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quinta-feira, abril 29, 2010

A Nota do PT-PA sobre a política de Coligação

Em relação à nota publicada sobre o Partido dos Trabalhadores (PT) nesta quinta-feira, 29, no Jornal O Liberal – Repórter 70-, informamos que as discussões sobre a reeleição da governadora Ana Júlia vêm sendo feitas por este Partido desde dezembro 2008, no Diretório Estadual, mantendo-se, assim, a unidade partidária. Todas as deliberações tomadas e acumuladas serão referendadas no Encontro Estadual, que acontece no dia 20 de maio próximo. O Diretório Estadual do PT está trabalhando na formação de uma ampla frente para reeleger a governadora Ana Júlia, dialogando de forma respeitosa com todos os partidos, não sendo prática do PT, portanto, estabelecer prazos para nenhum outro partido. João Batista – Presidente do Diretório Estadual do PT - Pará. Bira Rodrigues - Secretário de Comunicação do Diretório Estadual do PT -Pará. A nota dos maioranas está aqui.

"Time" elege Lula o líder mais influente do mundo Economia

Capa da Revista Times
Presidente Lula é o primeiro na categoria 'leaders'. Obama ficou em quarto lugar na mesma relação.


O Presidente Lula foi eleito nesta quinta-feira (29) pela revista americana “Time” como o líder mais influente do mundo. Lula encabeça o ranking de 25 nomes e é seguido por J.T Wang, presidente da empresa de computadores pessoais Acer, o almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o presidente americano Barack Obama e Ron Bloom, assessor sênior do secretário do Tesouro dos Estados Unidos.

No perfil escrito pelo cineasta Michael Moore, o programa Fome Zero é citado como destaque no governo do PT como uma das conquistas para levar o Brasil ao “primeiro mundo”. A história de vida de Lula também é ressaltada por Moore, que chama o presidente Lula de “verdadeiro filho da classe trabalhadora da América Latina”.


A revista lembra quando Lula, aos 25 anos, perdeu sua primeira esposa Maria grávida de oito meses pelo fato dos dois não terem acesso a um plano de saúde decente. Ironizando, Moore dá um recado aos bilionários do mundo: “deixem os povos terem bons cuidados de saúde e eles causarão muito menos problemas para vocês”.

A lista mostra os 100 nomes de pessoas mais influentes do mundo em diversas áreas –líderes da esfera pública e privada, heróis, artistas, entre outros.

Entre os líderes em destaque também estão a ex- governadora do Alasca e ex-candidata republicana à Vice-Presidência, Sarah Palin; o diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn; os primeiros-ministros japonês e palestino, Yukio Hatoyama e Salam Fayyad, e o chefe do Governo da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.Reuters.

The World's Most Influential People: Luiz Inácio Lula da Silva.

Quando, pela primeira vez os brasileiros elegeram Luiz Inácio Lula da Silva presidente em 2002, os barões ladrões do país nervosamente verificaram os medidores de combustível de seus jatos particulares. Eles transformaram o Brasil em um dos lugares mais desiguais do planeta, e agora parecia que chegara a hora desta conta ser cobrada. Lula, 64 anos, era um verdadeiro filho da classe trabalhadora da América Latina – na verdade, um membro fundador do Partido dos Trabalhadores – e já tinha sido preso uma por liderar greve. No momento em que Lula, finalmente, conquistou a presidência, após três tentativas fracassadas, ele já se tornara uma figura familiar na vida brasileira. 

Mas o que o levou para a primeiro lugar da política? Foi seu conhecimento pessoal do quão duramente muitos brasileiros têm de trabalhar para sobreviver? Ser forçado a abandonar a escola depois da quinta série para sustentar sua família? Trabalhar como engraxate? Perder parte de um dedo em um acidente de trabalho?Não. Foi quando, aos 25 anos, viu sua esposa Maria morrer durante o oitavo mês de gravidez, junto com seu filho, porque não podiam pagar os cuidados médicos decentes. 

 Há uma lição aqui para bilionários do mundo: deixar que as pessoas têm bons cuidados de saúde, e eles causam muito menos problemas para vocês. E aqui está uma lição para o resto de nós: a grande ironia da presidência de Lula – ele foi eleito para um segundo mandato em 2006 e que terminará este ano – é que, mesmo enquanto ele tenta impulsionar o Brasil ao Primeiro Mundo com programas sociais do governo como o Fome Zero, que visa acabar com a fome, e com planos de melhorar a educação oferecida aos membros da classe trabalhadora do Brasil, os EUA se parecem mais com o antigo Terceiro Mundo a cada dia.

O que Lula quer para o Brasil é o que costumamos chamar o sonho americano. Nós, os EUA, onde os 1% mais ricos possuem agora mais riqueza do que os 95% mais pobres somados, estamos vivendo em uma sociedade que está rapidamente se tornando mais parecida com o Brasil.”

Outras homenagens Lula já havia recebido outras homenagens de jornais e revistas importantes no cenário internacional. Em 2009, foi escolhido pelo jornal britânico "Financial Times" como uma das 50 personalidades que moldaram a última década. Também foi eleito o "homem do ano 2009" pelo jornal francês 'Le Monde', na primeira vez que o veículo decide conferir a honraria a uma personalidade. No mesmo ano, o jornal espanhol 'El País' escolheu Lula o personagem do ano. Na ocasião, Zapatero redigiu o artigo de apresentação do Presidente e disse que Lula 'surpreende' o mundo.

Veja abaixo a lista dos 10 líderes mais influentes da Time 1 - Luiz Inácio Lula da Silva 2 - J.T. Wang 3 - Admiral Mike Mullen 4 - Barack Obama 5 - Ron Bloom 6 - Yukio Hatoyama 7 - Dominique Strauss-Kahn 8 - Nancy Pelosi 9 - Sarah Palin 10 - Salam Fayyad (Confira a lista completa no site da revista) Fonte: Blog Amigos do Presidente Lula.

sexta-feira, abril 23, 2010

1ª Mostra de Cinema Marajoara

O Museu do Marajó promoverá no período de 24/04 a 01/05 a Mostra de Cinema Marajoara no município de Cachoeira do Arari/Marajó e privilegiará filmes que tenham sido rodados no arquipélago.

A programação contará com obras raras como o filme “Marajó - Barreira do Mar” de Líbero Luxardo e lançamentos dos documentários “O Ajuntador de Cacos” de Paulo Miranda, “Sou teu Maninho - Um grito Marajoara” de Daniel Corrêa - selecionado no Projeto Revelando os Brasis - e “O Glorioso”, com direção, fotografia e edição de Gavin Andrews e que contou com a participação da equipe de pesquisadores do IPHAN, além de outros filmes de cineastas paraenses e estrangeiros.

Além da exibição dos filmes da Mostra, serão realizados workshops de Produção de Vídeo, Cineclubismo, Mídias Sociais e Elaboração de Projetos e Captação de Recursos, na qual, haverá elaboração prática de projetos para o MINC, além de palestras correlacionadas com o cinema e o Marajó.

A 1ª Mostra de Cinema Marajoara foi pensada para interagir com as homenagens pelo aniversário do Padre Giovanni Gallo, que este ano completaria 83 anos no dia 27/04.

Serviço:

1ª Mostra de Cinema Marajoara.

Filmes, Workshops e Palestras

De 24 de Abril a 01 de Maio de 2010.

Município de Cachoeira do Arari.

Promoção: Museu do Marajó.

Apoio: Governo do Estado do Pará e Prefeitura Municipal de Cachoeira do Arari.

Parcerias: IPHAN, AMAM, Irmandade de São Sebastião de Cachoeira do Arari, Produtora Lux Amazônia, Argonautas, CEPEPO, Cineclube Invonacine e Revista PZZ.

Curadoria: Diógenes Brandão.

quarta-feira, abril 21, 2010

Belo Monte de Equívoco

Por CÉLIO BERMANN*

A insistência do governo de levar adiante o projeto de Belo Monte mostra que a lógica técnica e econômica cedeu o lugar à obsessão. Com graves consequências que não se restringem às populações indígenas e comunidades ribeirinhas do rio Xingu. Elas serão também sentidas nos bolsos de todos nós, consumidores de eletricidade.

O espectro do "apagão" parece ser a única justificativa para a construção dessa usina. Entretanto, ela também aponta o modelo de desenvolvimento que se quer dar à região amazônica e ao nosso país. A energia a ser produzida pela usina não será utilizada para aliviar a pobreza e incorporar uma parcela da população que sempre esteve excluída das benesses do consumo. Ela será destinada a satisfazer a demanda de grandes grupos mínero-metalúrgicos na perpetuação do modelo que se apropria dos recursos naturais e das águas dos rios da região para produzir bens de baixo valor agregado e de alto conteúdo energético para exportação. A isso chamam de desenvolvimento. E a que custos?

As tentativas de reduzir as consequências socioambientais da obra, com a operação a fio d'água, isto é, sem um grande reservatório capaz de regular a vazão, apenas trouxeram mais problemas e proporcionaram uma sucessão de equívocos, técnicos e econômicos. Belo Monte foi superdimensionada. A capacidade de 11,2 mil MW só estará disponível durante três meses do ano. Nos meses de setembro e outubro, quando o rio Xingu fica naturalmente mais seco, a capacidade instalada aproveitável da hidrelétrica não será maior do que 1.088 MW médios.

O resultado é que a energia terá um preço elevado. A definição pelo governo do preço-teto em R$ 83 por MWh, além de já ter afugentado potenciais investidores (Odebrecht e Camargo Corrêa, que constituíam um consórcio, já abandonaram a disputa do leilão), somente será assegurada por meio do aporte do Tesouro Nacional, isto é, de nós, contribuintes.

Outro equívoco: o custo do empreendimento passou dos iniciais R$ 4,5 bilhões para os atuais R$ 19 bilhões. As empresas envolvidas com as obras (empreiteiras e fabricantes de equipamentos), por sua vez, estimam um custo mínimo de R$ 30 bilhões. O BNDES se dispõe a financiar 80% do custo. Ao mesmo tempo, o banco espera uma nova capitalização do Tesouro para assegurar essa participação. Assiste-se a um exercício de engenharia financeira para viabilizar a obra com toda sorte de renúncia fiscal e isenções que trarão aumento desproporcional da dívida pública.

Apesar de todas as críticas, levantadas de forma sistemática por um painel de especialistas constituído por diversos cientistas e professores de importantes universidades do país (disponível em http://tinyurl.com/ykjplsu), a intenção de manter o leilão para a licitação na próxima semana demonstra que são apenas os interesses eleitoreiros que prevalecem.

É preciso reabrir o debate do modelo de desenvolvimento que queremos para o nosso país. Está na hora de rever a concepção dos projetos hidrelétricos na Amazônia. E abandonar aqueles que levam à destruição de seus rios e de culturas de seus habitantes.

*CÉLIO BERMANN, 57, é professor associado do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo.

terça-feira, abril 20, 2010

Recompondo o Diálogo

“Sei que as coisas não são assim. Sei que isso merece um tempo. Quando as relações ficam difíceis, estremecidas, a gente tem de fazer um trabalho de reconquista, que nem acontece com dois namorados que têm de ter um tempo mínimo antes de poderem voltar”.
Governadora Ana Júlia, em entrevista à jornalista Ana Célia Pinheiro, poster do Blog A Perereca da Visinha, explicando o fato de precisar de mais um tempo, mas sinalizando um prazo de 15 dias para o "caso" do seu governo com o PMDB chegarem mais perto da paz e do Amor. O restante da entrevista você lê aqui.

Máquina vai apoiar PMDB e aliança com PT pode ser fechada nos próximos 15 dias.

Do blog Perereca da Visinha. Segundo fonte ouvida pelo blog, a proposta petista já se encontra, sim, desde ontem à noite, nas mãos do PMDB.

Apoio da máquina aos candidatos do PMDB nas eleições de outubro próximo – entre eles o presidente regional da legenda, Jader Barbalho, que concorreria ao Senado Federal.

Essa seria uma das propostas que o PT apresentou ao PMDB, para a repactuação da aliança vitoriosa de 2006, segundo uma fonte ouvida há pouco pelo blog.

E, ao contrário do que afirma Jader (leia a postagem anterior), a fonte garante que a proposta já foi entregue, sim, ao PMDB na noite de ontem.

A fonte negou que a proposta preveja um percentual de 50% de participação no novo governo para os peemedebistas: “Não é nada disso. Acho que para ele (Jader) cargo é secundário. Ele quer é ter segurança de que será eleito senador e fazer uma boa bancada, para ter força no governo”.

E acrescentou; “O que foi oferecido a ele é a segurança de que ele se elege senador”.

Além disso, esclareceu, a proposta também “passa pelo apoio aos deputados federais e estaduais”.

Perguntei à fonte: é dinheiro para a campanha? A resposta dela: “é campanha, positividade do governo”.

Mas, depois de muita insistência, acabou admitindo que a proposta passa, sim, pelo apoio da máquina aos peemedebistas, nas próximas eleições.

O acordo inclui ainda, segundo a fonte, “quebrar essa relação mal feita” com os prefeitos do PMDB.

A configuração prevista da aliança é de Ana para o Governo, Jader e Paulo Rocha para o Senado e Anivaldo Vale para vice-governador.

A fonte considera que uma aliança tão abrangente é boa para o próprio Jader, na medida em que permitirá que PR e PTB também trabalhem a candidatura dele ao Senado.

Jader teria pedido tempo para pensar acerca da proposta.

Mas a expectativa, diz a fonte, é que o acordo do PT com o PMDB seja fechado nos próximos 15 dias.

Daqui a pouco a Perereca retorna com novas informações.

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Atualizada às 15h45:

PT divulga nota sobre encontro de Ana e Jader

Nota à Imprensa

O presidente do PT, João Batista, disse nesta terça-feira, 20, em reunião da Executiva Estadual, que “o gesto da governadora Ana Júlia em visitar o deputado federal, Jader Barbalho, demonstra sua capacidade de grande líder, que sabe colocar os interesses do estado acima das paixões partidárias. Isso nos revela uma Ana Júlia guerreira e determinada, como sempre, em fazer o melhor para o Pará”.

A terra-firme

Do blog do presidente do PV-PA, Zé Carlos Lima, candidato à deputado este ano.

Você sabe onde fica o bairro da Terra Firme? Não! Pois eu te digo, fica depois de Canudos, indo à linha reta em direção do Rio Guamá, no sentido Oeste.

A Terra Firme limita-se com os bairros do Canudos, Guamá e Marco e é cortada de fora a fora pelo igarapé do Tuncunduba.

Anteriormente, este Bairro só era acessado por embarcações que adentravam pelo Rio Guamá. Nas margens do Igarapé, as pessoas foram fazendo portos e comércios, depois vieram às primeiras moradias.

Na década de 70 foi aberta a Estrada Perimetral que deu acesso pleno ao Bairro, abrindo-se uma nova opção de moradia perto do Centro. Rapidamente o Bairro foi ocupado de forma desordenada, atraindo o povo pobre dos municípios, principalmente de Acará e Bujaru.

A Terra Firme tem vida própria, feira, mercado, supermercado, lojas de tecidos, ferragens. Tudo que precisar lá o povo encontra. Não é necessário sair do Bairro para abastecer a dispensa. Parece até uma Cidade do Interior. Na Terra Firme a feira funciona de manhã e de noite. Qualquer hora se pode comprar de tudo, bucho, fígado, peixe, carne, açaí. A qualquer hora tem para comprar.

Tem três coisas que ocupa o povo da Terra Firme. O futebol é jogado nas arenas e nos campos da Ufra. Nos domingos, os boleiros saem batendo de casa em casa a procura dos craques, formam o time e vão até as arenas jogar.

Outra área muito requisitada é a da religiosidade, lá não sei se tem sinagoga, mas das outras religiões todas tem seus templos espalhados pelas ruas estreitas, cheias de poças d água. Os católicos têm uma Igreja grande em homenagem a São Domingos de Gusmão, mas quem faz a fama é o famoso pároco local, Padre Bruno Sechi, um anjo de Deus.

A animação mesmo fica por conta da área cultural. Tem bloco e escola de samba. Quadrilhas juninas famosíssimas. Boi bumbá. Pássaros. Teatro. Banda de Rock e de Techno. Grupo de chorinho e violão.

Tudo isso convivendo com a violência, assaltos, assassinatos de encomenda, foram 23 em pouco menos de um mês. Resultado da disputa de pontos de drogas.

O povo honesto é a maioria, mas a fama do Bairro, infelizmente, é feita pela minoria.

Andei nas casas das lideranças e das famílias. Comprometi-me com o Vereador Nonato Filgueiras na defesa deste belo Bairro e de sua bela gente.

A sonoridade dos blogs

"O PT do Pará está confundindo desorganização com democracia, e quando um incapaz leva a bola o jogo não para, pois prá quem sabe jogar nunca falta bola e ninguém joga bola sozinho".
De uma anônimo na caixinha de comentários do blog da teacher Edilza Fontes sobre a liderança de Paulo Rocha, imprescindível no status quo onde as tendências internas divergem e cada um fala e faz o que acha melhor. E logo em seguida, na mesma caixinha outro aninimo dispara:
"O projeto nacional não é uma abstração e o Governo Popular, no Pará, faz parte do processo de mudanças radicais iniciado no País em 2002 com eleição do presidente Lula. Quem vota em Dilma, vota em Ana Júlia. O PT não tem dono, embora alguns até quisessem exercer esse papel. Nem o Lula, do alto de seus mais de 70% de aprovação popular, tem poder para mandar e desmandar no partido, taí o Maranhão que não nos deixa mentir. Nem Zé Geraldo, nem Puty são contra a aliança com o PMDB, muito pelo contrário. O que não se pode admitir é a submissão de um projeto político de mudanças à agenda do cacique político de plantão, seja ele no PMDB ou em outro qualquer partido aliado. Aliás, professora Edilza, sua atitude não me surpreende: essa submissão ao Jader, sua e de seu ex-marido, o Raul, é histórica e data do período em que ambos eram militantes universitários, no DCE, a senhora como historiadora deve se lembrar muito bem... "
A caixinha com os comentários está na postagem A visita da governadora á casa do deputado Jader Barbalho.

O valioso tempo dos maduros

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. 'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial! Mário de Andrade.

Governo do Pará é destaque em debate do Valor Econômico

Do Valor Econômico bilhões em investimentos públicos e privados entre 2011 e 2014. De acordo com o plano de desenvolvimento estadual apresentado a empresários paulistas no seminário "Pará - Oportunidades de Negócios", promovido pelo Valor, os recursos serão direcionados a novos projetos siderúrgicos, de habitação, saneamento, logística rodoviária, ferroviária e portuária e geração e transmissão de energia, inclusive a construção da usina de Belo Monte. A iniciativa privada vai responder pelos aportes de 80% do montante, com destaque para os desembolsos de R$ 37 bilhões no setor elétrico.

Durante o evento, a governadora procurou "vender" o Pará como "a nova terra das oportunidades", oferecendo contrapartidas de infraestrutura, incentivos tributários e segurança jurídica para empresas interessadas em se instalar no Estado. "Sempre tivemos muito recurso natural e exportamos muita matéria-prima, atividade que gera pouco emprego e não rende receita estadual. O que fica para a gente? O buraco, os impactos. Fizemos um modelo de desenvolvimento para gerar e usufruir das riquezas", explicou ela. "Para isso, criamos instrumentos jurídicos e regulamentações necessárias para dar tranquilidade e segurança para quem vai investir."

Um dos primeiros passos dados para implementar esse modelo foi a criação de um zoneamento econômico ecológico (ZEE), que dividiu o Estado em setores e regularizou a exploração fundiária de 32% do território - 44 milhões de hectares - para atividades produtivas da indústria e do agronegócio. Segundo Ana Julia, isso agiliza o licenciamento ambiental, pois no ZEE também está contemplado o reflorestamento de uma área de 4,9 milhões de hectares.

Na área de infraestrutura, o governo estadual promete melhorar a integração das três maiores cidades do Estado, Santarém, Belém e Marabá, que funcionarão como distritos industriais. A governadora garante que vai conseguir incluir no PAC 2 várias obras que darão agilidade ao escoamento da produção. Entre elas, a expansão do porto de Vila Conde, na região metropolitana de Belém, e o asfaltamento das rodovias Transamazônica, que cruza o Estado de Leste a Oeste, e da Santarém-Cuiabá. O projeto, que totaliza R$ 5,1 bilhões de recursos federais e estaduais, também prevê retomar a construção das eclusas de Tucuruí e para viabilizar a Hidrovia do Tocantins, que liga o porto de Vila Conde a Marabá, no Sul do Estado.

Na visão do secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio Monteiro, a solução dos gargalos de ordem fundiária e na infraestrutura abrem espaço para a chegada das empresas. As interessadas terão descontos significativos na aquisição de terrenos e abatimento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Consideramos crédito presumido, redução da base de cálculo, isenção e diferimento na tributação e, para devedores, há a possibilidade de financiar até 75% do ICMS por um prazo de 15 anos", explicou Monteiro.

Ele lembrou que o governo também vai investir em criação de centros tecnológicos nas regiões que receberem indústrias e luta para conseguir a abertura de uma universidade federal no Sul do Estado. "A governadora já conseguiu uma instituição de ensino para acompanhar o desenvolvimento regional no Oeste do Pará [Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), inaugurada em 2008], agora o ideal é termos a aprovação de uma universidade na região de Marabá."

Ana Julia Carepa observou que o modelo já apresenta resultados, com a definição da abertura de uma fábrica de chocolates, uma siderúrgica da Vale (ver abaixo) e alguns polos industriais para produção de móveis e biodiesel.

segunda-feira, abril 19, 2010

Era uma vez um menino

Por Ricardo Amorim*

Era uma vez um menino franzino que, desde o jardim da infância, se acostumou a ser o saco de pancadas na escola. Era só o clima esquentar e os grandalhões partiam para cima dele. Assim, ele acabou se acostumando ao seu destino.

De repente, sem que ninguém soubesse como nem por quê, houve uma longa temporada de calmaria na escola. Nada de brigas, só festa.

Como tudo que é bom um dia termina, a calmaria passou e os ânimos começaram a ferver novamente. O menino já foi se encolhendo, pronto para a tradicional surra. Sentia a dor antes mesmo que o tocassem.

Desta vez, para sua imensa surpresa, ninguém quis se meter com ele. Os grandalhões até olharam para ele, mas preferiram bulir com outros grandões a se meter com ele. Nosso menino adorou, mas não entendeu o que acontecia e continua até hoje com medo que na próxima briga vá sobrar para ele, como no passado.

Ele não percebeu é que, durante o período de tranquilidade, sua madrasta o havia alimentado de forma especialmente nutritiva, o que, somado aos exercícios que ele vinha fazendo há tempos, o deixara forte e musculoso. Enquanto isso, os grandalhões, depois de muito tempo desfrutando do poder que tinham na escola, ficaram acomodados, preguiçosos, engordaram e perderam agilidade.

Este menino se chama Brasil. Sua madrasta tem nome, China. Sua alimentação foram as exportações; os exercícios, a estabilização da economia e ajustes fiscais posteriores ao Plano Real.

Os grandalhões são os países ricos e, como você já deve imaginar, as brigas nesta escola chamada mundo são as crises econômicas.

Com superávit comercial, reservas internacionais superiores a US$ 200 bilhões, um dos menores déficits fiscais do planeta e sem bolha imobiliária, excesso de consumo ou fragilidades latentes em seu setor financeiro, o Brasil tem hoje uma das economias mais sólidas do mundo.

O interessante é que poucos brasileiros conseguem acreditar nisso.

Duas décadas e meia de péssimo desempenho econômico entre o final dos anos 1970 e 2003, quando o crescimento médio da economia brasileira não passou de ínfimos 2,3% ao ano, transformaram o país do futuro no país da descrença. A geração perdida – afinal, 25 anos correspondem a toda uma geração, não apenas a uma década, como costumamos nos referir à década de 1980 – deixou de ter a capacidade de acreditar que o país possa dar certo.

Sem perceber que a entrada da China na Organização Mundial do Comércio em 2001 alterou completamente a ordem econômica mundial a nosso favor – elevando a demanda e o preço das commodities que produzimos e exportamos e reduzindo a inflação e as taxas de juros mundiais, oferecendo-nos capital barato para financiarmos nosso crescimento –, não acreditamos que um país onde ainda reinam corrupção, má educação e infraestrutura sofrível possa dar certo. Esta descrença molda a economia brasileira e o perigo é se tornar uma profecia autorrealizável.

Decisões econômicas de empresários e do governo têm sido pautadas pelo Brasil que não dá certo.

Exemplo: toda a regulamentação cambial foi feita para evitar fuga de dólares do País em meio a crises, porém a situação que vivemos nos últimos anos é oposta: abundância – segundo alguns, excesso – de divisas estrangeiras, e não falta delas.

Sorte não é destino. Claro que é preciso fazermos a nossa parte. Para começar, devemos perder o medo de ser felizes.

* Ricardo Amorim é economista, apresentador do "Manhattan Connection" (GNT) e do "Economia e Negócios" (Rede Eldorado) e presidente da Ricam Consultoria.

domingo, abril 18, 2010

Assessora por um dia.

Do Blog do Espaço Aberto.

“Há preconceito contra mulher bonita”, diz Kaveira

Charge do J. Bosco no blog Lápis de Memória.
O ex-vereador André Lobato, o Kaveira (na foto ao lado, com a esposa), disse ontem ao blog, por telefone, que partiu dele e do grupo político que integra a iniciativa de pedir ao governo do Estado para desconsiderar a nomeação da mulher dele, a atriz e ecologista Elida Braz, para desempenhar as funções de assessora especial da governadora Ana Júlia. O ato, de exoneração, segundo confirmou o próprio Kaveira, foi publicado nesta quinta-feira (15), numa edição suplementar do Diário Oficial do Estado.
Segundo Kaveira, a carta, encaminhada formalmente ao subchefe da Casa Civil do governo do Estado, Milton Resende, foi escrita ainda na noite de quarta-feira, mesmo dia em que o DO publicou o ato de nomeação de Elida Brás. Na carta, há o pedido para ser desconsiderado o ato que nomeou Élida para ser lotada na Governadoria. Kaveira, filiado ao Partido Verde e atualmente militando na Apaverde, um ONG voltada à preservação ambiental e à doção de órgãos, atribuiu basicamente à “hipocrisia” e ao “preconceito contra mulher bonita”, além da tentativa de atingir com críticas o governo do Estado, as razões que levaram à polêmica criada com a nomeação de sua mulher para assessora especial do governo do Estado. A seguir, os principais trechos da conversa de André Kaveira com o repórter, no início da noite de ontem, logo depois de confirmada por ele mesmo a exoneração de Élida Braz. Mais aqui.
Foto do casal Élida/Kaveira desfilando em um carnaval passado, publicada no blog do Deputado Federal Vic Pires Franco. Aqui a performance da artísta Élida Brás na boite que mantinha com seu marido, onde entre outras coisa, dança e põe uma cobra em sua boca. Aqui o vídeo da performance " O ritual do açaí" apresentado no programa "Altas horas" da TV globo. Sem dúvida alguma que a atriz deve ser considerada uma personalidade de grande talento.

sexta-feira, abril 16, 2010

A Lenda do Pato no Tucupí

Numa parte isolada da floresta amazônica, havia a tribo Ma'Fu'Xi'co, milenar povo de origem não pesquisada. Vivia da agricultura, da caça e da pesca, tudo muito rudimentar.

Dentre os vegetais que plantavam estava a mandioca, da qual era extraída a farinha, feita ao meio dia no calor de uma ita'Kú (pedra amarela).

O caldo que saía da raladura e da prensagem da mandioca, chamado de tu'Kú (líquido amarelo), era usado para a caça, pois sendo venenoso, era colocado em cabaças nas trilhas dos animais, e estes morriam ao tomar tu'Kú.

Os índios tiravam as vísceras envenenadas e comiam a carne à vontade, pois o veneno não a atingia. Havia muitos mamíferos e ovíparos na mata, e estes morriam logo que tomavam tu'Kú.

Os Ma'Fu'Xi'co estavam pensando em plantar árvores de cuiuda (ou cuieira), pois era cada vez menor o número de trepadeiras cabaçudas (ou cabaceiras) na região, para fazer as cumbu´cas.

Quando os Ma'Fu'Xi'co brigavam, eles discutiam muito (eram machistas empedernidos) e desejavam a morte uns dos outros, gritando bem alto:

- Vão tomar tu'Kú.

Ma'Q'Xi'Xí era um jovem índio que se apaixonou por uma Xo'Xo'ta (índia formosa), filha de K'bi'dela, o pajé, e que era muito namoradeira, namorava com todo mundo mas não queria nada com Xi'Xí (assim era chamado o jovem). O apelido da índia, por ser pequenina, briguenta e barulhenta, e após o testemunho de um jovem índio que ela gritava toda vez que botava, era "ga´linha de K'bi'dela". Xi'Xí, loucamente apaixonado, tentou conquistá - la:

- Tu pode vir P'í (quente), que eu estar P'á (fervendo).

- Vai tomar tu'Kú, foi a resposta definitiva da jovem.

Xí'Xí, ao ser rechaçado, resolveu se matar. Mas tinha que ser um suicídio diferente, que chamasse a atenção. Resolveu tomar tu'Kú , mas antes o pôs no fogo, até que ele P'á (fervesse). Ele achava que se tomasse P'í (quente, depois da fervura dada), a morte seria mais rápida, indolor. Quando o tu 'Kú ficou no ponto, ele tomou bem P'í. Surpresa: não morreu. Ao contrário, achou que tomar tu'Kú era até que gostoso, se soubesse teria tomado desde garotinho. Saiu gritando: "tu'Ku'P'í bom, tu'Ku'P'í bom ". A mãe de Xi'Xí, ao ver que o filho havia tomado tu'Kú, tentando o suicídio, e estava gritando que era bom, resolveu igualmente tomar, pensando que iria morrer junto com o filho, e teve a mesma surprêsa: não apenas não morreu, como aquele líquido amarelo, fervido sem tempero algum, era bom demais, imagine se bem preparado. Excelente cozinheira, a índia mãe resolveu preparar alguma coisa para acompanhar o tu'Kú'Pí. Pensou antes em frutas, e procurou todas as que fossem Kú: Ba'Kú'rí, Kú'P'u'Açú, Tu'Kú' Mã, e até A'bri'Có. (Até hoje não se sabe porque o nome não é A'bri'Kú, pois a fruta é amarela). Não deu certo. Pensou em peixes Kú: Pí'Ra'Ru'Kú, Pá' Kú, Tú'Kú'Na'ré, Kú'ri'ma'tã. Até que ficaram bons, mas ainda não eram os acompanhantes ideais. Tentou os animais: car´nei´ro, vá-ca, gá'los. Destes, os gá'los eram os que mais se aproximavam do ideal. Teve até um fato inusitado: “K'bi'dela Jr. (="filho de K'bi'dela") jogou no tú'Kú, a P'ir´qui, (periquita) da sua (dele) mãe, e quase foi obrigado a tomar tú'Kú, pois a citada periquita era muito querida, principalmente pelo seu (dele) índio pai. Xí'Xí perguntou para a mãe: "porquê tu num experimenta P'á-to´to” (“ave de tesão {tô que tô} fervente {pa}), pra jogá no tu´Kú quando tiver pa (fervendo)? Ela experimentou, e os dois acharam que era o ideal, o P'á-to´to no tú'Kú'P'í. Para ter um verde no prato, ela juntou folhas de uma plantinha que gostava muito, o jam´bú (=“folha da tremelicagem”) – dizem que ela até enrolava e fumava - e xi´có´ria (= “folha que está sem estar”). Chamaram os índios e deram para que eles provassem. Os índios vieram meio ressabiados, mas eram muito curiosos (daqueles que cheiram microfone de repórter), experimentaram e gostaram. A partir daí, o p'á-to´to no tú'Kú'P'í passou a ser o prato´to típico daquela aldeia perdida na amazônia. Xi'Xí, feliz, dizia para todo mundo que era melhor comer o p'á-to no tú'Kú'P'í “que a ga´linha de K'bi'dela."

Felizes com a descoberta e com a fama, Xi'Xí e a mãe passaram a tentar inventar pratos. Tentavam de tudo. Um dia Xi'Xí falou:

- Mãe, i si nós juntá Ma'ní (folha da maniva), com tudo que é Só (gordura animal), e B'a (ferver intensamente, dias infindos), será qui vai ficá uma cumida gostosa e nos deixá mais famôsos ?

- Num sei, Xi'Xí. Ma'ni'Só'B'a ? Acho qui é veneno.

- Será? O tu'Kú num era? Sei não. Vá tapá (novo prato na aldeia? N.A.) a panela do tu'Kú qui tá P'á. Eu vou colher Ma'ní, juntá muito Só e B'á tudo junto. Sí dé certo a Ma'ni'Só'B'a, vou ter mais ainda todas as Xo'Xo'tas (índias formosas) da tribo no meu mão.

Crônica de Orlando Carneiro, publicada primeiramente aqui.