sexta-feira, junho 19, 2009

Coronel do Massacre de Carajás está solto e pode continuar solto

Com o mesmo título, no site do Paulo Henrique Amorim, um dos jornalistas mais respeitados do Brasil que declarou: "Jornalista deveria ter um curso universitário: estudar matemática, história, filosofia, biologia – e fazer um curso profissionalizante de jornalista de, no máximo, três meses".
Essa foi sua nota pela decisão do STF sobre a queda da exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão e por isso mesmo as Falas da Pólis destaca a inoperância do jornalismo diplomado no Pará, que submisso aos interesses de seus patrões, acomoda-se nas redações dos jornalões, fadando à população à iniciativa de buscar jornalismo sério, independente e investigativo aos meios de comunicação alternativos, como os blogs .
À quem mantém o nariz torcido com a decisão do STF, uma pergunta: Cadê a repercussão e o exercício crítico dos jornais, perante a possibilidade de liberdade à um dos mandantes do Massadre de Eldorado dos Carajás?
Este silêncio colossal, similar à negligência da maioria dos jornalista paraenses em noticiar o que foi covardemente feito com o Jornalista Lúcio Flávio Pinto, quando este, após ser o único à se vestir de jornalista e denunciar a verdaderia quitanda que é o grupo ORM (onde diversos jornalistas diplomados são apenas correia de transmissão dos interesses do grupo mais mentiroso e nefasto do país) foi agredido pelo mimado herdeiro do ex-império da comunicação do Estado, o sistema orm de comunicação - minúsculo, assim mesmo.

quinta-feira, junho 18, 2009

Um dia Marcante!

Alguns valiosos fragmentos em sintonia com a derrocada do império do diploma no reino do jornalismo, seguem inebriados pelos sintomas da liberdade que inexoravelmente seria descoberta do ridículo véu imposto pela mediocridade persistente em nossa elite branca, rica e cheia de preguiça e medo. Depois disso, nunca mais as versões contra a legítima liberdade da prática do jornalismo serão acreditadas. Caiu o mito!

Eu Sou Neguinha?

Caetano Veloso
Eu tava encostad'ali minha guitarra No quadrado branco, vídeo, papelão Eu era o enigma, uma interrogação Olha que coisa mais, que coisa à toa, boa boa boa boa Eu tava com graça... Tava por acaso ali, não era nada Bunda de mulata, muque de peão Tava em Madureira, tava na Bahia No Beaubourg, no Bronx, no Brás e eu e eu e eu e eu A me perguntar Eu sou neguinha? Era uma mensagem, lia uma mensagem Parece bobagem, mas não era não Eu não decifrava, eu não conseguia Mas aquilo ia e eu ia e eu ia e eu ia e eu ia Eu me perguntava: era uma gesto hippie, um desenho estranho Homens trabalhando, pare, contramão E era uma alegria, era uma esperança E era dança e dança ou não ou não ou não Tava perguntando: Eu sou neguinha? Eu sou neguinha? Eu sou neguinha? Eu tava rezando ali completamente Um crente, uma lente, era uma visão Totalmente terceiro sexo, totalmente terceiro mundo, terceiro milênio Carne nua nua nua nua nua Era tão gozado Era um trio elétrico, era fantasia Escola de samba na televisão Cruz no fim túnel, becos sem saída E eu era a saída, melodia, meio-dia, dia, dia Era o que eu dizia: Eu sou neguinha? Mas via outras coisas: via um moço forte E a mulher macia den'da da escuridão Via o que é visivel, via o que não via E o que a poesia e a profecia não vêem, mas vêem, vêem, vêem, vêem É o que parecia Que as coisas conversam coisas supreendentes Fatalmente erram, acham solução E que, o mesmo signo que eu tento ler e ser É apenas o possível ou o impossível em mim em mim em mil em mil e a pergunta vinha: Eu sou neguinha? Eu sou neguinha...

quarta-feira, junho 17, 2009

Jornalismo e Democracia se reaproximam

Supremo decide que é inconstitucional a exigência de diploma para o exercício do jornalismo

Por maioria, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira, que é inconstitucional a exigência do diploma de jornalismo e registro profissional no Ministério do Trabalho como condição para o exercício da profissão de jornalista.

Leia mais no site do STF.

Com a notícia acima, o Brasil deu passo significativo na defesa dos princípios democráticos e republicanos que enfrentavam os melindres de setores cooporativistas opositores da liberdade de expressão e contraditóriamente estes mesmos grupos defendiam a liberdade de imprensa, confundindo-a frequentemente, com a impunidade para a imprensa e tentavam de forma inconstitucional, restringir o direito do exercício pleno da comunicação social.

Como alguns grupos e indivíduos no Brasil esperavam, a decisão do STF configurou-se como o fim de uma guerra medíocre travada por alguns profissionais do jornalismo, que alegavam que apenas com uma formação acadêmica de 4 anos, uma pessoa dotava-se da exclusiva condição intelectual de produzir mensagens, notícias e informação pública.

Foi um passo da nação para o futuro, sem dúvida!

O mercado e os orgãos públicos terão agora mais opções de escolha de seus profissionais de comunicação.

Esperniarão ainda, aqueles que deliravam e convenceram-se de que as prerrogativas do bom jornalismo não estão inexoravelmente ligadas à formação multidiciplinar, transversal e expansiva de diversas áreas do conhecimento científico e empírico, fundamentais para o bom desempenho profissional de quem necessariamente requer de criticidade, paixão pelos estudos, perfil investigador e democrático, além de valores e hábitos que não estão no papel desencarnado dos diplomas.

Observo de perto a ação daqueles que sentem-se ameaçados, naquilo que imaginam serem seu, só seu o direito de comunicar e sei do que são capazes, mas com a última pá de areia e de legalidade jurídica, enterrou-se de vez a nefasta obrigatoriedade criada pelos milicos em plena ditadura, originalmente concebida para silenciar os movimentos sociais e todos que insurgiam contra o regime.

O jornalista Mino Carta já dizia:Jornalismo não é ciência, na melhor das hipóteses pode ser arte. Depende do talento inato de quem o pratica, da qualidade de suas leituras”.

É como essa convicção de que sendo o talento o principal vetor para a identificação do bom profissional, acredito que durante a I Conferência de Comunicação do Estado do Pará e do Brasil, possamos discurtir o tema e agilizar o quanto antes a absorção e fomento de novos comunicadores sociais que permeiam a sociedade, levando o contra-ponto aos grandes interesses dos "donos dos porcos".

sábado, junho 13, 2009

O que ele disse por aí.

“Meus queridos companheiros e companheiras, na verdade todos nós somos ‘o cara’”.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao iniciar o discurso na cerimônia de inauguração do Centro Estadual de Educação Profissional José Figueiredo Barreto, em Sergipe.
Na foto acima, da Presidência da República, Lula e o governador de Sergipe, Marcelo Déda, durante cerimônia de inauguração das obra de recuperação em prédios do Quarteirão dos Trapiches, em Laranjeiras (SE).

O que ele anda dizendo por aí

"São 24,6 milhões de pessoas com deficiência no país, mas falta funcionalidade e beleza no vestuário para elas"
José Serra em seu comentário rápido no Twitter.

sexta-feira, junho 12, 2009

Blogs, e a Revolução das Mídias

Por Carlos Castilho no site Observatório da Imprensa.
Polêmica sobre o blog da Petrobras mostra o surgimento de um novo espaço público para debates no país
A conjuntura eleitoral em Brasília está ofuscando a análise de questões de longo prazo relacionadas ao polêmico blog da Petrobras. O contexto político vai mudar porque depende das expectativas sucessórias para 2010, mas a reviravolta provocada pelo ingresso da maior empresa brasileira na blogosfera terá efeitos prolongados e que mudarão a cara da mídia nacional.
Mais importante do que o bate boca sobre o direito ou não da Petrobras publicar as perguntas de jornais em entrevistas solicitadas à empresa é a questão da quebra de rotinas vigentes há décadas no relacionamento da imprensa com fontes oficiais e corporativas. Isto altera radicalmente uma questão chave que é a do acesso privilegiado à informação.
A criação de weblogs como forma de falar diretamente com o público não foi inventada pela Petrobras. A ferramenta está vigente há quase três anos em governos como os dos Estados Unidos e por cerca de 15 milhões de blogs corporativos em todo mundo (12% do total de weblogs segundo dados do relatório State of the Blogosphere2008).
Os weblogs existem desde 1999, quando foram adotados por milhares de jovens em todo mundo que os transformaram em diários pessoais virtuais. O primeiro governo a entrar para valer na blogosfera foi Israel, que em 2006 lançou uma série de blogs patrocinados pelos ministérios da Defesa e Relações Exteriores. Um deles é produzido em Nova York pelo consulado local.
Os blogs criaram um novo espaço público para interatividade entre cidadãos, empresas, governos e associações civis, tirando da imprensa escrita a exclusividade na mediação entre os diferentes protagonistas. Trata-se de uma ruptura com o modelo tradicional, cujos efeitos provocam perplexidade, especialmente entre os jornalistas.
O sistema de construção da agenda pública também passa por mudanças consideráveis na medida em que o modelo centralizado baseado na mídia convencional começa a dividir espaços com um sistema descentralizado e caóticocomo é o da blogosfera, por onde circulam aproximadamente 10 milhões de brasileiros, cerca de 50% do total dos que têm acesso à internet no Brasil, segundo estimativas feitas com base em dados dos sites Technorati e Ibope/Nielsen.
A polêmica em torno do blog da Petrobras é um divisor de águas na blogosfera tupiniquim porque introduz oficialmente esta temática na agenda nacional, o que vai acabar estimulando a participação de novos protagonistas, entre os quais há rumores de adesões até entre as Forças Armadas.
Leitores do Código que postaram comentários sobre o caso Petrobras/Jornais chegaram a alegar que a polêmica poderia estimular até mesmo o casal Nardoni(acusado de matar a própria filha) de criar um blog para tentar melhorar sua imagem pública.
A insinuação abre uma nova área de debates ao colocar em questão o direito de qualquer pessoa, inclusive criminosos, criar o seu próprio blog, para participar dacacofonia digital. Gostando ou não é o sinal dos novos tempos da arena da informação pública.
Esta ampliação da liberdade de expressão extrapola todos os limites existentes até agora e empurra o consumidor de informações para novos hábitos e valores — num ambiente que vai provocar uma polarização entre os que resistem aos efeitos de mudanças e os que apostam no novo.
É uma nova clivagem política tomando corpo na sociedade brasileira ao lado da tradicional divisão entre esquerda e direita. Este é o grande tema latente em toda a ruidosa polêmica em torno do blog de Petrobras.

Mãos Sujas é Tapiocouto

Do Blog do Hiroshi Bogéa

- Eu sei que o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, tem aqui uma amizade muito forte. Se esta CPI for arquivada de novo, eu quero dizer que não acredito mais neste país. Eu quero dizer: Pagot, tu tens muita força, pode roubar. Rouba, Pagot, porque neste país todo mundo pode.

Essa forma aí em cima é o jeito acabraiado do senador Mário Couto (PSDB) representar o Pará no plenário do Congresso. Sempre dando murros no púlpito, teatralmente insinuando ser gente do bem. Quem não o conhece, termina comprando-o como se assim fosse mesmo.

Nem bem completaram quatro anos de mandato, já virou folclore no meio do Circo.
Há distâncias, sim, oceânicas, a separar estilos e personalidades dos nomes disponibilizados pelo PSDB à disputa da chapa para o governo do Estado.
De um lado, o jeito-cidadão de Jatene, educado, conciliador, articulado com sua biografia acadêmica.
Na outra ponta, o falso moralismo, o coronel dos campos e vendedor de ilusões mesquinhas do Tapiocouto.
Só que agora, e isso pesa, sim, estaremos todos de olho nele, contando às comunidades quem é essa figura perigosa e arcaica. Terrivelmente incompatível com os novos tempos.
O raso conteúdo de Mário Couto não o credencia a ser nem fiscal de esquina em Castelos dos Sonhos, terra que pariu o terrível “Rambo” das matas paroaras.

Quem dá mais?

Do Blog Espaço Aberto.
A venda da Universidade da Amazônia (Unama), maior instituição de ensino superior privado da Região Norte, volta à pauta.
Vejam a imagem acima.
Mostra o resumo de uma notícia que estava disponível no dia 27 de maio passado na frontpage do Relatório Reservado, uma das mais respeitadas publicações do País, que costuma adiantar vários negócios que os jornalões só vão descobrir e divulgar muito depois.

As Falas do Dono da Copa

Ricardo Teixeira faz pressão e ameaça sedes da Copa-2014 No primeiro evento oficial do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014 após a escolha das 12 cidades-sedes, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, pressionou os representantes dos municípios no Mundial. O dirigente deixou claro que quem não respeitar o calendário será excluído da Copa.
"A escolha não foi feita pela beleza das cidades. Quem não cumprir os prazos será substituído", disse o cartola.
O discurso tem tom de cobrança diferente do anúncio das sedes do Mundial, em Nassau (Bahamas).
Na ocasião, Teixeira nem quis comentar a possibilidade de trocar sedes. "Não falo sobre hipótese."
A primeira tarefa das sedes será apresentar o projeto de viabilidade financeira até 31 de agosto. Várias cidades ainda não apresentaram esses dados, pois a Fifa não exigira até agora.
A maioria dos comitês locais terá de se apressar. Membros da própria confederação admitem que parte dos projetos ainda estava em fase inicial. E dados de consultoria internacional mostravam que quase nenhuma das cidades tinha o estudo de viabilidade do estádio pronto até a semana passada.
Para justificar a sua ameaça, Teixeira citou o exemplo de Maceió, que perdeu o prazo para entrega dos documentos da candidatura e não teve o seu nome enviado pela CBF à Fifa.
Pouco antes de elevar o tom, Teixeira disse que pretendia manter todas as cidades. Ontem, representantes de três cidades (Manaus, Fortaleza e Brasília) se reuniram com os integrantes do comitê organizador. Quarta-feira, São Paulo, cujo projeto foi criticado pela Fifa, apresenta sua proposta.
Depois de mostrarem a viabilidade de seus projetos, as sedes do Mundial têm até o final do ano para assinar os contratos para as reformas dos estádios. Até 25 de fevereiro, as obras já têm que começar e seu prazo para terminar é o final de 2012.
O governo federal também ensaia pressão sobre as 12 cidades. O ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., vai exigir até setembro "a matriz de responsabilidade", que estabelece a origem das verbas para as obras. Quer evitar que a União cubra gastos, como no Pan-2007.
Sérgio Rangel
Folha de S.Paulo, no Rio de Janeiro.
Para quem é paraense, o domingo que anunciou a trágica notícia de que Belém estaria fora da rota dos jogos da Copa de 2014, alimentou inúmeras postagens pelos blogs e jornais da vida. Correntes de emails pregaram boicote ao consumo da Coca-cola, outros pegaram carona e responsabilizaram Ana Júlia e Duciomar Costa.
Juca Kifury lançou mais lenha na fogueira afirmando que as cartas estavam lançadas antes do anúncio e outros jornalista e críticos passaram a discutir os motivos de Manaus ter "vencido" Belém, tendo esta última melhores condições do que a primeira para recepcionar um evento do porte de uma copa do mundo de futebol.
Aqui também meti minha colher, mas sustenta-se ainda no ar uma pergunta que quase todos os atores inesplicavelmente se esquivam de esclarecer: E se alguma das 12 cidades sedes não apresentar o tal estudo de viabilidade do estádio, o qual faz parte do calendário de obrigaçõs qiue a FIFA exige dos comitês das cidades que concorrem ao pleito.
Belém era até o dia 31 de Maio a única cidade que havia apresentado o documento que demostrava de onde e como se obteria os recursos e como seriam aplicados para que o nosso querido Mangueirão pudesse ficar prontinho para sediar a copa e manter-se como o melhor e maior palco de futebol da região norte do país.
Alguém poderia responder se ainda temos chances?

Criador e a criatura: a volta de Lei da Mordaça, agora em Ananindeua

Daniel Santos (PODE) seria o criador da ideia de emplacar a "Lei da Mordaça" na Câmara Municipal de Ananindeua, resgatando os mol...