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quarta-feira, novembro 16, 2011

Entrevista: Almir Gabriel prefeito de Belém?

No blog da Perereca: Almir Gabriel garante que é pré-candidato e que vai ganhar a disputa pela Prefeitura de Belém. 

Almir Gabriel e sua ficha de desfiliação do PSDB-PA.



Quando se ouve ele falar, a primeira coisa que vem à cabeça é aquela marchinha de 1950 que embalou a  eleição de Getúlio Vargas, e que dizia mais ou menos assim: “Bota o retrato do velho outra vez/Bota no mesmo lugar”.

Aos 79 anos, ex-prefeito de Belém, ex-senador Constituinte e duas vezes governador do Pará, Almir Gabriel garante que é pré-candidato na eleição municipal do ano que vem e que ganhará, sim, a disputa pela Prefeitura de Belém:

“Vamos à vitória: eu, o povo e o PTB”.

Numa longa entrevista à Perereca – por vezes, um bate-papo; por vezes, uma troca de farpas – o “velho”, o eterno tucanão, deu a impressão de estar tinindo para a batalha que se avizinha.

Tem a resposta na ponta da língua, mesmo quando cutucado acerca das mazelas de seu principal apoiador, o atual prefeito de Belém, Duciomar Costa.

Diploma falso de médico do Dudu? “Tem prova disso? Eu não vi! Ele é acusado. E a imprensa entra – como você – e já condena antes”.

Administração desastrada do prefeito pela situação em que se encontra a cidade? “Não. Ele está fazendo um dos melhores governos que esta cidade já teve”.

Processos movidos pelo Ministério Público? “E quem disse que o Ministério Público sempre acerta?”

O “velho” também garante que tem projetos para Belém e que a sua pré-candidatura não é simplesmente mais um capítulo da sua rusga – ou seria malinagem? – com  o governador Simão Jatene, seu ex-melhor amigo.

Radicalmente contrário à divisão do Pará; a favor da posse de Jader Barbalho no Senado; incapaz de admitir qualquer responsabilidade pela cisão do PSDB que culminou na sua saída do partido que ajudou a fundar; ranzinza, turrão e, por vezes, de um esnobismo insuportável, mas muito, muito inteligente e bem disposto, Almir Gabriel foi nesta entrevista mais do que nunca Almir Gabriel.

E é ela que você confere a seguir:


Perereca: Doeu muito deixar o PSDB?
Almir Gabriel: Claro! Foi um partido que eu ajudei a fundar no nível nacional e no Pará. No nível nacional, nós procuramos o Ulisses Guimarães (o nós que digo é Fernando Henrique, Covas, Scalco e outros companheiros), para dizer pra ele que, na nossa análise, o PMDB havia esgotado a sua missão histórica, no sentido de reconquistar a liberdade do Brasil – a Democracia, melhor dizendo. Ou a Democracia possível naquele tempo. O Ulisses ficou enrolando a gente não sei quanto tempo. E aí nós decidimos montar o PSDB, sendo que aqui no Pará achei conveniente fundá-lo algum tempo depois da fundação do nacional. E... claro que dói quando a gente sai de um lugar onde a gente tem amigos muito bons, mas que acabaram seguindo a trilha antiga da política. 

terça-feira, fevereiro 19, 2013

Eu e o Dr. Almir

Por Albertinho Leão*

Foi hoje, pro lugar merecido, o Médico, ex-senador, constituinte, ex-governador e ex-filiado do PSDB no Pará, atualmente estava no PTB - ALMIR GABRIEL.

Conheci o Dr. Almir Gabriel, como era comumente chamado, primeiro de fama, por conta de meu Tio, Dr. Ascindino Pascoal Leão, que também é médico e foi quem albergou em Curiacica/RJ o recém-formado, Almir Gabriel, a pedido do Professor Dr. Guaraciaba Quaresma da Gama, Cachoeirense como meu Tio Pascoal. Quando alunos do colégio Nazaré, Tio Pascoal e Almir Gabriel, de férias em Cachoeira, hospedavam-se no "sóton" do antigo Cartório Leão Jr. da Dr. Lélio Silva . Ainda vi, anotado de Giz, o resultado de um jogo de celotex, no flexal do telhado: Hugo Leão 6 x 5 Gabriel.

Depois, por intermédio da Dra. Elisa Vianna Sá, que era Médica e também cachoeirense, na campanha de 1990, quando o Almir Gabriel foi nosso candidato, com o PT indicando Raul Meireles de vice e a Elisa era candidata a Deputada Federal pelo PSDB. Assim, para discutir a campanha em Cachoeira do Arari, o conheci pessoalmente, após um comício na Marambaia. Ficou muito satisfeito e emocionado, quando disse que estava ali a pedido do Pascoal para apoiá-lo. Fizemos de tudo para elegermos, mas, não deu.

Após isso, veio o distanciamento politico entre PSDB e PT e nunca mais tive contato pessoalmente. Em 1994, quando ele visitou Cachoeira do Arari, em campanha para governador, que o levou a vitória, fez procuração por mim e pela família Leão. Encontrou com meu irmão Gilmar e minha cunhada Lú. Eu, estava de serviço, como operador de usina na Celpa. Cumprimentaram-se respeitosamente, foi informado que estávamos apoiando o Valdir Ganzer, desejou boa sorte e ele foi eleito governador do Pará.

Seu mandato, foi muito marcante negativamente em, minha vida. Primeiro pela privatização da CELPA, depois fui demitido da empresa, juntamente com o companheiro Lélis Barbosa, mesmo tendo passado em primeiro lugar no estado em processo seletivo e tendo curso superior para uma função de nível fundamental. Pela luta dos Urbanitários, a justiça o obrigou a nos reintegrar. O Lélis retornou e ficou até aposentar-se. Consegui emprego como Engenheiro e pedi demissão da Celpa.

Em 1996, salvo engano, houve o Massacre de Eldorado. Meu Tio Pascoal, cobrou do amigo governador providencias, este não aceitou. Romperam relações que nunca mais viria ser retomada.

Perdoei, mesmo sem pedido de perdão o Dr. Almir, mas nunca esqueci.

Peço ao Glorioso São Sebastião que interceda pelo lugar merecido. Vá em paz Dr. Almir.
*Albertinho Leão é engenheiro e já foi Assessor Parlamentar, Secretário de Esporte e Lazer e Secretário-Adjunto de Educação do Estado do Pará e até recentemente esteve no cargo de Superintendente do Ministério da Pesca no Pará e hoje coordena a Irmandade do Glorioso São Sebastião de Cachoeira de Arari.

segunda-feira, março 30, 2009

Um Certo Rapaz Almir e Jateniano com Dinheiro no Banco...

De uma das caixinhas de comentários do Quinta Emenda, que vire e mexe tem visita de pessoas que às vezes admitem responsáveis pela falta de tanta coisa em nosso Estado.
Dava pra um tecno-brega arretado, não dava?
O cidadão que o anônimo das 8:40 chama jocosamente de rapaz, é o mesmo que trabalhou incansavelmente pela vitória de Simão Jatene, do PSDB, para o governo em 2002.
Esse rapaz é o mesmo que lutou ao lado de companheiros do PSDB para dar a vitória ao ex governador Almir Gabriel, em 2006 e foi com ele até o fim, a até hoje é seu grande amigo.
Esse rapaz, é o mesmo que tentou de tudo para reaproximar os ex governadores Almir Gabriel e Simão Jatene, depois das eleições de 2006 quando Almir rompeu com Jatene pelos motivos que todos sabem.
Esse rapaz, é casado com uma mulher que honrou o nome do ex governador Simão Jatene, trabalhando com muita dedicação e lealdade até o último dia do seu governo.
Essa mesma mulher que até hoje honra também o nome do ex governador Almir Gabriel, e é considerada por ele como uma filha.
Esse rapaz, é o mesmo que foi visitado em sua casa em Benfica, num domingo do ano de 2002, pelo então pré candidato ao governo Simão Jatene e seu amigo, o publicitário Orly Bezerra, que foi pedir o seu apoio quando ainda aparecia com 3% nas pesquisas. 
Esse rapaz, é o mesmo que a pedido do seu amigo Orly Bezerra foi prestigiar o jantar de adesão do então pré candidato ao governo do estado Simão Jatene em abril de 2002, ainda com 3% nas pesquisas.
Esse rapaz, foi o mesmo que cuidou com muita lealdade, dos problemas do ex governador Simão Jatene, em Brasília, durante o seu governo e principalmente depois que deixou o poder.
Esse rapaz, é casado com a mulher que saiu aos prantos do gabinete do então governador Simão Jatene, na granja do Icuí num domingo, nos últimos dias do seu governo.
Esse rapaz, é o mesmo que lembra de ligar semana sim, semana não para o maior de todos os líderes do PSDB, Almir Gabriel.
Esse rapaz, foi o único que defendeu publicamente o ex governador Almir Gabriel, a respeito de suas despesas hospitalares, em matéria publicada em diversos jornais na semana passada.
Esse rapaz, é o mesmo que nunca faltou aos seus amigos, nos momentos mais difíceis, entre eles, o dono da Griffo, Orly Bezerra.
É uma pena que o PSDB. segundo esse anônimo das 8:40, não queira mais esse rapaz como seu aliado de todas as horas.
Esse rapaz, tem nome e se chama Vic Pires Franco, presidente do DEM no Pará.
VPF.

sexta-feira, junho 25, 2010

Boi Voando...

Se você está chegando recentemente ao Estado do Pará, talvez não fique surpreso com o início da campanha eleitoral, se for petista, eleitor de Jader ou ex-funcionário dos tucanos, ao certo vai pedir para ser beliscado, pois vai ver muito boi voando nesta eleição.

Se for verdade que o PMDB, tal como o PT, possui militância, esta ao certo, estranhará a presença de Almir Gabriel no palanque eleitoral pedindo voto para Domingos Juvenil nesta eleição.

Eleito governador em 2004, Almir Gabriel orquestrou a cooptação de diversos quadros do PMDB, fazendo uma verdadeira varredura na ALEPA e prefeituras do partido de Jader pelo interior à fora.

Jader, à época, emputecido com os caciques tucanos teria declarado o PSDB um dos principais adversários do partido e 12 anos depois resolveu apoiar o PT, tendo inclusive articulado a intervenção do PT nacional no Pará para que Mário Cardoso, candidato petista ungido democraticamente pelo partido, abrisse mão de sua candidatura em favor da candidatura preferida da vontade de Jader, a atual governadora Ana Júlia.

A escolha de Jader teria sido balizada pela perspectiva de que Ana Júlia ao vir de um pequeno grupo interno do PT, e sem muita projeção nacional, seria mais fácil de depender de Jader para obter governabilidade na ALEPA, principalmente.

Trato feito, Jader empenhou todo seu arsenal comunicacional e influência política para aposentar o ex-governador Almir Gabriel que convencido de sua superioridade no interior do partido, impediu a reeleição do então governador Simão Jatene, quem havia eleito 04 anos atrás.

O "corpo mole" de Jatene teria resultado na derrota de Almir para Ana Júlia em 2006 e provocado uma das maiores estórias de rancor já protagonizada em palco paraense.

Acusado de ser complacente com a Vale do Rio Doce e até de ser uma espécie de funcionário da multinacional por Almir Gabriel em entrevista no jornal de Jader (Diário do Pará), Simão Jatene, pescador e músico e candidato nas horas extras, terá que enfrentar seu atual algoz ao lado de Jader Barbalho, quem a militância pmdebista nunca imaginou rearticulado.

Situação constrangedora também deverá ser difícil de se contornar no interior da militância histórica petista. Ao conseguir fechar o apóio político do PTB de Duciomar Costa, o PT deverá ter junto aos seus quadros políticos, o prefeito de Belém pedindo votos no palanque de Ana Júlia em Belém, onde ambos ao se enfrentarem nas eleições de 2004, deixaram respingar sangue, com acusações sérias, principalmente contra o alcaide, tendo seus 3 CPF´s exibidos nos programas televisivos do PT.

Jader Barbalho terá que convencer que Almir Gabriel agora é companheiro e Duciomar Costa que é companheiro de Ana Júlia e o pragmatismo de que boi voa sim, e não é de hoje.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Um pouco sobre o empresário Marcelo Gabriel

Do antenado Paulo no Espaço aberto
Em depoimento nesta quinta-feira, o filho do ex-governador Almir Gabriel diz que foi procurado para interceder em favor de empresa de Chico Ferreira sobre dívidas, admite ser dono de várias firmas e confirma que teve participação em investimentos no Terminal Rodoviário de Belém
Em todos os interrogatórios até agora tomados pelo juiz federal substituto da 3ª Vara, Leonardo Aguiar, os acusados de envolvimento em supostos crimes de formação de quadrilha, fraudes em licitações e sonegação previdenciária, descobertos pela Operação Rêmora em novembro de 2006, têm sido unânimes em afirmar que ou não conheciam Marcelo Gabriel, filho do ex-governador Almir Gabriel, ou que Marcelo jamais usou de suas influências e amizades junto ao governo do Estado para beneficiar qualquer empresa. Trecho da denúncia do MPF assim se refere a Chico Ferreira e ao réu que depôs hoje: "Chico Ferreira e Marcelo Gabriel estão no topo da organização criminosa. Eles eram os responsáveis pelo direcionamento empresarial ilícito, a partir do contato com agentes públicos, bem como a definição da estrutura societária falsa, além do acobertamento do grupo diante da fiscalização previdenciária." Conceda-se a Marcelo Gabriel o benefício da dúvida, que o próprio direito consagrou na velha, surrada, mas sempre atual expressão latina in dubio pro reo (em caso de dúvida, não se pode condenar o réu). Mas é certo que muito embora Marcelo, na melhor das hipóteses, se esquivasse e não exercesse a condição de influente junto a gabinetes situados em bem postas esferas de poder, era no mínimo tido como alguém que poderia, de alguma forma, interceder junto ao Poder Público para resolver pendências que favorecessem empresas particulares. Estação das Docas Ao depor hoje de manhã na Justiça Federal, Marcelo Gabriel manifestou-se pela primeira vez, em juízo, sobre interceptação telefônica da Polícia Federal, transcrita nos autos. Na conversa, seu amigo Chico Ferreira pede que Marcelo seja o intermediário de negociações sobre a dívida que a Estação das Docas com empresa do próprio Chico. O juiz perguntou-lhe por que Chico Ferreira procurou o depoente. Marcelo respondeu que isso deve-se ao fato de que ele é amigo de Paulo Chaves há mais de 25 anos. Um dos tucanos mais próximos do ex-governador Almir Gabriel, Paulo Chaves, ex-secretário de Cultura, tem sido apresentado como um dos prováveis nomes do PSDB para disputar as eleições para prefeito de Belém, em outubro. Em recente jantar de despedida de Almir, que vai fixar residência em São Paulo, o ex-secretário foi um dos poucos oradores. E chegou a comparar a mudança do ex-governador como se fosse um exílio, para o qual também iriam todos os seus amigos. Na época em que Marcelo foi procurado por Chico Ferreira, segundo informado durante o depoimento, Paulo Chaves exercia o cargo de titular da Secretaria de Cultura, à qual se subordinava a Estação das Docas. Ao final do depoimento, em resposta às perguntas de seu próprio advogado, Marcelo afirmou que, apesar do pedido de Chico Ferreira, não entrou em contato com Paulo Chaves para tratar da tal dívida. Várias empresas Marcelo confirmou de própria voz que tem uma vida empresarial movimentada. Afirmou que é dono das seguintes empresas: * Cateto Comércio e Distribuidora Ltda., que trabalhava na área de distribuição de alimentos e material de escritório; * Celta Construtora e Incorporadora Ltda., que atuava na área de construção civil; * Ponto Um Comércio e Distribuidora Ltda; * Reciclean Indústria e Comércio Ltda. O réu garantiu ao juiz, entretanto, que todas essas empresas se encontram sem movimentação. Algumas, disse ele, funcionaram por pouco tempo, outras nem chegaram a entrar em atividade, como seria o caso da Ponto Um. Esclareceu ainda que constituiu as empresas Ponto Um e Reciclean com o fim específico de registrar seus nomes e impedir que outra pessoa usasse tais expressões, uma vez que trabalha na área de marketing. No mais, Marcelo Gabriel disse que não recebeu nenhuma proposta e nem exigiu qualquer participação financeira nos valores devidos pela Estação das Docas à empresa da família. Acrescentou que nunca teve qualquer relacionamento profissional com a Service Brasil, de Chico Ferreira. Assegurou que nunca teve nenhum poder de gerência ou administração na Service e nunca intermediou qualquer contrato a favor da empresa, seja com pessoas jurídicas públicas ou privadas. Negócios no Terminal Confirmou ainda que, para a Clean Service, sua atuação se limitava à área de marketing e planejamento estratégico e que prestou serviço para a empresa Athiva entre 2005 e 2006. Disse que, na Athiva, sua atuação se limitou basicamente a intermediar a contratação da empresa Sinart (Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico), empresa privada que explora o Terminal Rodoviário de Belém. Marcelo garantiu que não é sócio da Sinart, mas teve participação em dois investimentos. Afirmou ter investido juntamente com a Sinart na construção de 15 salas no segundo pavimento do prédio do terminal rodoviário. Por isso, recebia 40% dos aluguéis de tais salas. O valor da obras, segundo Marcelo, foi de aproximadamente de R$ 20 mil a R$ 25 mil, em valores atualizados.

Uma campanha no ar: o uso de aviões por candidatos que a Justiça não vê

Após o célebre escândalo político no Pará envolvendo o uso ilegal de aviões oficiais na campanha eleitoral de 2002, a conexão entre candidat...