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terça-feira, julho 07, 2020

Zequinha Marinho incentiva mineração em Terras Indígenas e Unidades de Conservação


Via blog do Zé Carlos do PV

Os principais pontos levantados, disse Zequinha, dizem respeito ao dia a dia dos mineradores e garimpeiros. Eles querem a possibilidade de exploração de manganês e cobre e a abertura para exploração mineral nas Unidades de Conservação, disse o senador. Outra modificação legal sugerida pelos mineradores, disse Zequinha Marinho, é repassar para o município a responsabilidade de conceder licença ambiental para exploração mineral de pequeno porte.

Ler em www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/11/05/zequinha-marinho-apresenta-reivindicacoes-do-setor-de-mineracao/  

O aumento de casos de garimpos em Terra Indígenas e Unidades de Conservação aumentou absurdamente no Pará. 

As forças policiais flagram até a saída de manganês extraído ilegalmente por quem não tem autorização de lavra mineral. 

Coincidência ou não, estes fatos vem acontecendo após a posse de Zequinha Marinho como Senador e suas promessas feitas em reunião aberta que incentivaram estas ilegalidades.

quarta-feira, novembro 14, 2018

Com laudo da PF confirmando fraude na ata da convenção do PP, Jader e Zequinha podem não assumir seus cargos



Por Diógenes Brandão

Eleitos senador e governador, pai e filho, Jader e Helder Barbalho já respondiam a diversos processos antes de disputarem as eleições deste ano, mas durante toda a campanha continuaram praticando crimes eleitorais e por isso, podem não assumirem os seus respectivos cargos.

Jader Barbalho (MDB) e Zequinha Marinho (PSC) podem vir a terem canceladas as suas diplomações como senadores reeleitos, ou se diplomados, ter seus mandatos cassados. O motivo é claro e muito provável: Eles foram beneficiados pela adulteração de assinaturas de dirigentes do Partido Progressista, que retirou o nome de Mário Couto - até então candidato do PP - da ata da convenção partidária que homologou seu nome como candidato ao senado para fazer com que uma nova ata fosse feita declarando o apoio do PP a Jader Barbalho e Zequinha Marinho.

Logo depois da convenção do PP, realizada no mesmo dia e local em que o MDB lançou sua chapa, junto com mais 16 partidos, em apoio a Helder Barbalho, Mário Couto recorreu ao TRE-PA, mas foi vencido. Ingressou no TSE e também não teve êxito. 

Ontem, 13, o ex-senador esteve em Brasília, onde apresentou ao corredor nacional do TSE, o lado da Polícia Federal, que comprovou que a ata que retirou seu nome da convenção do PP foi adulterada. Com isso, uma grande reviravolta no tabuleiro político do Estado está prestes a acontecer. A menos que forças ocultas ajam no TRE-PA e na sede do TSE, em Brasília.

Amanhã o blog receberá documentos que comprovarão o aceite da denúncia contra Jader Barbalho e Zequinha Marinho em Brasília.

Se tomar posse, Jader Barbalho levará o filho que fez caretas para a imprensa em 2011?

Jader Barbalho decidiu levar a família à sessão extraordinária do Senado. Ao lado de Giovanna, o filho Daniel foi o centro das atenções durante a entrevista coletiva. 

Por Diógenes Brandão


No dia 30 de Dezembro de 2011, Daniel Barbalho, de 9 anos, disparou caretas para todos os lados depois de participar da posse do pai, o senador Jader Barbalho. Barrado pela Lei da Ficha Limpa por ter renunciado a um mandato de senador em 2001 para escapar de um processo de cassação, o senador paraense só conseguiu garantir o cargo depois que o Supremo Tribunal Federal permitiu que ele assumisse a vaga. Marinor Brito (PSOL) havia passado um ano como senadora, no lugar de Jader.







O garoto perguntou qual era a principal denúncia de um vereador do PMDB, e o senador corrigiu.    

"Filho, é senador". O garoto, então, retrucou. "Tanto faz, senador, vereador". Em tom de brincadeira, Jader respondeu. "Rapaz, tu não sabe o que é essa gente", falou ao filho, referindo-se aos jornalistas. Diante das risadas, o senador disse ao filho: "Depois eu te dou uma entrevista exclusiva em casa". 

As imagens entraram para os anais da política brasileira e hoje muitos se perguntam se Daniel, com 17 anos, irá participar da posse de seu pai, no seu mais novo mandato de senador da república, após uma eleição marcada por diversas denúncias de crimes eleitorais cometidas por ele e seu filho, o governador eleito do Pará, Helder Barbalho.

quinta-feira, novembro 08, 2018

E o senador Paulo Rocha (PT), hein? Votou, como outros 40, a favor do aumento para ministros do STF

Paulo Rocha votou a favor do aumento para os ministros do STF, quem chama de golpistas.


Por Carlos Mendes, no Ver-o-Fato 

O Pará não dá sorte com seus senadores: quando eles não dão as caras em Brasília - e Jader Barbalho, reeleito, é o maior exemplo -  para brigar pelos interesses do Estado, comparecem ao plenário e fazem o papelão que acabou de fazer o petista Paulo Rocha. Ele aprovou o aumento de 16,38% no  salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — que deve gerar um rombo de até R$ 6 bilhões para União e estados, segundo cálculos técnicos da Câmara dos Deputados. Outro paraense, Flexa Ribeiro (PSDB), não compareceu ao plenário para votar.  

Dos oito senadores dos partidos que fecharam contra o aumento, apenas dois descumpriram a orientação partidária: Jorge Viana (PT-AC) também votou a favor do aumento, como Paulo Rocha. Os três senadores do PR, partido do senador Magno Malta — que já avisou que será ministro de Bolsonaro — votaram a favor de aumentar o salário dos ministros, assim como a maioria dos parlamentares de PSDB e MDB, do presidente Michel Temer.     

No tucanato, apenas Ricardo Ferraço (PSDB-ES) divergiu da orientação do governo e votou contra o aumento. Os outros dez senadores da legenda presentes na votação disseram sim ao reajuste, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), ex-presidentes da legenda.   

O DEM da deputada Tereza Cristina, indicada como futura ministra da Agricultura, ficou dividido na votação. Ronaldo Caiado (DEM-GO), governador eleito de Goiás, e Wilder Morais (DEM-GO), senadores que já declararam apoio explícito a Bolsonaro, votaram contra, conforme a orientação do presidente eleito. Além deles, Maria do Carmo Alves (DEM-SE) também rejeitou o aumento. Votaram a favor José Agripino (DEM-RN) e Davi Alcolumbre (DEM-AP).   

Mesmo com a situação fiscal e as contas públicas nas cordas, o MDB do presidente Michel Temer orientou que sua bancada votasse a favor do reajuste de 16,38%. A maioria dos parlamentares seguiu a orientação partidária e votou a favor, com exceção de Roberto Requião (MDB-RS).    

O senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que cumpre pena em regime semiaberto por crimes contra o sistema financeiro nacional, estava presente no Plenário do Senado e votou a favor do aumento do salário dos ministros do STF. Gurgacz está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, e por determinação do ministro do Supremo Alexandre de Moraes exerce o mandato durante o dia e retorna à prisão à noite.   

Os que votaram a favor devem se beneficiar - assim como os que votaram contra - do reajuste aos ministros do STF, uma vez que o efeito cascata irá fazer com que seus salários também subam.  Que nome você daria a esse tipo de oportunismo político? (Do Ver-o-Fato, com informações de O Globo, Folha e Estadão)  

Veja a lista de quem votou contra ou a favor:    

Votaram a favor do reajuste: 

Acir Gurgacz (PDT-RO) 
Aécio Neves (PSDB-MG) 
Ângela Portela (PDT-RR) 
Antonio Anastasia (PSDB-MG) 
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) 
Armando Monteiro (PTB-PE) 
Ataídes Oliveira (PSDB-TO) 
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) 
Cidinho Santos (PR-MT) 
Ciro Nogueira (PP-PI) 
Dalirio Beber (PSDB-SC) 
Davi Alcolumbre (DEM-AP) 
Edison Lobão (MDB-MA) 
Eduardo Amorim (PSDB-SE) 
Eduardo Braga (MDB-AM) 
Eduardo Lopes (PRB-RJ) 
Fernando Coelho (MDB-PE) 
Garibaldi Alves Filho (MDB-RN) 
Hélio José (PROS-DF) 
Ivo Cassol (MDB-RO) 
Jorge Viana (PT-AC) 
José Agripino (DEM-RN) 
José Amauri (Pode-PI) 
José Medeiros (Pode-MT) 
José Serra (PSDB-SP) 
Otto Alencar (PSD-BA) 
Paulo Bauer (PSDB-SC) 
Paulo Rocha (PT-PA) 
Raimundo Lira (MDB-PB) 
Renan Calheiros (MDB-AL) 
Roberto Rocha (PSDB-MA) 
Romero Jucá (MDB-RR) 
Rose de Freitas (PODE-ES) 
Sérgio Petecão (PSD-AC) 
Tasso Jereissati (PSDB-CE) 
Telmário Mota (PTB-RR) 
Valdir Raupp (MDB-RO) 
Vicentinho Alves (PR-TO) 
Walter Pinheiro (Sem partido-BA) 
Wellington Fagundes (PR-MT) 
Zeze Perrela (MDB-MG) 

Votaram contra a proposta: 

Airton Sandoval (MDB-SP) 
Cristovam Buarque (PPS-DF) 
Fátima Bezerra (PT-RN) 
Givago Tenório (PP-AL) 
José Pimentel (PT-CE) 
Lídice da Mata (PSB-BA) 
Lúcia Vânia (PSB-G) 
Maria do Carmo Alves (DEM-SE) 
Randolfe Rodrigues (Rede-AP) 
Regina Sousa (PT-PI) 
Reguffe (Sem partido-DF) 
Ricardo Ferraço (PSDB-ES) 
Roberto Requião (MDB-PR) 
Ronaldo Caiado (DEM-GO) 
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) 
Wilder Morais (DEM-GO) 

*O senador José Maranhão (MDB-PB) se absteve. 

quinta-feira, setembro 27, 2018

domingo, setembro 16, 2018

Mário Couto: Imprensa paraense cria Fake News a mando dos Barbalho

Não vamos mais recorrer ao TRE, pois aqui a justiça já provou que é parcial e obedece ao Jader Barbalho, afirma o candidato ao senado que está tecnicamente empatado com seu rival, na liderança das preferência eleitoral, segundo as últimas pesquisas.

Por Diógenes Brandão

Mário Couto, candidato do PP ao senado, usou seu perfil no Facebook para denunciar o que chama de Fake News da imprensa paraense, que segundo ele, está a serviço dos Barbalho.  

Em uma Live (vídeo transmitido ao vivo), ele disparou contra a família - que tem Helder Barbalho como candidato ao governo, Jader Barbalho tentando a reeleição ao senado e Elcione Barbalho (ex-esposa de Jader e mãe de Helder) tentando a reeleição Câmara dos Deputados, assim como José Priante, o primo que também quer se reeleger - e o TRE. 

Assista o vídeo:


Em contato com o candidato, o blog AS FALAS DA PÓLIS confirmou que Mário Couto resolveu chutar o balde e vai continuar se manifestando nas redes sociais contra o que chamou de complô de grande parte da imprensa e do judiciário paraense, que pelas palavras dele, estão a serviço dos seus ex-aliados políticos para tentar calar sua voz, mas não conseguirão.

Em nota, que circula pelas redes sociais, Mário Couto disparou: 

A divulgação de "matérias jornalísticas" dizendo que estou impugnado, na verdade não passa de uma tentativa vil de me tirar do jogo, sem antes o TSE julgar o meu recurso, o qual levarei pessoalmente à Brasília na próxima segunda-feira.  Não vamos mais recorrer ao TRE, pois aqui a justiça já provou que é parcial e obedece ao Jader Barbalho.

E esperem para ver: Quando o TSE julgar o meu recurso e manter a minha candidatura, vocês sabem quem cai? Respondo: Jader Barbalho e Zequinha Marinho”, concluiu Mário Couto.

TRE-PA MANTEVE MÁRIO SEM RÁDIO E TV. SEU NOME TAMBÉM FOI EXCLUÍDO DA URNA

A sessão do TRE-PA desta última quinta (13) já pode ser considerada paradigmática para os moldes de julgamento da alta corte eleitoral do Pará. O processo mais aguardado na pauta do dia, dizia respeito a decisão sobre o recursos impetrado pela defesa de Mário Couto, onde reivindicava o tempo de televisão do Partido Progressista (PP), que chegou a aprovar seu nome como candidato ao senado, mas depois o retirou da ata retificadora, a qual alterou a ata da convenção, minutos antes do termino do prazo para envio ao TRE.

Mário CoutoJader Barbalho estão tecnicamente empatados na liderança da intenção de votos do eleitorado paraense, segundo foi apurado pela última pesquisa do Instituto DOXA, divulgada no dia 07 de Setembro, onde mostra Jader com 11,9% e Mário Couto com 11,5%.

ONDE TUDO COMEÇOU?

Alegando medo de serem denunciados em sua fala sempre muito contundente contra os corruptos, Mário Couto acusa Jader e seu grupo político de tentarem atrapalhar sua candidatura. 

Segundo ele, esse processo de perseguição e mentiras mal contadas é movido pelos seus adversários desde o dia 06 de Agosto, quando através de uma manobra jurídica com os dirigentes do PP, inclusive o deputado federal Beto Salame, que preside o partido no Pará, Mário Couto foi aclamado candidato do partido e logo em seguida, na "calada da noite", em uma ata retificadora, teve seu nome retirado da disputa, causando uma grande lambança e gerando mais duas atas retificando o que aconteceu na convenção partidária que acabou retirando o nome de Mário Couto e deixou apenas de Jader Barbalho e Zequinha Marinho, como candidatos da coligação onde o PP se encontra com o MDB e mais 16 partidos.

Isso acontece porque segunda a lei eleitoral, os partidos que coligam para o governo, não podem informar que estão com mais de 02 candidatos ao senado nesta eleição e a coligação de Helder Barbalho tinha mais de 02, inclusive Mário Couto, que segundo o próprio, nunca imaginou que pudesse ser golpeado com quem esteve aliado até 40 dias atrás. 


CASO DE POLÍCIA

Na última quarta-feira, o blog AS FALAS DA PÓLIS já havia divulgado a matéria Golpe, fraudes e falsificações transformam as eleições no Pará em caso de polícia, que onde informamos à sociedade paraense da grave denúncia protocolada no Ministério Público Federal, pelo suplente de Mário Couto, Eslon Martins, que denunciou a existência de uma trama entre o PP presidido por Beto Salame e seu principal aliado, o MDB, presidido por Helder Barbalho e tem como presidente de honra, o senador Jader Barbalho, seu pai.  

Na matéria, o blog analisou que o fato mexeu com os bastidores da política paraense e trouxe uma grande preocupação nos partidos da coligação "O Pará daqui pra frente", capitaneada pelo candidato e ex-ministro Helder Barbalho, que foi derrotado por Simão Jatene nas eleições de 2014 e agora lidera as pesquisas eleitorais para o governo do Estado.

Abaixo, o vídeo onde Mário Couto desabafa e diz que vai continuar lutando contra os corruptos:  


Poucas horas depois, o blog AS FALAS DA PÓLIS teve acesso ao vídeo que foi anexado na denúncia de Eslon Martins e que configura-se como prova de que houve a prática de um crime eleitoral, o qual certamente deverá ser investigado pela Polícia Federal, bem como pelo Ministério Público Federal, Estadual e Eleitoral, assim como avaliado pelo pleno do TRE-PA, pois trata-se de um caso grave e que fere letalmente o processo democrático nestas eleições.  

Assista o vídeo onde o secretário-geral do Partido Progressista no Pará, Emanoel Nazareno Souza Muniz revela que teve sua assinatura falsificada em uma ata retificadora, entregue ao TRE-PA e que foi utilizada para deixar apenas Jader Barbalho (MDB) e Zequinha Marinho (PSC) com o tempo de TV da coligação, inclusive com o tempo de rádio e TV do PP, que já havia decidido ter Mário Couto como candidato do partido, mas foi sumariamente retirado da tal ata, que agora é apresentada como falsificada.



Ignorando tudo isso, o TRE decidiu por 5 votos a 1, manter Mário Couto fora da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV e mandou retirar o nome do candidato da urna eletrônica e por isso, o candidato vai à Brasília, onde recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral, para assegurar seu tempo na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na tv, além de manter-se candidato e com seu nome na urna eletrônica. 

sexta-feira, agosto 31, 2018

Sem tempo no rádio e televisão, Mário Couto usará a força das redes sociais

Mário Couto usará potencial das redes sociais, enquanto não tem seu tempo no rádio e na TV.

Por Kátia Aguiar, jornalista

Liderando as pesquisas de intenção de votos, Mário Couto recebeu  uma nova investida de seus adversários. 

Depois de assegurar o registro de sua candidatura, agora enfrenta batalha para ter garantido o seu tempo dos programas de rádio de televisão. 

Toda controvérsia gira em torno de suposta adesão de dirigente do partido à chapa do senador do MDB e do PSC. 

O advogado de Mário Couto, Inocêncio Mártires, explica que “não há razão para tanta controvérsia. 

De fato, a executiva estadual deliberou firmar coligação para senador com outras legendas, porém, em seguida, verificou que a convenção não havia conferido essa autorização. De imediato, corrigiu-se a ata. Em breve tudo estará solucionado”, destaca. 

Mário Couto ressalta que são muitas tentativas para impedir que ele volte ao Senado e "continue meu trabalho de combate à corrupção, no Pará e em todo o Brasil, mas, com Deus e com o povo, que estão do meu lado, vamos vencer e em breve vou recuperar o tempo na TV e rádios”, frisa Couto. 

Para continuar o diálogo  com seus eleitores, Mário Couto intensificou a caminhada pelos municípios do Pará. 

Nesta sexta-feira, 31, está em Parauapebas.

Também lançou um canal no YouTube, a TV 111.


quinta-feira, agosto 09, 2018

A volta do anzol: Mário Couto continuará na disputa eleitoral

Apesar de ter dito que sairia da disputa eleitoral e do seu partido, o PP, Mário Couto sinaliza de que pode manter a candidatura, mas não vai mais apoiar o candidato ao governo que seu partido está aliado. 

Por Diógenes Brandão

Mesmo sendo desnecessário lembrar, faremos por uma questão de justiça, já que muitos blogs e veículos de comunicação online surgem com a boçalidade de querer imprimir a ideia de que são os melhores, os mais bem informados, os que sabem mais e estão sempre na frente dos demais, sobre os acontecimentos políticos do Estado do Pará. Mas é claro, tudo não passa de bravata jornalística e fake marketing.

Indo direto ao que interessa, cabe lembrar de que ao anunciarmos na noite desta última segunda-feira (06), há poucas horas do prazo final para que as chapas eleitorais fizessem a inclusão eletrônica junto à justiça eleitoral das atas das suas respectivas convenções partidárias, na matéria Candidatos ao senado podem mudar de lado por desconhecimento das regras eleitoraisalertamos em primeira mão de que poderiam haver rupturas nas coligações e acordos eleitorais no Pará. 

E foi isso que aconteceu.

Para se ter ideia de como a confusão em torno da polarização em que as eleições se encontram no Estado, o PV por exemplo, registrou em ata o apoio informal ao candidato Helder Barbalho (MDB), mas seu presidente e a maior parte dos vereadores e lideranças do partido anunciaram que irão acompanhar Márcio Miranda (DEM). O mesmo acontece como PSD, conforme já havia sido previsto aqui.


Segundo um advogado especialista em direito eleitoral, a ata do PP, lançou na chapa majoritária ao senado, a junção do PRTB com o PP, formando a coligação denominada “TODOS PELO PARÁ”, cujo candidato ao senado ficou sendo o Mário Couto (PP), tendo Eslon Martins (PP) na primeira suplência e Fabrícia Barrudada (PRTB) na segunda suplência.



Até aí tudo bem. Mas acontece que o partido de Mário Couto, pretendia compor a chapa majoritária ao senado, junto com o MDB, e este chamou Mário Couto na segunda-feira, a poucas horas de fecharem a ata do partido, para informá-lo que o candidato que acompanharia o candidato Jader Barbalho na chapa majoritária ao senado, seria Zequinha Marinho (PSC). 

Tal deliberação foi recebida com enorme indignação por parte de Mário Couto, que preterido, saiu da reunião disposto a romper a aliança com os Barbalhos. 

É que sem a coligação do PP com o MDB na chapa ao senado, o tempo de Mário Couto na propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV seria diminuto, inviabilizado seus planos de ter condições de ter uma campanha eleitoral eletrônica com tempo similar aos seus principais concorrentes: Jader Barbalho (MDB), Flexa Ribeiro (PSDB), Ursula Vidal (PSOL) e Zé Geraldo (PT).

Daí, que no dia seguinte, Mário Couto convocou uma coletiva de imprensa em sua casa e declarou de forma contundente o rompimento com seu partido e com a família Barbalho, anunciando logo em seguida o apoio a Márcio Miranda (DEM), pré-candidato ao governo e principal adversário de Helder Barbalho (MDB) na disputa eleitoral do Estado.

Mário Couto não poupou os adjetivos para cima de quem acusou de responsáveis por traí-lo covardemente.

Leia aqui e assista aqui e aqui.

No entanto, na noite desta quarta-feira (08), fontes do blog AS FALAS DA PÓLIS enviaram com exclusividade e em primeira mão, a informação de que Mário Couto decidiu aceitar o conselho de amigos e apoiadores, que inclusive criaram um movimento nas redes sociais, denominado "Volta Mário Couto" e resolveu manter as conversas com seu partido, que emitiu nota de esclarecimento, onde pontuou que procedeu de forma correta o registro dele como candidato ao senado e pediu a manutenção do diálogo.

Bombeiros entraram em campo para agilizar as negociações e conseguiram apaziguar a relação entre Mário Couto e os irmãos Beto Salame e João Salame, presidente estadual e presidente de honra do PP paraense, respectivamente.

Candidato à reeleição, Beto Salame foi orientado a enviar emissários e se fosse o caso, até procurar Mário Couto para pessoalmente convencê-lo a não deixar o partido e nem o processo eleitoral, sobretudo magoado, pois se realizasse a anti-campanha que prometeu, a estratégia de campanha dos Progressistas seria muito abalada.

É possível que uma nova coletiva à imprensa seja convocada para Mário Couto informar que continua no jogo, já que está devidamente registrado na ata do seu partido, formalizada junto à justiça eleitoral.

Curiosamente e diferente do que muitos blogs e veículos de imprensa noticiaram, a ata da convenção do MDB, no que se refere à chapa majoritária ao senado, apresentou apenas o nome de Jader Barbalho, assim como de Helder Barbalho para a chapa majoritária ao governo. 

A ata informa que a convenção do MDB aprovou também, "à unanimidade, a delegação de poderes para a Comissão Executiva Estadual do partido formalização do restante da chapa, inclusive autorizando ajustes futuros, antes de prazo limite fixado pela legislação para cada caso e para cada cargo eletivo, podendo para tanto homologar, substituir, acrescentar, e, no caso de eleições proporcionais, suprimir nomes em caso de coligação proporcional, estando o MDB, por meio de sua Comissão Executiva Estadual a proceder com os atos necessários perante a Justiça Eleitoral", conclui a ata mdbista.

Dia 15 de agosto é o último dia para os partidos políticos e as coligações apresentarem junto à Justiça Eleitoral o requerimento de registro de candidatos e no dia 16, inicia a campanha eleitoral nas ruas e na internet, onde os partidos e candidatos podem pedir votos com seus respectivos números.

segunda-feira, fevereiro 05, 2018

IMPERDÍVEL: O dia que um senador fez um raio X daquilo que mais escraviza o nosso país





Por Roberto Requião*

Há tempo que a ciência e os fatos da vida comprovam que nada é por acaso.  

No entanto, embora a ideia medieval da abiogênese, a “geração espontânea”, seja a representação paradigmática daqueles tempos trevosos, ainda hoje a proposição do espontaneísmo resiste e é amplamente aceita, quando se trata da política ou mesmo da economia.  

Diariamente, a mídia empresarial espalha a intrujice de que do acúmulo de lixo nascem insetos e ratos, que é possível originar vida de matéria não viva.  Se Humberto Eco foi assertivo ao dizer que a internet liberou infindáveis legiões de néscios, ele esqueceu de acrescentar à turma os comentaristas e ditos analistas de política e economia que infestam as televisões, rádios e jornais da mídia comercial e monopolista.  É notável a incapacidade de raciocinar, de somar dois com dois.  Gramsci dizia que não existe o canalha absoluto, que o canalha absoluto é uma criação ficcional.  Essa generosidade do filósofo que sofreu no corpo debilitado os horrores do fascismo sempre me impressionou.  Então, se concedemos que nem todos sejam canalhas plenos, integrais, resta outra suposição: a burrice córnea.  A ceratina penetrou de tal forma na cabeça dessa gente que as tornou duras, resistentes, impermeáveis à verdade dos fatos.  Se, ato contínuo à ampliação de nosso mar territorial de 12 para 200 milhas marítimas, em 1970, sob Garrastazu Médici, os norte-americanos movimentam sua IV Frota — por mais que o governo militar fosse um aliado incondicional– não o fazem para competir com os franceses na pesca da lagosta.  Se, sob Ernesto Geisel, em 1975, de repente, os Estados Unidos tornam-se guardiões dos direitos humanos e pressionam a ditadura brasileira, não é porque a tortura, os assassinatos, o desaparecimento de opositores os preocupassem, e sim os acordos nucleares do Brasil com a Alemanha.  

Mais recentemente, quando os norte-americanos grampeiam a presidente Dilma, monitoram suas conversas, perscrutam suas decisões e controlam sua comunicação com ministros, auxiliares e políticos, não estão à procura da receita de sua dieta para emagrecer.  

Quando os serviços de espionagem dos Estados Unidos invadem, vasculham, devassam todas as informações da Petrobrás, não são os Cerveró, os Duque, os Paulo Roberto Costa, os Youssef, os Barusco ou os Sérgio Machado que os mobilizam.  

A corrupção é um segredo de polichinelo, o pré-sal o prêmio.  Se, antigamente, a Escola das Américas era o centro formador dos torturadores, dos assassinos estatais, dos sabotadores dos governos populares e nacionalistas, hoje, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em cooperação com o FBI, a CIA, a NSA, encarrega-se de seduzir, domesticar e abduzir juízes, procuradores e policias.  

E políticos é claro.  

A produção de cabos Anselmo não foi interrompida, sofisticaram-se os meios e os métodos. Ao invés dos sicários a soldo, temos os heróis de almanaques.  

Os super-juízes, os super-procuradores, e, como contrafação, já que nenhuma exageração escapa do ridículo, temos o japonês da federal. E o coreano do MBL.  

Quando o presidente Lula sanciona, em 2010, a Lei da Ficha Limpa e a presidente Dilma, em 2013, assina a Lei das Organizações Criminosas, disciplinando a delação premiada; quando se desequilibra a harmonia entre os poderes, e produz-se a hipertrofia do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal; quando o presidencialismo de coalizão cede a um Parlamento que se transformou em mandalete dos financiadores de campanha; quando o presidente Lula coloca no Banco Central e no Ministério da Fazenda homens de confiança do mercado financeiro; quando a presidente Dilma, na crise política após as jornadas de 2013 e a eleição de 2014, adota políticas neoliberais, aprofundando a crise; quando tanto um como outro presidentes constrangem-se diante das pressões da mídia monopolista e comercial e fogem de adotar aqui as mesmas legislações que os norte-americanos e alguns países europeus  adotaram para democratizar os meios de comunicação; quando tudo isso somado produz um salto qualitativo, temos o golpe e seu corolário de horrores: a alienação da soberania nacional, a entrega do petróleo, dos minérios, das terras, da água, a destruição da República Social, a sabotagem da Petrobrás, as privatizações.  

E o aceleramento da marcha da desindustrialização e da precarização da ciência e da tecnologia.  

Na divisão internacional do trabalho é o papel que nos reservam: celeiro do mundo, exportador de grãos e de matérias primas minerais, fornecedor de petróleo. E de água!  

Afinal, vimos em Davos a Nestle e a Coca-Cola renovarem a cobiça pelo aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água doce do planeta.  

Senhoras e senhores, esses são os fatos da realidade. Essa é a verdade que os fatos revelam, por mais que o cinismo e a estultícia da grande mídia tentem perverter e adulterar a natureza das coisas.  

Como antídoto para o massacre diário do discurso antinacional, antidemocrático e antipopular que se estabeleceu no país, quero oferecer um texto do professor de Filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo, Maurício Abdala, publicado no “Le Monde Diplomatique”.  

Os 13 pontos do professor Abdala são uma leitura necessária para quem ama o Brasil e acredita que ainda é possível vencer esses tempos tão sinistros da nossa história.  

Vamos ao contraveneno às sandices daqueles que acreditam que do lixo que produzem é possível brotar alguma vida.  

Vamos lá.  

1 – O foco do poder não está na política, mas na economia. Quem comanda a sociedade é o complexo financeiro-empresarial com dimensões globais e conformações específicas locais.  

2 – Os donos do poder não são os políticos. Estes são apenas instrumentos dos verdadeiros donos do poder.  

3 – O verdadeiro exercício do poder é invisível. O que vemos, na verdade, é a construção planejada de uma narrativa fantasiosa com aparência de realidade para criar a sensação de participação consciente e cidadã dos que se informam pelos meios de comunicação tradicionais.  

4 – Os grandes meios de comunicação não se constituem mais em órgãos de “imprensa”, ou seja, instituições autônomas, cujo objeto é a notícia, e que podem ser independentes ou, eventualmente, compradas ou cooptadas por interesses. Eles são, atualmente, grandes conglomerados econômicos que também compõem o complexo financeiro-empresarial que comanda o poder invisível. Portanto, participam do exercício invisível do poder utilizando seus recursos de formação de consciência e opinião.  

5 – Os donos do poder não apoiam partidos ou políticos específicos. Sua tática é apoiar quem lhes convém e destruir quem lhes estorva. Isso muda de acordo com a conjuntura. O exercício real do poder não tem partido e sua única ideologia é a supremacia do mercado e do lucro.  

6 – O complexo financeiro-empresarial global pode apostar ora em Lula, ora em um político do PSDB, ora em Temer, ora em um aventureiro qualquer da política. E pode destruir qualquer um desses de acordo com sua conveniência.  

7 – Por isso, o exercício do poder no campo subjetivo, responsabilidade da mídia corporativa, em um momento demoniza Lula, em outro Dilma, e logo depois Cunha, Temer, Aécio, etc. Tudo faz parte de um grande jogo estratégico com cuidadosas análises das condições objetivas e subjetivas da conjuntura.  

8 – O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros.  

9 – Assim, os donos do poder não querem um governo ou outro à toa: eles querem, na conjuntura atual, a reforma na previdência, o fim das leis trabalhistas, a manutenção do congelamento do orçamento primário, os cortes de gastos sociais para o serviço da dívida, as privatizações e o alívio dos tributos para os mais ricos.  

10 – Se a conjuntura indicar que Temer não é o melhor para isso, não hesitarão em rifá-lo. A única coisa que não querem é que o povo brasileiro decida sobre o destino de seu país.  

11 – Portanto, cada notícia é um lance no jogo. Cada escândalo é um movimento tático. Analisar a conjuntura não é ler notícia. É especular sobre a estratégia que justifica cada movimento tático do complexo financeiro-empresarial (do qual a mídia faz parte), para poder reagir também de maneira estratégica.  

12 – A queda de Temer pode ser uma coisa boa. Mas é um movimento tático em uma estratégia mais ampla de quem comanda o poder. O que realmente importa é o que virá depois.  

13 – Lembremo-nos: eles são mais espertos. Por isso estão no poder.  

Senhoras e senhores, Brasileiros, os pressupostos estão aí. Mas essa compreensão incisiva da realidade obriga-nos um passo seguinte: a ação.  

Depois que Hitler invadiu a França, despojando-a de sua soberania, anulando-a como nação, Charles de Gaulle chamou seus compatriotas à resistência, acima dos interesses de cada um.  

O que estava em jogo era a existência do país, seus valores, suas tradições, suas crenças, sua identidade.  

Até mesmo os contrabandistas que tão bem conheciam as fronteiras da França, até eles foram convocados à grande tarefa de libertação do país.  

Não estou insinuando que, no caso da grande tarefa de libertação do Brasil, até corruptos devam ser convocados, mesmo porque boa parte deles estão de papo para o ar, refestelados nos milhões com que foram premiados pela delação.  

Convoco os homens e as mulheres que amam este país, que abominam a corrupção e o entreguismo.  Que rejeitam ser escravos do dinheiro; que não aceitam a prevalência do capital financeiro sobre o capital produtivo.  

Que não querem ver esse país tão rico transformado em uma plantation colonial, a ofertar ao mundo desenvolvido grãos, minérios, petróleo, terras e água.  

Que não querem ver os nossos trabalhadores transformados em mão de obra semiescravizada, para o desfrute global.  

Com Shakespeare e Henrique V, antes da batalha de Agincourt, encerro dizendo: aqui estão os brasileiros que deviam estar.  

E os que não estiverem vão se arrepender até o fim de suas vidas não terem estado conosco.  

Nada temos a perder, pois o que tínhamos está sendo surrupiado, desbaratado e vendido a preço de banana pelos entreguistas do Brasil, com a prestimosa colaboração de alguns tolos que se arvoram em heróis da pátria.  

*Roberto Requião é senador da República, no segundo mandato. Foi governador do Paraná por três mandatos, prefeito de Curitiba, secretário de estado, industrial, agricultor, oficial do exército brasileiro e advogado. É graduado em direito e jornalismo com pós graduação em urbanismo e comunicação

terça-feira, dezembro 19, 2017

Eleições Pará: PR pretende lançar Lúcio Vale ao Senado

Deputado Federal em seu 3º mandato, Lúcio Vale acumula 24 anos de trânsito em Brasília e hoje coordena a bancada federal do Pará na Câmara dos Deputados, organizando agendas de interesse local e negociando recursos para o Estado do Pará.

Por Diógenes Brandão
A partir de hoje, o blog AS FALAS DA PÓLIS inicia a publicação de uma série de artigos trazendo informações sobre os principais pré-candidatos que estão sendo apresentados para a disputa das eleições de 2018. O primeiro é sobre a possível candidatura de Lúcio Vale (PR) para uma das vagas ao senado.

Depois de atuar por 12 anos na assessoria do mandato de seu pai, Anivaldo Vale, como Deputado Federal, Lúcio Vale acumulou uma experiência que lhe garante grande destaque na cena política paraense. Mesmo jovem, ele já se encontra em seu 3º mandato de deputado federal, sucedendo a contribuição parlamentar do seu pai. 

Juntos em Brasília, pai e filho foram peças fundamentais no impulso dado à implementação da eletrificação rural. Na época, Anivaldo foi considerado o político paraense que mais conseguiu recursos para levar eletrificação rural, muito antes dos programas federais "Luz no Campo" (FHC) e "Luz Para Todos" (Lula/Dilma).

Além de garantir grande volume de recursos financeiros de obras de infraestrutura para o Pará, entre elas a Alça Viária, foi graças a Lúcio e Anivaldo que surgiu a UFRA - Universidade Rural da Amazonia, única Universidade Federal criada no governo de FHC, momento em que a dupla de pai e filho foi a principal articuladora da instalação da Comissão Permanente de Orçamento para Amazônia, que hoje é denominada Comissão de Integração e Desenvolvimento Regional e da Amazônia.

Como uma votação crescente a cada eleição em que disputa, Lúcio tem se revelado um habilidoso protagonista nos diálogos e negociações, com as mais diversas lideranças políticas do Congresso Nacional nestes 24 anos de trânsito por Brasília.

No parlamento, Lúcio Vale é um dos deputados do Pará mais bem avaliados, além de ser o atual presidente do Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara Federal, onde foi o relator do estudos do Arco Norte, importante análise sob os desafios logísticos para o escoamento da produção agrícola, seja através dos portos e de outros modais na região norte, o que em breve reduzirá substancialmente os custos de transporte para os produtos de exportação brasileira.   

Em conversas com diversas lideranças do mais variados partidos, o blog tem percebido que Lúcio Vale goza de muito respeito e prestígio junto à direção de seu partido - o PR - onde foi eleito secretário-geral da executiva nacional, além de ser o atual coordenador da bancada paraense no Congresso Nacional, função que lhe colocou a responsabilidade de dirigir a negociação e alocação de recursos para obras de infraestrutura, como estradas, portos, investimentos em saúde, educação, máquinas, entre outros que a população paraense assiste serem entregues nos quatro cantos do Estado.  

Como presidente estadual do PR - Partido da República, hoje a 3ª maior força política no Estado do Pará, Lúcio conta com o apoio de 16 importantes prefeitos, 12 vice-prefeitos, além de 118 vereadores que fazem pate de um partido organizado em 130 municípios paraenses.  

Diante deste cenário e após análises conjunturais, o PR é hoje considerado como o “fiel da balança”, nas próximas eleições no Estado e diversas lideranças do partido apontam para a necessidade de lançar Lúcio Vale para disputar uma das duas vagas que o Pará tem direito no senado federal.

segunda-feira, outubro 16, 2017

Em meio à denúncia de propina a mais um Ministro, Temer nomeia petista indicada pelo Senador Paulo Rocha

Nazaré Zucollotto retorna de Brasília para comandar a pesca no Pará, setor farto de escândalos de fraudes no Seguro Defeso aos pescadores artesanais.

Por Diógenes Brandão

Além de manter outros petistas no alto escalão na SUDAM e do Ministério da Cultura, o senador Paulo Rocha (PT-PA) amplia seu prestígio e emplaca mais uma companheira o governo de Michel Temer, dessa vez no comando de outro órgão federal no Pará: A Pesca.

Balcão de diversas denúncias de fraudes, o setor ganhou status de Ministério com Lula, assim que o ex-presidente assumiu o cargo, no dia 01 de Janeiro de 2003, com o nome de Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca (SEAP) pela medida provisória 103, que depois se transformou na lei nº 10.683. A mudança de secretaria para ministério se deu pela lei nº 11.958 de 26 de junho de 2009. 

Na reforma ministerial de outubro de 2015, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) foi extinto e incorporado como órgão do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviço, hoje controlado pelo PRB. 

Segundo o site Poder 360, a Veja e o jornal O Globo, três dias após a divulgação do áudio de uma conversa com o empresário Joesley Batista, o Ministro da pasta, pastor da Igreja Universal e presidente do PRB, Marcos Pereira tirou férias de uma semana, do dia 09 ao dia 13 do mês passado. Um mês depois, o Diário Oficial da União publicou a nomeação da petista Nazaré Zuculloto para comandar a Pesca no Pará.

Filiada ao PT sete meses depois do partido vencer as eleições para o governo do Estado, Zuculloto atuou em duas secretarias estaduais (Pesca e SEDUC) e estava em Brasília, desde quando o partido disputou, mas não conseguiu se reeleição de Ana Júlia em 2010. 

Ligada ao senador petista, Zuculloto assume a pesca no Pará, em meio a um escândalo que pode vir a derrubar o ministro, gravado tratando do pagamento de R$ 6 milhões em propina, conforme relatado por Joesley aos procuradores que atuam na Operação Lava Jato.


Atualização 

O blog AS FALAS DA PÓLIS informa seus leitores, que recebeu neste instante, a ligação telefônica de Nazaré Zucolotto, atual coordenadora da Pesca no Pará. A mesma informou não ser mais filiada ao PT e diz não ter sido indicada pelo senador Paulo Rocha (PT-PA), tal como informou o blog, baseado em fontes ligadas ao governo federal.

quarta-feira, setembro 27, 2017

PCdoB emite nota contra afastamento do senador Aécio Neves

“Pau que dá em Chico dá em Francisco”, diz dirigente comunista pregando o direito de Aécio Neves ser julgado por seus pares e não pelo STF.

Ameaça ao Estado de Direito: o Judiciário que intervir no Senado - Por Haroldo Lima, membro da Comissão Política Nacional do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil

A posição tomada ontem, dia 26 de setembro, pela Primeira Turma do STF, de afastar do exercício de seu mandato o senador Aécio Neves é um desrespeito aberto à Constituição e não pode ser aceita. 

Mostra o quanto certos setores do Judiciário, e inclusive do Supremo, estão exorbitando de suas funções, assumindo funções que não têm, usurpando funções.  

O senador Aécio Neves é hoje um parlamentar desclassificado. E já o é de há algum tempo. Aliás, quando se tratava de Aécio, as instituições, em particular os grupos que estão mandando no país, do Judiciário, da Procuradoria Geral, da Polícia Federal, simplesmente não faziam nada. Foi por exemplo o caso acontecido em 24 de novembro de 2013, quando foi apreendido o chamado “helicóptero do pó”, uma aeronave pertencente ao deputado estadual Gustavo Perrella, com 450 quilos de cocaína, e que acabara de sair de uma fazenda da família de Aécio Neves, seu amigo. O episódio está completando quatro anos e não há notícia de nada apurado. Politicamente, o senador perfilou-se do lado dos que deram o golpe parlamentar-judicial-midiático no Brasil em 2016.

Entretanto, o problema não é apreciar as más atitudes ou errôneas posições do senador. O que está em pauta, é muito mais grave. É o precedente de um Poder da República, o Judiciário, intervir direta e abertamente em outro Poder, o Legislativo, e cassar o mandato de um de seus membros, à revelia do que diz a Constituição. Aliás, não é bem um precedente, porque precedente já houve quando também um membro do Supremo se outorgou a prerrogativa de mandar prender outro senador, no caso o Delcídio do Amaral, que também praticara ato desabonador, mas que, como senador no exercício do mandato, só poderia ser preso em flagrante delito de crime não afiançável, como diz a Constituição, o que não ocorrera.  

No caso do Delcídio, o Senado examinou a questão e, acuado, apoiou a prisão ilegalmente feita pelo Supremo, contra aliás a posição do seu presidente Renan Calheiros, que nesta e em outras oportunidades, defendeu a prerrogativa da Casa e a não ingerência de um Poder no outro. Aécio, naquela oportunidade, votou pelo apoio à prisão irregular de Delcídio! No caso, o Senado poderia ter mandado soltar o Delcídio e, em seguida, pela gravidade dos atos a ele imputados, cassar-lhe o mandato.  

Em uma hora em que o Judiciário, através de alguns de seus membros, ou às vezes como Instituição, está cada vez mais assumindo poderes arbitrários, aquele gesto de fraqueza do Senado abriu um precedente grave.  

Mas nem por isso, agora, o Senado deve acatar a truculência de um grupo do Supremo, o que consolidaria a ideia de que os três Poderes da República são “independentes e harmônicos entre si”, como diz a Constituição, mas um Poder, o Judiciário, é “mais harmônico” do que os outros.  

O juiz Marco Aurélio, do Supremo, já havia dito que “Sejam quais forem as denúncias contra o senador mineiro, não cabe ao STF, por seu plenário e, muito menos, por ordem monocrática, afastar um parlamentar do exercício do mandato. Trata-se de perigosíssima criação jurisprudencial, que afeta de forma significativa o equilíbrio e a independência dos Três Poderes. Mandato parlamentar é coisa séria e não se mexe, impunemente, em suas prerrogativas”. 

Agora, no dia 26, o mesmo Marco Aurélio acrescentou: “A suspensão do mandato eletivo, verdadeira cassação temporária branca, sequer está prevista como cautelar substitutiva da prisão, no caso descabida, e não está prevista no artigo 309 do Código de Processo Penal.”   

Os setores democráticos e os de esquerda em especial devem tomar cuidado. “Pau que dá em Chico dá em Francisco”, já ensina a sabedoria popular. Manter as prerrogativas constitucionais é um mecanismo de defesa democrática contra a tendência ditatorial-judiciária em curso. No caso em tela, suspensão ou cassação de mandato, cabe, nos termos da lei, e seguindo o devido processo legal, ao próprio Senado.

terça-feira, setembro 26, 2017

Críticas nas redes sociais causam troca de tapas entre senador e militante do PT

Segundo o militante histórico, o Senador Paulo Rocha (PT-PA) bateu duas vezes no peito de Luis Cavalcante que reagiu.

Por Diógenes Brandão

Uma semana depois deste blog ter trazido à tona a denúncia de que uma van do IFPA havia sido usado de forma irregular no transporte de militantes do PT-PA, que participaram do Encontro de Mulheres do partido e elegeram a candidata indicada pelo senador Paulo Rocha (PT-PA), o partido resolveu anular o resultado do pleito. Agora, a principal secretaria ligada às setoriais do PT deve ficar sem titular e a delegação paraense ficará sub-representada no Encontro Nacional, previsto para ser realizado em Outubro. 

Para alguns decisão demorada se deu após a análise de dois recursos impetrados por grupos internos que se opõem ao grupo dirigido pelo senador Paulo Rocha e os deputados federais Beto Faro e Zé Geraldo, o chamado CNB, antes denominado de "campo majoritário". No entanto, o que se pode analisar é que a notícia correu longe e colocou em cheque a tentativa de abafar o caso, como o presidente estadual do partido tentou, chegando inclusive a ameaçar - implicitamente - de expulsão, aqueles que divulgassem o ocorrido nas redes sociais.

O ato gerou grande indignação no seio da militância. Filiados históricos cobraram de forma enfática a apuração e punição não de quem havia denunciado e criticava a fraude, mas sim quem a cometeu. Um desse foi Luis Cavalcante, ex-vereador de Ananindeua e ex-secretário de educação do governo Ana Júlia, que escreveu no seu perfil de uma rede social:


No último domingo, Luis Cavalcante encontrou-se com o senador Paulo Rocha durante os encontros setoriais, alguns deles esvaziados pela ausência de filiados e veja o que aconteceu:


Aqui, Cavalcante explica com detalhes o ocorrido.


Outro militante histórico, o ex-radialista e sindicalista Luiz Cunha também se manifestou:



O cemitério hospitalar de Helder Barbalho

Depósito da SESPA está mais para um cemitério de equipamentos hospitalares, denuncia populares. Por Diógenes Brandão O escândalo ...