Faz tempo que não vejo o ex-senador Jorge Bornhausen abordando assuntos da política nacional. Logo ele que se notabilizou por ser um radical oponente do governo Lula no primeiro mandato e que até por isso nem tentou a reeleição em seu estado. Logo ele que ganhou notoriedade ao dizer que ao menos “a gente vai se ver livre dessa raça por pelo menos uns 30 anos”, referindo-se ao PT e seus filiados. Pois é, senador Bornhausen, tenho enorme curiosidade jornalística (nada mais do que isso) para saber o que o senhor está achando dessa história que atinge em cheio a moral e os bons costumes do único governador eleito pelo seu partido no último pleito. Governador que estava cotado, inclusive, para compor chapa com o governador José Serra na condição de candidato a vice-presidente da República.
O senhor deve estar pensando que “nunca na história desse país” um escândalo foi tão filmado e documentado como esse, hein? E logo com um partido tão correto e digno como o seu, né?
Pois é, senador Bornhausen, como dizem por aí, a vida é dura. Quem cospe pra cima às vezes vê o danado cair na própria cabeça.
Por isso, não tenho dúvida que num momento tão sério da vida do país e do seu partido o senhor não vai se esconder. Vai fazer como na crise de 2005. Convocará todos os canais de TV e vai esculhambar os corruptos.
Com todo o respeito, solicito-lhe que convide-nos para participar. A revista Fórum tem todo interesse em vivenciar este momento histórico.
É algo impagável.
PS: Caro senador, como o senhor entende dessas coisas, será que vamos ficar livre dessa raça pelos próximos 30 anos?
* Renato Rovai é editor da revista Fórum outro mundo em debate.
O Democratas nasceu de uma costela do PDS (ex-Arena, esteio da ditadura militar). Ainda com o nome de PFL, o partido sempre se apresentou como uma das forças motrizes responsáveis pela volta do país à democracia.
Adversários dos "demos" pensam de forma diferente. A sigla só teve senso de oportunidade. Em 1984, com a ditadura atolada no brejo, o grupo saltou fora do barco. Aliou-se às forças emergentes. Manteve-se mais tempo no poder.
A fórmula pefelista deu certo por muitos anos, quase duas décadas. Forte em oligarquias estaduais, nos grotões do país, o partido foi ficando. Em Brasília, praticou o quanto pode a genuflexão aos poderosos, um a um. Serviu a José Sarney, Collor e FHC.
Mas ninguém engana a todos o tempo todo. O PFL elegeu seis governadores em 1998. Caiu para quatro em 2002. Em 2006, ficou com apenas um: José Roberto Arruda, em Brasília, um ex-tucano renascido "demo" depois de ter caído em desgraça por causa de um escândalo anos antes -a violação do painel de votação do Senado.
Agora, Arruda entra em um buraco mais fundo. Há indícios claros de sua participação num esquema já chamado de mensalão do DEM em Brasília. É difícil haver explicação dentro da legalidade para a imagem do único governador "demo" recebendo um pacote de dinheiro, refestelado em um sofá, e respondendo: "Ah, ótimo".
No caso dos mensalões do PT e do PSDB, é bom lembrar, nunca apareceu imagem tão eloquente.
O Democratas encolhe a cada eleição. Foram 105 deputados eleitos em 1998. Uma queda para 84 em 2002. Só 65 em 2006. Hoje, prova do próprio veneno: a infidelidade partidária o desidratou e a bancada com meras 55 cadeiras.
Em 2010, ressalvada uma ou outra exceção, os "demos" devem aumentar a sua insignificância.
O Museu de Arte de Belém (Mabe) abre nesta quinta-feira, 3, às 20h, a exposição “Pierre Verger - Uma ponte sobre o Atlântico”. Como parte da programação, na sexta-feira (4), às 9h, acontece a mesa de debate “A Diáspora Africana - Pierre Verger na Amazônia”, no auditório do Convento dos Mercedários. A exposição fica até o dia 31 de janeiro de 2010.
Itapoã, Salvador.
Porto de Veleiros, Ver-o-Peso - 1948.
O acervo fotográfico de Verger que estará aberto aos moradores e turistas de Belém a partir da sexta-feira, 4, são imagens sobre as conexões e a formação das novas sociedades resultantes das relações entre a África e a América, com destaque para as conexões que uniram o Brasil a algumas regiões da África.
Tendo como foco de interesse as imagens registradas no Suriname em 1948, em sua maioria inéditas, esta exposição permite ao visitante uma abordagem sobre a temática que é carro-chefe das obras do artista: as Américas Negras. As fotografias ilustram perfeitamente o trabalho realizado sobre as questões afro-americanas. Neste trabalho, o Suriname – e de modo geral as Guianas – se encontram no coração desta América Negra, no centro de um triângulo constituído pela América do Norte, América do Sul e Antilhas.
Pierre Verger registra com realidade e beleza os cultos afro-religiosos realizados nos terreiros de Candomblé das Guianas Suriname e Paramaribo. Na Amazônia, mas precisamente em Belém, a exposição conta com dez fotos de um terreiro de mina.
A obra fotográfica de Verger é reconhecida mundialmente tanto por suas qualidades estéticas quanto etnográficas. Nesta exposição, o visitante pode reconhecer facilmente associações de imagens que ilustram o fluxo e refluxo sobre o qual Verger tanto escreveu. Esta experiência etnográfica, humana e estética é parte integrante do processo de reconhecimento dos “afro-americanos”, de suas histórias e culturas, que estão intimamente ligadas ao continente africano, assim como de suas inegáveis influências na miscigenação das culturas americanas resultantes do impacto colonial.
Segundo a diretoria do Mabe, o objetivo da exposição é apresentar algumas imagens pouco conhecidas de Verger feitas na região das Guianas e da Amazônia, e, também, imagens que trouxeram o conhecimento e reconhecimento da cidade de Belém e de seu maior cartão postal, o Ver-o-Peso.
Serviço
Exposição “Pierre Verger - Uma ponte sobre o Atlântico”.
Local: Museu de Arte de Belém – Palácio Antônio Lemos (Praça D. Pedro II, Cidade Velha).
Abertura: 3 de dezembro, às 20h.
Período: até 31 de janeiro de 2010.
Horário: Segunda a Sexta, de 9h às 17h; sábados e domingos, de 9h às 13h.
Mesa de Debate
Tema: “A Diáspora Africana - Pierre Verger na Amazônia debate”
Local: Auditório do Convento dos Mercedários, na Rua Gaspar Viana, nº 125, bairro da Campina.
Fiz as contas e percebi que em 2010, caso aguente até lá, vou completar 50 anos de luta. Claro, sem heroismo, mas alguma curiosidade. Trata-se duma "cachaça" pela qual minha companheira me presenteou, com sutil puxão de orelha, com uma significativa estatueta de Dom Quixote de La Mancha... Troféu da Utopia que trago próxima à "escrivaninha" junto a outras lembranças (dentre as quais uma centenária imagem de santa Rita de Cássia, cuja tradição familiar quer fazer crer que foi achada em campo de batalha, na guerra genocida do Paraguai, por meu bisavô paterno “voluntário da Pátria” arrastado do Pará para matar e morrer em nome da tríple aliança armada pela Inglaterra contra insolentes guaranis contrários as maravilhas do liberalismo. Desculpem a pavulagem de caboco, mas exatamente no ano de 1960, aos 23 anos de idade, na cidadezinha de Ponta de Pedras, terra natal de Dalcídio Jurandir; acompanhado de conterrâneos em odor de ignorância política apoiados pelo vigário jesuíta da paróquia inventamos o pretensioso "Grêmio Cultural Marajó". Como se sabe, na América Latina onde tem vestígio de indio há jesuíta, para o bem e o mal. No caso marajoara, era pajelança de meia tijela mas dava para quebra a rotina à beira do rio com teatro mambembe na casa paroquial sem alternativa. O grêmio era simples coletivo duma vagabundagem depois da sesta à sombra de seculares mangueiras plantadas pelo primeiro intendente do município, que marcava ponto na porta da taberna denominada "Casa Poronga", do "capitalista" do grupo. Desde então eu já fazia figura de “comunista” pelo simples fato de ser enamorado de cooperativas rurais e simpatizante da reforma agrária prometida pelo presidente-fazendeiro Jango Goulart. Nós nos identificávamos como a "turma da Poronga", hoje a coisa poderia ser classificada por agentes da ordem como "gang". Felizmente, naqueles idos e vividos lugares do Fim do Mundo a gente estava apenas a meia maré de distância do paraíso. Criamos um tipo de senha : "eh da Poronga!", com que nos saudávamos uns aos outros. Foi lá nas tardes mornas da Poronga, no extremo-norte dalcidiano; que nasceu o ingênuo "Grêmio Cultural" filho bastardo do analfabetismo político, pois que parido do engano quanto às intenções de um panfleto “galinha verde” (integralista) com nome de movimento águia branca, feito sob medida como arapuca para seduzir e capturar os sentimentos patrióticos da rapaziada desavisada... Mau começo de uma história torta pela parte que me cabe deste latifúndio. Só não me envergonho da mancada ideológica da mocidade, pois que acabei me encontrando em companhia de Dom Helder Câmara, outro desenganado que virou da água para o vinho. Me lembro de um relato especial que nos fez pensar sobre a necessidade de virar o jogo. Disse um dos nossos que ouvira, por acaso, dois senhores "barões" sair do banho da maré, às 4 horas da tarde, horário do Inferno Verde; na ponte da Casa da Beira; mui contentes a filosofar (sem saber) sobre economia política. "Que seria de nós, os ricos – disse o primeiro barão dos tijucos – sem os pobres..." No que o outro barão das várzeas concordou, tacitamente, sem comentário com riso cínico estampado da cara gorda. Ora, aquilo caiu como uma bomba em meio à "turma da Poronga"! Pra quem não sabe, "poronga" é a lamparina de querosene que seringueiro leva madrugada adentro na floresta escura para "tirar" seringa (extrair o látex). Era tão óbvia a diferença de classes na vila ribeirinha que causava espanto a gente não tivesse antes percebido o abismo do Fim do Mundo... Então, por acaso, minha avó deu-me a ler o romance "Marajó" escrito por tio ausente no Rio de Janeiro cujo nome fora marcado no catecismo do arcebispo do Pará, Dom Mário de Miranda Vilas-Boas, como prejudicial aos católicos. A estória para o moço da Poronga foi história pura! Pois o sítio da tia ficava justamente no rio do romance e quando a velha contava era, paresque, a versão original do tio Dalcídio... Diacho! O "Marajó" completou 70 anos desde a escrita em Salvaterra e minha “derradeira” quixotada (campanha pela reconstrução da Casa de Dalcidio Jurandir e reestruturação do Museu do Marajó) é a conclusão daqueles dias da "turma da Poronga". Moral da história: que seria dos ricos se não fossem os pobres aguentar a retranca? Espanta haver tanta riqueza para aliviar a pobreza mais cruel e os ricos ser acometidos de mania de suicídio coletivo transformando pobres distraídos na margem da história em miseráveis desesperados. Se Freud não explica, Marx todavia avisou.
* José Varella é de Belém-PA (1937), autor dos ensaios "Novíssima Viagem Filosófica", "Amazônia Latina e a terra sem mal" e "Breve história da gente marajoara.
Temos a grata satisfação de informar que "MALABARES", de Maithê Lorena e Secy Jannuzzi, foi selecionado para exibição no "FEST-FISC ==> FESTIVAL INTERNACIONAL DE FILMES SOCIAIS", evento que será realizado em Belém, Pará.
Dos filmes escolhidos, 6 são estrangeiros e, além dos curtas paraenses, são apenas 5 nacionais, sendo que "MALABARES" é o único representante do sul-sudeste, o que muito nos honra pela possibilidade e responsabilidade de apresentar nosso trabalho no festival e dentro da programação do Fórum Internacional da Sociedade Civil, evento que reunirá cerca de 3 mil pessoas em Belém, entre os dias 28 e 30 de novembro.
A iniciativa do FEST-FISC nasceu da necessidade de se criar mais uma porta para o intercâmbio entre realizadores e produtores - das mais diversas origens e com as suas infinitas propostas de linguagens estéticas e de formas de captação.
Segundo Francisco Weyl, curador do festival, "os filmes selecionados refletem o grau de resistência da sociedade global, ao mesmo tempo em que eles também servem de baliza para que sejam observados os potenciais táticos e estratégicos de utilização da arte cinematográfica como arma de guerrilha, isto é, instrumento de sensibilização, consciência e diálogo entre aqueles que a realizam assim como aqueles que a assistem, tornando-se, a partir de então, também criadores de um processo dialético”.
Além de destacar o papel do cinema, do vídeo e da produção audiovisual em geral na construção de uma sociedade mais justa e solidária, a meta do FEST-FISC, segundo Hilton Silva, outro curador, é democratizar a programação de cultura do Fórum, proporcionando às delegações dos mais diversos países um espaço plural, de natureza intercultural, para a manifestação artística, a fruição estética e o diálogo solidário, tendo em vista um projeto de educação e sociedade que valoriza a diversidade, a relação local-global e a cultura como produção simbólica de construção de identidades.
Hoje é uma data importante.É o dia Internacional de combate à violência contra a mulher.
E não pense que dia 25 de Novembro é apenas mais uma data em que os movimentos sociais se levantam contra a impunidade e a opressão dos que se imaginam maiores, superiores e acima de qualquer um que não seja do gênero masculino.
Um dia para lembrar, protestar e mobilizar contra a violência à mulher.
Definido no I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em 1981, em Bogotá, Colômbia, o 25 de Novembro é o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A data foi escolhida para lembrar as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura de Leônidas Trujillo na República Dominicana.
Em 25 de novembro de 1991, foi iniciada a Campanha Mundial pelos Direitos Humanos das Mulheres, sob a coordenação do Centro de Liderança Global da Mulher,que propôs os 16 Dias de Ativismo contra a Violência contra as Mulheres, que começam no 25 de novembro e encerram-se no dia 10 de dezembro, aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada em 1948. Este período também contempla outras duas datas significativas: o 1o de Dezembro, Dia Mundial da Luta contra a AIDS e o dia 6 de Dezembro, Dia do Massacre de Montreal (leia mais sobre o 6 de Dezembro)
Em março de 1999, o 25 de novembro foi reconhecido pelas Nações Unidas (ONU) como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.
Fonte: Rede Feminista de Saúde, RedeFax, 26/ 2003.
A I Conferência Estadual de Comunicação teve 334 parcitipantes, dos quais 247 pertencentes à sociedade civil, 66 empresários e 21 participantes poder público. O Pará será representado, na conferência nacional, por 50 delegados, sendo 22 da sociedade civil, 22 do setor empresarial e 6 o poder público. O interior paraense participou da conferência e estará representado nos três setores da delegação estadual: teremos 2 empresários de Santarém, 1 de Altamira, e também 2 representantes do poder público, sendo 1 de Santarém e outro de São Domingos do Capim, além dos delegados do interior que representarão a sociedade civil. Como era de se esperar, a disputa mais acirrada foi pelas vagas destinadas à sociedade civil.
No final da conferência, depois de dias de negociação, duas chapas de formaram em torno da proposta de regionalização. A chapa vencedora ganhou com 34 votos de diferença: 121 a 87.Agora, uma das versõs disparadas nas redes de emails, atores de partidos distintos, principalmente a juventude do PSOL, seguidos pelo camarada Marcão do PC do B que não refrescou e mandou bala:
Vergonha! Foi uma verdadeira vergonha o ocorrido na Conferência de Comunicação. Foi transformada em Vale-Tudo, onde - como nos tempos dos coronéis - só faltou voto de morto para impor à força a maioria excludente, pois voto de pessoas do segmento poder públiuco foram flagrados votando como se fossem da sociedade civil, na maior cara de pau, como a Tetê da SEDUC e o Sérgio de S. Domingos. ...
Sabe-se lá quantos mais não votaram assim .... além de crachás distribuídos sorrateiramente ....
É essa maioiria que quer "democratizar" a comunicação ... Será que triunfará as nulidades ... a vergonha da fraude e da violência ... O argumento dos poderosos e da força bruta ...
O Brasil tem como desafio promover o crescimento econômico com sustentabilidade social e ambiental. Para isso, precisa dar resposta a crescente demanda de energia, sem deixar de lado a conservação do meio ambiente e a melhoria das condições de vida da população. É com este intuito que o mandato do Vereador Adalberto Aguiar estará realizando no próximo dia 26 de novembro, às 9h, na Câmara Munical de Belém, uma sessão especial para falarmos sobre a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Sua presença é fundamental para este debate.Fonte: Chefia de Gabinete do Vereador Adalberto Aguiar
Muito boa a iniciativa do vereador que trás à tona o debate sobre a construção da Usina de Belo Monte, o qual é permeado por argumentos prá lá de consubistânciados de retórica e dados, onde o pró e contra encontram na sustentabilidade, os impactos ambientais e a necessidade ecônomica e principalmente as soluções para resolver a situação atual do Sistema Elétrico brasileiro que definitivamente precisa ser ampliado.
quinta-feira, novembro 12, 2009
"Existem milhares de pedidos de intervenção federal em todo o país. Somente o Estado de São Paulo possui 2.200 ações desse tipo em andamento, enquanto o Pará não possuía nenhuma até então. A intervenção federal é uma decisão remota. Nem mesmo na época do regime militar houve intervenções decretadas. Por isso, temos certeza de que o Tribunal acabará arquivando o caso."Do Procurador Geral do Estado, Ibraim Rocha, na coletiva à imprensa que marcou a resposta do governo sobre o pedido de intervenção federal no Pará feito pelo tribunal de Justiça do Estado (TJE) em resposta à pressão de fazendeiros que querem fazer onda com o governo Ana Júlia.
Movidos ou não por fatores eleitorais uma coisa é certa neste tabuleiro de interesses: Os fazendeiros (grileiros) que historicamente invadem terras públicas no Estado, nunca haviam sido incomodados pelos governos anteriores, assim como os madereiros que exploram de forma ilegal - e porque não chamá-los de bandidos, assim como são rotulados os ocupantes do MST? - e fazem do latifúndio seu império, capaz de subornar por décadas juízes, prefeitos, governadores, parlamentares e a imprensa de modo geral.
Não todos, mas são muitos destes que enriqueceram com a morosidade do executivo em ordenar a reforma agrária, que pouco se importam com ordemanento no campo promovido através do Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE), do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de regularização e titulação de terras "Terra Legal", do governo Federal.
Essa é a turma da bagunça que usa cordão de ouro no pescoço, que tenta fazer as políticas públicas implantadas durante o governo Lula e em parte no governo Ana Júlia, serem ignoradas pela população através da sensibilização do senso comum à favor de um discusso de criminalização do MST e por tabela atingir os governos petistas que ironicamente são taxados de complacentes com as ocupações e sustento do movimento. No tocante do fogo cruzado, uma das principais lideranças do movimento,João Pedro Stédile, afirma que o governo Lula mais atrapalha que ajuda a reforma agrária.
No Pará a história ganha novos aspectos de politicagem, já que mandatos de reintegração de posse, que segundo o chefe da Casa Ciivl, Cláudio Puty, estão sendo atendido e por afirma que só neste governo foram realizadas 101 reitegrações, todas com soluções pacíficas, sem sangue, diferente do governo anterior que deixou de cumprir 176 e entre as marcar deixadas ficou o trágico epsódio que manchou mundialmente o Estado do Pará, onde 19 trabalhadores sem-terra foram cruelmente assassinados pela Polícia Militar, no que ficou conhecido como Massacre de Eldorado do Carajás.
A decisão do TJE segue, agora, para o Supremo Tribunal Federal (STF), a quem caberá os procedimentos legais, nos termos definidos pela Constituição Federal para os casos de intervenção federal em Estados.
As novas tecnologias digitais são responsáveis por uma verdadeira revolução na sociedade brasileira e, por que não dizer, no mundo inteiro. O acesso à tecnologia é cada dia mais fácil, devido a fatores como preço dos equipamentos, facilidade de uso e sua portabilidade (os equipamentos são cada vez menores).
Hoje, é comum que jovens e crianças manipulem aparelhos celulares, ipod, MP4, MP5 e outros correlatos. Tais equipamentos permitem ao usuário fotografar, criar vídeos, gravar conversas, armazenar músicas, dados etc.
De posse dessas tecnologias, crianças e adolescentes - não só eles, mas principalmente eles - estão modificando seu relacionamento com a mídia tradicional. Deixaram de ser meros consumidores ou receptores de imagens e notícias e assumem o perfil de produtores de imagens e de editores de notícias, enfim, são emissores.
Sem dúvida que o cenário descrito acima enseja certo otimismo e aponta caminhos interessantes para o uso consciente e qualitativo das mídias e, em particular, para seu uso no campo da educação.
As escolas podem e devem se apropriar das tecnologias digitais para desenvolverem projetos pedagógicos, filmar e editar seus vídeos, fazer registros fotográficos das atividades, gravar digitalmente os conteúdos mais significativos, etc. Aliás, isto já está acontecendo em muitas escolas.
No Estado do Pará, podemos citar alguns exemplos em que as escolas, alunos e professores estão envolvidos em projetos relacionados às Tecnologias de Informação e Comunicação –TIC, entre os quais destacamos: o I Concurso Estadual de Blogs Educativos, no qual já ocorreram as etapas de Castanhal, Bragança, Santarém, Marabá, e ainda faltam as de Tucuruí e Belém. Após essas etapas regionais, ocorrerá a etapa estadual.
Os blogs das escolas ilustram perfeitamente como deve ser o uso inteligente e criativo das tecnologias digitais. Nos blogs podemos analisar muitos vídeos, fotografias, textos de autoria de alunos e professores; conteúdos relevantes para a formação integral do cidadão. Para conhecer vários desses blogs, basta acessar o blog da CTAE http://ctaeseducpa.wordpress.com/
Outro bom exemplo é o projeto Educarede promovido pela empresa Telefônica. No portal Educarede está em desenvolvimento o projeto Minha Terra: Aprender a Inovar. Nele, as escolas são instigadas a produzirem vídeos, fotografias, textos... sobre sua realidade local e depois postar os conteúdos produzidos na internet no próprio Portal Educarede, nos blogs das escolas e até no YouTube. Em Belém e Ananindeua, temos cerca de 22 escolas participantes da iniciativa do Educarede; essas escolas estão sendo orientadas e acompanhadas pela equipe de professores formadores do Núcleo de Tecnologia Educacional Profº. Washington Luis B. Lopes – NTE Belém. Alguns destes trabalhos já produzidos estão disponíveis no blog do NTE Belém http://ntebelempa.blogspot.com/2009/10/resultados-educarede.html
Outro exemplo é o Projeto Aluno Repórter (http://alunoreporter.com.br/) desenvolvido por professores e alunos de Bragança, coordenado pelo NTE Bragantino (http://ntebragantino.wordpress.com/). Com o projeto os alunos aprendem técnicas da radiodifusão e participam de programas ao vivo na rádio educadora de Bragança.
Ainda temos as oficinas de inclusão digital do Projeto Escola de Portas Abertas, o projeto Aluno Argonauta (http://alunosargonautas.jimdo.com/), Aluno Integrado e os cursos de Formação de Professores dos NTEs etc.
São exemplos de iniciativas com uso das tecnologias, embasadas em propostas pedagógicas sólidas, com objetivos claros a serem atingidos e que promovem o diálogo entre educadores e alunos, ação conjunta de ambas as partes envolvidas em projetos de construção de conhecimentos e experimentação de cidadania.
Entretanto, nenhuma das iniciativas, reveladas até aqui, ocupou o tempo dos grandes noticiários da imprensa local, ao contrário, o olhar da grande mídia prefere sempre expor as mazelas da escola pública. O último grande exemplo foi o episódio protagonizado por três jovens de uma escola pública de Belém. É preciso questionar, por que o uso inteligente e produtivo das tecnologias não é notícia e o uso inadequado ou ingênuo vira um espetáculo midiático?
É preciso que nós educadores, continuemos nos apropriando cada vez mais de conhecimentos para a ampla utilização das ferramentas tecnológicas disponíveis nos dias atuais, criando possibilidades de uso dessas tecnologias que aguce no aluno o interesse pela pesquisa dentro e fora da escola, desenvolvendo no educando, as capacidades de interpretação, síntese e criticidade, uma vez que, a escola é o espaço apropriado para ensinar como as pessoas devem se portar diante das tecnologias que fazem parte de seu cotidiano. Perguntamos: “será que esses estudantes envolvidos sabem, por exemplo, que a pessoa que tiver armazenado o vídeo em seu celular, pendrive ou computador poderá ser preso em flagrante acusado de pedofilia. Veja o que determina o ECA – Estatuto da Criança e Adolescente:
Segundo o ECA quem produz, dirige, fotografa, filma, contracena com crianças ou adolescentes – menores de 18 anos – em cena de nudez ou sexo explicito está sujeito às sanções referentes à pornografia infantil. E ainda, quem publica e armazena o conteúdo pornográfico também é enquadrado na Lei 11.829. A pessoa pode ser presa em flagrante delito se for pega com o celular ou qualquer meio eletrônico em que a imagem esteja armazenada. A pena varia de um a quatro anos de detenção e multa.
Sustentamos a seguinte opinião: não é por causa do recente episódio ocorrido em uma de nossas escolas que se deve proibir o uso do celular ou de qualquer outra tecnologia na escola. Concordamoos com Sérgio Amadeu, pesquisador brasileiro de comunicação mediada por computador e autor dos livros “Exclusão digital” e “A miséria na era da informação”, quando diz que não faz sentido proibir que estudantes tenham acesso a um meio de comunicação na escola que cada vez mais vai adquirir importância na sociedade. Ao contrário “se agente tem problemas do uso inadequado nas escolas, esse é um bom lugar para ensinar como as pessoas devem se portar com o celular”. Amadeu ressalta ainda que nenhuma tecnologia substitui a ética e nem a reflexão consciente do uso dessa tecnologia.
E assim, finalizamos com um apelo a todos os professores e escolas, que juntos pensemos em projetos de aplicação das TIC que apontem não só para encurtar espaços físicos, bem como integrar as pessoas em seu espaço urbano, e refletirmos no que diz Dr.Rogério da Costa em entrevista ao Educarede, realizada em março de 2009, que o importante não é apenas o tipo de projeto realizado, mas o esforço em estabelecer um novo paradigma para as tecnologias da comunicação: elas podem servir para que as pessoas façam um uso inteligente do espaço onde vivem que possam integrar seus hábitos e atitudes num coletivo inteligente, que pensa a favor do lugar em que vive. Quem sabe, um dia possamos ser alvo da mídia em um processo inverso ao que vemos hoje, em que muitas vezes, muitas de nossas escolas são alvos de uma mídia produzida de forma aligeirada, pouco convidativa à reflexão, que mais contribui para diminuir a auto-estima de alunos e professores e que decididamente não nos serve.
A imagem acima, produzida pelo jornal Diário do Pará, foi publicada na edição de hoje, com os nomes dos vereadores pró e contra a privatização dos serviços de água e esgoto de Belém.
A iniciativa mostra à população quem é quem na defesa dos direitos do povo e dos interesses escusos do falso médico, o prefeito Duciomar Costa.
Com apenas dois votos à favor da proposta nefasta de privatização, tendo a condução natural do presidente vereador Nadir Neves (PTB - o partido do prefeito) e Tereza Coimbra (PDT).
Justiça seja feita ao vereador Fernando Dourado (DEM) que teve seu nome (num lapso diplomado) vinculado à foto da vereadora, que de dourado só tem os cabelos.