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segunda-feira, abril 27, 2020

PT do Pará virou puxadinho dos Barbalho, diz sindicalista petista



Por Denis Sampaio

O dia em que a direção PT Pará, confirmou o partido como puxadinho eleitoreiro dos Barbalho.

No dia 18 de dezembro de 2019, na "casa do povo" Assembleia Legislativa, três parlamentares do Partidos dos Trabalhadores, depois de virarem as costas para os servidores estaduais, votaram, de portas fechadas, no projeto de reforma da previdência de Helder Barbalho, um pacotaço de maldades, que nem os tucanos tiveram a pretensão de impor quando governaram o Pará. 

Uma votação autoritária que teve a presença de mais policiais militares do que num RExPA, para recepcionar os servidores públicos. Quando até bombas, balas de borracha e gás de pimenta foram usados para reprimir os manifestantes que ali lutavam pelo direito de debater o tema; que reivindicavam uma previdência pública e transparente e defendiam auditoria pública para identificar quem deu causa ao "rombo".

Triste página de nossa história, quando os parlamentares do PT sequer seguiram a orientação nacional do partido, de ser contra o nocivo modelo de reforma previdenciária de Paulo Guedes e Bolsonaro.

Naquele trágico dia, a burocracia petista escancarou sua condição de base de apoio à oligarquia dos Barbalhos. Submetendo, mais uma vez, o PT à condição de servidão política e de puxadinho eleitoreiro do MDB.

Numa época de aflição e incertezas diante a nefasta pandemia, os combalidos contracheques dos servidores estaduais do mês de abril, que já amargam um brutal arrocho de quatro anos de reajuste zero, já estampam o reajustes nos descontos da alíquota previdenciária, que passa de 11% para 14%; já não bastasse os descontos de empréstimos do Banpará.

Mais um duro golpe contra os trabalhadores, que resistirão e o tempo revelará quem lutou e estava do lado certo da história.

*Denis Sampaio é presidentedo do Sindicato dos Servidores do DETRAN/PA - SINDTRAN-PA.

sexta-feira, abril 24, 2020

Sobrevivente compara Hospital de Campanha com "Campo de Concentração em tempos de guerra"



Por Diógenes Brandão

O blog AS FALAS DA PÓLIS traz na íntegra e da forma que está escrito, o relato de um sobrevivente do "campo de concentração" que o governo do estado do Pará chama de Hospital de Campanha, instalado no Hangar Centro de Convenções da Amazônia.


Boa noite Amigos estou aqui para agradasse a todos vcs pelas suas Oração e dizer que recebi alta do hangar estou em casa de quarentena.

E contar a verdadeira situação do hospital de campanha vc é entregue ao hospital e depende de muita sorte pra sair vivo pois tem muita gente morrendo por falta de medicamentos e profissionais da saúde até eu sair de lá tinha quase 200 pessoas internado pra 2 médico para prescreve medição eles não dão conta vc fica sem tomar remédio um sol em cima das camas q vc não consegui ficar deitado uma falta de entendimento q ninguém consegui lhe explica nada gente só capa só  comercial mentirosos existe dois banheiros com bastante chuveiros um é pros funcionários e o  outro e pros pacientes todo mundo tomar banho juntos homens e mulheres as portas são uns plástico vc enxerga todo mundo tomar banho mais uma vez digo homens e mulheres juntos ao mesmo tempo quero q apareça alguém q diga q é mentirosa essas denúncias pois digo tudo isso q estou falando é verdade eu estava lá senhor governador faça uma visita no salão na hora q o sol bate nas cama e na hora do banho q vc vai ver q parece mais com um campo de concentração em filme de guerra.




quarta-feira, abril 22, 2020

Edmilson Rodrigues: a pedra no caminho do PT



Por Diógenes Brandão


No meio do caminho tinha uma pedra 
Tinha uma pedra no meio do caminho 
Tinha uma pedra 
No meio do caminho tinha uma pedra

Nunca me esquecerei desse acontecimento 
Na vida de minhas retinas tão fatigadas 
Nunca me esquecerei que no meio do caminho

Tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra

Carlos Drumond de Andrade.

Desde o processo de redemocratização brasileira, poucos partidos tiveram tantas chances de conquistar a confiança dos eleitores paraenses, quanto o PT teve. 

A partir de uma disputa recheada de baixo nível, entre a candidata do PMDB, Elcione Barbalho e Ramiro Bentes (PDT), nas eleições municipais de 1996o Partido dos Trabalhadores conseguiu eleger o professor e sindicalista Edmilson Rodrigues prefeito de Belém, e o reelegeu no ano 2000. 

Em 2006, o PT elegeu a primeira mulher como governadora do Pará, a bancária Ana Júlia. Nacionalmente, o PT também crescia: elegeu Lula em 2002, o reelegeu em 2006, bem como elegeu sua sucessora, Dilma Rousseff em 2010 e a reelegeu em 2014.

Voltando ao Pará, o PT teve todas as oportunidades de mostrar que o modo petista de governar seria diferente; que traria pessoas honestas e competentes para cuidar dos cofres públicos e que implementaria políticas públicas arrojadas, tanto na área educacional, quanto na saúde e assistência. Diferente do que ocorreu em outros estados, porém, onde o partido conseguiu imprimir marcas que o diferenciaram dos governos anteriores, de outros partidos, por aqui o PT se revelou um grande fiasco, que a população não esquece. Muitos entendem essa decepção como uma traição aos princípios que o Partido dos Trabalhadores sempre pregava.

Para se ter uma pequena amostra disso, basta ver que o partido não construiu nenhum hospital de grande porte, como os 19 hospitais regionais deixados pela gestão do PSDB, partido considerado o maior adversário dos petistas, por atrair os votos de centro-esquerda, ou seja, mesmo campo ideológico do PT em suas práticas, apesar de sempre ter pregado ser esquerda puro-sangue. No caso de Belém, a gestão petista construiu um segundo pronto-socorro municipal, mas a obra, de tão pequeno porte, precisou ser ampliada recentemente, para fazer valer a nomenclatura. Esta unidade, no Guamá, quando funcionava, assemelhava-se, na verdade, a uma UPA, entretanto com o pomposo nome de Hospital de Pronto-Socorro. 

Hoje, o PT só pensa em uma coisa: voltar ao poder, com ou sem o protagonismo, como aliás já atua, de forma coadjuvante, no governo de Helder Barbalho, do MDB, por exemplo. O importante é garantir os cargos que o partido costumou ter, para distribuir para sua militância. Por eles, topa-se tudo, até abrir mão das bandeiras de luta dos movimentos sociais, que são a base que deu origem ao partido e um dia o fez crescer no seio da sociedade brasileira, inclusive em setores da classe média, principalmente entre professores e outros servidores públicos. 

As sucessivas demonstrações de perda de identidade com estes setores e a constatação de que acabou utilizando das mesmas práticas e vícios dos demais partidos, entretanto, trouxeram derrotas eleitorais estrondosas ao partido, principalmente depois da apuração de casos de corrupção em prefeituras, governos estaduais e no próprio governo federal, quando o PT governava. 

Para se ter ideia da fragilidade eleitoral petista, depois de governar a capital do Pará por dois mandatos, o PT entrou em um declínio acelerado e constante, que o fez chegar, hoje, a um dos piores patamares em popularidade, entre os partidos de expressão nacional. 

Embora o PT paulista dite que a estratégia eleitoral do PT nacionalmente deve ser considerar o PSDB como seu maior adversário, a história recente do partido, em Belém, revela que o pior empecilho de retomada da força do PT na capital do estado, é o PSOL, partido que surgiu de um racha do Partido dos Trabalhadores, após alguns de seus membros terem sidos expulsos por desobedecerem determinações partidárias. É ou não é um baita paradoxo?



Para refrescar a memória dos mais distraídos, vamos voltar algumas casas desse tabuleiro.

Primeiro, é preciso dizer que o candidato mais forte em todas as últimas pesquisas, desde que deixou o poder, é Edmilson Rodrigues, mas curiosamente é quem acumula, sucessivamente, também, os maiores índices de rejeição e, por isso, não consegue se reeleger desde então, comprometendo, inclusive, suas atuais ambições. 

Das quatro eleições que disputou, Edmilson venceu duas e perdeu outras duas, justamente as duas últimas eleições municipais (2012 e 2016).

Relembrando: com Edmilson fora da disputa, por não poder concorrer pela terceira vez, nas eleições de  2004o PT apresentou o nome da bancária Ana Júlia, que havia sido vice-prefeita de Belém, com Edmilson Rodrigues. Naquela eleição, a petista conseguiu terminar o primeiro turno, conquistando 32,74% dos votos válidos, enquanto Duciomar Costa (PTB) obteve 48,93%. No segundo turno, Duciomar terminou eleito com 58,28% dos votos válidos, enquanto Ana Júlia recebeu 41,72%.

Já nas eleições de 2008com Lula governando o país e Ana Júlia governando o Pará, o PT apresentou o professor Mário Cardoso, que obteve somente 18,11% dos votos válidos, ficando em terceiro colocado. Já eram sinais claros do declínio petista. Disputando a reeleição, Duciomar Costa foi para o segundo turno com José Priante (PMDB), que acabou sendo derrotado com 40,4% dos votos, enquanto Duciomar foi reeleito com 59,6%.

Nas eleições de 2012 já no PSOL, Edmilson Rodrigues foi lançado, mais uma vez, como candidato a prefeito e o PT veio com o professor Alfredo Costa para a disputa pela prefeitura de Belém. Embora o PT estivesse governando o país, com Dilma na presidência e em lua de mel com o eleitorado, em seu primeiro mandato, assim como tinha o 3º maior tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV - o que é fundamental para ganhar uma eleição - o resultado foi humilhante para o Partido dos Trabalhadores: Alfredo Costa só obteve 3,06% dos votos válidos. Vergonhoso ocaso de um partido que queria governar por décadas. 

Naquele pleito eleitoral, o candidato petista adotou como slogan de campanha, a frase: "O verdadeiro candidato do PT", passando recibo público diante do fato de que Edmilson Rodrigues, já no PSOL, desidratou e sugou a maioria dos votos e da base de apoio popular do seu ex-partido. Com isso, Ed conseguiu passar para o segundo turno e lá recebeu o apoio partidário dos petistas, contando ainda contou com o apoio de peso de Lula e Dilma, naquela altura, dois fenômenos eleitorais no país.



Os dois candidatos mais votados naquela eleição foram Edmilson Rodrigues, que recebeu 32,58% dos votos válidos e Zenaldo Coutinho, que obteve 30,67%. No segundo turno, Zenaldo Coutinho reverteu o jogo e com 56,61% dos votos, contra 43,39%, o tucano derrotou o psolista, tornando-se prefeito de Belém. 


Quatro anos depois, em 2016, não foi diferente. O PSOL insistiu, mais uma vez, com Edmilson Rodrigues, enquanto o PT lançou a promotora de justiça Regina Barata, pela sucessão de Zenaldo Coutinho, que disputava a reeleição. A candidata petista obteve naquela eleição, a pior votação já recebida pelo PT:  apenas 1,71% dos votos válidos. Novamente, percebeu-se o quanto Edmilson desidratou e sugou os votos petistas para si. Prova disso é que o psolista saiu das urnas no primeiro turno com 29,50% dos votos válidos, enquanto Zenaldo Coutinho obteve 31,0%.

No segundo turno, Zenaldo manteve a liderança e com 52,33% dos votos válidos, derrotou Edmilson - com 47,67% dos votos - pela segunda vez consecutiva.

No final de seu segundo mandato, Zenaldo não poderá mais disputar a reeleição, enquanto Edmilson disputará pela quinta vez a prefeitura de Belém. Dessa vez, o PT não dá sinais de que apresentará candidato para o pleito e está, neste momento, rachado entre a candidatura de Edmilson Rodrigues (PSOL) e de Ursula Vidal, agora no PODEMOS.

Com esse histórico, repleto de altos e baixos, a pergunta que fica no ar é o tema de um artigo do cientista político Dornélio Silva, que realizou um estudo eleitoral com os últimos resultados eleitorais: Quais as chances da esquerda voltar a governar Belém?

Leia também: 

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terça-feira, abril 21, 2020

Mortes e contágios crescem, mas Helder mantém o caos em Belém



Por Diógenes Brandão

O número de mortes e de enfermos pela COVID-19 ainda não foram suficientes para fazer com o governador Helder Barbalho e seus militantes partidários usem a desgraça alheia pensando nas eleições, que nem sequer sabem se ainda será realizada esse ano. 

Em Belém, orientados pelo super-herói, o fã clube da família Barbalho aproveita para detonar o prefeito, responsabilizando-o pelo contágio de profissionais da área da saúde, os quais estão na linha de frente do combate ao Coronavirus e acabam sendo contaminados.

O mesmo acontece com profissionais da saúde da área privada e de outros municípios, obviamente, pois são as UPAs e hospitais municipais, assim como os hospitais privados, os únicos que estão de portas abertas e por isso, a entrada para os pacientes que buscam atendimento, com suspeitas ou sintomas de terem o Coronavírus.

Talvez por desonestidade, esses militantes escondem o fato de que os hospitais estaduais não recebem ninguém que não tenha passado pelo atendimento feito pelas prefeituras, e o setor da regulação estadual tem feito corpo-mole e demorado a avaliar os casos e receber os pacientes que agonizam sem o devido atendimento, já que os hospitais de referência para a COVID-19 são os hospitais estaduais.

Por isso o caos impera nas UPAs, enquanto no hospital de campanha instalado no Hangar, há mais de 10 dias depois de inaugurado é mantido com cerca de 360 leitos vazios.


A quem interessa manter essa situação do jeito que está? 

É ou não é criminosa essa política rasteira e desumana que vivenciamos no Pará?

Tá mais do que na hora de sabermos quantos pacientes estão sendo encaminhados pelas prefeituras aos hospitais estaduais e o governo do Pará se recusa a interná-los, ou por não querer admitir que não tem os leitos preparados, ou por única e exclusiva maldade, visando o uso eleitoral contra seus adversários.

Leia também:

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segunda-feira, abril 20, 2020

Corpo de técnico de radiologia morto de madrugada, está até agora em sua casa



Por Diógenes Brandão

O caso é bizarro e revela como a população paraense está à mercê do descaso e das falsas promessas de solução para o caos em que nos encontramos.  

Fernando Brito morreu manhã desta segunda-feira, 20. Estava afastado do trabalho por apresentar sintomas de COVID-19. Ontem, saiu por volta das 19h e voltou antes das duas da madrugada de hoje. Seus vizinhos dizem que ele deve ter saído em busca de atendimento médico, mas como não conseguiu internação, voltou pra casa. Aparentava estar cansado, triste, abatido.

Técnico de radiologia, servidor da Santa Casa e da SESMA, Fernando Morava sozinho e ao entrar em casa, no bairro do Canudos, falou para alguns vizinhos que jogavam baralho em frente às suas casas: "Não me deixem morrer sozinho". Deixou a porta de sua casa aberta e entrou.

Logo em seguida, por volta das 03h da manhã, os vizinhos ouviram um grito e quando foram até à casa de Fernando, encontraram-no já sem vida, sentado em uma cadeira. Ligaram para a polícia, IML, Bombeiros e nada. Um dia inteiro de espera por órgão públicos responsáveis e o único que foi até foi uma viatura da PM, mas os policiais não quiseram entrar, alegando que não são responsáveis por esse tipo de atendimento.

Até às 18h de hoje, o corpo de Fernando continuava lá, na mesma cadeira em que morreu. Seus vizinhos colocaram apenas uma sombrinha em cima e estranharam que nenhuma equipe do IML foi até lá retirar o corpo para os procedimentos no Instituto Renato Chaves, que segundo informações recebidas pelo blog, não estão dando conta de fazer as remoções de corpos na capital, como é o seu dever.

Amigos e vizinhos estão indignados com tão grave situação, mas não sabem a quem apelar, já que ligam para os órgãos e estes ou não atendem ou dizem que estão sobrecarregados.

domingo, abril 19, 2020

Intervenção Militar: Manifestante pró-ditadura chama o pai ao ser preso






Lúcio Flávio Pinto rebate Alex Fiúza de Melo, em artigo com o título: Jornalismo



Por Lúcio Flávio Pinto, em seu blog

Em seu artigo, publicado hoje no blog, Alex Fiúza de Mello trata da “guerra de narrativas” na imprensa brasileira sobre a pandemia da Covid-19. Enumera as “informações desencontradas e distorcidas, sem a devida comprovação e imparcialidade dos dados anunciados”. 

Diz que são “versões enviesadas e/ou desonestas das matérias publicadas, como se os órgãos de comunicação, ao invés do compromisso ético (e primordial) com o interesse público, fossem meros instrumentos partidarizados e/ou ideológicos, associados a interesses econômicos e políticos inconfessos, com o uso desavergonhado do vírus como ‘palanque político’?!”. 

O que fulmina a avaliação de Alex é ser genérica e absoluta. Não há uma imprensa brasileira monolítica, toda ela contra Jair Bolsonaro. Não há nem mesmo uma só imprensa parcial, tendenciosa, incompetente, facciosa, sem credibilidade. 

Muitos dos órgãos têm esses defeitos e vícios. Outros, nem tanto. 

Sejam passionais, partidários ou comprometidos com interesses políticos ou empresariais, não de agora, mas de há muito, ainda assim sobram alguns espaços – ou nesgas de espaços – para que bons jornalistas e colaboradores publiquem boas reportagens, bons artigos e exerçam uma marginal – ainda que permitida – liberdade de pensamento e de expressão. 

Ruim com essa imprensa hegemônica, pior sem ela. Logo depois do golpe de 1964, os novos donos do poder pressionaram o jornalista Júlio de Mesquita Filho, dono do então poderoso O Estado de S. Paulo, conspirador destacado e ativo do movimento civil-militar para depor João Goulart, a demitir os comunistas da redação do jornal. 

O “doutor Julinho”, que purgou exílio no Estado Novo de Getúlio Vargas, não negou que fossem comunistas, mas reagiu com energia: “são meus comunistas”. Um dos principais editorialistas, Miguel Urbano Rodrigues, era dirigente do Partido Comunista de Portugal quando fugiu da ditadura de Salazar. Outro era o editor Cláudio Weber Abramo. Nenhum comunista foi demitido. 

O nefando lixo Roberto Marinho (para Paulo Francis, que depois se tornou empregado dele, com o melhor salário da imprensa brasileira) teve a mesma atitude. Manteve como editorialista o comunista maranhense Franklin de Oliveira, inimigo de José Sarney, protegendo-o dos seus perseguidores. Mereceu até o fim a gratidão do culto Franklin. 

Eu próprio posso citar meu liliputiano exemplo. O filho do “doutor Julinho”, que era o “doutor Júlio Neto”, me deu apoio em várias situações complicadas e aprovou meus projetos, apesar de resistências internas e advertências externas. Não por eu ser comunista ou o que se assemelhasse a essa virose, mas por ser independente e ter os bandeirantes paulistas na minha mira. 

Minha gratidão ao “Estadão” do “doutor Júlio” não tem tamanho. Muito do que sou e fiz devo às condições de trabalho do jornal, que não se curvou à censura instalada em sua redação. Mesmo quando me demiti, depois de 18 anos ininterruptos na “casa”, a levar bordoadas dos poderosos, o dono me ligou para tentar me convencer do contrário.

Outro erro de Alex é fazer uma crítica a um só dos lados da “guerra de narrativas”, dando razão apenas aos que elogia. É direito dele criticar o pouco ou nenhum destaque que ele considera faccioso à “carreata quilométrica no centro de São Paulo, contra as medidas do Governador João Dória”, grifando o que deveria ser uma opinião pessoal e transformando-a numa certeza, que deveria ser partilhada pelos demais. Para ele, a carreata foi “indubitavelmente o fato político mais relevante do sábado, 11 de abril”. 

Por outro lado, “a ida do Presidente da República a uma padaria (ocorrência sem qualquer valor jornalístico significativo) auferia destaque, na mesma ocasião, em quase todos os noticiários desses órgãos?!” da imprensa brasileira. 

Seria então um absurdo internacional, do qual participaram os principais órgãos da imprensa mundial, escandalizados pela atitude do chefe do governo de não só contrariar, mas desafiar e desmoralizar uma diretriz do órgão competente do seu próprio governo, além da Organização Mundial de Saúde. 

Só por ter sido único e extravagante exemplo no conjunto dos governos de todo planeta, o fato teve o destaque devido. Não por parâmetros ideológicos, políticos ou demonológicos: pelo critério editorial de qualquer jornal sério. 

Para Alex, é absurda e injustificável a publicação de uma foto “com centenas de covas enfileiradas num cemitério de São Paulo, em dimensões absolutamente desproporcionais às ocorrências locais dos óbitos da pandemia, com o único e aleivoso objetivo de impactar negativamente a sociedade com a imagem ‘plantada’ e propagandear, internacionalmente, uma inverdade (fake News) forjada – servindo até de capa para o reconhecido jornal norte-americano The Washington Post?!”. 

A foto existiu de fato Não foi inventada, montada, plantada. É jornalismo, sim. 

Jornais de todo mundo têm publicado fotos semelhantes. Como a de Nova York. Ou as das cidades da região de Bérgamo, na Itália. Na Espanha. Na França. São imagens chocantes, mas é a realidade. Se não fosse, como fato consumado ou em perspectiva previsível, o Exército brasileiro não estaria fazendo um levantamento nacional do número de cemitérios no país e da quantidade de covas disponíveis, certamente para planejar, se antecipando ao que poderá vir. 

A pandemia da covid-19 é um fato novo, surpreendente, desconcertante, terrível. Alex tem toda razão de criticar o que é apresentado à opinião pública como verdade quando ainda não há comprovação científica. Mas, ao tomar partido para um dos lados da guerra de narrativas, ele incide no mesmo erro. 

Como o de considerar “bloqueio sistemático (ou o menosprezo) à abordagem e divulgação do uso da hidroxicloroquina no tratamento do Covid-19 – não obstante os resultados clínicos positivos já comprovados em muitos hospitais do país e em nível internacional –, como se tal ‘pauta’ fosse socialmente desprezível – ou viesse a ‘atrapalhar’ as notórias e ‘funcionais’ estratégias midiáticas de fertilização do ‘terrorismo pandêmico’?!”. 

Meu próprio blog poderia ser enquadrado nessa classificação altissonante, irredutível, inquisitorial. Tudo que publiquei sobre a cloroquina, usando minha própria experiência de décadas na convivência com a cloroquina no combate à malária nas frentes pioneiras da Amazônia, e o que aprendi ultimamente, foi selecionado a partir de vasta consulta a material nacional e internacional. A média dos exames desaconselha o uso da hidrocloroquina como remédio miraculoso para o novo coronavírus. E deixa o tema em aberto, à realização de mais pesquisas. 

Não vou comentar os dois parágrafos finais do artigo de Alex, que me chocaram por sua fúria de metralhadora sem calibragem e adjetivamente extremada. Fiquei surpreso e chocado pelo texto, que não faz jus ao autor, que sempre admirei por sua postura racional, equilibrada, ponderada e humanista. Parece um Talibã temporariamente transtornado. Espero que ele supere este momento tão difícil na vida de nós todos.

Nota do blog: O artigo de Alex Fiúza de Mello, que Lúcio Flávio Pinto se refere é o Jornalismo, enfermo, na “UTI”, também reproduzido neste blog. 

Jornalismo, enfermo, na “UTI”



Por Alex Fiúza, em seu blog

Como explicar essa “guerra de narrativas”, na imprensa brasileira, sobre a pandemia do Covid-19, com informações desencontradas e distorcidas, sem a devida comprovação e imparcialidade dos dados anunciados, em versões enviesadas e/ou desonestas das matérias publicadas, como se os órgãos de comunicação, ao invés do compromisso ético (e primordial) com o interesse público, fossem meros instrumentos partidarizados e/ou ideológicos, associados a interesses econômicos e políticos inconfessos, com o uso desavergonhado do vírus como “palanque político”?!  

Como explicar que uma carreata quilométrica no centro de São Paulo, contra as medidas do Governador João Dória – indubitavelmente o fato político mais relevante do sábado, 11 de abril –, não ganhasse manchete (sequer menção), no dia seguinte, em alguns dos principais jornais e canais de televisão do país (a exemplo da Folha de São Paulo e da Rede Globo) – ao passo que a ida do Presidente da República a uma padaria (ocorrência sem qualquer valor jornalístico significativo) auferia destaque, na mesma ocasião, em quase todos os noticiários desses órgãos?!  

Como explicar a divulgação deturpada, em vídeo, de prisão violenta de uma cidadã (que apenas caminhava na praça) por policiais, na cidade de Araraquara (SP), sob a narrativa deturpada de “descumprimento” (de sua parte) de determinação de “isolamento social” decretada pelo Prefeito da cidade, sem qualquer apuração de contraditório (depoimento da vítima) ou questionamento do ato da prisão em si – em tese, frontalmente contrário ao direito fundamental (e democrático) da liberdade de ir-e-vir, consagrado na Constituição Federal?!  

Como explicar a publicação de uma foto com centenas de covas enfileiradas num cemitério de São Paulo, em dimensões absolutamente desproporcionais às ocorrências locais dos óbitos da pandemia, com o único e aleivoso objetivo de impactar negativamente a sociedade com a imagem “plantada” e propagandear, internacionalmente, uma inverdade (fake News) forjada – servindo até de capa para o reconhecido jornal norte-americano The Washington Post?!  

Como explicar que, em plena entrevista ao vivo, durante telejornal da CNN, um reconhecido e reputado médico, com opinião divergente ao da emissora no que concerne aos protocolos pertinentes ao enfrentamento da pandemia do Covid-19, tenha sido bloqueado em seu depoimento sob a alegação de “problemas técnicos” (sic!); ou que um telefonema suspeito tenha interrompido, durante uma transmissão ao vivo, a divulgação, pelo apresentador Luiz Datena, de uma possível cura para o Covid-19 (à base de cloroquina), em seu programa diário na TV Bandeirantes ?!  

Como explicar o bloqueio sistemático (ou o menosprezo) à abordagem e divulgação do uso da hidroxicloroquina no tratamento do Covid-19 – não obstante os resultados clínicos positivos já comprovados em muitos hospitais do país e em nível internacional –, como se tal “pauta” fosse socialmente desprezível – ou viesse a “atrapalhar” as notórias e “funcionais” estratégias midiáticas de fertilização do “terrorismo pandêmico”?!  

Como explicar que uma das denúncias mais relevantes e reveladoras da Operação Lava Jato, a do ex-ministro Antônio Palocci – da mesma forma que aquela do ex-governador Sérgio Cabral – , não tenha(m) sido priorizada(s) nas manchetes da grande mídia, na proporcional e correta dimensão do fato, ou devidamente tematizada(s) – dada a sua importância política para o país – por alguns de seus principais analistas de plantão ?!  

Sim, como explicar tudo isso – e muito, muito mais – (!?), quando o “Código de Ética dos Jornalistas”, que fixa as principais diretrizes à atuação do profissional nas suas relações com a comunidade e com as fontes de informação, estabelece, dentre outros princípios e regras, que:  

– a divulgação da informação, precisa e correta, é dever dos meios de divulgação pública, independente da natureza de sua propriedade (Art. 2º.);  

– a informação divulgada pelos meios de comunicação pública se pautará pela real ocorrência dos fatos e terá por finalidade o interesse social e coletivo (Art. 3º.);  

– a obstrução direta ou indireta à livre divulgação da informação e a aplicação de censura ou autocensura são um delito contra a sociedade (Art. 5º.);  

– o compromisso fundamental do jornalista é com a verdade dos fatos, e seu trabalho se pauta pela precisa apuração dos acontecimentos e sua correta divulgação (Art. 7º.);  

– é dever do jornalista divulgar todos os fatos que sejam de interesse público (Art. 9º.);  

– o jornalista não pode submeter-se a diretrizes contrárias à divulgação correta da informação; [e] frustrar a manifestação de opiniões divergentes ou impedir o livre debate (Art. 10);  

– o jornalista deve evitar a divulgação dos fatos com interesse de favorecimento pessoal ou vantagens econômicas; ou de caráter mórbido e contrários aos valores humanos (Art. 13);  

– o jornalista deve ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, todas as pessoas objeto de acusações não comprovadas, feitas por terceiros e não suficientemente demostradas ou verificadas (Art. 14);  

– o jornalista deve permitir o direito de resposta às pessoas envolvidas ou mencionadas em sua matéria, quando ficar demonstrada a existência de equívocos ou incorreções (Art. 15);  

Etc. etc. etc.  

Lamentavelmente, os fatos estão a demonstrar que, no Brasil, o jornalismo, massivamente, rasgou, em definitivo, o “Código de Ética”. A (olvidada) “ética jornalística” parece que foi contaminada pela “pandemia da patifaria”, colocando em risco – de morte (!) – a única condição imunológica capaz de combater qualquer ataque “parasitário” ou “bacteriano” das costumeiras politicagens de ocasião, numa democracia: a credibilidade da informação – alicerçada na prática da isenção da narrativa e no testemunho fidedigno dos fatos.  

Sim, a transparência informativa e a honestidade profissional cederam lugar às omissões factuais, às deturpações interpretativas, quando não às mentiras deliberadas (fake News), num total e repugnante desserviço à sociedade.  

O noticiário sobre a pandemia do Covid-19 se transformou num “laboratório” por excelência para o exercício da hipocrisia e máxima ilustração de toda essa patifaria em série, cujo “roteiro” acabou por subsumir inúmeros jornalistas à condição de meros servos do furtivo patronato midiático, reduzidos ao desprezível papel de torcida infame por cadáveres em massa, sedentos por notícias mórbidas.  

Não, definitivamente isso não é jornalismo! É militância sórdida, imoral! – não importa se “de direita” ou “de esquerda”.  

Por tudo, o jornalismo brasileiro, hoje, está enfermo, ofegante, na “UTI”; de “pulmões” infectados pelo “vírus” do descrédito e do deslustre, à espera de “respiradores mecânicos” de última hora, já que o costumeiro “oxigênio” – usualmente canalizado por recursos públicos “previamente carimbados” – parece ter sido ultimamente interrompido, ameaçando de morte quem estava acostumado a “respirar” apenas artificialmente, vendendo “verdades”.

Chantagem Criminosa - E programada



Por Alex Fiúza de Mello, em seu blog

Existe uma razão não revelada para a decisão previamente combinada (e calibrada) entre governadores e prefeitos no que concerne ao fechamento repentino e radical do comércio e das demais atividades produtivas, país afora (agora com respaldo do STF): aguardar a aprovação pelo Congresso Nacional (o que já ocorreu na Câmara dos Deputados) do PLP que obriga a União a repassar a estados e municípios, sem contrapartidas ou compensações, volume de recursos da ordem de quase 200 bilhões de reais, com a finalidade de restituir a perda de arrecadação de ICMS e ISS – decorrente, justo, do retraimento planejado dessas economias –, inviabilizando, ademais, o Governo Federal de dar seguimento à sua política de recuperação da recessão e de retomada do crescimento econômico – como já se fazia sentir no horizonte, antes da chegada da (“oportuna”) pandemia do Covid-19.  

Esse “cheque em branco” – que libera, inclusive, os mandatários locais a proceder gastos sem licitação (sob o carimbo de “medida emergencial” justificada pelo álibi da pandemia) – é obra “mirabolante” forjada por dois dos principais conspiradores contra o atual ordenamento instituído por voto popular, ambos diretamente interessados no processo sucessório à Presidência da República: o Governador João Dória, de São Paulo, e o Presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia – hoje parceiros nos estratagemas voltados à inviabilização da governabilidade do Poder Executivo Central, com a finalidade de desestabilizar e colocar em xeque o Presidente da República e todo o seu Governo.  

Os sócios desse “empreitada” são muitos – e de muitas “cores”. Envolve desde os tradicionais fomentadores (e beneficiários) do “Mensalão” e do “Petrolão” (inconformados com a perda dos usuais “privilégios”), até os máximos “guardiães” (em “última instância”) da cleptocracia descontente: “Suas “Excelências”, os “príncipes togados” do STF (ao menos em parte).  

Trata-se, tal ocorrência, de grave oportunismo, de criminosa chantagem e de execrável banditismo, de vez que, porquanto aprovado o PLP nos termos pactuados, ocorrerá imediatamente, como num “passe de mágica”, uma liberalização geral da “quarentena econômica” – computando-se tal “vitória” ao Parlamento (e ao seu “Primeiro Ministro” Rodrigo Maia).  

Sim, os verdadeiros bandidos – ou os “grandes ladrões”, na acepção do poeta Jorge de Lima –, estão, novamente, à solta, “auxiliados”, circunstancialmente, pelo “companheiro” coronavírus. Só não vê quem não quer – ou é idiota, ou cúmplice.  O golpe, que atingirá toda a nação brasileira – que é quem vai pagar a conta (!) –, já está, sorrateiramente, em curso, agora em nível do Senado. O presidente da Casa, David Alcolumbre, mancomunado (na condição de “acólito”) com Rodrigo Maia, já escolheu “a dedo” a relatoria do Projeto – para não haver “retrocesso” no intento.  

O “gato” acaba de “subir no telhado”!  

Ou a população (como soberana ativa) reage, tempestivamente – e com a devida urgência –, obrigando os delinquentes da república a recuar de suas despudoradas pretensões, ou o país mergulhará, em definitivo, no caos, de desfecho absolutamente imprevisível – e assustador!  

Alea jact est!

sábado, abril 18, 2020

Barrado, paciente com a COVID-19 deitou na porta do hospital de campanha



Por Diógenes Brandão

A publicação já ultrapassa 8.000 dereações e 3.600 comentários, mas praticamente nenhum veículo de comunicação noticou o fato.

A cena é chocante. O relato da filha, um soco no estômago.

Um  paciente supostamente com a COVID-19, deita ao chão - exausto, após passar 24 horas rodando de hospital em hospital, na busca por atendimento - em frente ao hospital de campanha do governo do estado, onde haviam cerca de 400 leitos vazios, após ter sido barrado de acessar aquela estrutura que foi fartamente propagandeada, como a  maior estrutura de um Hospital de Campanha já constituída no país, mas que até então não tem servido para muita coisa e nem pra todo mundo que dela precisa.

Uma vergonha e um absurdo para quem ainda tenta ter esperanças com a nossa classe política.

Por Nanda Fernandes no Facebook

Esse ai é a realidade de quem procura atendimento no hospital público, triste!

Gente, aquele ali deitado no chão é meu pai😔essa foi a pior cena da minha vida😭😭o sentimento q fica é de dor,  impotência e revolta... infelizmente vivemos num mundo onde o pobre merece sofrer, e ser tratado como um animal... 

Falta de informação, falta de diálogo, falta de humanidade...

Ele está ali porque cansou, a dor foi maior que o sustento de suas pernas...

Desde das 08:00 da manhã, na corrida contra o tempo para a melhora de sua saúde.

Diagnóstico  Covid-19. Sintomas? Todos os  possíveis. 

Atendimento? Um empurrando pro outro, sem soluções...

Mas fomos incansáveis. Ficamos na luta. Na UPA, uma falta de respeito, falta de HUMANIDADE. 

A única resposta: "Não atendemos esse tipo de coisa aqui, leva ele para um hospital em Icoaraci". 

Sim levamos. Chegando lá, mais uma porta fechada, como assim, aqui não?

A resposta que deram. O único jeito: Vamos recorrer ao atendimento do hospital de campanha. Chegando lá, mais uma porta fechada. 

Só atenderiam se chegasse de ambulância...

Cansou e deitou naquele chão para aguardar uma resposta!

E a dor só aumentava e a falta de ar que não cessava.. 

Foram 12 horas até conseguirmos um anjo que nos orientou o que realmente deveríamos fazer...

E um descaso total e o sentimento é  de revolta...

Em 24 horas nossas vidas mudaram, a minha é da minha família...

Então, pra vc que está aí visitando seu amigo, seu primo, seja lá quem for..

Pense bem, vc não está fazendo mal só pra vc, está fazendo pro outro também

Não é só uma gripizinha.  É um ser invisível que é capaz de separar quem mais amamos, fazendo a dor virar rotina, a saudade e o desespero....

Porque nada é mais desesperador que ver quem mais amamos sofrendo com esse vírus maldito e não poder fazer nada..

Se cuidem, se isolem!

##Com a fé e oração iremos vencer mais essa!💪🙏🙌


quinta-feira, abril 16, 2020

Senhorita Andreza: 03 anos após ser assassinada, nenhuma notícia sobre as investigações.



Por Diógenes Brandão

Nesta última segunda-feira, 13, completou-se 3 anos do assassinato daquela que ficou conhecida como Senhorita Andreza.

No dia do crime, o presidente estadual do PCdoB - Partido Comunista do Brasil, Jorge Panzera disse em suas redes sociais que cobraria rigor nas investigações e responsabilização dos envolvidos no crime.


Como integrante do governo do estado, onde tem acesso à cúpula dos órgãos de segurança, não há registro de que Jorge Panzera tenha feito qualquer pedido para que o crime fosse solucionado pela polícia e a família da jovem até hoje lamenta a morte daquela que ficou famosa por convocar uma "social", onde supostamente haveriam drogas, "sem embaçamento" e acabou presa pela polícia.

Dias depois que foi colocada em liberdade, foi filiada ao PCdoB, onde disputou uma vaga na Câmara Municipal de Vereadores de Belém, nas eleições de 2016.

Senhorita Andreza foi assassinada a  tiros,b no próprio bairro onde morava com a filha, uma menor de idade, na Cabanagem. Até hoje a polícia não informou nenhum suspeito ou a linha de investigação do que aconteceu e motivou o assassinato brutal da jovem.

Estadão, OLiberal ou Helder Barbalho: Quem tá mentindo?

Helder Barbalho negou, mas não provou que não tenha cogitado ajudar o governador do Amazonas, recebendo pacientes com a COVID-19, nos hospitais do Pará. Nem pediu direito de resposta para os jornais que ele desmentiu.

Por Diógenes Brandão

Vocês não acham estranho o fato de que passados alguns dias do desmentido do governador Helder Barbalho, sobre a notícia publicada pelo jornal Estadão e replicada pelo jornal Oliberal, de que ele havia oferecido ajuda ao governador do Amazonas, para receber os pacientes com a COVID-19 no hospital de campanha montado no Hangar, a fim de desafogar os hospitais do estado vizinho, não ter sido solicitado até agora o direito de resposta dele, nos mesmos jornais que publicaram o que ele negou, horas depois da notícia ter sido bastante criticada nas redes sociais?

Ora, o fato de ele  negar que tenha oferecido ajuda ao colega governador Amazonense, não quer dizer que realmente não tenha oferecido isso.


Aliás, este blog provou que ele estava disposto a isso, pois há um print onde ele, o governador Helder Barbalho admite essa hipótese para uma seguidora, no Instagram, conforme qualquer pessoa pode confirmar na matéria publicada aqui.

Não obstante, na minha opinião, o que aconteceu foi o seguinte: Helder tem assessores de comunicação que enviam notas para a imprensa, tanto local, quanto nacional.

Ao enviar uma nota sobre uma suposta Fake News, de que ele havia sido vítima, para um coluna do jornal paulista Estadão, que é replicada pelo jornal paraense OLiberal trazida à internet por este e outros blogs, a assessoria enviou outra nota, no caso, aquela em que ele nega ter dito que ajudaria o governador do estado do Amazonas, por causa do colapso que ocorre na saúde pública daquele estado.

Defensores da tese de que Helder Barbalho nunca fez a oferta por essa ajuda, cobraram vídeos ou documentos dele fazendo tal afirmação.

De fato, não existe nenhum documento ou vídeo que comprove que ele ofereceu os leitos hospitalares paraenses, para o tratamento dos pacientes amazonenses. No entanto, quem atua na áreas da comunicação social, seja no jornalismo, na assessoria de imprensa ou até mesmo nas relações públicas, sabe muito bem como funciona essa questão das notas publicadas nos jornais.

Portanto, se o governador quisesse realmente colocar esse fato a limpo, ele já deveria ter pedido um direito de resposta aos jornais que publicaram a notícia, que ele, Helder Barbalho nega e seus assessores de comunicação passaram a chamar de Fake News.

Este imbróglio me faz lembrar uma frase de Delfim Neto: “o desmentido é a correção monetária de um boato”. O problema é que o boato era um fato. Fica mais feio - e caro - ainda.

quarta-feira, abril 15, 2020

Lives de artistas fazem sucesso entre presos do Pará

Mensagens enviadas de dentro de presídios, surpreendem artistas em suas lives durante o isolamento social no Pará.

Via Política Pará

Mesmo depois de meses a fio, com a Força Nacional de Intervenção Penitência, torturas, maus tratos e revistas severas em celas, com medidas midiáticas de disciplina, onde os presos apareciam cantando os hinos nacional e o paraense, nos deparamos com mais um capítulo da série “Morro e não vejo tudo”!  

Na Live da banda Fruto Sensual, um detento mandou mensagem de dentro do presídio de Itaituba. 

O mesmo já havia acontecido pelo menos por mais duas vezes em outros presídios, durante shows online de outros artistas.  

O secretário do sistema estadual penitenciário, que se filiou recentemente ao MDB para disputar a prefeitura de Belém, Jarbas Vasconcelos, anda desmoralizado entre os demais secretários de Helder Barbalho

É que eles dizem que mesmo após ter recebido tantos recursos, apoio de agentes federais, treinamento e forte estrutura estadual, já que a SUSIPE se transformou em Secretaria de Estado, aumentando seu orçamento e pessoal, Jarbas sempre faz declarações dizendo que os presídios estão limpos de celulares e armas e o que não faltam são provas do contrário.

A traição do SINTEPP e o acordo político-eleitoral do PSOL com o MDB



Por Diógenes Brandão

Podemos afirmar sem medo de errar, que no ano em que completou 35 primaveras, o Sindicato dos Trabalhadores na Educação do Estado do Pará morreu. Morreu no dia 1° de Janeiro de 2019, quando Helder Barbalho assumiu o cargo de governador do estado do Pará. De lá pra cá, nesses 15 meses foram vários ataques proferidos contra a categoria que o sindicato representava, sem a devida reação dos dirigentes da entidade, a maioria filiada ao PSOL.  

Professores da rede estadual de ensino já descrentes no seu sindicato, entram em contato com este blog, desde a semana passada, denunciando o que consideram uma traição por parte dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Pará - SINTEPP, que estão calados diante de mais um ataque proferido por Helder Barbalho contra a categoria: O decreto 670, de 07 de Abril deste ano.

Há cinco anos, os trabalhadores da educação não recebem o piso nacional, prometido pelo então candidato ao governo e hoje governador, que se utilizou de seu jornal, rádios e tv para mentir à população e para os profissionais da educação, de que o Piso Salarial do Magistério já está sendo pago.

Presos aos itens do acordo político-eleitoral feito com a família Barbalho, para que Edmilson Rodrigues tenha o apoio político, financeiro e midiático que aumente suas chances de vitória na disputa pela quinta vez, ao cargo de prefeito de Belém, os dirigentes do SINTEPP abrem mão da sua tarefa e principal missão e dever: Lutar pelos direitos da categoria. Em troca, os psolistas que controlam o maior sindicato do Pará, se mantêm submissos aos golpes que o atual governador difere contra os servidores.

Quem não lembra do primeiro ano (2019) deste governo, quando Helder já prometia fazer uma Reforma da Previdência e a aprovou em dezembro passado, com direito a bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e algumas cacetadas nos poucos sindicalistas que estiveram em frente à ALEPA, onde o Pacote de Maldades foi aprovado?  

Pois é. Aquele jogo de cena faz parte do pacto velado entre os mentores do acordo eleitoral do PSOL com o MDB, onde é preciso haver essa tipo de encenação, para que o grupo político que comanda o sindicato, continue por lá, negociando com governos e partidos para consagrar seu verdadeiro interesse: Continuar elegendo seus candidatos.  

Beto Andrade, o atual coordenador do SINTEPP é capaz de morrer jurando que tudo não passa de um complô da direita, dos tucanos e dos EUA, mas ele próprio também tem o interesse de se eleger vereador, deputado ou prefeito. Basta ver as diversas tentativas dele nesse sentido. Pessoalmente, não tenho nada contra ele, e até o considero "boa praça", mas agora que Helder apresenta mais um "Pacote de Maldades", que retira gratificações, adianta as férias de julho para Abril e subtrai direitos que mexem na parte mais sensível dos profissionais da educação do estado: O bolso, vejo Beto Andrade em um vídeo, quase que agradecendo ao governo pelos ataques aos trabalhadores e tentando animá-los, como se estivessem tendo alguma vantagem.  


Não estranho. Se para ajoelhar e desconfigurar por completo o PT e fazer do partido um mero serviçal, abrindo mão de disputar as prefeituras em diversos municípios, o MDB prometeu apoiar o atual presidente estadual do PT, Beto Faro para o senado, nas eleições de 2022, a promessa para manter o PSOL e seus sindicatos inertes e domesticados é que o partido de Marinor Brito e Edmilson Rodrigues não permita greves e nem que a categoria se rebele contra o governo estadual.  

Eles, os sindicalistas e parlamentares do PSOL, dirão que é mentira minha e me acusarão de tudo que não presta, imputando-me as mesmas acusações maquiavélicas utilizadas pelos stalinistas para eliminar os críticos ao regime totalitário, que matou diversos companheiros do partido comunista e de outras organizações políticas, que se uniram para na revolução Russa, nos idos de 1917.

Mas você, trabalhador da educação na ativa ou aposentado, que conhece a história de luta deste sindicato, que já foi aguerrido, combatente e enfrentou diversos governos, passando pelo regime militar, até o governo do PT, quando o SINTEPP fez uma oposição implacável à gestão de Ana Júlia, até pior do que fez nos governos de Simão Jatene, sabe do que estou falando, ao dizer com esse artigo que o seu sindicato morreu e que o que restou dele foi o interesse de seus diretores em eleger e reeleger seus companheiros de partido.