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terça-feira, janeiro 23, 2018

Lula errou e deve ser condenado a pagar o que deve ao povo brasileiro



Por Diógenes Brandão*

Passam os anos e a história se repete: Nesse país os poderosos nunca pagam pelos seus crimes.

Afinal de contas, Fernando Henrique Cardoso que aprovou a lei da reeleição e por isso foi presidente por oito (08), privatizou o que bem entendeu e impediu a abertura de dezenas de CPIs que  poderia ter investigado o seu governo, que deixou o país de joelhos ao FMI e ao Banco Mundial, com desemprego e juros de 45%, mesmo assim quando deixou a presidência pôde comprar um apartamento de luxo em Paris. Da mesma forma que Joaquim Barbosa depois de julgar e condenar diversos políticos no "Mensalão", abriu empresas offshore em paraíso fiscal, para comprar um apartamento em Miami, livrando-se assim de pagar os impostos que qualquer cidadão comum pagaria ao realizar tal compra.

Mas isso jamais os fez serem investigados e nem há algum brasileiro sóbrio que imagine que isso seja possível acontecer. Por que? São deuses? Ou gozam de imunidade por não serem petistas ou aliados de Lula?  

E a riqueza e impunidade dos juízes? E as outras lideranças políticas, como José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin, o que os torna acima da lei e nenhuma investigação de diversas denúncias vai em frente? Isso só para citar aqueles com quem Lula disputou as eleições presidenciais. Até Fernando Collor, que após o impeachment que sofreu - hoje ostenta mansões e carros de luxo - jamais foi condenado por seu vasto patrimônio e pela riqueza que acumulou e tem dito que será candidato novamente

Mas ele, o nordestino que chegou a São Paulo em um pau de arara e tornou-se operário e lá perdeu um dedo de uma mão - em uma fábrica de automóveis onde trabalhava no ABC paulista - não gostava de política, mas logo tornou-se líder sindical, não pode. 


Depois de disputar e perder 03 eleições, tornou-se presidente do Brasil em 2002 e foi reeleito em 2006, batendo recorde histórico de popularidade durante seu mandato. Mesmo com sua vida revirada de cabeça pra baixo, a verdade é que nunca encontraram provas materiais de que seja dele qualquer propriedade ou recurso adquirido de forma ilegal.   

Mas Lula errou. E pelos erros de Lula, eu também o condeno. 

Condeno-o principalmente por não ter feito o que deveria enquanto pode e agora promete fazer caso seja reeleito pela 3º vez: Regular a mídia brasileira.


José Sarney, Jader Barbalho, ACM e tantos outros políticos se tornaram poderosos ao se apropriarem de concessões de rádios e TVs e desde então, nunca mais suas famílias deixaram o poder. Com isso, políticos se tornaram empresários e empresários se tornaram políticos, num ciclo que nos escraviza e mantém a corrupção viva, ascendente e no controle inclusive do poder legislativo, executivo e judiciário.    

Por nunca ter feito questão de enfrentar essa chaga, em seus 08 anos enquanto presidente do Brasil, Lula errou e precisa pagar pelo seu erro! Para tal, se disputar as próximas eleições e for eleito, precisa pagar sua dívida para com o povo brasileiro.  

E antes que algum acéfalo venha dizer que a regulação da mídia é para cercear a liberdade de imprensa, ou implantar uma ditadura socialista, saibam que países capitalistas como os EUA, França e Inglaterra regulamentaram os seus meios de comunicação e colocaram ordem na casa, onde alguns empresários fazia o que bem entendiam, em nome da tal liberdade de empresas e não de imprensa. 

O link acima leva ao site da BBC Brasil, filiada à BBC de Londres, TV estatal Inglesa, berço do capitalismo mundial.

*Diógenes Brandão é redator publicitário e membro da Comissão Organizadora do Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais.

segunda-feira, janeiro 08, 2018

MDB: Sem o P, mas nas entranhas do poder

Para o cientista político da DOXA, a dúvida é se o MDB manterá a estratégia de priorizar o reforço da bancada parlamentar ou se arriscará disputar o governo do Pará.

Por Dornélio Silva*

O PMDB, hoje MDB, sem ter nenhum nome competitivo para disputar a presidência da República, volta à sua antiga estratégia de não ser o protagonista, mas sim estar no plano de fundo decisório da política brasileira, isto é, continuar ditando ordens nas entranhas do poder. Tal condição lhe garante a ocupação de espaços estratégicos no Estado brasileiro, para assim se beneficiar ao máximo do presidencialismo de coalização implantado no país.

Revisando a história, verificamos que o partido sempre chegou ao poder, não por ter seus candidatos eleitos diretamente, mas sim de forma secundária ou por ter maioria parlamentar. Exemplo disso, se deu na eleição indireta no colégio eleitoral de 1985, quando a chapa composta por Tancredo Neves e seu vice, José Sarney, saiu a vitoriosa.

Sem assumir a presidência, Tancredo morre e Sarney vira presidente.

Em 1989, durante a primeira eleição direta para presidente, após redemocratização do país, o PMDB lança Ulisses Guimarães, candidato que ficou em 7º lugar na corrida eleitoral. Fernando Collor é eleito, tendo como vice, Itamar Franco.

Em 1992, Itamar saiu do PRN e ingressou no PMDB, quando começou a criticar o presidente Collor publicamente.

Em outubro de 1992, depois do impeachment de Collor, Itamar Franco assume a presidência da República. O PMDB volta ao poder. 

Na eleição de 1994, PMDB lança Orestes Quércia, que teve uma pífia performance eleitoral. Quércia foi o último candidato lançado pelo PMDB à presidência da República. De lá pra cá já se passaram 24 anos sem o partido apresentar candidato ao cargo máximo do país.

Nas cinco eleições presidenciais seguintes, o PMDB manteve-se fora da disputa eleitoral, mas do poder não. A estratégia do partido foi manter-se aliado do governo do PSDB na era FHC (1995-2003), dando-lhe a governabilidade necessária, nos 08 anos que os tucanos permanceram no poder o que também se repetiu com o ciclo de governo petista, logo depois do Mensalão, no primeiro mandato de Lula (2003-2006), quando este percebeu que não poderia governar sem o apoio do PMDB, para que pudesse ser aprovada minimamente a agenda petista. Ao término da era Lula, O PMDB assume a vice-presidência com Dilma e repete a dobradinha na reeleição de 2014.

Percebendo a fragilidade de Dilma em uma tensa relação com o Congresso Nacional, o vice-presidente vislumbra a possibilidade de assumir o poder e redige uma carta à nação, denominada "Uma Ponte para o Futuro", onde aponta diretrizes para a mudança de rumos para o Brasil, sobretudo em relação à política econômica e às reformas trabalhista e da previdência, ainda em debate com o Congresso.

Com o impeachment de Dilma, Michel Temer assume com o PMDB o poder central do país.

Mesmo com maioria parlamentar e com a presidência da República, o partido não tem nome competitivo para lançar como candidato à presidência. Vai ter que se aliar àquele que tiver maior chances de se eleger presidente.

Os partidos que estiveram no poder, entenderam como funciona o presidencialismo de coalização e perceberam que precisam de partidos como o PMDB para governar. Por sua parte, o PMDB estrategicamente soube se beneficiar desse sistema, qual seja: não lançando candidato próprio à presidência, compondo chapa com aquele candidato que tem maior chance de se eleger e, ao mesmo tempo, priorizando a eleição de candidatos ao legislativo, garantindo assim uma grande bancada. Com isso, aumenta o poder de barganha, fazendo com que qualquer governo que se eleja tenha que recorrer e atender os interesses do partido. 

E essa estratégia se estende para os estados. No Pará, por exemplo, o partido elegeu Jader Barbalho governador em 1982 e em 1990, também. Este, desincompatibilizou-se em 1994 para candidatar-se ao senado, deixando seu vice, Carlos Santos, como governador.

Portanto, assim como PMDB nacional, a legenda paraoara também está há 24 anos sem governar o Pará. Em 1994, não lançou candidato.

Em 1998, Jader se lança, mas perde a eleição para Almir Gabriel (PSDB). A partir daí, nenhum candidato competitivo foi lançado pelo PMDB.

Para as disputas ao governo do Estado, o PMDB lançou em 2002, Rubens Brito; em 2006, Priante; em 2010, Domingos Juvenil. Somente em 2014, o partido lança seu candidato competitivo: Helder Barbalho, que mesmo ganhando o primeiro turno, perdeu no segundo para Simão Jatene (PSDB).

No Pará, seguindo a estratégia de um partido com forte poder de barganha e de oposição, o PMDB participou da metade do governo de Ana Júlia (PT), nos anos de 2007 à 2009, quando rompeu e passou a fazer-lhe oposição. Dois anos depois, o PMDB lança Domingos Juvenil, mas este não passa para o segundo turno das eleições de 2010. Na disputa entre PT e PSDB, o PMDB passa a apoiar Simão Jatene na disputa com Ana Júlia, que não consegue a reeleição e Jatene se consagra governador do Pará pela segunda vez.

Novamente, o PMDB compõe o governo com o PSDB e dois anos depois, a história se repete: Sob o comando do senador Jader Barbalho, o PMDB rompe com o governo Simão Jatene e passa a fazer oposição, para dois anos depois, em 2014, lançar Helder Barbalho como candidato ao governo e este mesmo vencendo o primeiro turno, com uma pequena diferença de votos, perde o segundo turno para Simão Jatene, que se consagra pela terceira vez, governador do Estado do Pará.

Para 2018, o PMDB apresentará novamente Helder Barbalho, que já está em campanha permanente, mas seu desempenho eleitoral, apontado por pesquisas e mesmo estando sozinho como candidato, está muito abaixo das expectativas de um pré-candidato que saiu das eleições de 2014, com 48,08% dos votos.

No que concerne à intenção de voto para Helder, este não ultrapassa a barreira dos 30%. Dito isso, fica a pergunta:  Para as eleições deste ano, o PMDB manterá a candidatura de Helder Barbalho ao governo ou prevalecerá o pragmatismo político do PMDB nacional, que quando percebe que pode perder o executivo, opta pelo parlamento?

*Dornélio Silva é mestre em ciência política e diretor do Instituto Doxa Pesquisa.

terça-feira, junho 28, 2016

Sim, hoje nós sabemos



Por Agnaldo Rosas*

Sérgio Machado assumiu a Transpetro no ano de 2003, patrocinado pelos padrinhos políticos Renan Calheiros, Romero Jucá, Edison Lobão, Jader Barbalho e José Sarney, todos do PMDB.

Desavisado, qualquer um poderia supor que, com todo esse apadrinhamento de peso, a permanência de Machado na estatal, por longos 12 anos, estaria mais que justificada.

Aconteceu que, pego pela Lava Jato, Machado revelou como e porque permaneceu no posto durante todo aquele período: rateava entre os padrinhos as propinas cobradas dos fornecedores da Transpetro.

A divisão, ao que parece, era proporcional ao “prestigio” do padrinho junto ao governo federal, posto que Machado revela que Lobão, ao assumir o Ministério das Minas e Energia, no ano de 2008, lhe disse que, tendo a Transpetro sob sua jurisdição, ganharia direito a maior bolada.

Deleta machado que Calheiros levou 32 milhões de reais, Lobão 24 milhões, Jucá 21 milhões, Sarney 18,5 milhões e Jader, 3 milhões. A parte que lhe cabia era depositada num trust na Suiça, que, em 2012, somava quase 73 milhões de reais.
Não bastasse, Sérgio Machado diz que acertou com Michael Temer, também, doação ilegal para campanhas do PMDB em 2012.

A estratégia adotada por quase todos os supostos beneficiários de propinas provenientes dos contratos escusos envolvendo a Transpetro é a de que o delator se apropriou de todo o dinheiro que recolheu. Gravações e outras provas, já de posse do Ministério Público, desmentem com facilidade estas versões.

Na transcrição de uma das conversas, José Sarney pergunta ao delator: “Mas alguém sabe que você me ajudou?”. Machado responde: “ninguém sabe, presidente”.

Hoje, todos nós sabemos como e porque os senhores do PMDB buscam querer se perpetuarem no poder. Talvez por isso, outro correligionário e também propineiro, Eduardo Cunha, ao anunciar seu voto pelo impeachment de Dilma Roussef invocou a Deus para que tivesse misericórdia dessa nação.

*Agnaldo Rosas é advogado em Altamira-PA.

terça-feira, junho 07, 2016

Por obstrução à Lava Jato, Janot pede a prisão de Renan, Cunha, Sarney e Jucá, do PMDB


Via Folha

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR), ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do deputado afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

É a primeira vez que a PGR pede a prisão de um presidente do Congresso e de um ex-presidente da República.

O caso será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo. No caso de Renan, Sarney e Jucá, a base para os pedidos de prisão tem relação com as gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado envolvendo os peemedebistas. As conversas sugerem uma trama para atrapalhar as investigações do esquema de corrupção da Petrobras.

Os pedidos de prisão foram divulgados nesta terça-feira (7) pelo jornal "O Globo" e confirmados pela Folha. Em relação a Sarney, o pedido é de prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica, em razão de sua idade –86 anos.

Janot também pediu ao STF o afastamento de Renan da Presidência do Senado.

No diálogo gravado por Machado, Jucá chegou a falar em um pacto que seria para barrar a Lava Jato. Doze dias após a posse dele no Ministério do Planejamento, a Folha revelou a gravação, e Jucá deixou o cargo voltando ao Senado.

Outro diálogo revelou que Renan chamou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de mau caráter e disse que trabalhou para evitar a recondução dele para o comando do Ministério Público, mas ficou isolado.

Em sua delação premiada, o ex-presidente da Transpetro afirmou que pagou ao menos R$ 70 milhões desviados de contratos da subsidiária da Petrobras para líderes do PMDB no Senado.




A maior parte da propina teria sido entregue para o presidente do Senado, sendo R$ 30 milhões. Renan é considerado o padrinho político de Machado e principal responsável por dar sustentação a ele no cargo, que ocupou por mais de dez anos.

O ex-presidente apontou ainda aos investigadores que Jucá e Sarney levaram do esquema R$ 20 milhões cada um. Não há detalhes sobre como Machado teria feito esses repasses, que foram desviados da empresa que é responsável pelo transporte de combustível no país.

A colaboração traria ainda indicações de recursos para os senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Jader Barbalho (PMDB-PA).



A delação de Machado já foi homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e a Procuradoria-Geral da República avalia os depoimentos para as investigações. Os depoimentos indicaram o caminho do dinheiro passado para os peemedebistas.

Entre as suspeitas está a de que os peemedebistas teriam recebido parte da propina em forma de doações eleitorais, para facilitar a vitória de um consórcio de empresas em uma licitação para renovar a frota da Transpetro.

Diante das colocações do ex-presidente da Transpetro, a expectativa é de que a Procuradoria ofereça as primeiras denúncias contra os integrantes da cúpula do PMDB no Senado. Segundo pessoas próximas às investigações, os depoimentos de Machado são um dos melhores entre as delações fechadas, porque revela detalhes e não apenas indicações ou referências do que teria ouvido sobre o esquema.

Machado fechou delação depois que as investigações contra ele e sua família avançaram. Seus três filhos também colaboram com a Procuradoria. Machado teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados pelo juiz Sergio Moro.

CUNHA

Já o pedido de prisão de Cunha foi revelado pela TV Globo nesta manhã.

Segundo a Folha apurou, a Procuradoria avalia que a determinação de suspender o peemedebista do mandato e da Presidência da Câmara não surtiram efeito, sendo que ele continuaria tentando atrapalhar as investigações contra ele na Justiça e no Conselho de Ética da Câmara, que discute sua cassação.

Há ainda relato de um integrante do conselho à Procuradoria de que estaria sendo ameaçado pelo grupo de Cunha.

Cunha foi suspenso do mandato no dia 5 de maio, por decisão unânime do Supremo. Ele já é réu na Lava Jato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, além de ser alvo de uma denúncia por conta secreta na Suíça, além de outros quatro procedimentos que apuram o uso do mandato para beneficiar aliados e ainda suposto desvios na obra do Porto Maravilha. Um outro pedido de abertura de inquérito segue em sigilo.

Sem ligação com os desvios na Petrobras, o STF também abriu um inquérito para apurar se o peemedebista foi beneficiado por esquema de corrupção em Furnas.

OUTRO LADO

O advogado do senador Romero Jucá, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que "prefere dizer que não acredita" no pedido de prisão de seu cliente.

"Pelo que eu vi, pelo que eu soube, não havia nada que justificasse uma medida como essa", disse o defensor. Kakay reconheceu, porém, que ainda não teve acesso aos autos da investigação. "Estamos pedindo acesso desde sexta-feira, sem sucesso."

Em nota, Renan reafirmou que não praticou nenhum "ato concreto que pudesse ser interpretado como suposta tentativa de obstrução à Justiça" porque "nunca agiu, nem agiria, para evitar a aplicação da lei", e considerou a iniciativa da PGR "desarrazoada, desproporcional e abusiva".

O peemedebista disse ainda que não teve acesso aos fundamentos que embasaram os pedidos de prisão e fez uma crítica ao Ministério Público ao dizer que as "instituições devem guardar seus limites".

"Por essas razões, o presidente considera tal iniciativa, com o devido respeito, desarrazoada, desproporcional e abusiva. Todas as instituições estão sujeitas ao sistema de freios e contrapesos e, portanto, ao controle de legalidade. O Senado Federal tem se comportado com a isenção que a crise exige e atento à estabilidade institucional do país. A nação passa por um período delicado de sua história, que impõe a todos, especialmente aos homens públicos, serenidade, equilíbrio, bom senso, responsabilidade e, sobretudo, respeito à Constituição Federal", escreveu.

Os advogados do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, afirmaram que não irão se manifestar. Ele tem negado recebimento de propina e envolvimento com irregularidades.

A reportagem ainda não obteve a manifestação dos demais alvos do pedido de prisão. Questionado nesta terça sobre os pedidos de prisão, Janot desconversou. "Não confirmo nada", disse. 

terça-feira, novembro 01, 2011

Bêbado, Jader Barbalho esculhamba com Sarney em ligação telefônica

No Blog do John Cutrim


Essa aqui foi repassada por uma fonte fidedigna do blog. Depois de passar a noite toda entornando todas em casa, a base de muito Whisky Johnnie Walker, o senador eleito Jader Barbalho (PMDB-PA) decidiu ligar, lá por volta da meia noite, já ‘tochado’, para o presidente do Senado, José Sarney. Nem bem este atendeu e Barbalho foi logo soltando o verbo, dando o maior esporro para cima do maranhense. “Pôxa Sarney, você não vai me deixar assumir [no Senado] mesmo? Isso não é justo, por causa do Capiberibe [senador eleito pelo Amapá e adversário político de José Sarney] eu to pagando um pato que não é meu”, disparou. O episódio ocorreu semana passada.

Jader foi o segundo candidato mais votado no Pará em 2010, mas teve o registro negado com base na Lei da Ficha Limpa por ter renunciado ao cargo para escapar de possível processo de cassação. No entanto, no início deste ano o STF estabeleceu que a Lei da Ficha Limpa não podia ser aplicada nas eleições de 2010. Com base nessa decisão a defesa do ex-senador pede o reconhecimento de seu mandato.


No entanto, Jader ainda não assumiu pelo fato de sua situação ser quase idêntica a do senador eleito João Capiberibe (PSB-AP), adversário histórico de Sarney no Amapá. O socialista concorreu às eleições de 2010 com o registro de candidatura indeferido por conta da Lei da Ficha Limpa, numa armação arquitetada por Sarney que cassou seu mandado em 2004 por suspeita de compra de votos. Como o STF decidiu que as novas regras de inelegibilidade não poderiam valer para o pleito passado, Capiberibe recorreu à mais alta corte do país e, assim como Jader Barbalho, aguarda ser empossado. Dessa forma, Sarney, junto a sua rede de influência no judiciário, segura a posse de Barbalho para não abrir também para Capiberibe.

Depois de passar quase dez minutos esculachando com Sarney, Jader pensou ter caído a ligação. Na verdade era o presidente do Senado, tremendo-se do outro lado da linha, em silêncio sepulcral, ouvindo, calado, todos os desaforos do paraense. No final, Barbalho fez um desabafo relembrando os “favorzinhos” feitos a Sarney, numa forma indireta de cobrar pelos serviços prestados. Quando resolveu falar Sarney foi logo tratando de acalmar o colega, negando os fatos imputados, o que era esperado. Após as esculhambações, Sarney não conseguiu mais dormir.

quinta-feira, outubro 20, 2011

Fundação Sarney: Na cara dura

No Blog do Josias.


Lula Marques/FolhaA Assembléia Legislativa do Maranhão aprovou nesta quarta (19) a estatização da Fundação Sarney.


Fundada por José Sarney, presidente do Senado, a fundação virou entidade de “natureza jurídica pública.”

Rebatizada de Fundação da Memória Republicana, a entidade sera vinculada à Secretaria de Educação do governo do Maranhão.

As despesas de custeio passam a ser bancadas pelo orçamento estadual. Os funcionários da fundação foram convertidos em servidores públicos.

Sarney continua sendo o “patrono” da entidade. Nessa condição, indicará dois dos 11 membros do conselho curador da fundação.

Em caso de morte de Sarney, a prerrogativa de indicar os dois conselheiros cativos passa aos herdeiros do senador.

Proposta pela governadora Roseana Sarney, filha do “patrono”, a lei que estatiza a Fundação Sarney foi aprovada na velocidade de um raio.

A proposta foi publicada no ‘Diário da Assembléia’ há três dias, na segunda-feira (17). Na terça, já estava na pauta de votação do plenário.

Aprovou-se um pedido de tramitação em regime de urgência. Deveria ter sido aprovada no mesmo dia, sem discussões.

Um pedido de vista da oposição mandou o projeto à comissão de Constituição e Justiça. Não por muito tempo.

Nesta quarta, menos de 24 horas depois do imprevisto, a comissão aprovou o projeto, devolvendo-o instantaneamente à ordem do dia do plenário.

A coisa passou com escassos oito votos contrários. Votaram a favor 34 deputados.
Não há informações sobre o custo da estatização. Os "legisladores" não sabem nem mesmo quantos são os funcionários da fundação.

Líder da minguada bancada de oposição ao governo de Roseana Sarney, o deputado estadual Marcelo Tavares (PSB) despejou sobre o microfone um protesto:

“É um projeto vergonhoso, que visa a perpetuação de privilégios com o dinheiro public…”
“…Representa o culto à imagem e à personalidade de um político vivo, que disputa eleições e que é chefe da oligarquia mais longeva do Brasil.”

Sarney, decerto, pensa de outro modo. Deve considerar que a estatização de sua fundação é mais uma “homenagem à democracia.”

quarta-feira, julho 20, 2011

Boa notícia: Sarney anuncia que vai deixar a política!

No blog do Josias

 

Calma, não se precipite. Guarde os fogos. A notícia é boa, mas nem tanto. A aposentadoria de José Sarney só virá em 2014.
Foi o próprio tetrapresidente do Senado quem informou: ao término do mandato, não irá mais às urnas. Vai cuidar da família e dedicar-se à “literatura”.
Sarney, 81, soou assim, alvissareiro, numa entrevista concedida no Maranhão. Deu-se, segundo a Folha, no lançamento do livro “Sarney, a Biografia”, de Regina Echeverria.

A governadora Roseana Sarney, filha do candidato à aposentadoria, declarou que a afirmação do pai não foi extemporânea:

"Apenas perguntaram e ele respondeu. Ele quer se dedicar mais à literatura. Já está muito dividido, mas é um político nato, faz parte da história do país."
No dizer de Roseana, Sarney deseja "encerrar enquanto está bem de saúde". Quer “paz para conviver com a família" depois de ter "prestado um serviço à nação."

A governadora, veja você, ameaça mimetizar o senador: "Vou fazer o melhor governo da minha vida e vou ficar também de assistente…”

“…Cansei de não me reconhecerem. Sempre sou filha de alguém, ou então é a tal oligarquia."
Pai e filha de pijamas! Será?

O cemitério hospitalar de Helder Barbalho

Depósito da SESPA está mais para um cemitério de equipamentos hospitalares, denuncia populares. Por Diógenes Brandão O escândalo ...