segunda-feira, janeiro 28, 2013

Viva Aaron Swartz




Na Época.

– Eu sinto fortemente que não é suficiente simplesmente viver no mundo como ele é e fazer o que os adultos disseram que você deve fazer, ou o que a sociedade diz que você deve fazer. Eu acredito que você deve sempre estar se questionando. Eu levo muito a sério essa atitude científica de que tudo o que você aprende é provisório, tudo é aberto ao questionamento e à refutação. O mesmo se aplica à sociedade. Eu cresci e através de um lento processo percebi que o discurso de que nada pode ser mudado e que as coisas são naturalmente como são é falso. Elas não são naturais. As coisas podem ser mudadas. E mais importante: há coisas que são erradas e devem ser mudadas. Depois que percebi isso, não havia como voltar atrás. Eu não poderia me enganar e dizer: “Ok, agora vou trabalhar para uma empresa”. Depois que percebi que havia problemas fundamentais que eu poderia enfrentar, eu não podia mais esquecer disso.

Aaron Swartz tinha 22 anos quando explicou por que fazia o que fazia, era quem era. Aos 26, ele está morto. Foi encontrado enforcado em seu apartamento de Nova York na sexta-feira, 11 de janeiro. Provável suicídio. Talvez a maioria não o conheça, mas Aaron está presente na nossa vida cotidiana há bastante tempo. Desde os 14anos, ele trabalha criando ferramentas, programas e organizações na internet. E, de algum modo, em algum momento, quem usa a rede foi beneficiado por algo que ele fez. Isso significa que, aos 26 anos, Aaron já tinha trabalhado praticamente metade da sua vida. E, nesta metade ele participou da criação do RSS (que nos permite receber atualizações do conteúdo de sites e blogs de que gostamos), do Reddit (plataforma aberta em que se pode votar em histórias e discussões importantes), e do Creative Commons (licença que libera conteúdos sem a cobrança de alguns direitos por parte dos autores). Mas não só. A grande luta de Aaron, como fica explícito no depoimento que abre esta coluna, era uma luta política: ele queria mudar o mundo e acreditava que era possível.

sábado, janeiro 26, 2013

PSDB estuda recorrer à Justiça contra discurso de Dilma


Me segurando pra não rir depois dessa!

No A Tarde.
 
O PSDB mudou o discurso nesta sexta-feira e agora estuda recorrer à Justiça contra o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, na última quarta (23), em cadeia nacional de rádio e TV em que anunciou a redução da conta de energia. No pronunciamento, a líder da nação também atacou quem fez previsões de que não seria possível garantir o corte para consumidores residenciais e industriais, setor agricultura e de serviços.
 
Em nota divulgada esta tarde, a assessoria do partido disse ter comprovado "a presença de elementos publicitários no pronunciamento feito, nesta quarta-feira, pela presidente da República e a forte identidade com os filmes exibidos na campanha eleitoral e nos horários reservados à propaganda eleitoral".
 
O partido apresentou quatro comparações para mostrar que Dilma usou irregularmente a cadeia nacional. O primeiro é a semelhança da grafia do nome da presidente durante o programa e os programas realizados na campanha de 2010. Em segundo lugar, a logomarca do governo utilizada no lugar do brasão da República. Em terceiro, o uso no pronunciamento de recursos gráficos semelhantes aos usados na campanha eleitoral. Por último, o uso de roupas vermelhas fazendo alusão à cor do PT.
 

Na quinta-feira o partido, por meio da assessoria de imprensa, disse que não iria questionar judicialmente o pronunciamento. O entendimento inicial era que uma ação teria poucas chances de prosperar diante das remotas chances de sucesso. O presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), havia divulgado uma nota em que acusava Dilma de usar a cadeia nacional para fazer um "lançamento prematuro" de sua candidatura à reeleição em 2014.

sexta-feira, janeiro 25, 2013

Depois de Dilma, PSOL faz homenagem a FHC



Por Guilherme Barros no IG
 
Depois da presidente Dilma Rousseff, agora é a vez do PSOL prestar homenagem a Fernando Henrique Cardoso, pela comemoração de seus 80 anos. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) mandou, ontem, uma carta extremamente carinhosa e afetuosa ao ex-presidente.
 
Nela, o deputado diz que não conseguiu dar um abraço pessoalmente em FHC porque se atrapalhou com local e horário onde o encontraria. Ainda assim, faria questão de mandar uma mensagem pelo aniversário “do sociólogo que li e ouvi tanto na minha juventude universitária, do senador que, através de meus familiares paulistas, ‘ajudei’ a eleger, do presidente cuja gestão tanto, com outros, tanto critiquei”. Veja a íntegra a seguir:
 
“Caro Presidente: alguém já disse – Tancredo? – que ‘as ideias brigam, as pessoas não’. Daí a vontade de lhe abraçar pessoalmente, nesta celebração brasiliense dos seus 80. Só que briguei com o tempo e com o corpo, já que se exige aqui na Câmara, para quem é de partido pequeno como o PSOL, o ‘dom da ubiquidade’. Na correria entre audiência pública na Comissão de Direitos Humanos, que acolhia, entre outros, o querido Fábio Konder Comparato, e a CCJ, que votava a anistia aos bombeiros do RJ, por volta das 13hs fui ao seu encontro, para um abraço… no plenário do Senado. Atrapalhei-me também com o local! E já me chamavam de retorno para o trabalho da CDH. Mas faço questão de deixar esta mensagem pelo aniversário do sociólogo que li e ouvi tanto na minha juventude universitária, do senador que, através de meus familiares paulistas, ‘ajudei’ a eleger, do presidente cuja gestão tanto, com outros, tanto critiquei, do ser humano que consegue não se ‘aposentar’ da tarefa de pensar o Brasil, com muito brilho, e de ousar abrir o debate sobre questões que a sociedade, por vezes, demoniza. Como dizia Picasso, ‘é preciso viver muito para se ser jovem’. Assim seja. Curta a nova idade na serenidade que a longa estrada possibilita, ainda que marcada também pela saudade dos que se foram (a propósito, senti muito a perda do Paulo Renato, com quem convivi em alto nível aqui na Câmara dos Deputados).
Chico Alencar (PSOL/RJ)"

Aposentados querem aumento real e fim do fator previdenciário



No Dia do Aposentado, aposentados e pensionistas do INSS protestaram por aumento real e fim do fator previdenciário no cálculo do benefício.

domingo, janeiro 20, 2013

Hoje tem carnaval na Orla de Belém!

Um novo partido é possível? Não sei, mas tá vindo outro aí!

 
 “Os homens fazem sua própria história, mas não a fazem como querem; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado” 
                                                                           Karl Marx.

Sem TV à cabo e com nada de novo na TV e nem nos jornais, muito menos nas revistas tupiniquins - além da velha tentativa midiática de enfraquecer os governos populares da América Latina, reproduzir as falas do império e vender carros, cervejas e Brother´s - vim vasculhar a blogosfera na madrugada deste domingo e pra minha sorte me deparei com um artigo do ex-petista e chefe da casa civil do governo Ana Júlia, hoje presidente do SINDFISCO-PA, Charles Alcântara.

Através de uma reflexão madura e interessante, o camarada indaga através do título de um artigo em seu  novo blog, uma dúvida que há algum tempo eu também me coloco à pensar: Uma Nova Política, um Novo Partido: eis a questão?

Mr. Johnson - apelido gentilmente cedido à Charles Alcântara pelo saudoso Juca em seu famoso 5ª Emenda, retomou a blogosfera no dia 17 de Outubro do ano passo, ou seja, duas semanas antes do 1º de Outubro, momento que a militância do PSOL dizia que Edmilson Rodrigues seria eleito prefeito de Belém logo alí, no 1º turno e sua primeira postagem teve um título sugestivo: Blog de volta. Boas brigas, grandes causas.

Pois bem, o Blog do Charles voltou e voltou depois de ter sido criado (e logo em seguida, abandonado) pela 1ª vez, em meados de julho de 2008, depois de (como dizem as más-línguas) ser defenestrado - termo amplamente utilizado para aqueles membros do 1º escalão do governo de Ana Júlia que deixavam o staff - e após três semanas, isso mesmo, três longas e produtivas semanas, que posicionaram o mesmo como um dos blogueiros mas lidos no Pará, Mr. Johnson deixou de blogar, alegando que teria tomado a difícil decisão após conversa com um amigo que respeita muito - quem eu suspeito que seja o presidente do PT-PA, o companheiro João Batista.

Hoje, fico feliz em saber de seu retorno à blogosfera e ainda mais da forma com que o reencontrei por aqui: numa postagem cheia de pistas e sinais de que deverá ser mentor de algo novo, quem sabe após ter tido um convite irresistível ao diálogo para aderir à fundação de um novo partido, previsto para ser lançado na próxima terça-feira (22) pela ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva,  que mesmo ainda em busca de um nome que lhe dê significado ou o diferencie dos demais, já conta com o apoio da mais famosa dissidente do PSOL, a ex-senadora e hoje vereadora de Maceió, Heloísa Helena (sem partido), que deixou o Partido do Socialismo e Liberdade alegando que a obrigaram a defender o aborto e então disparou: "todo partido tem malandros". Quem diria!?

Sabendo que Charles foi um dos coordenadores da campanha do Dep. Edmilson Rodrigues (PSOL) para a prefeitura de Belém, nas eleições do ano passado, juro que não ficarei surpreso se este e seu amigo Ed, junto com seu grupelho, ajudarem Heloísa Helena na coleta das 500 mil assinaturas de eleitores de nove Estados necessárias para a fundação do novo partido.

Juro que também não ficarei surpreso se vê-los pulando do barco hostil que se tornou o PSOL para alguns de seus fundadores, entre eles Edmilson Rodrigues, Marinor Brito e o prefeito eleito de Amapá, Clécio Luiz, criticados por seus companheiros de partido pelo pragmatismo eleitoral durante as últimas eleições que participaram, as quais contaram com forte ajuda de empresários graúdos e até de partidos historicamente antagônicos ao ideais dos mesmos, como o DEM e o PSDB.

Ao nobre amigo Charles e demais companheiros da esquerda local e internacional, deixo aqui minha declaração de que sou um "sonhático" e "esperançativo" em busca de ajudar a florescer essa tão propagada "moral pública", mas penso que esta independente de preceder ou não da criação de um novo partido ou de um novo fazer político, deveria nortear, ainda em sua gênese e guiar - permanentemente - toda e qualquer organização política e não servi apenas de retórica para o surgimento de novos messias e clãs revolucionários, como foi na fundação do PSOL, fazendo assim que eu me relembre da frase cunhada por Marx que dizia: "A história acontece como tragédia e se repete como farsa."

PT descarta DEM e segue com o PMDB, apesar do fogo amigo



Alguns militantes chegaram a comentar que o templo petista havia sido profanado com a polêmica presença do DEM na sede do PT-PA, mas tão logo, o presidente estadual do partido reafirmou que o acordo com o PMDB está mantido e o Deputado Martinho Carmona (PMDB) será o candidato da bacanda petista nas eleições para presidência da ALEPA, no dia 1º de Fevereiro.

Na opinião do Blog, derrotar o candidato governista é apenas um passo, porém fundamental para resolver a difícil equação eleitoral para o PT em 2014.

Quanto ao tal "fogo amigo", ele não é inteligente e também não contribui em nada. Nada mesmo!

Por isso, sem querer ser juíz de boxe, muito menos fazer o papel de apaziguardor voluntário, deixo tão somente um trecho biblíco para reflexão das partes citadas na notinha do Repórter Diário, do jornal do patriarca do PMDB que adorar apagar esse "fogo amigo" entre petistas, usando líquidos e textos inflamáveis:

“Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano.” 

Mateus 18:15-17

sexta-feira, janeiro 18, 2013

A agenda que falta no sindicalismo

 
Por Marcos Verlaine*, no Vermelho

O ano mal começou e algumas notícias não soam bem aos ouvidos dos trabalhadores e do movimento sindical, como por exemplo, a de que o governo não deverá priorizar a flexibilização do fator previdenciário, nos termos da fórmula 85/95. Este tema foi objeto de amplo debate em 2012, mas o Congresso não deliberou. O fator previdenciário é uma lástima, pois suprime do trabalhador ao se aposentar até 40% do valor do benefício.

As centrais sindicais já decidiram que pretendem promover manifestações neste ano, nos moldes das marchas realizadas em anos anteriores. Naquelas ações articuladas em Brasília, o movimento sindical se apresentava com uma agenda ampla em defesa e ampliação de diretos dos trabalhadores.

A última marcha à Brasília promovida pelas centrais foi em 2009. De lá para cá houve eventos importantes como o encontro do movimento sindical no Estádio do Pacaembu, em 2010. Mas o fato é que o movimento sindical arrefeceu os ânimos nos últimos três anos.

Moral da história: não está conseguindo impulsionar sua agenda macro (redução da jornada, Convenção 158, da OIT, e fim do fator previdenciário). Está travada. Assim, é preciso manter os grandes eventos, sobretudo aqueles realizados em Brasília, pois repercutem no governo e no Congresso.

O movimento sindical não pode parar, dar trégua, pois do contrário a agenda propositiva perde força e em seu lugar entra a agenda de contenção. Aquela cujo movimento não é de ataque, mas tão somente de defesa.

Exemplo disto é que o superávit da Seguridade Social, da ordem de R$ 50 bilhões, que poderiam ser utilizados para acabar com o fator e garantir aumento real para as aposentadorias acima de um mínimo, foram utilizados para desonerar a folha em favor do setor patronal.

A propósito dessa agenda de contenção, neste ano, o movimento sindical terá de mobilizar-se para se defender no Congresso, pois há fortes indícios que os direitos trabalhistas sofrerão ataques contundentes, como lembram André Luís e Neuriberg Dias, assessores do Diap, no artigo 2013: ano com forte risco de flexibilização de direitos.

A agenda macro não conflita com aquela mais específica, em que mesmo atendendo uma agenda geral, a demanda é limitada e pontual, como é o caso da isenção de incidência de imposto de renda sobre a participação nos lucros e resultados das empresas.

Assim, é preciso urgentemente colocar as engrenagens para funcionar, a fim de resgatar a agenda que tem faltado nestes últimos dois anos.

Como este não será um ano eleitoral urge resgatar o ímpeto que permitiu construir e aprovar a atual política de salário mínimo, a tabela progressiva do imposto de renda, a redução dos juros e a aprovação em segundo turno da PEC do trabalho escravo, entre outros.

O resgate dessa agenda terá desdobramentos positivos. O primeiro deles será a unidade política e de ação. O segundo será uma demonstração de força e capacidade de mobilização diante dos desafios a serem enfrentados pelo movimento sindical.

* Marcos Verlaine é jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap.

Criador e a criatura: a volta de Lei da Mordaça, agora em Ananindeua

Daniel Santos (PODE) seria o criador da ideia de emplacar a "Lei da Mordaça" na Câmara Municipal de Ananindeua, resgatando os mol...