua postura ética, competente e carismática, o que certamente, o ajudará a imprimir um novo conceito político-administrativo na SEEL. Com a eminência de Belém ser uma das capitais-sede da copa de 2014 é oportuno ter a perspectiva estratégica e visionária do novo secretário. Filho grato de Cachoeira do Ariri, município do arquipélago do Marajó, Albertinho já foi assessor-coordenador do deputado federal Paulo Rocha e ocupava a chefia de gabinete da CDP, além de presidir a associação que administra o musel do Marajó, fundado pelo padre italiano, naturalizado brasileiro, Geovani Galo. Árduo defensor de políticas descentralizadoras, tende a romper com o histórico isolamento dos municípios do interior e assim promover o acesso equilibrado dos recursos físicos, humanos e financeiros da SEEL e sendo aberto ao diálogo, poderá tornar a secretaria que agora lhe compete, em um instrumento de garantia de direitos e cidadania com capacitação e fomento ao esporte e práticas saudáveis e produtiva à milhares de jovens do Estado do Pará. Ponto à Governadora pela escolha.
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Atualizada às 02:30 do Domingo O blog fez uma pequena entrevista via email para socializar as informações sobre quem é o novo Secretário de Esporte e Lazer do governo Ana Júlia. Parte 1 As Falas: Qual sua formação? Albertinho: Bacharel em Ciências Naúticas - Formado pelo CIABA, com especialização em máquinas marítimas de longo curso; pós-graduado em gerenciamento de Transportes fluviais pelo UFRJ- COOPE/UFPA; e também Pós graduado em Planejamento Público pelo NAEA/UFPA. Sempre estudei em escola Pública: Delago Leão em Cachoeira, Járbas Passarinho, Láuro Sodré, Escola Técnica, UFPA e CIABA; As Falas: Qual a sua relação com a área, principalmente com o esporte? Albertinho: Sou filho de atléta. Meu Pai, Jason Nono Leão que foi jogador, fundador, técnico e presidente do Arari Esporte Clube em Cachoeira do Arari, bem como da Liga esportiva da Cidade. Fui Mascote, Jogador, Técnico e presidente do Mesmo Clube. Em Belém fui fundador, atleta, técnico e presidente do Internacional do Costa e Silva. Sei de perto os maiores problemas daqueles que tentam consolidar um pequeno clube de sua rua que é de onde sai a maioria dos atletas, bem como o quanto essa prática esportiva significa na formação social de crianças e adolescentes. Fui atleta da equipe de atletismo do CIA - Centro Interescolar de Atletismo, da Escola Técnica e do CIABA, deste último também fui da seleção de futebol. Sou frequentador de eventos esportivos, principalmente do futebol. Acompanho torcidas organizadas. Ajudei na elaboração dos programas de governo do PT desde 1998. As Falas: Quais suas principais atividades ligadas ao cenário político? Albertinho: Fui Assessor da bancada do PT na ALEPA, do Deputado Paulo Rocha, do Presidente da CDP e fiu presidente do Museu do Marajó. Na 2ª parte da entrevista, o secretário de Esporte e Lazer do Pará, traçará seus planos e aprofundará o que tem em mente para avançar na relação entre governo, clubes e sociedade civil.

O Guerrilheiro da Publicidade


A jornalista Vera Paoloni, a Ministra Dilma Rousseff e Chico Cavalcante no click* de Rossana Lima, feito nos bastidores da gravação do mais novo programa de Tv do PT, que foi gravado anteontem (21) na sede central do PT, em Brasília.

A contratação da Vangarda demostra a força do publicitário Chiquinho - como é chamado pelos amigos - e de sua equipe.

O Blog parabeniza-os e sente orgulho por mais um talentoso paraense ter reconhecimento nacional de sua criavidade.

* A foto foi gentlilmente "pêga" do blog espaço aberto

quinta-feira, maio 22, 2008

Pérola Elucidatória

A manchete da versão on line de um dos maiores jornais da região norte, indica a verdadeira face do ataque de indígenas contra um representante do Estado brasileiro: A retaliação pelos séculos de descaso, humilhação e extinção de seus pares.

Indícios de negligência foram as causas do ataque ao engenheiro em Altamira. Ou seja o jornal errou acertando.

As Falas aproveita e concorda com a fala a advogada da Mary Cohen sobre o pano de fundo da questão.

Longe de querer defender o ato, que sob todos os aspectos é condenável e merece ser apurado, o que aliás já está sendo feito pela Polícia Federal, não podemos deixar de enfrentar o debate e as questões que estão por trás da teimosia do governo federal em querer construir, a qualquer custo, uma usina hidrelétrica de mais de 7 bilhões num rio que os técnicos do MPF já constataram, só terá capacidade de gerar a energia propalada pelo governo, em três ou quatro meses no ano, enquanto que a devastação da região e do povo que nela habita será para sempre.

Os estudos do impacto ambiental, por autorização judicial, serão feitos por empresas contratadas pelas empreiteiras que realizarão a obra, o que significa dizer que se colocará a raposa para tomar conta do galinheiro. Qual a credibilidade desses estudos?

E o resultado a ser obtido? Se os custos tão altos prevêem o fornecimento de energia para o ano todo, significa que estamos jogando dinheiro (nosso dinheiro, por sinal) fora, pois o rio Xingu só tem capacidade para gerar a energia desejava em três ou quatro meses no ano? Será então mais um elefante branco no meio da Amazônia, e daqui a vinte anos talvez tenhamos notícia do que realmente aconteceu nos bastidores envolvendo tão vultosa quantia...

O governo precisa debater essas questões com o povo da Amazônia e nós, paraenses, precisamos ser firmes na exigência de respostas convincentes.

Mary Cohen, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB.

80 Anos do Manisfesto Antropofágico




Atores da Companhia de Teatro Oficina durante comemoração do "Manifesto Antropofágico", de Oswald de Andrade

... sobre a guerra no coração da amazônia ...

... os índios meteram o facão outra vez na cara do homem branco, isso aconteceu no coração da amazônia, esse lugar sobre o qual muito se fala mas do qual pouco se conhece, os índios repetiram uma velha cena, disseram os mídias, através de seus (algozes) defensores, que consideraram um insulto tamanha demonstração de agressividade, ou incivilidade, sob signo linguístico branco, mas, tudo isto, visto pela tv, dos gabinetes com ar condicionado, de onde nascem, enquadrados, estes planos faraônicos amazônicos, estas ideias desenvolvimentistas de levar o progresso ao pulmão do mundo imundo, que, ao meu ver, já não mais merece sequer respirar, tamanho o sufoco que este pseudo mundo impõe ao índio e ao homem da floresta, que , há muito, deixaram de ser românticos, míticos, pois que são reais, na sua vivência, por enre fendas abertas pelos rios, igarapés, canais, ramais, igapós, mangues, índios e homens ribeirinhos sem condições mínimas de vida, com a sua fome, a enfrentar, com os seus facões, os perigos brancos, as suas doenças e as suas indiferenças, e isto com uma força secular, já que éramos tantos inquantificáveis índios (sem que nenhum censo ao certo tenha sido feito), quando hoje já são poucos, como poucas são as suas etnias e as suas línguas, o que só revela um genocídio silencioso e vergohoso contra estes povos, que, afinal de contas, são os nossos antepassados originais, são o que ainda resiste de guerreiro nesta selva midática e midiótica, em que os falares sobrepõem-se apenas do lugar institucional das vozes burgueses, e do capital, que não se coloca limite para destruir o que o ser humano tem de essencial, que é a sua vida, na sua pleniude, daí eu achar que os índios, com os seus facões, apenas dançaram a histórica dança da guerra, apenas ritualizaram a sua revolta contra este estado que só enxerga através do quadrado da tv, por onde emanam as odens palacianas e por onde os seus cúmplices-capachos vêem e enxergam a própria terra em que nasceram, como se nela não tivessem nascido, pois que a negaram desde o útero materno, colonizados na sua cultura, incapazes de romper com este hibridismo dominador branco, com esta cegueira, os índios, com os seus facões, enviam-nos sinais de que nem tudo está perdido na floresta, que ela ainda sobrevive, que ela, e só ela, é majestosa, pois que nos ensina com a sua dora, pois que reage, sempre, que não vai, jamais, se deixar devassar, finalmente, eu sei o quanto isto é difícil aos homens brancos, sei o quanto é insuportável para os acadêmicos, para estes elitizados que são meros reprodutores das formas através das quais eles próprios são dominados, sei que é quase impossível para uma mente fechada e monolítica admitir o direito dos povos indígenas à sua terra e à decisão de serem eles próprios os senhores do seu chão, compreendo bem esta reação em cadeia, oriunda das classes políticas e empresariais, dos gestores do capital brasileiro, dos generais e dessa classe méddia sufocada por si prória, sei, mas não lhes posso lamentar o desespero, ao contrário, estamos e sempre etivemos em guerra e eu sempre estive de um lado, dos meus antepassados, é guerra, é guerra, é guerra...

© Franisco Weyl

Carpinteiro de poesia e de cinema

terça-feira, maio 20, 2008

A Pólis Vizinha

Eleições 2008

PT Ananindeua, um novo desastre se anuncia

Por Luís Freitas.

“Contra o gabinetismo, a prática culta da vida!”

(Osvald de Andrade – Manifesto Pau-Brasil)

Fazem 8 anos em que o PT Ananindeua, vitorioso politicamente ao eleger 3 vereadores em 1996, saiu em frangalhos das eleições de 2000 ao lançar uma candidatura majoritária sem nenhum vínculo com o Partido na cidade, dentro da lógica de que era necessário “contemplar o agrupamento que dirigia a Prefeitura de Belém” e os interesses “macro do PT”.

Karl Marx diria que a história só se repete enquanto farsa. A movimentação da Casa Civil do Estado e de alguns dirigentes do PT Estadual em viabilizar o nome da neo-petista Sandra Batista, como vice numa possível chapa de aliança com o PMDB local em 2008, soa como farsesca.

Em 2000, a candidatura a prefeito de Luiz Araújo, com o apoio de parcela da Direção Estadual, quebrou o Partido em Ananindeua. Brecht perguntaria a quem restou a tarefa de reconstruir as ruínas do PT local? Nenhum dirigente que apoiou a tal iniciativa de “fora para dentro” e “cujo nome tinha maior expressão política”, voltou para saber se houve sobreviventes. Mas, houve! E, coube a esses a missão de soerguer o Partido, mérito, portanto, do PT local.

Foram quatro anos para reconstruir a “unidade partidária”, a “confiança interna entre cada tendência” e o “respeito e cumplicidade entre dirigentes e militantes”. Era ainda o PT das diferentes concepções e práticas, porém mediadas pela relação dialógica e do convencimento pelas idéias visando o fortalecimento partidário.

O PT tornou-se, de fato, maior que as tendências e os interesses pessoais ou de grupos. Sobrevivemos e mantemos até hoje a Sede do PT aberta, apesar de todas as adversidades, em área nobre de Ananindeua. Em 2004, em um cenário totalmente adverso buscamos saídas para demarcar nosso campo junto à sociedade Ananin. Havia alguns horizontes. No entanto, a pedido do Diretório Estadual e da coordenação da campanha Ana Júlia à Prefeitura de Belém, o PT Ananin se anulou das mesas de negociações sobre as eleições locais e construiu uma campanha majoritária objetivando angariar o apoio do PMDB para o 2º turno em Belém. A orientação da Direção Estadual e da coordenação da candidata Ana Júlia era: “não atacar o PMDB e Helder Barbalho”. Dentro dessa lógica, seriam assegurados apoio e infra-estrutura para fortalecer as candidaturas proporcionais do PT no município. Não se cumpriu. Em 2005, dentro da política nacional de ampliação das alianças políticas, o PT Ananin, após uma série de debates democráticos e legítimos, aceitou o convite de participar do Governo do PMDB. Sofremos uma saraivada de críticas (muitas das vezes infundadas e injustas). Tocamos em frente. Estreitamos e consolidamos relações com o PMDB. Depois, ampliamos participações na gestão Helder Barbalho. Coordenamos juntos, na cidade, a campanha de reeleição do presidente Lula e no 2º turno da companheira Ana Júlia ao Governo do Estado. Fomos vitoriosos. Chegamos em 2008, tendo o prefeito Helder Barbalho como um dos principais defensores do Governo Lula e das ações da governadora Ana Júlia na cidade, além de estar aberto para compor uma chapa a prefeito tendo o PT como vice e dentro de uma estratégia de construirmos uma bancada representativa de vereadores na Câmara Municipal. Vislumbramos, dessa forma, a retomada do PT Ananin, a exemplo do que já ocorre no Brasil e no Pará, como um partido de força e intervenção qualificada no município. Merecemos isso. esse sentido, organizamos um dos maiores PED do Brasil proporcionalmente. Mobilizamos nossa base. Realizamos votação para tirada de delegados. Fizemos encontro de delegados com mais de 150 companheir@s. Aprovamos a tese sobre política de aliança de forma democrática, transparente e legítima, tendo sempre como referência a estratégia estadual do PT e não de grupos ou governo. Então como ousam agora alguns “paladinos da tática e estratégia sempre corretas”, “arautos do Partido” e “estrelas momentâneas do poder” anunciarem que o PT Ananin não tem quadros históricos com capacidade, maturidade ou legitimidade para ser o senhor do seu destino? Como diria o poeta: “na primeira noite, eles entram em nossa casa roubam uma flor e não dizemos nada... Na segunda noite, eles entram em nossa casa, pisam em nosso jardim, matam nosso cão e não dizemos nada... Até que um dia, o mais frágil deles, sozinho, entra em nossa casa, rouba nossa luz, apaga nossa voz e já não podemos dizer mais nada”! O PT Ananin com seus dirigentes e históricos militantes já demonstraram ao longo da construção partidária seu compromisso com o fortalecimento do PT em Belém, no Pará e no Brasil. Agora é a hora do PT Ananin ocupar seu lugar ao sol, assim como, já ocorreu em tantas outras cidades e estados do país. Vamos fazer valer nossa estrela! Vamos fazer brilhar nossa história! Vamos governar Ananindeua!
Ananindeua, maio de 2008.
Luís Freitas, é professor, jornalista, ex-vereador e secretário geral do PT Ananin.

Criador e a criatura: a volta de Lei da Mordaça, agora em Ananindeua

Daniel Santos (PODE) seria o criador da ideia de emplacar a "Lei da Mordaça" na Câmara Municipal de Ananindeua, resgatando os mol...