sábado, setembro 12, 2009

A Influenza e a Censura da Globo

A Globo só defende a liberdade de expressão se for a dela. O portal Comunique-se revela que a TV Globo divulgou um comunicado interno na noite desta quinta-feira (10/09), em que restringe o uso de blogs e redes sociais pelos seus contratados. A medida atinge tanto artistas, como jornalistas e outros profissionais da emissora. “A divulgação e ou comentários sobre temas/informações direta ou indiretamente relacionados às atividades ligadas à Rede Globo; ao mercado de mídia e ao nosso ambiente regulatório, ou qualquer outra informação/conteúdo obtidos em razão do relacionamento com a Rede Globo são vedados, independentemente da plataforma adotada, salvo expressamente autorizada pela empresa”, informa o comunicado. A Globo também exige autorização prévia para que os contratados possam ter blogs, Twitter e outras redes sociais vinculados a outros veículos de comunicação. “A hospedagem em Portais ou outros sites, bem como a associação do nome, imagem ou voz dos contratados da Rede Globo a quaisquer veículos de comunicação que explorem as mídias sociais, ainda que o conteúdo disponibilizado seja pessoal, só poderá acontecer com prévia autorização formal da empresa”. A decisão gerou repercussão, mas até o momento somente artistas da emissora se manifestaram. A atriz Fernanda Paes Leme reclamou. “Não existe Arte sem liberdade de expressão!!”. “Blog, twitter ajudam o público a conhecer o artista por trás do personagem… eu vou continuar por AQUI!”. E aqui o PHA, que criou o Clichê de PIG - Partido da Imprensa Golpista, revela como outros países reagiram à tentativa de controle político e ideológico imposto pelas empresas de comunicação. E se quiser entender como a Rede Porco e sua "influenza" no Brasil, o PHA revela aqui.

Traira ou Hipócrita?

O blog do Paulo Henrique Amorim, um dos jornalistas mais corajosos deste país, acaba de lançar mais um clichê. O alvo agora é a ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula, a "companheira" Marina Silva, à quem o PHC dispara: "Ora ela se gaba de ter saído do governo Lula, ora se gaba do que fez no governo Lula.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Croa Nova - Salgado Paraense


Um guará não, cerca de 7 mil! Uma casa não, um artesanato! Um não, dois botos!

Um pôr-do-sol não, Uma maravilha!
 
Tudo isso parece um, mas são vários lugares. Vários lugares em um. E isso tudo encontramos em Croa Nova. Recanto de várias espécies como Guarás, Garças, botos, frutos do mar, etc. Um lugar aconhegante, deslumbrante e inesquecível! Prá quem gosta de tranquilidade e contato com a natureza em sua mais explendida forma, não tem igual! E o melhor, bem alí. Onde é? Ilha localizada em frente do município de São João de Pirabas (região do Salgado/Nordeste Paraense), no caminho e bem pertinho de Salinópolis. Veja aqui o mapa!  

Passagem: R$17,00 de busão, Van p/ Salinas (20,00) + R$5,00 da travessia. 

Cabana c/ capacidade de até 4 pessoas: R$20,00. 

 PF: 6,00. Porção de Camarão ao alho e óleo: R$4,00. Carangueijo: 3 unid por R$4,00.  

Hospedagem: Pousada Lu.

quarta-feira, setembro 09, 2009

A Democracia Interna no PT

Do site do PT-PA
Encerrou nesta segunda-feira, 24, a inscrição de chapas para Processo de Eleição Direta (PED), para o Diretório Regional (DR) do Partido dos Trabalhadores, no Pará. Quatro candidatos vão concorrer à presidência do Diretório Regional. João Batista, candidato a reeleição, Fábio Tadeu de Melo Pessoa, Ubiracy de Rodrigues Soares e Sebastião Conceição Martins estão inscritos para concorrer à presidência. Também foram registradas três chapas. Mensagem ao Partido e O Partido que Muda o Brasil, que apóiam a reeleição do atual presidente João Batista. A terceira chapa, Esquerda Democrática e Socialista, apóia os candidatos Fábio Tadeu de Melo Pessoa, Ubiracy de Rodrigues Soares e Sebastião Conceição Martins, para a presidência. A próxima etapa do PED é a inscrição de chapas e candidaturas para a eleição do Diretório Municipal e Zonal. O prazo para o registro termina no dia 23 de setembro.
Dos momes apresentados em disputa nada à declarar, a não ser a incontestável e necessária disposição ao debate que a chapa Esquerda Democrática ao certo tem. Traduzindo, a chapa de oposição ao atual presidente João Bastista, pretende pelo menos manter a composição da executiva, hoje composta por nove lideranças, representantes das tendências internas que assim está: João Batista (Presidente) Carlos Bordalo: (Vice-presidente) Unidade na Luta: 02 Democracia Socialista: 02 PT Prá Valer: 02 Articulação Socialista: 01 Articulação de Esquerda: 01 Movimento PT: 01 Mantida a composição, quem de fato apitará alguma coisa dentro do PT serão as quatro primeiras, as quais apóiam a reeleição do atual presidente do partido no Estado, mas sabendo que a chapa "Mensagem ao Partido" manterá oposição, tanto no cenário nacional, quanto municipal, com cabeça de chapa nas duas. A "Mensagem ao Partido", como sabemos é liderada pela "Democracia Socialista", que dispensa apresentações, seja pela pose da caneta no governo estadual ou pela forma com que tem "inchado", em busca (?) de hegemonizar o partido. A chapa de oposição estadual é composta pela "Articulação de Esquerda", "Movimento PT" e "PT de Luta e de Massas". A perpectiva é bater chapa para não ir à reboque das outras maiores e mostrar afinco no debate, o que hoje o PT como um todo, ainda não fará. Reeleição de Ana Júlia, política de alianças e os rumos programáticos do PT, estarão ao certo, no centro deste tabuleiro. Resta saber, quem terá a coragem de avançar primeiro com o rei pra cima da rainha. Depois abordo sobre a composição Municipal que provavelmente retomará um debate acalorado pelo comando do PT Belém.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Terra arrasada

O que distingue a regularização fundiária dos militares da que o governo Lula começou a realizar agora na Amazônia? Talvez as diferenças sejam apenas superficiais. Na essência, o objetivo é o mesmo: continuar a submeter a Amazônia à ação do colonizador. E do predador.

O governo federal decidiu regularizar as situações fundiárias na Amazônia que, embora “gestadas na tortuosidade das atitudes reprováveis”, precisavam ser redimidas, “na medida em que promovem o desenvolvimento da região”. Não havia como “fugir à consolidação daquelas situações que favorecem ou poderão favorecer a política econômica e social”.

Assim, pessoas físicas ou jurídicas que se tornaram donas de terras com base em títulos irregulares ou mesmo falsos de propriedade poderiam legalizar suas áreas, até o limite de 60 mil hectares. Bastaria provarem que adquiriram seu imóvel de boa fé e estarem desenvolvendo um projeto econômico no local. Para ser iniciada a regularização fundiária, o suposto proprietário precisaria transferir o registro em cartório da área para o nome da União e aceitar as definições dos limites do imóvel após a regularização dos seus ocupantes.

Já os ocupantes de glebas com até dois mil e três mil hectares podiam se habilitar a regularizá-las, sem a necessidade de licitação pública, desde que tivessem morada habitual no imóvel, com sua família, cultura efetiva e permanência no local por no mínimo 10 anos.

As duas iniciativas foram sugeridas ao governo através de duas exposições de motivos (conhecidas como 005 e 006), assinadas pelo ministro da agricultura e o ministro-chefe do todo poderoso Conselho de Segurança Nacional. Passaram a ter força de lei quando o presidente da república as aprovou, desencadeando processos que acabaram por consolidar grilagens e ocupações irregulares de terras na Amazônia.

As duas medidas foram criadas em junho de 1976, quando a presidência era ocupada pelo general Ernesto Geisel, no auge do regime militar estabelecido em 1964, com base em um golpe de Estado. Mas é tentador pensar nelas ao ler a Medida Provisória 458, que o governo federal encaminhou ao Congresso Nacional e, ao ser aprovada, se transformou na lei 11.952. Mais de três décadas depois, as causas para a iniciativa oficial permanecem as mesmas: de uma forma ou de outra, pioneiros se estabeleceram em terras públicas sem serem titulados, derrubaram floresta, fizeram plantações e continuam a avançar sobre novas terras de forma ilegal. O que fazer diante dessa agressão? Legalizá-la, é o que propôs de novo o governo.

A tarefa é hercúlea e perigosa. O governo pretende legitimar 300 mil ocupantes ilegais numa área de 67 milhões de hectares, equivalente a metade do território do Pará, o segundo Estado em extensão do Brasil e o segundo que mais desmatamento sofreu na Amazônia. É o equivalente a 13% de toda Amazônia, que já perdeu quase 20% da sua mata original. Essa enorme regularização pode ter o efeito de mais gasolina num terreno de alta combustão. Pode incentivar mais desmatamento e mais grilagem, até a escala do irremediável, descontrolado, definitivo.

Como o governo do general Geisel em 1976, o governo do metalúrgico Lula diz em 2009 que dispõe de antídotos para os efeitos colaterais de um medicamento necessário para combater as doenças na estrutura fundiária da Amazônia. A primeira cautela foi não englobar na providência as ocupações anteriores a 2004. Com isso, a regularização não fomentará novos desmatamentos. Quem utilizar esse recurso para poder se cadastrar e receber seu título, será desmascarado e excluído da fila dos beneficiários.

Outras cautelas foram reforçadas quando o governo vetou duas intrusões no texto original, patrocinadas pelo relator da MP na Câmara, o deputado federal paraense Asdrúbal Bentes. A regularização de terras de pessoas jurídicas e a figura do intermediário, o “laranja”, foram suprimidas. Certamente essas duas possibilidades convalidariam ou induziriam as fraudes cartoriais ou possessórias, em ampla escala.

Ademais, dizem os defensores do projeto, todos os lotes com mais de 400 hectares apresentados ao programa “Terra Legal” serão vistoriados para impedir o favorecimento a especuladores com a dispensa de licitação pública para a venda de lote com até 1.500 hectares. A verificação direta da situação do imóvel será reforçada por todas as formas de informações indiretas, obtidas através de imagens de satélite e dados cadastrais já existentes. O pente fino teria eficácia suficiente para expurgar os grileiros e os invasores de terras.

As exposições de motivos dos militares também estavam cheias de salvaguardas, a começar por separarem a regularização das grilagens da legitimação das ocupações (por isso foram elaboradas duas exposições de motivos distintas). Contra o justo receio de que as iniciativas amparavam grandes grileiros, havia o dispositivo fatal da renúncia prévia ao registro cartorial por parte do pretendente à regularização. Só mesmo alguém de boa-fé cancelaria esse documento antes de ter certeza de poder substituir o título irregular ou nulo por um documento hábil. A matrícula do imóvel podia ser ilegal, mas era uma pretensão de direito ou, pelo menos, um instrumento de barganha e pressão.

A condicionante era tão forte que foi ignorada. Na prática, os processos realizados sob o vasto e espesso manto da EM 005 adotaram uma mecânica nova: só ao final da regularização o detentor do papel imprestável renunciava a ele, em troca do registro quente. A inovação desnaturava a ação e mostrava que só quem já perdera tudo é que iria se dispor a se submeter ao arbítrio do governo, que, certamente, sabia quem podia se valer da sua iniciativa. Talvez a tenha adotado de caso pensado, com efeito muito bem dirigido. Foi no Maranhão que a regularização começou e se tornou maior.

A MP 458 não fez distinção, limitando-se a estabelecer gradações a partir de limites de módulos fiscais, de 400 a 1,5 mil hectares. São dimensões bem menores do que as de 1976, o que poderia sugerir que o alvo agora são apenas os posseiros ou colonos e não empresas ou grileiros. Mas é preciso considerar que 30 anos atrás a ocupação da Amazônia estava abaixo de 1% da sua superfície e agora essa amplitude é de 20%.

Depois de promover ocupações desordenadas e irracionais, depois de alienar milhões de hectares de terras públicas sem vincular essas operações a um plano de uso minimamente confiável, o governo ainda tem gás (e intestinos) para comandar o que deverá ser a maior regularização fundiária de todos os tempos. Talvez não só no Brasil, mas no continente e, quem sabe, no mundo, considerando-se que o cronograma é de cinco anos, mas a ação efetiva se esgotará em três anos, abrangendo 67 milhões de hectares (ou 200 vezes a área do reservatório da hidrelétrica de Tucuruí, que formou o segundo maior lago artificial do país).

A causa até pode ser nobre: tirar da ilegalidade 300 mil chefes de família que já se estabeleceram em algum ponto da Amazônia sem o amparo da legalidade. O fato de que, passadas três décadas, essa causa ainda existe e tem uma larga expressão, é um atestado da incompetência do próprio governo federal. Sendo o principal agente da intensa migração para a Amazônia, ele não é capaz de ordená-la, dar-lhe um sentido e controlá-la.

Sem falar na tarefa mais importante: impedir que a Amazônia continue a ser o depósito da insolvência nacional. Quem não consegue se estabelecer ou se realizar na terra de origem, se transfere para a fronteira amazônica com a expectativa de nela realizar seus objetivos, que são trazidos prontos, definidos. O local de destino que se acomode a essa cultura de fora, para isso se desnaturando, ou sendo por ela modificado, submetido e destruído.

A MP 458 integra essa lógica e atende a tal objetivo. Ainda que o governo dispusesse de gente bastante e competente para lidar com essa nova colonização, feita a partir de dentro, e a execução dos propósitos fosse límpido e honesto, a realização da empreitada se amolda ao que sugere aquele ditado americano cunhado para situações semelhantes: se o estupro é inevitável, relaxe e aproveite.

Novamente por um ato de império, agindo de cima para baixo e de fora para dentro, presumindo-se iluminado pelo saber e a boa intenção, o governo federal se move como há 30 anos. Se à frente dessa investida está o general Geisel ou o metalúrgico Lula, pouco importa. Mesmo porque eles se parecem mais do que diferenciem, ou do que pensam. À Amazônia está destinado um destino semelhante, na essência, mesmo que as aparências se distingam, ao de Cartago. Só que, neste caso, os romanos estão em casa e falam a mesma língua.

Criador e a criatura: a volta de Lei da Mordaça, agora em Ananindeua

Daniel Santos (PODE) seria o criador da ideia de emplacar a "Lei da Mordaça" na Câmara Municipal de Ananindeua, resgatando os mol...