terça-feira, junho 23, 2009

As Outras Falas da Pólis

Com a nota mais abaixo, a jornalista Pâmela Côelho descreve uma importante ação da Câmara Municipal de Belém que desenterra o projeto do Conselho Municipal de Comunicação, ignorado por mais de 4 lamentáveis anos, pelo "coveiro de sonhos", o falsário que atende pelo vulgo "Dudu". Comunicadores Populares atuantes em rádios comunitárias, Ongs, sindicalistas, profissionais da imprensa e jornalistas aguardam agora a redefinição de papéis com a saída do ex-secretário de comunicação do governo Ana Júlia, o professor Fábio Castro, um blogueiro de mão cheia, agora com mais tempo livre, tem escrevinhado com empolgação, entre outros temas, sobre cyberativismo, a esquerda européia e reflexões sobre a tentativa de golpe do ocidente, na soberana nação Iraniana, com a insurgência de alguns setores, depois das últimas eleições, naquele país.
Com o cenário favorável à mudanças com a chegada do novo secretário, o jornalista Paulo Roberto Ferreira, como por exemplo, a absorção de outros nomes para tocarem a I Conferência Estadual de Comunicação, que depois de meses de reuniões estafantes, chega em fim, a possibilidade de ser construída pelas mãos de diversos comunicadores deste Estado, pondo quem sabe, fim no oligopólio e na farsante unitariedade dos donos dos meios de comunicação em de-formar nosso povo.

Há quem diga que será uma mudança de paraadgma, outros céticos, vêm apenas mais uma forma de colocar no papel políticas públicas que nada resultaram em melhorias da informação e de controle social, mas a iniciativa do governo Lula e o aceno do governo, mesmo em tempos de vacas magras, acenam para possibilidades múltiplas, já que as novas mídias e o fazer da comunicação alteram-se substancialmente, transformando a revolução tecnologica deste século, uma verdadeira arma contra a ditudura imposta pelos grandes meios.

Segue a nota:

O vereador Otávio Pinheiro protocolou ontem (22/06), na Câmara Municipal o projeto de lei que se refere a instalação do Conselho Municipal de Comunicação, criado pela Lei 8.365 de 25 de setembro de 2004. O Conselho Municipal de Comunicação há cinco anos somente no papel, segundo o Projeto de Lei apresentado por Otávio Pinheiro, sofre algumas alterações. Para garantir a amplitude de representatividade do Conselho, o vereador sugere mudanças em sua composição, sendo formado por quatro representantes do Poder Executivo Municipal e um de cada segmento da comunicação, como: representante do segmento de rádios comunitárias indicado pela FDRC (Fórum de Defesa das rádios Comunitárias), ABRAÇO (Associação Brasileira de Rádios Comunitária), ONGs que atuam na comunicação social, setor empresarial, setor dos trabalhadores, movimentos sociais e do setor áudio visual. Conforme requerimento também apresentado, após a instalação do Conselho, o mesmo deve ser responsável pela elaboração da Política de Comunicação Social em Belém. O PREFEITO MUNICIPAL DE BELÉM,A CÂMARA MUNICIPAL DE BELÉM estatui a seguinte Lei:Art. 1º Fica criado o Conselho Municipal de Comunicação Social, com funções deliberativas, normativas, fiscalizadoras e consultivas, nas áreas da Comunicação Social do Município, tendo por finalidades e competências: I – propor e fiscalizar ações e políticas públicas de desenvolvimento da comunicação social, a partir de iniciativas governamentais e/ou em parceria com agentes privados, sempre na preservação do interesse público; II – promover e incentivar estudos, eventos, atividades permanentes e pesquisas na área da comunicação social; III – contribuir na definição da política pública de comunicação social a ser implementada pela Administração Pública Municipal, ouvida a população organizada; IV – propor e analisar políticas de geração, captação e alocação de recursos para o setor da comunicação social; V – colaborar na articulação das ações entre organismos públicos e privados da área da comunicação social; VI – emitir e analisar pareceres sobre questões técnicas da comunicação social; VII – acompanhar, avaliar e fiscalizar as ações da comunicação social, desenvolvidas no Município; VIII – estudar e sugerir medidas que visem a expansão e ao aperfeiçoamento das atividades e investimentos realizados pela COMUSCoordenadoria de Comunicação Social; IX – incentivar a permanente atualização do cadastro das entidades de radiodifusão comunitária e de mídias alternativas do Município; X – elaborar e aprovar seu Regimento Interno. Fonte: Assessoria de Comunicação do mandato.

A hipocrisia dos "éticos"

"No atual quadro de correlação de forças, Lula deveria, tal como João Goulart desorientado, atacar, de uma só vez, todos os pilares da estrutura capitalista numa formação social ainda periférica?"
Por Gilson Caroni Filho*
Quando a indigência analítica é muito grande, torna-se impossível evitar a suspeita de que estejamos diante de um exercício de má-fé. Tornou-se moeda corrente, entre atores de certa esquerda, a acusação de que, chegando ao poder, o Partido dos Trabalhadores abandonou a grande política, definida por Gramsci como aquela que põe em questão as estruturas de uma sociedade, para reproduzir a gramática do poder conservador. Operando em um registro simplificado de abordagem, nossos esquerdistas de salão têm um mérito: demonstram, de forma cabal, que o amesquinhamento do debate não é exclusividade da direita que fingem combater, mesmo se igualando a ela no método e nas formas de ação.
Confundindo, ou fingindo confundir, a primeira eleição presidencial de Lula com o fim da hegemonia neoliberal, argumentam que o PT tinha plenas condições de realizar reformas estruturais já que os adversários estavam desnorteados. Cabe perguntar se ignoram a capilaridade social dos derrotados nas urnas, suas estruturas clientelísticas e, como já frisamos em vários artigos, que a vitória sobre o candidato da direita necessitou de um amplo leque de alianças que, se bateu forte no conteúdo doutrinário do partido, deixou evidente a necessidade de ampliar os termos dos seus debates internos. O que fariam nossos “bravos companheiros" se tivessem o mesmo capital político do presidente eleito? Que modificações estruturais implementariam?
É grande a semelhança com o argumento dos tucanos quanto ao crescimento do Brasil no período das vacas gordas, ou seja, que o país cresceu, mas poderia ter crescido muito mais se o governo fosse competente. Mas não diziam como fazer para que isso acontecesse. O que propõem afinal os militantes da "esquerda pura"? Uma aventura bem ao gosto do gueto que esperaria a derrota para capitalizar a tragédia?
No atual quadro de correlação de forças, Lula deveria, tal como João Goulart desorientado, atacar, de uma só vez, todos os pilares da estrutura capitalista numa formação social ainda periférica? Em um país onde retirar do baú a velha arma do anticomunismo primário ainda é um expediente que funciona, o governo deveria ter reeditado, com algumas adaptações, as “reformas de base”? Disciplinar a remessa de lucros, desapropriar latifúndios, auditar a dívida pública, contando com o apoio de segmentos militares e núcleos progressistas da burguesia?
Ou Lula não age com mais sabedoria quando aponta que a saída está na ampliação da democracia? No resgate de uma esfera pública antes regulada por corporações multilaterais. Na grande subversão que é, gradativamente, criar condições para que o trabalho ganhe prioridade sobre o capital. É uma tarefa que passa pela reversão de valores arraigados por anos de patrimonialismo. Melhor que ninguém, mais uma vez, cabe ao ex-líder sindicalista objetivar o significado de sua vitória em duas eleições e das esperanças políticas das classes trabalhadoras e dos excluídos.
Nesse contexto, chega a ser engraçado ver a convergência de opiniões sobre a declaração de Lula contrária ao linchamento político do senador José Sarney. “Esquerdistas éticos" e analistas tucanos fingiram espanto, vendo nas palavras do presidente uma legitimação do coronelismo. Quem conhece os efeitos do Bolsa-Família sobre os velhos currais, sabe como estão sendo erodidas antigas formas de dominação.
Faz-se necessário repetir o ensinamento de Gramsci: “É preciso atrair violentamente a atenção para o presente do modo como ele é, se se quer transformá-lo. Pessimismo da inteligência, otimismo da vontade”. Voluntarismo e oportunismo andam de mãos dadas.
*Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.

Made in Pará - Élida Bráz

Léo Áquila, ex-reportér de um programa da Rede TV e Élida Brás, a Dj sainha que junto com seu marido, o ex-vereador de Belém "Caveira", prestigiam agora todo ano a parada gay em Sampa. O motivo? Prefiro não comentar!
O casal mantém um belo sítio, que denominam de reserva ambiental, no qual 300 mil metros de área verde em Benevides, abrigam 140 especies de animais vivendo em fauna livre, igarapes e fontes de agua mineral, segundo ela mesma em sua página do Orkut.
Militantes do Partido Verde, aprontam sempre que podem e se destacam por onde passam.
A foto é do orkut da garotona que mantém a forma brincando com cobras.

domingo, junho 21, 2009

Mercado Cultural da Marambaia

Bandas, vídeos, exposição de fotos, literatura, artesãos, repentistas... tudo isso transpirando cultura popular em pleno mercado. É isso mesmo, no mercado da Marambaia.
A promoção desta miscelânia de cultura é iniciativa do músico Mauro Vaz integrante do MOCULMA - Movimento Cultural da Marambaia, que junto com os artístas e produtores culturais, trazem seus intrumentos "na cabeça" e oferecem aos moradores do bairro durante as manhãs de Domingo, alimentos culturais para quem alí transita.
Pela 3ª semana consecutiva, o evento atraí diversos artístas, curiosos e pessoas que percebem na iniciativa uma forma de oportunizar quem não possue vez nos palcos centrais mas que promove cultura. A vocalista da Banda Lilith, Carla Lopes, 25, define a ação: "uma boa forma de divulgar a arte das pessoas que não tem meios de apresentar seus trabalhos. A música em atrai as pessoas que vem ao mercado à conhecerem o artesanato e as diferentes linguagens artísticas que estão sendo exibidos aqui".
Domingo que vem tem mais.

sexta-feira, junho 19, 2009

Coronel do Massacre de Carajás está solto e pode continuar solto

Com o mesmo título, no site do Paulo Henrique Amorim, um dos jornalistas mais respeitados do Brasil que declarou: "Jornalista deveria ter um curso universitário: estudar matemática, história, filosofia, biologia – e fazer um curso profissionalizante de jornalista de, no máximo, três meses".
Essa foi sua nota pela decisão do STF sobre a queda da exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão e por isso mesmo as Falas da Pólis destaca a inoperância do jornalismo diplomado no Pará, que submisso aos interesses de seus patrões, acomoda-se nas redações dos jornalões, fadando à população à iniciativa de buscar jornalismo sério, independente e investigativo aos meios de comunicação alternativos, como os blogs .
À quem mantém o nariz torcido com a decisão do STF, uma pergunta: Cadê a repercussão e o exercício crítico dos jornais, perante a possibilidade de liberdade à um dos mandantes do Massadre de Eldorado dos Carajás?
Este silêncio colossal, similar à negligência da maioria dos jornalista paraenses em noticiar o que foi covardemente feito com o Jornalista Lúcio Flávio Pinto, quando este, após ser o único à se vestir de jornalista e denunciar a verdaderia quitanda que é o grupo ORM (onde diversos jornalistas diplomados são apenas correia de transmissão dos interesses do grupo mais mentiroso e nefasto do país) foi agredido pelo mimado herdeiro do ex-império da comunicação do Estado, o sistema orm de comunicação - minúsculo, assim mesmo.

quinta-feira, junho 18, 2009

Um dia Marcante!

Alguns valiosos fragmentos em sintonia com a derrocada do império do diploma no reino do jornalismo, seguem inebriados pelos sintomas da liberdade que inexoravelmente seria descoberta do ridículo véu imposto pela mediocridade persistente em nossa elite branca, rica e cheia de preguiça e medo. Depois disso, nunca mais as versões contra a legítima liberdade da prática do jornalismo serão acreditadas. Caiu o mito!

Eu Sou Neguinha?

Caetano Veloso
Eu tava encostad'ali minha guitarra No quadrado branco, vídeo, papelão Eu era o enigma, uma interrogação Olha que coisa mais, que coisa à toa, boa boa boa boa Eu tava com graça... Tava por acaso ali, não era nada Bunda de mulata, muque de peão Tava em Madureira, tava na Bahia No Beaubourg, no Bronx, no Brás e eu e eu e eu e eu A me perguntar Eu sou neguinha? Era uma mensagem, lia uma mensagem Parece bobagem, mas não era não Eu não decifrava, eu não conseguia Mas aquilo ia e eu ia e eu ia e eu ia e eu ia Eu me perguntava: era uma gesto hippie, um desenho estranho Homens trabalhando, pare, contramão E era uma alegria, era uma esperança E era dança e dança ou não ou não ou não Tava perguntando: Eu sou neguinha? Eu sou neguinha? Eu sou neguinha? Eu tava rezando ali completamente Um crente, uma lente, era uma visão Totalmente terceiro sexo, totalmente terceiro mundo, terceiro milênio Carne nua nua nua nua nua Era tão gozado Era um trio elétrico, era fantasia Escola de samba na televisão Cruz no fim túnel, becos sem saída E eu era a saída, melodia, meio-dia, dia, dia Era o que eu dizia: Eu sou neguinha? Mas via outras coisas: via um moço forte E a mulher macia den'da da escuridão Via o que é visivel, via o que não via E o que a poesia e a profecia não vêem, mas vêem, vêem, vêem, vêem É o que parecia Que as coisas conversam coisas supreendentes Fatalmente erram, acham solução E que, o mesmo signo que eu tento ler e ser É apenas o possível ou o impossível em mim em mim em mil em mil e a pergunta vinha: Eu sou neguinha? Eu sou neguinha...

quarta-feira, junho 17, 2009

Jornalismo e Democracia se reaproximam

Supremo decide que é inconstitucional a exigência de diploma para o exercício do jornalismo

Por maioria, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira, que é inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo e registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício da profissão de jornalista.

Leia mais no site do STF.

Com a notícia acima, o Brasil deu passo significativo na defesa dos princípios democráticos e republicanos que enfrentavam os melindres de setores cooporativistas opositores da liberdade de expressão e contraditóriamente estes mesmos grupos defendiam a liberdade de imprensa, confundindo-a frequentemente, com a impunidade para a imprensa e tentavam de forma inconstitucional, restringir o direito do exercício pleno da comunicação social.

Como alguns grupos e indivíduos no Brasil esperavam, a decisão do STF configurou-se como o fim de uma guerra medíocre travada por alguns profissionais do jornalismo, que alegavam que apenas com uma formação acadêmica de 4 anos, uma pessoa dotava-se da exclusiva condição intelectual de produzir mensagens, notícias e informação pública.

Foi um passo da nação para o futuro, sem dúvida!

O mercado e os orgãos públicos terão agora mais opções de escolha de seus profissionais de comunicação.

Esperniarão ainda, aqueles que deliravam e convenceram-se de que as prerrogativas do bom jornalismo não estão inexoravelmente ligadas à formação multidiciplinar, transversal e expansiva de diversas áreas do conhecimento científico e empírico, fundamentais para o bom desempenho profissional de quem necessariamente requer de criticidade, paixão pelos estudos, perfil investigador e democrático, além de valores e hábitos que não estão no papel desencarnado dos diplomas.

Observo de perto a ação daqueles que sentem-se ameaçados, naquilo que imaginam serem seu, só seu o direito de comunicar e sei do que são capazes, mas com a última pá de areia e de legalidade jurídica, enterrou-se de vez a nefasta obrigatoriedade criada pelos milicos em plena ditadura, originalmente concebida para silenciar os movimentos sociais e todos que insurgiam contra o regime.

O jornalista Mino Carta já dizia:Jornalismo não é ciência, na melhor das hipóteses pode ser arte. Depende do talento inato de quem o pratica, da qualidade de suas leituras”.

É como essa convicção de que sendo o talento o principal vetor para a identificação do bom profissional, acredito que durante a I Conferência de Comunicação do Estado do Pará e do Brasil, possamos discurtir o tema e agilizar o quanto antes a absorção e fomento de novos comunicadores sociais que permeiam a sociedade, levando o contra-ponto aos grandes interesses dos "donos dos porcos".

sábado, junho 13, 2009

O que ele disse por aí.

“Meus queridos companheiros e companheiras, na verdade todos nós somos ‘o cara’”.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao iniciar o discurso na cerimônia de inauguração do Centro Estadual de Educação Profissional José Figueiredo Barreto, em Sergipe.
Na foto acima, da Presidência da República, Lula e o governador de Sergipe, Marcelo Déda, durante cerimônia de inauguração das obra de recuperação em prédios do Quarteirão dos Trapiches, em Laranjeiras (SE).

O que ele anda dizendo por aí

"São 24,6 milhões de pessoas com deficiência no país, mas falta funcionalidade e beleza no vestuário para elas"
José Serra em seu comentário rápido no Twitter.

Milícia digital de Ananindeua ataca 3º portal de notícias mais lido no Pará

  Criado em setembro de 2023, o portal de notícias Estado do Pará Online já foi alvo de alguns ataques cibernéticos como o de hoje, uma hora...