sexta-feira, fevereiro 10, 2012

O Brasil já deu certo - apesar dos céticos


Grande parte da mídia brasileira se especializou em falar mal do Brasil. Graças a isso, a percepção que a sociedade tem de si mesma, em diversos aspectos, é inteiramente equivocada. Vende-se algo que não existe: a visão de que somos piores em quase tudo, quando comparados com a maioria dos países desenvolvidos. Nem mesmo as boas notícias são recebidas de maneira positiva. Por exemplo, a recente informação de que ultrapassamos o Reino Unido quanto ao PIB foi divulgada cheia de ressalvas, afirmando-se que o PIB per capita é um indicador mais relevante e coisas do gênero.

A covardia com o Brasil atinge o ápice quando se tenta comparar nosso sistema político com o dos outros países. Afirma-se que o presidencialismo é pior do que o parlamentarismo, mas não dizem que os países parlamentaristas têm gastos públicos sistematicamente maiores do que os presidencialistas e que é justamente por isso que a Europa se encontra mergulhada na pior crise econômica de sua história recente. Diz-se que o sistema eleitoral distrital é melhor do que o proporcional com lista aberta, mas não dizem que um dos países que melhor escapou da crise mundial é a Suécia, que adota o mesmo sistema eleitoral que o nosso tão criticado Brasil. Como sempre, a lista de críticas ao Brasil é muito longa. É difícil imaginar como um país tão ruim, com tantas coisas negativas, possa ter chegado aonde chegou. Opa, para os críticos ele não chegou a lugar algum, continua lá atrás, sendo um dos países mais problemáticos do mundo.

A crítica permanente ao Brasil está fundamentada em excesso de provincianismo: como não se conhece o que acontece em outros lugares, assume-se que aquilo que conhecemos de muito perto, em detalhes, é muito ruim. A greve dos policiais da Bahia e a desordem e criminalidade resultantes é um prato cheio para a frase típica dos que sofrem de complexo de inferioridade: "Isso só acontece no Brasil". É possível ver o outro lado da moeda, o lado positivo. A greve dos policiais baianos será resolvida de uma forma inteiramente diferente de greves congêneres que ocorrem nos Estados Unidos. Ao contrário de nosso vizinho mais rico, aqui não será dado um aumento salarial que comprometa a situação de nossas finanças públicas.

É isso mesmo. Para aqueles que não sabem, vários Estados e municípios americanos estão quebrados porque concederam aumentos salariais a perder de vista para policiais e bombeiros. Esse é o caso, tão bem relatado por Michael Lewis em seu livro "Bumerangue", recentemente publicado no Brasil, da Califórnia e dos municípios de San Jose e Vallejo. Aqueles que idolatram o federalismo americano deveriam saber que justamente por isso lá não há nada que se assemelhe a nossa Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Governadores e prefeitos estão livres para exercer sua prerrogativa de gastar muito, endividar o setor público ao ponto de comprometer seu funcionamento para as futuras gerações. Não serve aqui o argumento em abstrato, o princípio teórico, de que descentralizar é necessariamente melhor do que centralizar.

Os policiais da Bahia e de outros Estados estão limitados pela nossa centralização, que se traduz na possibilidade de ter algo como a LRF. Mais do que isso, a simples discussão ora em curso sobre a PEC 300, um sinal evidente de nossa centralização, mostra que jamais nossos Estados ou municípios ficarão na situação, como é o caso de Vallejo, de ter somente um funcionário público, aquele que tem como função pagar os salários, aposentadorias e pensões de policiais e bombeiros. Isso mesmo, em Vallejo, os sinais de trânsito estão todos piscando permanentemente em amarelo. O município, falido, não tem recursos para sustentar uma burocracia que faça valer as leis de trânsito. Isso jamais ocorreu ou ocorrerá no Brasil.

Na Grécia, não há cartões de crédito na grande maioria dos estabelecimentos comerciais. A razão é simples: o pagamento em dinheiro vivo está a serviço da mais fácil e completa sonegação de impostos. Não adianta dizer que os gregos são uma piada e isso e aquilo. Sempre foi assim, desde o momento em que a Alemanha aceitou a entrada da Grécia no acordo que estabeleceu o euro. Os gregos vão muito além de não utilizar cartões de crédito. Em ano eleitoral, o governo relaxa o controle fiscal, faz vista grossa para o não pagamento de impostos. É muito interessante que o Brasil seja tão ruim, mas que um país europeu utilize o (não) pagamento de impostos como moeda de troca eleitoral. Cá entre nós, comprar votos em comunidades pobres é muito mais redistributivo. Nosso sistema de controle fiscal pode não ser germânico, mas certamente temos uma burocracia muito mais avançada do que muitos países europeus. Os críticos contumazes do Brasil não sabem disso, são provincianos demais para imaginar que algum país supostamente desenvolvido possa não controlar o pagamento de impostos, como se faz na nação de Macunaíma.

Aliás, nada mais distante do espírito germânico do que Macunaíma, nosso herói sem caráter. Ele é um retrato da nossa incredulidade. O brasileiro jamais acredita no que se diz. Essa credulidade alemã não faz parte da nossa cultura. Foi graças a isso que os alemães sempre acharam que a Grécia estava cumprido as metas de gastos definidas pelo tratado de Maastricht. Um burocrata ou um ministro da Fazenda brasileiro jamais confiaria na Grécia quanto a isso.

O livro "Bumerangue" é um excelente antídoto para o excesso de pessimismo quanto ao Brasil. Michael Lewis mostra que nos Estados Unidos, Grécia, Islândia, Irlanda e Alemanha aconteceram e acontecem coisas terríveis, que jamais atingiram e provavelmente nunca farão parte de nossa realidade. É claro que temos coisas ruins e abomináveis, mas isso está longe de ser o cenário catastrófico pintado pelos críticos. Todo país e toda sociedade têm problemas, mas também não somos piores do que os outros em tudo ou quase tudo.

Os alemães de Lewis são crédulos ao ponto de serem os únicos que, já com a crise no horizonte, continuavam comprando os papéis do "subprime" em Wall Street. Aliás, quando um "trader" americano tinha dificuldade para vender tais papéis, recebia invariavelmente a seguinte recomendação: "Venda para aqueles otários de Dusseldorf, que eles compram de tudo". Não creio que algum dia será possível trocar otários de Dusseldorf por otários de São Paulo ou do Rio de Janeiro, e muito menos de Brasília.

Os brasileiros acreditam em coisas mágicas como o boto da Amazônia ou o nêgo d'água em Minas Gerais. Ambos cumprem o mesmo papel de justificar, em uma sociedade conservadora, a gravidez de mulheres solteiras ou a traição das casadas. Isso causa muito menos prejuízo aos cofres públicos do que os duendes nos quais acreditam. Isso mesmo, na Islândia se acredita em duendes e quando uma empresa como a Alcoa foi se instalar por lá teve que aguardar por seis meses, até que fosse concluído um estudo que verificaria que em determinada área não havia duendes. É a mesma Islândia que transformou dezenas de pescadores em banqueiros. Isso mesmo, os banqueiros islandeses tinham sido pescadores durante toda sua vida profissional.

Mais do que isso, David Oddsson, que foi primeiro-ministro e presidente do Banco Central islandês, nunca teve experiência alguma com bancos e era poeta de formação. Talvez por isso os bancos alemães tenham colocado US$ 21 bilhões na Islândia, a Holanda tenha apostado US$ 305 milhões, o Reino Unido US$ 30 bilhões e a Universidade de Oxford tenha perdido US$ 50 milhões. No Brasil, é impensável que alguém que não tenha familiaridade com o mercado financeiro assuma a presidência do Banco Central. Mesmo assim, há aqueles que insistem em criticar tudo ou quase tudo.

Trata-se de uma questão de ponto de vista, de como olhamos o Brasil. O exemplo da centralização é emblemático. Não há nada necessariamente melhor em ser tão descentralizados como são os Estados Unidos. Uma postura cética indica que o que melhor e pior, o benéfico e maléfico, dependerão das consequências. A comparação entre os gastos com funcionários públicos estaduais e federais no Brasil e nos Estados Unidos mostra que a centralização política e administrativa tem sido mais efetiva para conter seu descalabro. Indo além, ser um pouco macunaímico quando se trata de comprar papéis do "subprime" teria sido bom para os germânicos. Nada disso se escolhe: são coisas que as nações são ou não são. Ultimamente, temos sido os grandes beneficiários de ser como somos.

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

A sujeira estampada nos jornais



Mário Couto e Jader: Duas aves que colidem em pleno vôo


Em OGlobo

BRASÍLIA- Não vai ser fácil a vida do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) em sua volta ao Senado. No primeiro dia em que ele apareceu no plenário, foi bombardeado pelo senador Mário Couto (PSDB-PA), que iniciou o que ele chamou de “minissérie” para revisitar todo o passado do conterrâneo, mostrando a cada capítulo os processos que ainda enfrenta na Justiça, sua prisão e o processo de enriquecimento espetacular na vida pública. Couto disse que o Senado está conspurcado com a presença de Jader.

- Essa minissérie vai ter outros personagens. O Pedro Taques, que mandou prender Jader, por exemplo. Ele vai aparecer algemado nessa minissérie. O meu braço não tem marca de algemas - atacou Mário Couto, dizendo que não tem medo de Jader, que enfrentou o todo poderoso Antonio Carlos Magalhães no passado: - Se querem briga, vamos para a briga, vamos para o pau! Cada um sabe como fede! Pode vir quente que eu estou fervendo!

Ao ser perguntado se responderia, Jader respondeu com uma gargalhada, deus as costas e deixou o plenário para não assistir o discurso do tucano.
 

- Estou aqui para reaprender - disse Jader, rindo e deixando o plenário.
 
Couto quer dar o troco pelo tratamento dado pelo jornal Diário do Pará, que integra um império de comunicação da família Barbalho, a uma investigação sobre sua suposta participação em um esquema de desvios na Assembleia Legislativa do Pará, do qual foi inocentado pelo Ministério Público. No capítulo de hoje, ele promete mostrar documentos sobre o patrimônio de Jader.
 
- Diga-me, Nação brasileira, como pode? Aqueles que fizeram exatamente o mesmo caminho que eu, como podem ter televisão, jornais, rádios, fazendas? Como pode, Brasil? Político que só militou na política que vira rico de uma hora para outra é ladrão! Não adianta querer explicar o patrimônio, meu querido Pedro Taques! Não adianta querer explicar o patrimônio, que não explica nunca! - disparou Mário Couto.
 
O senador paraense lamentou que Jader tivesse deixado o plenário para não ouvir seu discurso.

- O porco sabe o pau que se esfrega...

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Votos mostram a força do PT rumo à prefeitura de Belém



O PT-Belém divulgou no começo desta tarde, o tão esperando resultado eleitoral das prévias, por distrito. 

Uma rápida análise dos dados nos mostram alguns detalhes que para a militância do PT, serve para algumas avaliações internas:

1. O candidato Cláudio Puty venceu as eleições em 02 dos 08 Distritos Administrativos de Belém; DABEL e DASAC.

2. O Distrito do Entroncamento foi onde a diferença foi maior entre Alfredo Costa (56,67%) e Cláudio Puty (43,33%), ou seja, 13,34% à mais de votos para o candidato eleito.

3. O Distrito do DAGUA foi onde a militância mais votou e onde o índice de votos brancos e nulos foi igualmente o mais alto, 22 ao total.

4. A maioria dos eleitores aptos à votar (4.608) não compareceram às urnas no 2º turno das eleições internas do PT, o que significa uma presença de 48,86% de eleitores votantes. Pode parecer pouco, mas foi uma participação expressiva que merece ser festejada pelo conjunto partidário.

5. O PT saiu mais unido da eleição? Saiu e as manifestações nas redes sociais e blogs dos petistas dizem isso, como é o caso da demostração de unidade demostrada pelo blog do Deputado Cláudio Puty que parabenizou e agradeceu a militância que ajudou sua candidatura e chamou todos para consolidar a vitória de Alfredo Costa em Outubro deste ano.



6. Com o resultado homologado na executiva do PT-Belém, a gestão Apolônio Brasileiro entra para a história do partido por sua eficiência, compromisso e construção coletiva e democrática.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Alfredo Costa é eleito pré-candidato à prefeito de Belém

No PT-Belém
 
Quando a imprensa noticia que 4306 petistas foram às urnas neste domingo (05), decidir o candidato do partido às eleições municipais de Belém em Outubro, no processo de disputa interno das Prévias, não é possível imaginar o quanto foi feito para que hoje tenhamos um nome de consenso para a disputa da capital da Amazônia, que completa 400 anos daqui a quatro anos.


Quando o PT saiu derrotado das eleições do governo do Estado em 2010, os partidos adversários sabiam que sua vitória não tiraria o brio e a disposição da militância petista em fazer valer sua força constituída na sociedade. Já no começo de 2011, o PT-Belém iniciou uma série de ações que reaqueceram o espírito de luta do partido.

Com formação política nos distritos e a definição de ter candidatura própria para a prefeitura de Belém, o diretório municipal traçou sua estratégia para retomada do Palácio Antônio Lemos.

Seis (06) lideranças apresentaram-se como candidatos às prévias e participaram dos oito (10) debates - realizados nos oito distritos de Belém, um com as setoriais do partido e o último, no segundo turno - onde puderam expor suas propostas e análises, ouvindo também da militância os anseios, críticas e propostas oriundas de uma sinergia popular que emana dos filiados do Partido dos Trabalhadores. Cláudio Puty e Alfredo Costa foram os escolhidos para a disputa do 2º turno.



Hoje pela madrugada, apurou-se o resultado de um dia intenso de eleição e o resultado geral já foi divulgado pela imprensa, blogs e redes sociais de militantes e será homologado nesta tarde pelo Diretório Municipal, quando apresentará os números finais do 2º turno das prévias que elegeram Alfredo Costa como pré-candidato do PT à prefeitura de Belém.

sábado, fevereiro 04, 2012

Ética e união em prol de Belém

A Deputada Estadual Bernadete Ten Caten foi direto ao ponto ao defender a candidatura do companheiro Alfredo Costa como pré-candidato à prefeitura de Belém, nas prévias do Partido dos Trabalhadores, que neste domingo encerra o 2º turno de sua eleição, a qual movimentou as bases políticas do partido, desde o mês de Janeiro e culminará em uma grande festa da democracia interna neste domingo (05). 

As prévias do PT, o fazem ser uma legenda ímpar no cenário político brasileiro, ao possibilitar com que seus filiados escolham seus candidatos aos pleitos eleitorais, antes de apresentá-los à sociedade.

Vida longa ao PT e todas as lideranças sindicais, populares e parlamentares que fazem deste partido com 32 anos de existência, o maior partido de Esquerda da América Latina e que faz mais por Belém, pelo Pará e por Belém!

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

Prévias do PT: O resultado que mobiliza; desejos, verdades e vontades de poder


  
Por Dário Azevedo*
 
De hoje até o próximo domingo, a incansável militância petista não pode parar. Na verdade o partido está se movimentando; Encontro Estadual em Santarém, setoriais se organizando, ações políticas voltadas para o convencimentos dos indecisos e finalmente a chegada até o dia 05.02.2012.

Acredito que após às 20:00h, a festa vermelha deverá (sugerimos) ir às praças numa volta histórica na cidade de Belém com buzinaços, bandeiras vermelhas tremulando. Uma carreata da alegria, numa sinalização evidente da força do Partido dos Trabalhadores, que soube com maturidades aprofundar o debate sem omitir as diferenças. A chegada de Alfredo Costa e de Cláudio Puty nesta reta final, tem sim a marcação da multiplicidade de ideias e projetos que se movem dentro do PT, para quem estar de fora pode parecer estranho demais, excentricidades com sabor de riscos. Mais para nós petistas não.
 
 
A partir de domingo certamente as diferenças continuarão mais a unidade partidárias não se compôs pela estética transparente moldada num telhado de vidro, por isto, podem ter certeza os adversários e inimigos, que o rito de passagem da árdua e criativa decisão do PT, garante sua unidade, fortalece sua singularidade e revela sua identidade para a disputa da PMB.

Portanto, nada para desconsiderar qualquer análise feita pelos companheiros do partido durante estes dias, talvez nenhuma esteja errada, apenas fixam seus regimes de verdade na disputa provando que a cordialidade ou agressividades explicitas de alguns, não absorvem falsos jogos de simpatias, embora possam inventar realidades às vezes não tanto reais ou visionárias demais; sem medo de ser feliz foi assim que aprendemos com vontades de poder a nos manifestar.
 
O que devem estar pensando os futuros adversários? As apostas devem ser enormes e tantas, porém não maior que a perplexidades ao terem que admitir, esses petistas são FODA. Vários debates nas distritais, incansáveis e inúmeras reuniões, explosão de textos de toda magnitude, "invasão" de idéias e criatividades no Facebook, Blogs, etc. Por ora devem questionar:
Não estavam abatidos com a derrota do governo do Estado, com a saída de valorosos militantes da fileiras do partido, com os escândalos divulgados pela imprensa, com a perda de uma cadeira no senado, com as críticas nem sempre justas.

E então porque de repente movimentam a cidade e todos querem saber o resultado para estampar nas primeiras páginas do jornal da segunda feira.

Ao desavisados, devemos informar com a paciência e tolerância propositiva de um autêntico partido educador, que o ostracismo político não é o lugar do PT. 
 
 Como combativos militantes que sai todos os dias a semear a esperança de um mundo possível, devemos ensinar de forma compartilhada o que aprendemos principalmente que na política não ha espaços vazios.

Por fim com a coragem e combatividade das companheiras cujo coração valente aguça a sensibilidade e constroem todos os dias a primavera porque "sonhos não envelhecem". Daí serem imprescindíveis

Para todos nós petistas o tempo ruim se reinventa pela beligerância. Então nada de surpresa, porque a "história de fato é um carro alegre (...)" e as conquistas uma dança. (Com respeito: que venham os adversários). Portanto dancemos a dança da alegria e de nosso retorno em breve à PMB.
 
MENSAGEM DO M-PT para todas e todos militantes e de modo especial àqueles que acreditam, lutam e apostam na vitória do companheiro ALFREDO COSTA neste domingo. VIVA O PARTIDOS DOS TRABALHADORES!
 
*Dário Azevedo é Sociólog, militante do PT e servidor Público Federal.

Lançamento do Livro "A Privataria Tucana" reúne a esquerda em Belém


O Sindicato dos Urbanitários ficou pequeno ao receber parlamentares, lideranças do movimento sindical e popular, no lançamento do livro “A Privataria Tucana”, que trouxe à Belém seu autor, o jornalista Amaury Jr e o ex-delegado da polícia federal e hoje deputado federal, Protógenes Queiroz que juntos, destrincharam detalhes de como o dinheiro público foi e é desviado pela quadrilha que atende pela sigla PSDB e seus comparsas.

Como o livro - recordista de vendas no Brasil, desde quando foi lançado - por si só já é um dossiê contra a gatunagem do período FHC e de José Serra no governo paulista, o debate pautou-se com várias perguntas e manifestações do público sobre a luta de classes no Brasil, o controle midiático, o poder das redes sociais e da mobilização para a instalação da CPI da Privataria no Congresso, assim como abordou a morosidade e cumplicidade da justiça brasileira, para com as oligarquias que controlam os meios de produção e de comunicação do país.

O deputado federal Protógenes Queiroz, além de um grande orador é de fato um cidadão forjado na luta e como delegado da polícia federal teve a coragem de denunciar esquemas poderosos que envolviam diversos corruptos, como fez no caso da operação Satiagraha e por isso foi processado, perseguido e posteriormente eleito parlamentar pelo Partido Comunista do Brasil, no Estado de São Paulo.

Parabenizo os dirigentes do Sindicato dos Urbanitários e do Sindicato dos Bancários do Pará que fizeram o convite e organizaram o lançamento do livro como atividade da campanha da Frente Contra a Privatização do Pará que visa barrar as PPP´s do governador Simão Jatene que irão para análise e votação ainda nesse semestre na ALEPA.

Criador e a criatura: a volta de Lei da Mordaça, agora em Ananindeua

Daniel Santos (PODE) seria o criador da ideia de emplacar a "Lei da Mordaça" na Câmara Municipal de Ananindeua, resgatando os mol...