sexta-feira, janeiro 08, 2010

A Carta de um Deputado Petista à Lula.


Companheiro Presidente Luis Inácio da Silva – Lula


Declino, com tristeza e pesar, o convite para integrar a comitiva presidencial que estará neste dia 10 em São Luís do Maranhão.


Assim como milhares de petistas, lutei e sonhei com o momento em que o teria  entre nós como o Presidente do Brasil para anunciar boas novas que diminuirão a pobreza e a escravidão do nosso povo.


V. Exª é testemunha e deve se lembrar do sofrimento que passamos no processo de construção do PT e de sua própria liderança, quando enfrentamos os filhos da ditadura, os vampiros do nosso povo, os devoradores dos sonhos de nossa gente, representados pelo grupo político comandado pelo Senador José Sarney.


V. Ex ainda deve se lembrar dos atos públicos que fizemos na Praça Deodoro, denunciando as barbaridades da oligarquia; das caminhadas avermelhadas pela rua Grande, arrastando multidões gritando “Fora Sarney”; da emocionante subida da ladeira do Jacaré para verificar  a olho nu o abandono do município de Alcântara; da Caravana da Cidadania que, saindo de Caxias, espalhou esperanças entre os quilombolas de Codó; as quebradeiras  de coco de São José dos Mouras, em Lima Campos; perante as viúvas de lavradores vítimas do latifúndio, aliado e sustentado pelo grupo dominante; do ato público realizado na empoeirada cidade de Buriticupu; do espanto  nas usinas de ferro gusa de Açailândia, causado pela queima desmedida e sem controle de madeira nativa; e do grandioso encerramento da caravana em Imperatriz, com discurso radicais de condenação à pobreza do povo maranhense.

V. Exª deve se recordar da última vez que esteve em São Luís, há exatos 11 anos, para participar, em 1998, do comício em apoio à minha candidatura a Governador do Maranhão quando, embora sem qualquer estrutura, me submeti ao delicioso sacrifício de apoio à sua candidatura a Presidente da República enfrentando o rolo compressor da campanha de Fernando Henrique Cardoso, que foi apoiado por dois mandatos pela mesma turma que hoje lambe os seus pés para se aproveitar de seu governo e de sua popularidade.

Não posso esconder a decepção de não poder compartilhar deste momento em que V. Exª retorna à minha terra, agora como Presidente da República que ajudamos a eleger e que realiza um governo exitoso.

Estou triste, porém a minha consciência não me permite estar no mesmo palanque de um grupo político que há mais de quarenta anos explora, maltrata e debocha do nosso povo.

Não posso confundir a minha imagem com a sombra dessa gente que cassa um governador eleito; cassa um juiz que atendeu aos reclamos da população carente; cassa um prefeito do PT e que implanta o terror no Estado.

Não posso confundir a minha identidade com um grupo cujo líder é objeto de escárnio da cidadania brasileira pelas revelações recentes de uma ínfima parte dos crimes praticadas contra o erário público.

Não posso me curvar ao oportunismo de aproveitar a sua popularidade e a multidão que lhe aguarda, para trocar beijinhos e apertos de mãos com uma governadora de quatro votos, que de forma covarde e indevida se intrometeu na eleição interna do PT pressionando, coagindo e ameaçando nossos prefeitos e lideranças petistas e de partidos aliados.


Posso imaginar o sofrimento de V. Exª diante das pressões espúrias e das chantagens rotineiras por cargos, verbas e outras rações que alimentam verdadeiras quadrilhas organizadas e tenho certeza de que V. Exª não esqueceu o desrespeito do Senador José Sarney durante a eleição para Presidência do Senado; a humilhação imposta pelo Senador Sarney à Senadora Ideli Salvatti (PT-SC), derrotada na Comissão de Infra Estrutura para ressuscitar Collor de Melo; na manobra do Senador José Sarney que ficou em casa para facilitar que o Senador Marconi Perillo (PSDB-GO) instalasse a CPI da Petrobrás para usá-la como arma contra o governo; o presente que o Senador Jose Sarney deu à Senadora Kátia Abreu (Demo), inimiga do governo, para relatar a Medida Provisória n. 458 que regularizou mais de 60 milhões de terras na Amazônia.

Tenho consciência de suas enormes responsabilidades ao governar um país complexo e ainda dominado por tanto picaretas, muitos deles arranchados nas estruturas de poder e, em especial, no Congresso Nacional.

Sei que tens que engolir sapo para poder governar. Compreendo que V. Exª, por dever de oficio, tem de manter relações e até amizades com os inimigos de ontem, os aproveitadores de hoje e adversários de amanhã, em prejuízo de seus companheiros de ontem, de hoje e de sempre.


Porém a vida não pára. O mundo muitas voltas dá. Amanhã será outro dia, e com certeza nos encontremos no Maranhão ou em outros cantos do Brasil, em companhia de gente menos catingosa.


Boa sorte em seu esperado retorno a São Luís.


Justiça se faz na luta.

Do Site do Dep. Fed. Domingos Dutra. (PT-Maranhão)

O partido que mais perdeu filiados




 
No segundo mandato do Presidente Lula, o DEM foi o partido que mais perdeu filiados em todo o país: 38,1 mil. Foi o único da oposição que reduziu o número de integrantes. Da base de sustentação do governo Lula, o PP também perdeu apoio, de 12 mil filiados. DEM e PP têm raízes na Arena, partido que sustentou os governos militares.



A mudança de nome do PFL para DEM e a reestruturação da direção da legenda, em 2007, não renderam ao partido um crescimento significativo de filiados. Em 2008, o DEM obteve pouco menos de uma centena de novos integrantes, mas não reverteu a tendência de queda registrada no segundo mandato de Lula. Para o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), a oposição "vive um momento de dificuldade", mas não deve alterar o discurso: "Não vamos mudar. Quem tem de mudar é o PT."



PSDB e PPS, que compõem com o DEM a oposição ao governo federal, cresceram, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O aumento de filiados dos dois partidos foi registrado não só no segundo mandato de Lula, mas também no primeiro. Desde que o Presidente Lula foi eleito, no fim de 2002, os tucanos ganharam mais de 113 mil integrantes e o PPS, 108,7 mil.



O PP, ao contrário da maioria dos partidos da base aliada ao governo, perdeu filiados desde o início do governo Lula: foram 155 mil, do fim de 2002, quando o presidente já tinha sido eleito, até novembro de 2009. A queda foi concentrada no primeiro mandato de Lula, quando 143 mil pessoas saíram da legenda.



No segundo mandato do petista, o PMDB ganhou pouco mais de 1,1 mil filiados. O partido aderiu institucionalmente ao governo e ampliou sua participação nos ministérios. Com isso, os pemedebistas reverteram a redução de seus filiados registrada no primeiro mandato. Durante todo o governo Lula, até novembro de 2009, o PMDB foi o partido que mais perdeu filiados: 176 mil.



Dirigentes do PP, do DEM e do PMDB citam os mesmos argumentos para tentar explicar a queda do número de filiados: recadastramentos feitos pelos partidos "limparam" dos registros os que já morreram e não foram suficientemente atrativos para trazer novos integrantes.



No caso do DEM, dirigentes citam que o partido perdeu quadros quando deixou de ser PFL, por deficiência no recadastramento dos filiados e na campanha de filiação. Os números do TSE, no entanto, já indicavam a tendência de queda desde o fim do governo Fernando Henrique Cardoso. "O PSDB não perdeu tantos filiados porque comanda colégios eleitorais importantes, como São Paulo e Minas Gerais", comentou Aleluia. O presidente do PP senador Francisco Dornelles (RJ) disse que a redução não é preocupante, já que o partido continua sendo o segundo maior, atrás apenas do PMDB.



O partido que mais cresceu desde outubro de 2002 foi o PT: a legenda informou ao TSE ter ganho 417 mil filiados. O número pode ser ainda maior, já que a Justiça Eleitoral registra que o PT tem, atualmente, 1,246 milhão de filiados e dados fornecidos pelo partido indicam que a sigla tem 1,35 milhão. Durante o governo Lula, o PT fez uma intensa campanha de filiação.



Os dados mais recentes do TSE, de novembro de 2009, indicam que o PSDB tem mais filiados no Nordeste do que o PT: 22,69% dos tucanos estão na região contra 21,07% dos petistas. No Sudeste, a situação é inversa e o PT tem 46,66% e o PSDB, 40,52%. O DEM tem quase 30% de todos os filiados no Nordeste.Valor Econômico

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Politicamente Corretos

Enviado pela amiga/leitora Silvia Rodrigues, os cartões abaixo desejam um bom 2010 de forma inteligente e com uma agradável ilustração dos conteúdos, estes sim, simples e imensamente indispensáveis.





 
 

Alguém aí sabe o que foi a Cabanagem e a sua importância para o Brasil?

Os paraenses preferem morrer no campo de batalha a entregar seus pulsos às algemas e grilhões do despotismo”
Eduardo Angelim, terceiro presidente da Cabanagem, a revolução que começou no Pará, exatamente no dia 7 de janeiro de 1835, quando os cabanos tomaram Belém, executaram o governador Lobo de Souza e puseram no poder Félix Malcher. 

A Cabanagem

Era o início da Cabanagem.

Era o início da Revolução Cabana.

Uma revolução em sua essência popular.

Uma revolução que atingiu todos os rincões do Estado - de Belém à região do Baixo Tocantins, de Belém à região nordeste do Estado, de Belém ao Baixo Amazonas.

Uma revolução que uniu - em torno do nacionalismo então nascente e dos anseios de reduzir enormes injustiças sociais - índios, mestiços, negros, brancos sem posses, boa parte do clero e, vejam só, muitos ricaços da época.

Exemplo disso é o próprio Malcher, que era fazendeiro, dono de vastas áreas de terras, mas ficou apenas pouco mais de um mês como presidente cabano da Província do Grão-Pará.

E aí?

E aí que a Cabanagem, como sempre esteve, continua esquecida.

Os paraenses deveriam saber de todos os seus detalhes.

Deveriam contá-los para seus filhos, desde crianças.

Deveriam fazê-los perceber, nos ideais dos cabanos, o orgulho de ser paraense.

Deveriam dar-lhes a conhecer os personagens que ou participaram ativamente da Cabanagem – como Eduardo Angelim e os irmãos Vinagre – ou a influenciaram grandemente, caso do cônego Batista Campos, que morreu no dia 31 de dezembro de 1834, portanto uma semana antes do início da Cabanagem, cujas sementes ele plantou.

Mas que nada!

A Cabanagem, para nove em cada dez paraenses, é quase um palavrão.

Não passa de uma estranheza.

Ou então não passa de um nome, da mera denominação de um monumento esquecido ali no Entrocamento ou do prédio da Assembleia Legislativa.

Ou ainda a denominação de um bairro de Belém - dos mais violentos, diga-se - ou de uma vila, a Vila dos Cabanos, em Barcarena.

E assim vamos deixando de lado as nossas melhores memórias.

Exemplo concreto são as ruínas do Murucutu, ali pelos lados na Embrapa.

Era um engenho.

Foi lá que morreu Antonio Landi, o arquiteto bolonhês, que deixou preciosidades arquitetônicas em Belém, a Sé e a capelinha de São João Batista, entre outras.

Foi lá, em agosto de 1835, que os cabanos se reuniram para atacar Belém pela segunda vez e instalar no poder o terceiro e último governador cabano, Eduardo Angelim, que sucedeu Francisco Vinagre.

Há cerca de dois anos, um casal de amigos, ambos jornalistas paulistas,foram até o Murucutu.

Sentiu até vergonha.

Chegou ao portão da Ceasa e perguntou ao porteiro.

- Amigo, como eu faço para chegar ao Murucutu?

- Murucutu...?!

- É. Murucutu...

Por pouco o rapaz não chama a polícia.

Quando adivinhou o que se queria, indicou o lugar.

- O senhor vai por ali. Mas tenha cuidado com as cobras por lá.

Foi assim que ele indicou o rumo daquilo que deveria ser uma das referências da memória histórica de todo belenense, de todo paraense.

É assim que assistimos todos, estupefatos, esvair-se o interesse que deveríamos cultivar pelas nossas coisas.

Mesmo assim, vale lembrar.

Hoje é o dia 7 de janeiro.

Dia da Cabanagem.

Dia em que todos deveríamos sentir orgulho de pisar num solo que os cabanos pisaram.

Dia em que precisamos não perder de vista a nossa própria História.

Aliás, Batista Campos, jornalista e panfletário dos mais destemidos talvez o mais destemido que já nasceu neste Estado até hoje -, adotou o seguinte como dístico, como divisa, como lema de seu jornal, O Paraense, tribuna da qual vergastava o stablishment da época:

"De circunlóquios nada sei.
O caso conto como o caso foi.
Na minha frase de constante lei,
O patife é patife; o boi é boi."

Texto de autoria desconhecida por este blog.

Puty não será mais o candidato da DS a Câmara Federal


Fontes internas da DS dão conta que as atribuições de Puty estariam sucofanco-o à ponto de não ser mais possível sua candidatura a Câmara Federal este ano, e sendo assim, a DS ainda não estaria com a estratégia eleitoral totalmente definida como prevêem 10 entre 10 opiniões sobre o fato.


Segundo as fontes, a confirmação de que Puty não é o candidato da DS à Camara dos Deputados em Brasília pode sair em poucos dias, antes da data imposta pela governadora aos seus secretários para descompatilizarem dos cargos, os quais queiram disputar as eleições deste ano.



O secretário todo poderoso e ex-marido de Ana Júlia, Marcílio Monteiro seria a bola da vez, coroado pela alta cúpula local e nacional da Democracia Socialista do PT.

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O blog tem recebido emails que indagam a veracidade dos fatos e outros que revelam que há uma pergunta no ar do palácio do governo: Quem vazou?





Criador e a criatura: a volta de Lei da Mordaça, agora em Ananindeua

Daniel Santos (PODE) seria o criador da ideia de emplacar a "Lei da Mordaça" na Câmara Municipal de Ananindeua, resgatando os mol...