quarta-feira, dezembro 09, 2009
sexta-feira, dezembro 04, 2009
O Dôtor precisa de médicos
O Instituto de Previdência e Assistência do Município de Belém (Ipamb) abriu contratação para dois ortopedistas, um oftalmologista e um médico do trabalho.
Interessados nas vagas devem ligar para o Departamento de Assistência à Saúde do Ipamb (3084-1311 e 3276-0463) e falar com o dr. Pedro Soares ou a dra. Marília Rodrigues.
O que você acaba de ler é o conteúdo de um banner eletrônico (clique para ampliar) que pula na tela do PC, assim que alguém acessa desde hoje, o site da prefeitura de Belém.
O blog especula a necessidade tamanha urgência na contratação dos profissionais descritos, em meio à bomba da notícia de cassação do mandato, que recaiu sobre a cabeça do prefeito, por volta do meio dia, desta memorável sexta-feira.
Sim, hoje (04.12.2009) foi o dia em que Dudu (vulgo do ex-prefeito de Belém, Duciomar Costa), junto com seu vice e toda a corja de assessores, deveríam sair do Palácio Antônio Lemos e serem escoltado por aqueles caminhões da Polícia Militar, direto para a penitenciária de Americano.
Mas não foi assim.
No entanto, a sociedade paraense, em especial, a de Belém espera que pelo menos de imediato, Dudu não tenha como manter-se no cargo de prefeito à espera do julgamento do mérito do recurso impetrado por seus advogados, no afã de continuar aprontando por mais tempo.
Agora, após muito pouco pensar, tendo como paramêtro especulativo a história do meliante, o blog explica para que servirão os profissionais que a prefeitura está buscando contratar:
02 médicos Ortopedistas: Cuidarão das mãos dos assessores que afetados pela notícia de que o chefe da quadrilha fora cassado, estão com L.E.R de tanto limpares as gavetas e deletarem documentos dos computadores nos orgãos da prefeitura, afim de ocultarem suas calhordices.
01 Oftamologista: Os olhos do prefeito Duciomar Costa e de todos os seus assessores e advogados ficaram estatelados e buscaram de forma frenética, dia e noite, as brechas na lei, que permitam-os salvá-los da cassação e de uma futura investigação, o que poderá levá-lo à condenação e por consequência, a devolução do dinheiro público, saqueados nesses 05 anos que estiveram à frente da prefeitura de Belém.
1 médico do Trabalho: Cuidará dos direitos que eles acham que possuem, e como terão que voltar à trabalhar, administrando as empresas que conseguiram "montar" com dinheiro desviado dos cofres públicos, é certo que precisem de um profissional capacitado para tal.
Por isso gente, quem conhece algum dos profissioanais procurados pela PMB, encaminhem seus currículos à sede do PTB-PA ou para a residência de Dudu, o ex-prefeito de Belém, que já foi dôtor e hoje, se Deus quiser, irá quem sabe (?) começar à sofrer uma parte do dano, a humilhação, a dor e os sofrimentos causados à população de Belém.
Duciomar está cassado. Mas Priante não deve assumir logo.
Com o mesmo título, no blog do Espaço Aberto.
O juiz Sérgio Lima, da 98ª Zona Eleitoral de Belém, proferiu sentença com data de hoje, cassando o registro da candidatura do prefeito de Belém, Duciomar Gomes da Costa (PTB) - na foto - e de seu vice, Anivaldo Vale (PR).
O gestor foi condenado pelo cometimento de várias infrações na campanha eleitoral do ano passado, entre elas afixar inúmeras placas com propaganda institucional em período vedado, além de fazer uso da máquina com o fim de promoção pessoal, em placas, banners, uniformes, ônibus, municipais; e implementar, em pleno ano eleitoral, programa assistência, o chamado "Passe Livre", para o transporte gratuito de pessoas em Belém.
quinta-feira, dezembro 03, 2009
O que ele Disse...
G1: Hoje, o sr. admite que errou no caso do painel do Senado, em 2001. Nesse intervalo de seis anos, depois de renunciar, o sr. voltou, em 2004, como o deputado federal proporcionalmente mais votado do país e em 2006 foi eleito no 1º turno para governar o Distrito Federal. Gostaria que o sr. rememorasse esse episódio do painel do Senado e falasse sobre a experiência de ter atingido o fundo do poço.
José Roberto Arruda – Em termos pessoais, é uma experiência muito dura. Em termos políticos, acaba sendo uma experiência rica. Porque político, no Brasil, nunca erra. Nunca vi um político dizer que errou. O caboclo sai da cadeia e diz que não tem nada com aquilo. Então, eu acho que... eu tenho vergonha na cara. Eu não deveria ter olhado a lista. Eu teria mil atenuantes: dizer que muito mais gente viu, dizer que era para um objetivo nobre de o painel não ser modificado, eu poderia falar coisas. Mas o que interessa é que eu errei, que eu não deveria ter olhado. Reconheci o erro e paguei um preço muito alto por isso. Vivi os dois lados: ao sair da glória para o fundo do poço, você reconhece quem são seus verdadeiros amigos, quais são os verdadeiros valores da vida. E quando você renasce, como foi o meu caso, você renasce refeito, uma outra pessoa, com outros valores, com outras idéias, com muito mais experiência, com muito mais humildade.
Arruda, em entrevista realizada em Junho de 2007 pelo portal G1.
A origem do Mal - Parte III
Breve história
O ano de 2001 era um dos piores da economia e da política brasileira. FHC era então, o presidente do Brasil que junto com seu ministro da economia, Pedro Malan, eram hóspedes freqüentes dos hotéis próximos ao FMI nos EUA.
O PMDB (pra variar) contemplado com cargos em ministérios e outros pararicos, protegia e apoiava FHC com seus deputados e senadores no parlamento e suas relações com a alta cúpula do judiciário tupiniquim, contando por exemplo com fidelidade ao projeto que levou FHC à reeleição e na privatização da Companhia Vale do Rio Doce, vendida por 3,3 bilhões de dólares e hoje avaliada em mais de 196 bilhões de dólares, tornando-a a maior privatização já feita na América Latina.
Voltando à cena brasiliense, o nada ingênuo e ex-tucano José Arruda já aprontava as suas pelo congresso nacional, onde era senador pelo PSDB, quando envolveu-se em uma maracutaia dentro da própria ratoeira. Lá, pressionado pelas evidências, o então líder do governo FHC, admitiu ter tido acesso ao resultado de uma votação secreta, onde a ex-Senadora do PT, Heloísa Helena ficou em destaque por ter "supostamente" votatado pela absorvição de um outro congressista, este envolvido em mais um dos milhares de escândalos de nossa jovem democracia.
O caso ficou conhecido nacionalmente como a fraude do placar eletrônico e os PIG (Partido da Imprensa Golpista) o afã de proteger Fernando Henrique Cardoso e os demais cardeiais do PSDB e PFL, limitou-se à especular sobre um suposto caso amoroso entre a radical petista, Heloísa Helena - hoje PSOL - e o senador Luiz Estevão (PMDB), que até hoje está livre da cadeia, mesmo que mantida a condenação a 8 anos de reclusão pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), por evasão de divisas e manutenção de conta bancária no exterior.
A história consta nos anais do congresso, assim:
Usando da palavra para uma comunicação inadiável, a Senadora Heloísa Helena repudia comentário feito pelo Senador Antonio Carlos Magalhães, em encontro com Procuradores da República em Brasília, a respeito do voto da Senadora na votação secreta da cassação do Senador Luiz Estevão, em 28.6.2000, noticiado em matéria intitulada “A Metralhadora de Antonio Carlos”, publicada na revista “IstoÉ”, edição antecipada para esse dia.
O Presidente do Senado, Senador Jader Barbalho, tendo em vista a notícia veiculada na imprensa sobre possível violação do Painel Eletrônico de Votação do Plenário da Casa na sessão de 28.6.2000, determina à Secretaria-Geral da Mesa que mande lacrar a porta que dá acesso à Sala de Controle do Painel Eletrônico de Votação do Plenário da Casa.
Jader como vimos, fora o presidente do Congresso naquela época e depois de uma queda de braço com o coronel baiano Antônio Carlos Magalhães (ex-PFL) – principal aliado do governo FHC (falecido e que Deus não o tenha!) - sai da presidência do Senado sob forte bombardeio. Ambos rasgam o verbo e deixam à mostra às todos as entranhas da mais profunda corrupção tanto de um quanto do outro através de seus veículos de comunicação. Ao cair, Jáder é preso pela PF e até hoje não pensa em abrir mão de sua imuidade parlamentar, mesmo que no Pará seja apontado como um dos preferidos ao cargo de governador, pois sabe do sangue no dente que acumula-se de uma fila homérica de adversários que coleciona tanto no plano político quanto empresarial, sem falar é claro do judiciário que ainda preça por alguma memória e compromisso ético.
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