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quarta-feira, maio 15, 2013

Pela Democratização da Comunicação no Brasil


Primeiramente gostaria de fazer uma reflexão e externar a todas e todos: "se o nosso governo tivesse priorizado a reforma na comunicação no país, muito provavelmente hoje estaríamos realizando outras reformas tão importantes quanto ela, como é o caso da reforma agrária e urbana no Brasil."

A luta pela democratização da comunicação no Brasil foi encampada pelos movimentos que inicialmente pressionaram o governo Lula pela realização de conferência de comunicação social. É importante ressaltar que ao longo dos mandatos do presidente Lula foram realizadas mais de 100 conferências nacionais abordando as várias temáticas que acompanham as políticas públicas de saúde, assistência social, cultura, etc. Mas nunca antes na história deste país, parafraseando ao próprio Lula, havia-se realizado para o setor estratégico da comunicação. Salientando, contudo, que esta lacuna atinge outros governos que simplesmente ignoraram este tema de forma ativa.

Os movimentos participaram de encontro nacional na Câmara dos Deputados em Brasília visando a produção de uma proposta de mudança no marco regulatório das comunicações. Houve muita pressão no governo pela realização de uma grande conferência de comunicação, que foi precedida da realização de várias reuniões públicas preparatórias nos estados, elegendo delegados à CONFECOM. 

A sociedade começou a se apropriar do debate através da criação do FNDC - Fórum Nacional de Democratização da Comunicação, da Intervozes, e de outras entidades que militam no campo da comunicação no país. 

A 1ª CONFECOM aconteceu em dezembro de 2009 em Brasília e foi notória a ausência da representação das grandes corporações de mídia do Brasil, que perderam uma grande oportunidade para fazer o debate diante dos movimentos ligados aos trabalhadores e trabalhadores que estavam ali para exigir "vez e voz". Uma frase que ficou marcada no evento foi: " eu também quero falar".

A CONFECOM foi um ação estatal mas que nasceu pela força dos movimentos e o Presidente Lula afirmou no evento que o país precisava travar um debate franco e aberto sobre a comunicação social no Brasil e que não seria enfiando a cabeça na terra, como faz o avestruz, que enfrentaremos este problema, e nem tampouco fechando os olhos para o futuro ou congelando o passado que lidaremos corretamente com a nova situação. Isto vale para governo, movimentos, empresários e população.

É chegada a hora de uma nova pactuação na área da comunicação, que resgate os acertos do passado, mas que corrija os seus erros, e seja capaz de responder interrogações e às extraordinárias complexidades que temos diante de nós neste campo.

A CONFECOM foi um momento de aglutinação das forças vivas da sociedade em torno de um tema estratégico a qualquer sociedade que queira se modernizar e se desenvolver com justiça social: a democratização dos meios de comunicação de massa.

Enfim, mesmo com ausência injustificada de parte importante do empresariado, mais de 600 propostas foram produzidas e apresentadas ao governo, num profundo e complexo debate, com muito conflito, num exercício de democracia que resultou em produto de qualidade indubitável, porque nasceu do seio do debate democrático e republicano, e que deveria ter sido a base do governo para produção de Projeto para modificar o marco regulatório atualmente em uso no Brasil. Não somente para ajustar as contradições já existentes no regulamento atual, mas principalmente adotando outras providências, modificando as incongruências normativas, institucionais e adaptando às novas tecnologias em uso no mercado.

O marco regulatório no Brasil completou 50 anos em 2012 e a Lei geral das telecomunicações 26 anos.

De sorte, ou de azar, o processo aglutinativo gerado através das propostas na CONFECOM, balizou um projeto do ex-ministro dos Comunicações Franklin Martins, mas que não foi absorvido pelo governo Dilma após a mudança de titularidade da pasta que foi assumida pelo Ministro Paulo Bernardo, que literalmente implodiu o projeto.

A verdade é que todo este debate realizado ao longo das gestões do presidente Lula foi enterrado no Governo Dilma. Ao que parece, o governo Dilma que enfrentou coerentemente os setores atrasados da sociedade criando a Comissão da Verdade e a Redução dos Juros de Mercado, não está querendo fazer mais este enfrentamento ás vésperas de 2014. 

Apesar disso, na concepção de que governo é governo e partido é partido, o presidente do PT, jornalista Rui Falcão, anunciou publicamente que a legenda do PT, assim como a CUT indicou no ENACOM, estará firme na luta pela democratização da comunicação, criando redes de comunicação e de combate aos monopólios das grandes mídias no Brasil.

Há muito ainda a fazer e neste contexto os movimentos sindicais tem o dever de fomentar se preparando para um grande debate com a sociedade, que está distante desse tema e muito afeta a sedução e ao bombardeamento de uma mídia experta, corporativa e que há anos mantém o monopólio das comunicações no Brasil.
Portanto, o engajamento das centrais sindicais, em especial a CUT e seus filiados, na coleta de assinaturas ao projeto de iniciativa popular em que a CUT tem a meta de 500 mil assinantes, é um passo de importância ímpar no caminho do novo marco regulatório da comunicação no Brasil. 

Oswaldo Chaves é Administrador, Analista Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, Militante do PT e filiado ao Sindicato dos Servidores do Judiciário.

domingo, maio 12, 2013

Pacto pelo Pará?

Governador Simão Jatene e Charles Alcantara - Foto: Cristino Martins/ Agência Pará.
A foto acima foi divulgada no site do governo do Pará, ilustrando a matéria "Sindifisco apoia governo contra alíquota diferenciada do ICMS" e provocou a eloquente resposta de Charles Alcantara*, também conhecido como Mr. Johnson - apelido gentilmente cunhado pelo saudoso Juca, em seu famoso 5ª Emenda, tão logo eu trouxe a mesma para o Facebook, com uma única e simples pergunta: Pacto pelo Pará?  


Prezado Diógenes,
Você é inteligente e sabe que a reação de algumas pessoas à indagação que me fizeste decorre da malícia contida no teu texto, sugerindo que eu estaria aliado ao PSDB.
 
Você tem todo direito de fazer uso da malícia e da ironia e saiba que não me senti ofendido.
 
Faço questão de responder ao teu questionamento e o agradeço pela oportunidade: eu não sou aliado do PSDB e nem aderí à aliança liderada por este partido que se notabilizou, desde os tempos de Almir Gabriel, pelo slogan “União pelo Pará”. 
 
Sob o governo de Fernando Henrique (PSDB) foi aprovada a Lei Kandir que deu início a uma sangria desatada de recursos do Estado do Pará. Naquela época, lembro-me bem, o PT do Pará se opunha radicalmente à Lei Kandir e denunciava que a desoneração de ICMS não seria compensada e o Pará amargaria os prejuízos daquela medida.
 
Pois bem. Sob os mais de 10 anos do governo do PT (Lula e Dilma), eis que o desfalque contra o Pará só fez aumentar, sob o silêncio obsequioso dos – agora – governistas.
 
É dessa política que eu estou farto, meu caro Diógenes!
 
Estou farto dessa política baseada na ética da ocasião, do cinismo, da permissividade com os aliados e da intransigência absoluta com os diferentes.
 
Estou farto dessa política rasteira, fisiológica e clientelista, baseada na troca de favores, no apoio comprado com liberação de emendas, emprego de apadrinhados e benesses a currais eleitorais.
 
Estou farto dessa política operada na escuridão e na calada da noite.
 
A União, seja sob os dois governos do PSDB, seja sob os quase três governos do PT, tratou e trata o Pará com menosprezo, desdém, desrespeito.
 
Olham-nos de cima pra baixo, apesar de a nossa posição geográfica indicar o contrário, já que estamos ao norte.
 
Mas não responsabilizo os governos centrais do PSDB e do PT. Não!
 
A responsabilidade é das nossas elites políticas e econômicas locais, que se portam, à esquerda e à direita, subalternamente.
 
Em artigo recente disse – e repito – que a chamada classe política paraense, no conjunto, representa muito mal o povo do Pará, embora haja, individualmente, políticos qualificados e sensíveis à causa pública.
 
Disse – e sustento – que na balança entre os interesses e conveniências privados dos "nossos" representantes políticos e o interesse público, pesam mais os primeiros e a balança pende contra o povo do Pará e a favor dos conchavos, das barganhas, do loteamento de cargos, do clientelismo e do fisiologismo.
 
Disse – e sustento – que o grau máximo de interesse coletivo que os políticos que representam o Pará conseguem alcançar é o interesse do "seu coletivo", da sua corriola, do seu "curral" eleitoral.
 
Disse – e repito – que os da base aliada sempre condescendem com os desmandos do poder central para com o Pará. Por outro lado, os da oposição, apontam os erros e desmandos do poder central mais para faturar dividendos políticos do que propriamente por compromisso com a melhoria da vida do povo.
 
Jamais estive no palanque do PSDB e não estarei em 2014, porque as minhas convicções políticas e ideológicas me antagonizam às defendidas e praticadas pelo PSDB, especialmente no tocante ao papel do Estado e ao valor do trabalho em face do capital.
 
Mas seria idiota, medíocre, falso e desleal com os contribuintes paraenses se não reconhecesse a importância e o acerto da campanha liderada pelo governador contra o projeto de unificação das alíquotas do ICMS aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, a favor da justa compensação, ao Pará, do desfalque bilionário promovido pela lei Kandir e a favor da renegociação das dívidas de Estados e Municípios com a União.
 
Nesta luta eu estou com o governo do Pará.
 
Aliás, meu caro Diógenes, defender os interesses do povo do Pará, se não estou enganado, é dever de todos os representantes eleitos com os votos do povo do Pará.
 
Falo bobagem?

Charles Alcantâra é presidente do SINDFISCO-PA, blogueiro e membro da REDE, partido que reúne assinaturas para se oficializar em breve e tem na liderança de Marina Silva, a possibilidade de ter candidatura à Presidência da República e nos demais Estados Brasileiros. 
Tanto Charles, quanto Marina deixaram o PT reclamando de erros que também ajudaram a cometer, mas isso é pauta para outra postagem.

CUT debate democracia na Comunicação em Belém

 
No site da CUT.

A CUT-Pará realizará na próxima quarta-feira (15), em Belém do Pará, o lançamento do livro Latifúndio Midiota, crimes, crises e trapaças, seguido do debate “Democracia na Comunicação”, fortalecendo a campanha nacional pela liberdade de expressão e contra os monopólios de mídia.

 Além do autor, Leonardo Wexell Severo, que é editor do site da CUT Nacional, redator-especial do jornal Hora do Povo e colaborador do Brasil de Fato, participarão do evento na capital paraense o jornalista Paulo Roberto Ferreira, membro da coordenação do Fórum Estadual pela Democratização da Comunicação e Vera Paoloni, secretária de Comunicação da CUT-PA.

Com 140 páginas e 22 reportagens e artigos, o livro faz um contraponto à desinformação da velha mídia. De acordo com o sociólogo Emir Sader, em sua apresentação da obra, “Latifúndio Midiota é uma verdadeira bula para ler e entender o que é dito na mídia. Sem contraindicações, indicado para os que mais precisam da verdade”.

“O novo livro de Leonardo é uma arma afiada nas mãos dos lutadores do povo que não se deixam manipular e deformar pelos monopólios midiáticos. É uma honra e alegria participar da publicação deste livro – inaugurando o nosso selo”, reforça Altamiro Borges, presidente do Centro Estudos da Mídia Barão de Itararé.

Na avaliação da secretária nacional de Comunicação da CUT e coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Rosane Bertotti, a obra traz consigo uma intensa capacidade de sensibilizar para a necessidade de darmos respostas coletivas aos desmandos dos monopólios de desinformação.  “Que a indignação presente em cada uma das linhas deste livro acenda os sinais de alerta para o veneno a que somos submetidos diariamente, e nos desintoxique, fortalecendo o compromisso com a democratização da comunicação, com a luta e a vitória do Brasil e da Humanidade”, enfatizou.

SOROCABA -A Subsede da CUT em Sorocaba e região promove em parceria com o Diretório do Partido dos Trabalhadores a mesa de debate sobre “Mídia Democrática” e o lançamento do livro no dia 18 de maio (sábado), das 9 às 12 horas, no Sindicato dos Metalúrgicos. Estão confirmadas as presenças da secretária estadual de Comunicação da CUT-SP, Adriana Oliveira Magalhães, e da deputada federal Iara Bernardi (PT).

FOZ DO IGUAÇU -Em Foz do Iguaçu, o lançamento acontece no dia 22 de maio (quarta-feira) no saguão da Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), na Alameda Rui Ferreira, 164, a partir das 18 horas. Pela manhã o autor participa como debatedor na mesa "A democratização da Comunicação; Experiências na América Latina", às 10 horas, ao lado de representantes da ALAI (Agência Latino-Americana de Informação) e da Universidade de Buenos Aires.  

COMUNICASUL –Integrante da rede ComunicaSul de comunicação colaborativa, Leonardo Severo acompanhou recentemente as eleições presidenciais de Hugo Chávez (outubro de 2012) e Nicolás Maduro (abril de 2013) na Venezuela, a disputa pela Lei de Meios na Argentina (dezembro de 2012) e as eleições presidenciais no Equador, com a vitória de Rafael Correa (fevereiro de 2013).

sábado, maio 11, 2013

Encontro de Software Livre movimenta a região do Caeté (PA)

Abertura prestigiada por diversos representantes de entidades e municípios da Região do Caeté.

Na manhã desta quinta-feira (09) foi dado início ao I Encontro de Software Livre e Install Fest da região do Caeté, evento realizado no campus do IFPA em Bragança, que conta com o apoio da prefeitura do município, da prefeitura de Augusto Corrêa e do próprio Instituto onde até amanhã será palco de inúmeras palestras, treinamentos e debates sobre o universo do Software Livre, da Inclusão Digital e do acesso às tecnologias da informação.

Padre Nelson, prefeito anfitrião do evento, saudou os participantes e os presentes na mesa de abertura do evento, revelando que o município de Bragança está em fase de implementação do e-cidades, em parceria com o governo federal, que consiste na modernização e interligação das secretarias, unidades de saúde, entre outros órgãos da gestão pública através da utilização de um software livre que vai possibilitar a organização de gastos, do orçamento, da receita tributária, do controle de medicamentos, de recursos humanos e outros serviços no mesmo aplicativo. A ferramenta, chamada de e-cidade, está disponível no Portal do Software Público Brasileiro e pode ser acessada gratuitamente pelos municípios.
AmazonWeb será o próximo evento que reunirá as comunidades Software Livre e Ativismo Digital.

O Secretário de Comunicação de Bragança, Paulo Uchôa, complementou as informações do prefeito, informando que o projeto e -cidade foi submetido ao Ministério das Comunicações, tanto pela prefeitura de Bragança, quanto do município de Augusto Corrêa, cujo objetivo é a implantação de uma infraestrutura de 16 km de fibra ótica que possibilitará o livre acesso à internet de alta velocidade aos internautas, tanto em praças, na orla, entre outros espaços públicos das duas cidades.

A redução da burocracia também é uma das vantagens do aplicativo, segundo Uchôa. “Vai reduzir a papelada. Muitas árvores serão economizadas na medida em que a gente automatize e use processos eletrônicos no lugar de processos em papel”, completou.

Os desdobramentos.


O evento convidou cinco municípios da Região do Caeté, (Bragança, Augusto Correia, Tracuateua, Capanema, Santa Luzia e Viseu)  e debateu além do uso de Software Livre, temas como Inclusão Digital, Acessibilidade, Informática Educacional, Ativismo Digital, entre outros.

Ainda na tarde do primeiro dia do Encontro, aconteceu uma reunião entre representantes de prefeituras da Região, SUSESO, ASL-PA, Educadores e Ativistas Digitais decidiram integrar a equipe de coordenação do AmazonWeb, o maior fórum de internet da região Amazônia, previsto para acontecer nos dias 01 e 02 de Setembro deste ano.
Iramandade da Marujada de Bragança brindou o evento com uma apresentação espetacular.

No fim do primeiro dia do evento, uma linda apresentação da Irmandade da Marujada de Bragança emocionou todos os presentes pela beleza das indumentárias, do ritmo e dos dançarinos e dançarinas do grupo.

A Assessoria de Comunicação do SINDPD-PA participou do evento e podemos constatar a quantidade e a qualidade das experiências com o uso de Softwares Livres no Pará, onde vários atores - educadores, gestores públicos, técnicos, estudantes, ativistas, entre outros - escrevem novos paradigmas e colaboram para o desenvolvimento socioeconômico e cultural do Estado.

quinta-feira, maio 09, 2013

WebFor2013: Uma programação imperdível

PROGRAMAÇÃO

DIA 24/MAIO - SEXTA-FEIRA
 
18:00hs - Hall de entrada - Credenciamento.
19:30hs - Auditório(6º andar) - Show de humor - MESA DE DEBATE 1 – Convidado especial, Rodrigo Vianna e Maria Frô. Coordenador da Mesa: Dimas Roque (BA) – A Liberdade de Expressão no Brasil em xeque?
 
20:30hs - Hall de entrada - Show cultural
DIA 25/MAIO - SÁBADO
9:00hs - Desconferência 1 – Dimas Roque(BA), Laurindo Lalo Leal Filho(SP), Rodrigo Vianna(SP) – O Papel da blogosfera e a censura contra as mídias alternativas.
Desconferência 2 – Aparecido(SP), Rodrigo Penna(MG), Rosane Bertotti(SP), Dr. Mourão(CE). As Redes Sociais e a nova geração de internautas.
Desconferência 3 – Sérgio Telles(RJ), Percival Henriques(SP), Ivonísio Mosca(CE), Paulo Mendonça(CE) - O Marco Civil da Internet e Inclusão Digital.
Desconferência 4 - Tatiane Pires(RS), Lidyane Ponciano (MG), Débora Lima(CE). As mulheres, a internet, as violências de gênero e o Caso Marco Feliciano.
Desconferência 5 – Michael Rosa(MG), Diógenes Brandão (AmazonWeb) – A influência das novas mídias no comportamento do brasileiro.
9:00 Lançamento Livro/Autógrafo – Emir Sader e Venício Lima
11:00 - Almoço.
TARDE
13:30hs - Auditório(6º andar) - MESA DE DEBATE 2 - com Venício Lima, Emir Sader, Percival Henriques(SP), Rui Falcão(RJ), Emiliano José(BA) e Débora Lima(CE): "Liberdade de expressão, Liberdade de Imprensa e o Marco Regulatório da Mídia” e Coordenador da Mesa: Íris Tavares (CE).
Show musical
16:30hs - Auditório(6º andar) - MESA DE DEBATE 3 – Valter Pomar, Carlos Rafael Zamora Rodriguez – Embaixador de Cuba no Brasil, Laurindo Lalo Leal Filho, Ermanno Allegri (Adital). A Imprensa na América Latina e a força das Redes Sociais. Coordenador da Mesa: Sérgio Telles(RJ).
18:30hs - Auditório(6º andar)- Show musical.
DIA 26/MAIO - DOMINGO
9:00hs - Auditório (6º andar) - MESA DE DEBATE 4 – Rosane Bertotti, Nilmário Miranda, Márcio Pochmann e Joana Almeida (CUT CE). A luta pela democratização da comunicação. Coordenadora da Mesa: Tatiane Pires(RS). 
9:00hs - Hall de entrada - Lançamento livro “A outra história do Mensalão” – autor Paulo Moreira Leite – Revista IstoÉ.
11:00hs - MESA DE DEBATE 5 – Altamiro Borges, Durval Ângelo, Paulo Moreira Leite, Zé Dirceu - Liberdade de Expressão x Os Barões da Mídia. Coordenador da Mesa: Vereador Deodato Ramalho(CE).
Show musical.
ENCERRAMENTO.
Local do evento: Universidade do Parlamento - UNIPACE - Rua Barbosa de Freitas/Avenida Pontes Vieira - Dionísio Torres. Inscrição gratuita: webfor2013@gmail.com. Transmissão pela internet. Informações: 85-99640672(TIM) - Daniel Pearl - 85-97387515(TIM) Fábio Mendes. Siga-nos no twitter: @WebFor2013 e use #WebFor2013. 
Acesse a página do evento.

terça-feira, maio 07, 2013

Belo Monte: A outra versão sobre a ocupação e a saga do jornalismo sem diploma

Clique pra ampliar



Depois que este blog publicou a matéria Porque tirar a imprensa de Belo Monte? Novo Eldorado? com informações obtidas nas páginas de ativistas que são contrários às obras da Usina de Belo Monte, na madrugada desta terça-feira, eis que surge outra versão dos fatos, no Grupo "Jornalista de Belém", no Facebook, quando disparou o jornalista Pedro Paulo Blanco, que trabalha como assessor de imprensa numa empresa de comunicação contratada pelo Consórcio Belo Monte.

"Ninguém fala que os índios agrediram a equipe da Rede TV Altamira nem que a única imprensa permitida por eles no canteiro era a dos movimentos sociais. Pessoas que falam de Belo Monte no conforto do ar condicionado de Belém. Gente que levanta causa sem conhecimento correto dos fatos. A gente vê por aqui...

E outro esclarecimento já colocado no post acima: A decisão judicial proíbe a presença de NÃO ÍNDIOS nos canteiros. Justamente para evitar que este "índios" sejam usados como massa de manobra por esses "brancos". Coincidiu dos "brancos" serem, no momento, jornalistas. Mas seriam expulsos, da mesma forma, se fossem advogados, caminhoneiros ou vendedor de bombom. Jornalista não está acima da Lei. E se põe muito mais abaixo dela quando age com a imparcialidade que tanto combatemos na teoria.

Aliás, a quem interessa mesmo a paralisação de Belo Monte e o atraso do país?? Quem é mesmo que financia essas ONGs?? Quem são os grandes interessados no retardo do crescimento brasileiro??? Será que existe relação desses grandes interessados com a atuação das ONGs??? são muitos os questionamentos e poucas as respostas...

Ah, e deixo claro aqui que trata-se da opinião pessoal do jornalista Pedro Paulo Blanco. DRT/PA 1549. Reforço essa opinião como jornalista e cidadão que sou. É isso!!!"

Pelo Facebook do jornalista contratado por uma empresa que presta serviço de Assessoria de Imprensa ao Consórcio Belo Monte, descobri que o SINJOR-PA e a FENAJ irão realizar o I Seminário de Comunicação da Transamazônica e Xingú com o objetivo de capacitar os profissionais que lá estão, para que mesmo sem o diploma de Bacharel em jornalismo, estes continuem exercendo a função de comunicar os moradores daquela região. Gostei!

Tudo com o patrocínio do Consórcio Belo Monte e da Norte Engenharia, é claro!

Clique para ampliar e veja a programação:

 

segunda-feira, maio 06, 2013

Porque tirar a imprensa de Belo Monte? Novo Eldorado?

Foto de Lunaé Parracho


Terceira carta enviada pelos indígenas nos canteiros de Belo Monte.

Deixem os jornalistas aqui

Ontem o governo enviou um assessor para apresentar uma proposta a nós que estamos ocupando o canteiro de obras. Junto com eles vieram 100 policiais militares, civis, federais, Tropa de Choque, Rotam e Força Nacional.

Nós não queremos assessores. Queremos falar com a sua gente de governo que pode decidir. E sem seus exércitos.

O funcionário queria que saíssemos do canteiro e que só uma pequena comissão falasse com gente de ministério. Nós não aceitamos. Nós queremos que eles venham para o canteiro e falem com todos nós juntos.

Ontem a Justiça expediu liminar de reintegração de posse apenas para os brancos. Com essa decisão, a polícia e o oficial de justiça expulsaram dois jornalistas que estavam nos entrevistando e filmando, e multaram um jornalista em mil reais. E expulsaram um ativista.

A cobertura jornalística ajuda muito. Nós exigimos que a juíza retire o pedido de reintegração de posse, não aplique multas e permita que jornalistas, acadêmicos, voluntários e organizações possam continuar testemunhando o que nós passamos aqui, e ajudar a transmitir nossa voz para o mundo.

Ocupação do canteiro de obras Belo Monte, Vitória do Xingu, Sábado, 4 de maio de 2013.

A advogada da SDDH, Anna Lins informa: 

Além e impedirem o trabalho da imprensa, agora estão ameaçando as prerrogativas de advogados. Tentaram impedir o trabalho da SDDH, com nosso advogado Sergio Martins que está acompanhando a ocupação em BELO MONTE.


Mais informações de Belo Monte, graças ao grande Ruy Sposati, a quem todos nós devemos um baita agradecimento.

Como vocês devem saber, a Justiça do Pará deferiu uma liminar contra a presença de não indígenas na ocupação de Belo Monte. Os não indígenas presentes lá eram alguns jornalistas, un poucos militantes e dois advogados. Todos eles foram expulsos.

Hoje, o deputado Padre Ton (PT-RO) foi impedido pela Força Nacional de entrar no canteiro. Um advogado de Belém, o único branco com algum acesso à ocupação, foi ameaçado de prisão, caso permanecesse lá. Os jornalistas estão fazendo piquete na porta do canteiro e já foram ameaçados de prisão caso cruzem a cancela que divide a margem da Transamazônica e o sítio.

Um assessor do governo disse aos indígenas que a pauta era “muito radical” e impossível de se negociar. Também disseram isso a eles a Norte Energia, a Força Nacional, a Casa de Governo em Altamira, a coordenação local da Funai e todos os outros que visitaram o canteiro.

Começa a se articular um movimento que pede a maior divulgação possível da situação. Para lembrar mais uma vez: trata-se da obra mais cara da história do Brasil, feita com dinheiro público, com seríssimos impactos humanos e ambientais, escassa demonstração de sua utilidade inúmeras acusações de violação da lei e, neste fim de semana, a incrível novidade de jornalistas expulsos por forças policiais, em plena democracia. Cabe lembrar que Belo Monte foi inicialmente orçada em R$ 4,5 bilhões e já se encontra em quase R$ 30 bilhões. Farta documentação sobre violações dos direitos humanos ao longo da construção da usina pode ser consultada aqui: http://bit.ly/15cfiHa e aqui http://bit.ly/15cfma1

Continuo aguardando que parlamentares, jornalistas, blogues e outros setores acordem para a situação. Não é todo dia que o aparato policial do Estado é mobilizado para expulsar meia dúzia de jornalistas de um protesto pacífico, autorizado pela Justiça, no sítio de construção da obra mais cara da história do Brasil. Quem faz mídia alternativa criticando os grandes meios de comunicação de massas e se cala ante uma situação dessas por conveniência partidária ou de patrocínio perde completamente a autoridade moral.

Reiterando: não é trivial. É a expulsão de jornalistas, em plena democracia, pelo aparato policial do Estado, do sítio de construção da obra mais cara da história do Brasil.

Tomará que não estejam planejando uma outra chacina, tal como aconteceu em Eldorado do Carajás!

sexta-feira, maio 03, 2013

Curso de Redes Sociais e Novas Mídias em Belém




Neste sábado (04), a ECO - Escola de Comunicação estará realizando o curso de Redes Sociais e Novas Mídias nos horários da manhã e da tarde. O Curso será ministrado por Talita Alves, professora de linguagem hipermídia da Universidade Brás Cubas (SP) e diretora de estratégia da agência digital WE.

Programa Temático

Módulo I: Redes sociais: Tecnologias/ferramentas: pessoas, conexões, meios, mensagem.Canais e sites de redes sociais.

Módulo II:­ Inteligência Coletiva & Capital Social: mecânicas colaborativas,crowdsourcing e crowdfunding. Desmistificando esses nomes complexos e entendendo a forma como agimos colaborativamente na rede. Construção de ideias/movimentos. O que significa capitalsocial dentro desse contexto.
 
Módulo III: ­ Interatividade: compartilhando conhecimento de forma colaborativa,conceito de Inteligência Coletiva nos meios hoje em dia e as inovações para a comunicação.
Módulo IV: Canais & Conteúdo:A função de cada canal e especificidades dentro de uma plataforma de comunicação.O papel de cada rede social, como pessoas, veículos e marcas estão fazendo uso desses perfis para estabelecer relacionamento e diálogo.A difusão e o excesso de conteúdo.

+Informações

Turma do Açai lança revista na Feira do Livro


A Turma do Açaí são personagens paraenses criados pelo cartunista Rosinaldo Pinheiro, que trazem diversão a partir de divertidas e educativas estórinhas com a cara do Pará.

A estrela dessa turma é o garoto Açaí, que na companhia da família e amigos ajuda você a conhecer de forma divertida a cultura paraense. Clique e conheça os personagens da Turma do Açaí.


COLORIR - Para continuar se divertindo com essa turminha baixe as ilustrações dos personagens para colorir em casa. Clique e divirta-se!

O dia em que a Dilma ficou bolada com o Alckmin





Ainda há pouco recebi Geraldo Alckmin para uma reunião em meu gabinete...

Conversa vai conversa vem, ele começou a dar indiretas:
 
"Hum... nossa, mas estou até imaginando em 2015, vamos ter que mudar essas cadeiras vermelhas da sua mesa para azul. rsrs"

Inclinei minha cabeça para frente e fixei meu olhar séria para ele. O tucano notou que eu não estava achando graça então disse:

"Errr... bem... acho que vou ao banheiro..."
 
Aproveitei que ele se levantou e peguei um saquinho de pó de mico e joguei tudo na cadeira que ele estava sentado e voltei para o meu lugar quietinha.
 
Quando ele voltou, euzinha estava com um largo sorriso no rosto, ele se sentou e disse:

"Que bom que a senhora levou na esportiva, apenas as mulheres lindas têm senso de humor. Mas então, vamos tratar daquele dinheiro, Madame? Que tal liberar os 370 milhões pro Rodoanel bem rapidinho, hein hein?"

Olhei pra cara dele séria e respondi:

"Escuta aqui, seu tucano folgado... eu te recebo aqui porque tenho que receber todo mundo, independente do partido, afinal, todos os estados e cidades deste país merecem a minha atenção... mas não sou obrigada a aturar palhaçada de burro velho, escutou bem? E que dinheirinho pra Rodoanel o quê... engraçado que tira 30 milhões do orçamento da ampliação da Linha 9-Esmeralda até Varginha pra gastar com PROPAGANDA e agora quer vir me pedir dinheiro? Eu até posso dar, mas não é assim... vê se te enxerga... e fica de olho nesse rodoanel de vocês porque o Padilha vem aí..."

Eu nem terminei de falar quando ele começou a se coçar. Ficou de pé e ficou se retorcendo feito lagartixa em água quente e começou a gritar:

"AI AI AI.. O QUE QUE É ISSO? QUE COCEIRA, MEU DEUS!!!"

Eu comecei a gargalhar e disse:

"Quem fala o que quer, sofre o que não quer..."

Ele tirou o paletó e saiu correndo corredor a fora, atravessei minhas salas e fiquei esperando pra ver a saída dele, até me arrependi: visão do inferno vê-lo rolando a rampa do Planalto de samba-canção e depois se jogando no espelho d'água...

ÊTA PRESIDENTA BRINCALHONA!!!

Brasil, país rico é país com Presidenta que não leva desaforo pra casa.

#DILMOLEKA #RainhaDaNação #Dilmalandra #PeripéciasPresidenciais 
#ATucanadaSóPassaNaRampaRolando #NãoConsigoPararDeRir #Dilmaravilha
#MeuNomeÉDilmaNãoÉBagunça