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sexta-feira, setembro 04, 2020

Éder Mauro oficializa ao diretório do PSD que vai disputar candidatura para prefeito


Via Roma News

O deputado federal Éder Mauro enviou ofício ao presidente do Diretório Estadual do PSD, deputado estadual Gustavo Sefer, em que formalliza a intenção de compor uma chapa da legenda para concorrer à Prefeitura Municipal de Belém.

"Uso do presente para fins de apresentar meu nome Delegado Éder Mauro para ser avaliado pelos pares convencionais, como pré-candidato a prefeito de Belém no pleito de 2020", informa o documento enviado ao diretório estsdual.

Éder Mauro também afirma no documento que quer receber a notificação do partido, como deputado federal que representa a legenda na Câmara dos Deputados, sobre a publicação do edital para realização da convenção do partido. 

Os membros do PSD enfrentam uma disputa interna no partido. Para conseguir ser candidato a prefeito de Belém Éder Mauro enfrenta o deputado estadual e presidente estadual da legenda Gustavo Sefer, os dois parlamentares do partido. Sefer, que também tinha pretensões de ser candidato, se aliou ao MDB com a expectativa que fosse o nome da coligação para concorrer à Prefeitura de Belém. 

Porém, o partido anunciou o deputado federal José Priante (MDB) como o nome que disputará o cargo. Éder Mauro, antes aliado de Helder Barbalho (MDB), rompeu com a administração estadual durante os primeiros meses da pandemia e acusa o governador de superfaturamento em compras de materiais para enfrentar a covid-19 e desvios de recursos enviados pelo governo federal para combater a doença.

Éder Mauro não aceita que o PSD se integre à coalizão de partidos que vão compor a chapa com o MDB em Belém. O deputado quer disputar na convenção o rumo que o partido tomará nestas eleições 2020. Ele quer lançar uma chapa na convenção para que os membros do PSD decidam se querem candidatura própria do partido.


O deputado federal Éder Mauro figura entre os nomes mais cotados nas pesquisas de intenção de votos para prefeito de Belém. 

Em pesquisa realizada pelo Instituto Doxa, em julho, encomendada pelo Grupo Roma, Éder Mauro aparece em terceiro lugar nas intenções de votos.

A assessoria do deputado informou, que ele confirma que vai inscrever a chapa, oficialmente na convenção, conforme prevê a legislação eleitoral.

sábado, janeiro 09, 2016

Investigação do STF contra Eder Mauro ganha destaque na imprensa

Eder Mauro não foi localizado para comentar sobre o inquérito aberto no Supremo. 

Por Diógenes Brandão

O Globo, o Estadão e a revista Exame publicaram nesta sexta-feira matérias sobre a decisão do STF em acatar a denúncia contra o deputado federal Eder Mauro (PSD-PA).

De agora em diante, o Brasil saberá o que este blog já vinha alertando e os paraenses já tinham conhecimento: Eder Mauro é réu por crimes cometidos no exercício de delegado, na mais alta corte do país e se condenado, além de perder o mandato, poderá ser preso pelos crimes que é acusado.

Leia a matéria do Estadão, sob o título STF abre inquérito contra deputado do PSD por tortura

O processo contra Éder Mauro, que foi o deputado mais votado do Pará em 2014, envolve pai e filho, uma criança de 10 anos, em 2009 o parlamentar também é investigado por outro crime envolvendo suspeita de extorsão e ameaça.

O Supremo Tribunal Federal abriu um inquérito para investigar o deputado federal Éder Mauro (PSD-PA) pelos crimes de extorsão e tortura. A relatoria do processo está nas mãos do ministro Edson Fachin. O deputado foi autuado em dezembro.

Integrante da chamada “bancada da bala”, Éder é delegado no Pará e foi o deputado do Estado mais votado nas eleições de 2014. O processo, remetido pelo Tribunal de Justiça do Pará ao STF em setembro, envolve pai e filho - uma criança de 10 anos - como supostas vítimas. O crime teria ocorrido em 2009.

Em um outro episódio, o deputado e cinco policiais então subordinados a ele foram denunciados também por tortura e por forjar um flagrante de extorsão contra uma mulher. Ela teria sido atraída ao escritório do então prefeito da cidade de Santa Izabel do Pará, Marió Kató (PMDB), para ser paga por uma dívida contraída pelo juiz do município, Augusto Cavalcante, quando foi abordada e agredida pelos policiais.

A vítima e dois filhos que a acompanhavam teriam sido ameaçados de execução sob a mira de armas de fogo. O relatório do Ministério Público sobre o episódio menciona “intensa sessão de espancamento” e “violento sofrimento físico e mental, conforme comprovado pelo exame de corpo de delito realizado nas vítimas”.

O grupo foi absolvido por falta de provas em 2013. Mas um promotor de Justiça apelou da decisão porque as testemunhas que depuseram a favor de Éder ou possuíam vínculos de amizade ou eram funcionárias do delegado.

O deputado federal Éder Mauro (PSD-PA), durante tumulto na Câmara.

“Tratou-se na verdade de uma trama mal ajambrada entre o juiz, o prefeito de Santa Izabel e o primeiro denunciado (Éder Mauro), com o claro objetivo de subtrair da vítima as notas promissórias que comprovam a dívida do magistrado para com a vítima”, argumentou a promotoria.

Éder não foi localizado para comentar sobre o inquérito aberto no Supremo. Na Câmara, ele defende a diminuição nas restrições para a aquisição de armas e a ampliação do porte para mais categorias profissionais, previsto no novo Estatuto do Desarmamento. 

“Hoje o cidadão de bem é que vive atrás das grades porque o Estado não garante a sua segurança. Então, o cidadão tem, sim, de ter o direito de se defender sozinho”, disse o deputado durante uma sessão na Câmara no ano passado.

Leia abaixo, fatos relevantes que a imprensa ainda não noticiou sobre Eder Mauro:


Bonecos de Eduardo Cunha e Eder Mauro são alvo de críticas em Belém

Advogado de Eder Mauro é exonerado após encenação da prisão de Lula

Réu no STF, delegado 'prende' Lula, mas nomeia amigos no governo Dilma

sábado, setembro 10, 2016

IBOPE: Edmilson mantém a liderança, Zenaldo sobe 11 pontos, mas continua com a maior rejeição


Por Diógenes Brandão, com informações do portal G1.

Encomendada pela TV Liberal (Globo), a segunda pesquisa Ibope revela um novo quadro quadro eleitoral em Belém. Edmilson Rodrigues se mantém na liderança, seguido por Eder Mauro que cai 4 pontos percentuais, em relação à pesquisa anterior. Zenaldo Coutinho disparou em sua escalada, alcançando 9 pontos a mais e firmando-se como o candidato que mais cresceu, em relação à ultima aferição, realizada em agosto, mas o tucano amarga uma avaliação negativa de seu governo, chegando a 81%, somando 41% (Regular) com 40% (Ruim/Péssima), restando a aprovação de apenas 17%, que dizem que sua gestão é ótima ou boa.

Professor Maneschy (PMDB) "roubou" a 4ª posição de Úrsula Vidal (Rede) e a petista Regina Barata perdeu 1%, caindo de 3% para 2%, igualando-se ao candidato comunista Lélio Costa, que continua estacionado, também com um 1%, acompanhado do Professor Ivanildo (PRTB) que manteve-se com o mesmo 1% da pesquisa anterior. Cleber Rabelo (PSOL) foi rebaixado de 1% para 0%, fazendo companhia para Luiz Menezes (PCB), que manteve-se sem pontuar.

Os eleitores que dizem que votam em Branco ou Nulo alcançavam 9 pontos percentuais em agosto e agora são apenas 5% e aqueles que não souberam ou não quiserem responder, continuaram com os mesmos 3% da pesquisa anterior. 

Perguntados sobre qual o principal problema de Belém, os pesquisados revelam as piores áreas que afligem a população:

Saúde: 43%
Segurança pública: 23%
Educação: 5%

Veja os números com mais detalhes:

PESQUISA ESTIMULADA (05 e 08 de setembro)

Edmilson (PSOL): 36%
Éder Mauro (PSD): 24%
Zenaldo Coutinho (PSDB): 20%
Professor Maneschy (PMDB): 6%
Úrsula Vidal (Rede): 2%
Regina Barata (PT): 2%
Lélio Costa (PCdoB): 1%
Professor Ivanildo (PRTB): 1%
Cléber Rabelo (PSTU): 0%
Luis Menezes (PCB): 0%
Branco / nulo: 5%
Não sabe/ não respondeu: 3%

PESQUISA ESTIMULADA (22 e 25 de agosto)

Edmilson (PSOL): 37%
Éder Mauro (PSD): 28%
Zenaldo Coutinho (PSDB): 11%
Úrsula Vidal (Rede): 4%
Regina Barata (PT): 3%
Professor Maneschy (PMDB): 2%
Cléber Rabelo (PSTU): 1%
Lélio Costa (PCdoB): 1%
Professor Ivanildo (PRTB): 1%
Luis Menezes (PCB): 0%
Branco / nulo: 9%
Não sabe/ não respondeu: 3%


PESQUISA ESPONTÂNEA (05 e 08 de setembro)

Na modalidade espontânea da pesquisa (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), o resultado foi o seguinte:

Edmilson (PSOL): 31%
Éder Mauro (PSD): 19%
Zenaldo Coutinho (PSDB): 17%
Professor Maneschy (PMDB): 4%
Regina Barata (PT): 2%
Úrsula Vidal (Rede): 1%
Outros: 1%
Branco / nulo 12%
Não sabe/ não respondeu: 12%

REJEIÇÃO (05 e 08 de setembro)

Zenaldo Coutinho (PSDB): 36%
Edmilson (PSOL): 21%
Éder Mauro (PSD): 19%
Regina Barata (PT): 17%
Úrsula Vidal (Rede): 13%
Lélio Costa (PCdoB): 11%
Professor Maneschy (PMDB): 10%
Cleber Rabelo (PSTU): 9%
Luis Menezes (PCB): 9%
Professor Ivanildo (PRTB): 6%
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2%
Não sabe/ não respondeu: 9%

SEGUNDO TURNO

Pela primeira vez nesta eleição, o Ibope elaborou três situações de segundo turno. Os candidatos escolhidos para esse cenário foram aqueles com intenções de voto mais altas na pesquisa do instituto. 

Edmilson (PSOL): 48%
Éder Mauro (PSD): 40%
Brancos/nulo: 8%
Não sabe: 4%
Edmilson (PSOL): 56%
Zenaldo Coutinho (PSDB): 29%
Brancos/nulo: 11%
Não sabe: 4%
Eder Mauro (PSD): 50%
Zenaldo Coutinho (PSDB): 31%
Brancos/ nulo: 14%
Não sabe: 5%

EXPECTATIVA DE VITÓRIAS

O Ibope perguntou, independente da intenção de voto, quem os eleitores acham que irá vencer a eleição:

Edmilson (PSOL): 41%
Éder Mauro (PSD): 23%
Zenaldo Coutinho (PSDB): 20%
Professor Maneschy (PMDB): 3%
Regina Barata (PT): 1%
Lélio Costa (PCdoB): 0%
Úrsula Vidal (Rede): 0%
Professor Ivanildo (PRTB): 0%
não sabe/ não respondeu: 11%

AVALIAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO ZENALDO COUTINHO

Na mesma pesquisa, os eleitores também responderam sobre a avaliação da administração do prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB).

Ótima/Boa: 17%
Regular: 41%
Ruim/Péssima: 40%
Não sabem avaliar: 2%

Qual é a área em que, na sua opinião, a população de Belém está enfrentando os maiores problemas (considerando os três primeiros itens escolhidos pelo eleitor)?

- Saúde: 73%
- Segurança pública: 61%
- Educação: 45%
- Limpeza pública: 19%
- Geração de empregos: 18%
- Transporte coletivo: 12%
- Rede de esgoto: 12%
- Trânsito: 11%
- Abastecimento de água: 8%
- Corrupção: 6%
- Iluminação pública: 6%
- Impostos e taxas: 5%
- Calçamento de ruas e avenidas: 4%
- Assistência social: 4%
- Administração pública: 4%
- Meio ambiente: 3%
- Opções de lazer: 2%
- Habitação: 2%
- Atividades culturais: 1%
- Atividades esportivas: 1%
- Não sabe/não respondeu: 0%

Qual é a área em que, na sua opinião, a população de Belém está enfrentando os maiores problemas (considerando apenas o primeiro item escolhido pelo eleitor)?

Saúde: 43%
Segurança pública: 23%
Educação: 5%
Geração de empregos: 4%
Limpeza pública: 4%
Transporte coletivo: 3%
Trânsito: 3%
Abastecimento de água: 3%
Rede de esgoto: 3%
Iluminação pública: 2%
Assistência social: 1%
Calçamento de ruas e avenidas: 1%
Meio Ambiente: 1%
Impostos e taxas: 1%
Corrupção: 1%
Habitação: 0%
Atividades esportivas: 0%
Atividades culturais: 0%
Opções de lazer: 0%
Não sabe/não respondeu: 0%

domingo, março 15, 2020

Éder Mauro confirma que tem um ovo no lugar do cérebro



Por Diógenes Brandão

Não importa os alertas que os cientistas, autoridades e milhões de médicos do mundo inteiro fazem diariamente sobre o Covid-19, mais conhecido como Coronavírus, o deputado federal Éder Mauro é que sabe das coisas.

O parlamentar paraense em seu segundo mandato faz de tudo para virar notícia e assim se consagrar a voz representante dos desmiolados que povoam a internet e dessa vez ironizou de forma jocosa, os cuidados e recomendações sobre a pandemia, que já matou milhares de pessoas pelo planeta e chegou ao Brasil de forma ameaçadora.

A mensagem abaixo foi publicada no twitter e já recebeu quase 4 mil compartilhamentos e 551 retuitadas.

Segundo o último relatório do Ministério da Saúde, o Brasil tem 176 casos de coronavírus e  ainda há 1.915 casos suspeitos em 26 estados. No mundo já são 156,6 mil pessoas infectadas e quase 6 mil morreram. 

Éder Mauro é membro da bancada da bala no Congresso Nacional e um dos principais apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, que foi quem disse que a ameaça do Brasil era um exagero da imprensa e depois apareceu com uma máscara dando recomendações sobre medidas de prevenção para a pandemia, que vem causando pânico e prejuízos incalculáveis em todo o planeta. Bolsonaro desaconselhou as hordas de apoiadores que marcaram para este domingo, manifestações pelo país a fora e aqui no Pará, Eder Mauro coordenou a manifestação que atraiu uma pequena parcela daquilo que os organizadores esperavam.

Além de Bolsonaro, Éder Mauro é apoiador do governador Helder Barbalho, que por sua vez tem um leque de pré-candidatos  de partidos do centro, esquerda e direita, p todos com o interesse de tornarem-se prefeito de Belém, em Outubro deste ano.

Éder Mauro também é pré-candidatos ao cargo e vem aglutinando seus eleitores entre os apoiadores do presidente, mas essa semana teve um revés, ao perder o controle do PSL, o qual seu filho era o presidente estadual do partido.

segunda-feira, julho 08, 2019

Éder Mauro: O sub-produto da família Barbalho e sua estratégia midiática

Helder Barbalho, Jader Barbalho e Éder Mauro em evento realizado em dezembro de 2017, durante ato de assinatura de convênios do Ministério da Integração Nacional, com quase 100 prefeituras paraenses.

Por Diógenes Brandão

Nenhum paraense em sã consciência pode negar que ao abrir espaço e contribuir para a ascensão midiática do então delegado da polícia civil Éder Mauro, a família Barbalho sabia que criaria o mito de um novo "Exterminador de Bandidos", que com suas encenações agressivas contra a bandidagem e seus discursos de fácil solução aos problemas causados pela violência e a criminalidade, salvaria a sociedade dos malfeitores. Só que não é isso que vimos e nem poderia ser verdade, já que nossas mazelas sociais jamais serão eliminadas com bravatas e apelos sensacionalistas de políticos populistas. 

Assim, o policial casca grossa ganhou destaque e enorme projeção política através das lentes dos programas policiais da TV RBA, além das capas e páginas do jornal Diário do Pará, veículos de imprensa pertencentes ao império de comunicação controlado pelo senador Jader Barbalho, em sociedade com seus filhos, Jader Filho - que gerencia os negócios e Helder Barbalho, atual governador do Estado, que passou a destinar generosas verbas publicitárias através das finanças do governo -  e sua ex-exposa, a deputada federal Elcione Barbalho. Não é preciso dizer que a família comanda o MDB e foi aliada de todos os últimos presidentes e governadores do Pará - até racharem, quando lhes foi conveniente. 

A família barbalho é hoje o grupo empresarial e político com mais poder no Pará e tem sob seu controle, a maioria dos partidos existentes, além de contar com apoio político das empresas de comunicação, 'jornalistas independentes' e blogs paraenses, cooptados através de contratos publicitários com o governo e o Banpará, banco estatal do Estado.




Com a visibilidade oferecida pelas mídias da família barbalho, Eder Mauro (PSD) foi eleito deputado federal pela primeira vez que disputou uma eleição em 2014, recebendo 265.983 votos, o que lhe deixou crente que poderia ser prefeito de Belém, vindo a concorrer dois anos depois ao pleito, mas acabou sendo derrotado, ao alcançar 16,53% dos votos válidos (128.549) e ficando atrás de Edmilson Rodrigues (PSOL) e Zenaldo Coutinho (PSDB), reeleito no segundo turno.


Foto de campanha, traz a imagem do delegado como um combatente contra a criminalidade e a violência, sendo que elas só aumentaram no Pará, desde que ele saiu da polícia e entrou na política.

Reeleito em 2018 com cerca de 120 mil votos a menos, ou seja, 45,23% dos votos que obteve em 2014, quando elegeu-se pela primeira vez deputado, Eder Mauro faz de tudo para se manter em destaque na mídia e adotou a estratégia de Bolsonaro, figurando sempre em discussões acaloradas, bate-boca com deputados de esquerda e lideranças de movimentos sociais, sempre com termos pejorativos e altamente ofensivos, no afã de se vender como o sucessor de Bolsonaro na Câmara, onde não apresenta outra bandeira que não seja a de anti-petista e anti-esquerdista.

Com espaço privilegiado em horário nobre, Éder Mauro ainda se dava ao luxo de trazer seu aliado político para uma propaganda eleitoral ilegal, travestida de entrevista na TV RBA, nas vésperas das eleições de 2018.



Na semana que passou, o deputado paraense resolveu radicalizar sua tática de guerrilha midiática e  protagonizou diversas ações, tanto no parlamento, quanto nas redes sociais, que deram e ainda estão dando o que falar. 

A promessa de interferência da polícia em um festival de Rock em Belém, denominado Fakada Fest, a ofensa ao deputado Glauber Braga (PSOL), a quem chamou de "veado" e mais uma manifestação homofóbica contra o universitário paraense Richard Callefa, coordenador-geral do DCE Unama e ativista LGBTi, trouxe mais um gozo a Éder Mauro, de ver seu nome novamente em destaque na imprensa e nas redes sociais, tal como tanto gosta. 

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Denunciado novamente ao Ministério Público Federal, o parlamentar não dá sinais de recuo em sua estratégia polícia e conta com uma legião de seguidores que aprovam sua conduta, enquanto outros lhe atribuem os mais negativos conceitos.

No meio da troca de ofensas entre fãs e pessoas contrárias ao deputado, o rockeiro Vaninho de Oliveral fez um apelo sensato e comedido a Éder Mauro. 

Leia:  

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Logo depois, Vaninho cobrou do governador Helder Barbalho, uma ação policial tal qual a que levou 11 viaturas da PM para coibir o já citado festival de rock, que foi impedido de ser realizado no centro de Belém, mas foi incapaz de coibir mais um ataque de uma quadrilha de assalto a bancos, que roubou e causou pânico em um município do interior do Estado.

Leia:

POLÍCIA PARA QUEM PRECISA DE POLÍCIA

Neste final de semana (entre sábado/domingo) em quanto que, um contingente elevado de profissionais da segurança pública, barrava a realização de evento alternativo do gênero musical rock, na capital paraense, o município de Bonito, diante da insuficiência da infraestrutura de segurança pública do nosso estado, padecia com o terror do assalto a banco.  "Dizem que ela existe Pra ajudar! Dizem que ela existe Pra proteger! Eu sei que ela pode Te parar! Eu sei que ela pode Te prender!  Polícia! Para quem precisa Polícia! Para quem precisa De polícia."  

Em resumo:  Você cidadão simples e explorado, por gentileza faça uma reflexão e analise da nossa segurança pública. Tem politiqueiro enganando você, sobre o signo da defesa da segurança pública. Na verdade o que temos são nossos profissionais de segurança pública perdendo suas vidas e seus direitos sociais. Esses profissionais trabalhando em péssimas condições de infraestrutura e de falta também de resguardo para suas famílias.  

Nos episódios acima relatados, não culpo os profissionais da nossa segurança pública e sim politiqueiro travestido de mandatário.  

Minha solidariedade aos meus amigos da minha vertente musical em apreço especial o subgênero PUNK ROCK.  

Para conhecer mais um pouco da história, repleta de homofobia, agressões e denúncias de diversos crimes, assim como de processos judiciais contra este deputado federal paraense, em seu segundo mandato, clique aqui

terça-feira, agosto 18, 2020

Eder Mauro é condenado pelo STF por difamação

Deputado federal Éder Mauro teve o seu nome usado em golpe de venda de veículos pela internet — Foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados

Por Arthur Sobral, no G1 Pará

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o deputado federal Éder Mauro (PSD-PA) por difamação contra Jean Wyllys. A decisão de forma unânime ocorreu em sessão nesta terça-feira (18), em Brasília. Éder Mauro terá que pagar 30 salários mínimos a Wyllys - os valores ainda serão corrigidos. O G1 entrou em contato com a assessoria do deputado federal Éder Mauro e aguarda posicionamento.

De acordo com a ação, em maio de 2015, Éder Mauro publicou em uma rede social um vídeo de reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados editando a fala do então deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ). O deputado do PSOL discursava na CPI que investigava a mortes de jovens negros. Wyllys disse, na ocasião:  

“Então, há um imaginário impregnado, sobretudo nos agentes das forças de segurança, de que uma pessoa negra e pobre é potencialmente perigosa, é mais perigosa do que uma pessoa branca de classe média”.

Os advogados informaram ainda que, no vídeo editado nas redes sociais de Mauro, a declaração de Wyllys passou a ser: “Uma pessoa negra e pobre é potencialmente perigosa”, o que atribuiu ao deputado uma declaração de conotação racista.  No voto, o relator, ministro Luiz Fux afirmou que a edição do discurso de Wyllys foi feita com clara intenção de difamar, guiar o espectador a uma perspectiva equivocada dos fatos ocorridos na reunião parlamentar.

“No caso em hipótese utiliza-se da inteligência digital para cometer delitos que são passíveis de enquadramento no Código Penal. O que eu entendo é que essa comunidade que pratica delitos virtuais imagina uma tipicidade que está por vir, só que, dependendo do contexto e do texto da mensagem, é perfeitamente possível cometer um dos delitos contra a honra. De modo característico é a difamação, porque essa notícias viralizam em segundos, característica própria do delito de difamação, que alcança espectro maior de seres humanos”, disse Fux.  A ministra Rosa Weber pontuou que não é possível levar em conta a alegação da defesa do parlamentar, de que ele desconhecia o conteúdo publicado. “O alegado desconhecimento do querelado sobre o conteúdo veiculado pressupõe admitir acentuada ingenuidade ou inexperiência política do querelado, o que definitivamente não parece ser o caso”.  Assim como o ministro Luiz Fux, o ministro Alexandre de Moraes considerou que o caso não se encaixa na imunidade parlamentar. “Aqui houve uma montagem deliberada para ofender a honra da vítima e causar um prejuízo, eu diria, não só moral como um prejuízo político, um prejuízo eleitoral”.

O ministro Luís Roberto Barroso considerou o fato “incontroverso”. “Houve uma divulgação deliberadamente distorcida de uma manifestação do querelante [Jean Wyllys]. E a justificativa apresentada de não ter sido o querelado o autor da edição evidentemente não imuniza do delito”. 

“O que houve foi a má-fé, absoluta má-fé do parlamentar”, considerou o ministro Marco Aurélio Mello.  Os advogados do deputado Eder Mauro não participaram do julgamento, mas na tramitação do processo apresentou defesa escrita em que nega as acusações e afirma que não há provas do crime.

terça-feira, maio 28, 2019

Eder Mauro é acusado de transfobia e Bruna Lorrane recebe apoio

Bruna Lorrane acusa Eder Mauro de agressōes físicas e moral e o processará por transfobia. Ele a chama de Maria do Rosário do Pará.

Por Diógenes Brandão

Em uma entrevista exclusiva ao blog AS FALAS DA PÓLIS, a advogada, ativista social e servidora municipal, Bruna Lorrane revelou que denunciou o deputado federal Éder Mauro, na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM). 

A acusação registrada em Boletim de Ocorrência Policial contra o deputado é pelo crime de violência de gênero e pela condição de transexual,  a vítima disse que o parlamentar que a agrediu física e moralmente, também responderá pelo crime de transfobia.

Leia também: Após perder eleição para Mauro Freitas, Eder Mauro envolve-se em nova confusão


A agressão, segundo a vítima, teria ocorrido nas dependências de uma associação de moradores, onde neste domingo, 26, foi realizada a eleição para escolha da nova diretoria da entidade comunitária, onde o deputado é morador,  o conjunto habitacional Gleba III.


Eder Mauro usou suas redes sociais para acusar a vítima de não morar lá e se defende dizendo que foi - junto com outros homens - apurar denúncias de fraudes na eleição. Em um vídeo que viralizou nas redes sociais é possível ver uma parte da confusão, onde Eder Mauro aparece dizendo que Bruna Lorrane não é mulher e em outro vídeo um empurra-empurra que só não piorou pela presença de guardas municipais e policiais militares, previamente convocados para acompanhar o processo eleitoral.



Bruna também relatou ao blog, que por mais que não haja gravações da agressão física, ela acabou de realizar exame de corpo de delito no IML e de lá segue para sua residência, onde fará uma Live, às 21h, em suas redes sociais, onde pretende esclarecer tudo que aconteceu, apresentando sua versão dos fatos e desmitificando, o que chamou de Fake News, na qual inclui as acusações feitas por Eder Mauro, de que ela, Bruna Lorrane seja militante de esquerda e a 'Maria do Rosário do Pará', em uma ironia do parlamentar, que acusa a deputada federal do PT, de ter simulado uma agressão por parte dele, no último dia 15 deste mês, na Câmara dos Deputados.

A proposta para que haja uma posição da instituição, gerou uma crise política entre os membros do Conselho Estadual da Diversidade Sexual do Estadual do Estado do Pará, que por coincidência é presidido pelo filho de Eder Mauro, Hugo Rogério Sarmanho Barra, que também é Secretário de Estadual de Direitos Humanos, nomeado pelo governador Helder Barbalho.

APOIO E  NOTAS DE REPÚDIO

O blog AS FALAS DA PÓLIS apurou e identificou diversas instituições e movimentos sociais que prestaram apoio à Bruna Lorrane e emitiram notas de repúdio às atitudes do deputado Éder Mauro. Uma delas segue abaixo:

Movimento LGBTI do Estado do Pará

NOTA DE REPÚDIO AO DEPUTADO FEDERAL EDER MAURO!  

Nós, ativistas do GHP - Grupo Homossexual do Pará, por meio desta nota pública manifestamos nossa integral solidariedade e apoio à companheira Bruna Lorrane, que foi brutalmente agredida de forma transfóbica, em agressões físicas e verbais pelo Deputado Federal Eder Mauro - PSD/PA, no último Domingo(26) durante a eleição da presidência do centro comunitário Gleba III, no bairro da Marambaia, em Belém.  

Reafirmamos o protagonismo político das mulheres Trans na sociedade brasileira e desta forma não iremos nos silenciar diante de tamanha intimidação transfóbica e machista à Bruna Lorrane. 

O GHP está a serviço da existência e da resistência das mulheres Travestis e Transexuais no Pará, sempre na luta pelo Direito de SER e pelo Direito de AMAR, pautas fundamentais de nossas vidas enquanto sujeitos políticos que somos!  

Assim como a Bruna, todos os dias, mulheres Travestis e Transexuais são invisibilizadas, menosprezadas e subalternizadas. No entanto, lutaremos nos 365 dias do ano contra a transfobia de figuras abjetas como Éder Mauro, que além de cometer crime de ódio contra uma mulher Trans, ainda utiliza a força policial para satisfazer suas mimadas vontades. 

Um escárnio total, afinal, em tempos de crise na segurança pública do Estado do Pará, aonde, os policiais deveriam estar nas ruas promovendo a cultura de paz, ao contrário, estão impedindo eleições em centros comunitários a mando de um Deputado Federal nacionalmente envolvido em escândalos de corrupção. 

Não nos calarão. Não nos intimidarão! 

A nossa luta por mais LGBTI's irá mudar o Pará e o Brasil! 
GHP, Juntos Somos Mais Fortes !  

Grupo Homossexual do Pará, 27 de Maio de 2019.

As demais entidades que já emitiram posicionamento sobre o caso, são:

GHP GRUPO DE HOMOSSEXUAIS DO PARÁ - Responsável pela parada LGBTI.
Fonges - Fórum Nacional de Gestores LGBT do Brasil.
ABGLBT ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA SE GAYS LÉSBICAS BISSEXUAIS TRANSEXUAIS.
Comissão da Mulher Advogada - OAB-PA .
Comissão da Diversidade Sexual - OAB-PA.
Comissão de Direitos Humanos - OAB-PA.
CDS - Coordenação Municipal de Diversidade Sexual da Prefeitura Municipal de Belém.
Presidente da Câmara Municipal de Belém.
Instituto ÍRIS de igualdade.
Olivia - Organização da livre Identidade e Orientação Sexual do Pará.

quinta-feira, julho 23, 2026

Racha no PL do Pará leva denúncia sobre emendas da saúde à Polícia Federal e PGR ameaça ganhar dimensão nacional


Zezinho Lima acusa Éder Mauro de comandar esquema de devolução de recursos do SUS; deputado nega irregularidades e atribui ofensiva a uma articulação contra sua candidatura ao Senado e envolve prefeituras do interior que seriam participantes do esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. Assista a entrevista no fim da matéria.

Uma guerra interna no Partido Liberal colocou no centro da política paraense uma acusação potencialmente explosiva envolvendo emendas parlamentares destinadas à saúde. Em entrevista ao PoderCast, da TVC Pará, o vereador de Belém Zezinho Lima (PL) acusou o deputado federal Delegado Éder Mauro (PL-PA) de comandar um suposto esquema de cobrança de propina sobre recursos federais enviados a municípios do interior do estado.

A denúncia ganha peso político por partir de um integrante do mesmo partido e do mesmo campo ideológico do deputado. Zezinho é identificado com o bolsonarismo e pretende concorrer a deputado estadual. Éder Mauro, deputado federal em seu terceiro mandato, é uma das principais lideranças da direita paraense e aparece como pré-candidato ao Senado. A trajetória parlamentar do deputado é confirmada pelo perfil oficial da Câmara dos Deputados.

Durante o programa, Zezinho afirmou ter entregado à Superintendência da Polícia Federal, em Belém, um pendrive contendo extratos bancários, comprovantes de transferências, conversas e gravações. Segundo o vereador, o material indicaria que empresas prestadoras de serviços a prefeituras beneficiadas por emendas devolviam entre 20% e 30% dos recursos a pessoas ligadas ao grupo político do deputado.

O mecanismo descrito por Zezinho teria como figura central Lucas Rego de Brito, apontado como ex-assessor do gabinete do vereador Mayky Vilaça. De acordo com a acusação, Lucas recebia salário de aproximadamente R$ 2,6 mil, mas teria movimentado mais de R$ 1 milhão. O dinheiro, ainda segundo o denunciante, seria posteriormente distribuído a assessores e integrantes do grupo político.

No trecho em que descreve o suposto funcionamento do esquema, Zezinho menciona Bujaru, São Miguel do Guamá e Tucuruí entre os municípios que deveriam ser investigados. Ele afirma que empresas contratadas pelas administrações locais transferiam recursos para a conta do intermediário após receberem pagamentos realizados com verbas das emendas.

Imagens não substituem perícia

O programa exibe reproduções de supostos extratos, saldos bancários e comprovantes de Pix. Entre os valores mencionados estão uma transferência de R$ 50 mil e um saldo de aproximadamente R$ 1.264 milhão.

Não é possível identificar, apenas pelo vídeo, a origem do dinheiro, os contratos públicos correspondentes, os CNPJs das empresas ou a relação entre cada movimentação e uma emenda parlamentar específica.

Por isso, o conteúdo divulgado constitui, neste momento, material acusatório - não prova conclusiva de corrupção. A eventual confirmação dependerá da obtenção dos documentos diretamente das instituições financeiras, do rastreamento dos recursos federais e da comparação com contratos, notas fiscais e pagamentos feitos pelas prefeituras.

Transferências de R$ 20 mil alimentam contra-ataque

Um dos pontos mais sensíveis da disputa é admitido pelo próprio Zezinho. O vereador reconhece que ele, sua irmã e o presidente da Câmara Municipal de Belém, John Wayne, fizeram transferências que, somadas, chegaram a R$ 20 mil para Lucas.

Zezinho diz que o dinheiro foi uma ajuda financeira porque o ex-assessor estaria endividado, ameaçado e enfrentando problemas com apostas. Éder Mauro apresenta outra interpretação: sustenta que os valores teriam sido usados para pagar pela produção de um depoimento falso contra ele.

O deputado afirma ser vítima de uma ação coordenada destinada a desgastar sua pré-candidatura ao Senado. Segundo sua assessoria, comprovantes de Pix, conversas e registros de ligações demonstrariam a articulação. Sua equipe jurídica anunciou a análise de medidas judiciais. As duas versões estão detalhadas em reportagem do Estado do Pará Online.

Mayky Vilaça também negou envolvimento em corrupção e acusou Zezinho de traição política. O vereador denunciante, por sua vez, anunciou que pretende pedir a cassação de Mayky na Câmara de Belém.

Recursos da saúde somam mais de R$ 49 milhões

A dimensão financeira das emendas destinadas por Éder Mauro à saúde pode ser confirmada nos registros oficiais da Câmara dos Deputados.

Em levantamento realizado por este blog, em 2024, foram pagos aproximadamente R$ 18,78 milhões em emendas do parlamentar por meio do Fundo Nacional de Saúde. Em 2025, o valor pago chegou a cerca de R$ 18,76 milhões. Em 2026, até a atualização disponível em 23 de julho, haviam sido pagos R$ 11,66 milhões, de um total autorizado de R$ 20,31 milhões.

Somados, os pagamentos da saúde registrados entre 2024 e 2026 alcançam aproximadamente R$ 49,2 milhões. Os números podem ser consultados nas páginas oficiais referentes a 2024, 2025 e 2026.

Esses registros demonstram o volume de recursos públicos envolvido e reforçam a necessidade de apuração. Não demonstram, contudo, que tenha ocorrido desvio. Para estabelecer uma relação entre as transferências federais e as movimentações bancárias apresentadas por Zezinho, será necessário identificar os beneficiários de cada emenda, os fundos municipais de saúde, as empresas contratadas e o caminho posterior do dinheiro.

Denúncia implode discurso de unidade da direita

O impacto político decorre justamente da origem da acusação. Não se trata de um confronto entre governo e oposição, esquerda e direita ou PL e adversários históricos. A denúncia parte de um bolsonarista contra uma das figuras mais conhecidas do próprio bolsonarismo paraense.

A crise atinge o PL em pleno ano eleitoral. Éder Mauro pretende disputar o Senado, enquanto Zezinho busca espaço para concorrer à Assembleia Legislativa. O episódio pode interferir na montagem das chapas, na distribuição de apoio partidário e na relação do PL com outras forças da direita paraense.

O diretório estadual, presidido pelo deputado Joaquim Passarinho, anunciou uma apuração interna e prometeu observar o direito de defesa. A reação partidária mostra que o caso já ultrapassou a esfera de uma troca de ataques nas redes sociais. A nota divulgada pelo PL paraense informa que o resultado poderá levar à aplicação das medidas previstas no Estatuto e no Código de Ética da legenda.

Caminho pode chegar ao STF

Zezinho anunciou que levaria o material à Procuradoria-Geral da República, em Brasília, e assim o fez. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação pública de que a Polícia Federal tivesse instaurado inquérito específico nem de que a PGR tivesse formalizado procedimento contra o deputado.

Se as autoridades encontrarem indícios relacionados à destinação de emendas durante o mandato, o caso poderá ser submetido à supervisão do Supremo Tribunal Federal, em razão da prerrogativa de foro do deputado. A própria PGR informa que atua perante o STF na abertura de inquéritos e ações penais envolvendo autoridades com foro.

Investigações sobre emendas já são acompanhadas pela Corte. Em fevereiro de 2026, por exemplo, o STF autorizou medidas da Polícia Federal em outra apuração que envolve parlamentares e suspeitas de direcionamento de verbas federais. O precedente não estabelece qualquer relação com o caso paraense, mas revela a dimensão nacional que investigações dessa natureza podem alcançar.

O que precisa ser esclarecido

Os próximos desdobramentos dependerão de respostas objetivas:

  1. A Polícia Federal instaurou procedimento a partir do material entregue por Zezinho?

  2. A denúncia foi efetivamente protocolada na PGR?

  3. Os extratos exibidos são autênticos e integrais?

  4. Quais municípios, emendas, fundos de saúde, contratos e empresas estão relacionados às transferências?

  5. Os valores movimentados por Lucas vieram de prestadores pagos com recursos do SUS?

  6. Qual foi o destino final das transferências?

  7. O Conselho de Ética da Câmara de Belém abrirá processo contra Mayky Vilaça?

  8. Quais providências serão tomadas pelo PL após a apuração interna?

A crise já provocou um abalo na direita paraense. Transformar esse abalo em investigação criminal, processo político ou arquivamento dependerá da qualidade das provas - e não do volume das acusações. Entre a “bomba” apresentada no estúdio e uma eventual responsabilização existe um caminho que passa por perícia bancária, rastreamento do dinheiro, contraditório e decisão das autoridades competentes.

A sociedade paraense e brasileira aguarda por respostas das instituições públicas de fiscalização e controle.

Assista aqui a entrevista de Zezinho Lima ao jornalista Diógenes Brandão, no PODERCAST.

quarta-feira, março 25, 2015

Brasília, os calouros e seus dedos na cara

Recém-chegados em Brasília, Éder Mauro (PSD) e Edmilson Rodrigues (PSOLprotagonizaram bate-bocas e dedos na cara, em debates distintos, porém igualmente polêmicos.

Éder Mauro e Edmilson Rodrigues foram os dois deputados paraenses que mais se destacaram neste começo de legislatura, onde temas polêmicos exaltam os ânimos dos parlamentares e o equilíbrio emocional dá lugar a gritos, ofensas e gestos autoritários entre parlamentares e manifestantes que acompanham as plenárias das comissões parlamentares que ambos participam.

Eder Mauro sai da CCJ vaiado por manifestantes.

Eder Mauro, delegado de polícia e parlamentar de primeira viagem, foi o deputado federal mais votado nas últimas eleições no Estado do Pará e chegou em Brasília se metendo em debates calorosos e foi citado em uma matéria do portal G1 que noticiou: 

"A audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara que discutia proposta que estabelece a redução da maioridade penal foi encerrada na tarde desta segunda-feira (24) após bate-boca entre os deputados Laerte Bessa (PR-DF) e Alessandro Molon (PT-RJ). A discussão, que tratava da proposta de emenda à Constituição 171/1993, precisou da interferência de outros parlamentares(..) Após a discussão entre os parlamentares, o presidente da CCJ, Arthur Lira (PP-AL), encerrou a audiência, que ainda iria ouvir constitucionalistas. Na saída dos deputados, um grupo de manifestantes cercou o deputado Éder Mauro (PSD-PA), que precisou ser protegido por seguranças da Casa. Veja o vídeo.

Assim com ele, parlamentares oriundos da segurança pública tiveram votações expressivas em seus estados, Alberto Fraga (DEM-DF), Delegado Waldir (PSDB-GO), Jair Bolsonaro (PP-RJ), Delegado e Moroni Torgan (DEM-CE) foram os mais votados nos seus estados e junto com cerca de 200 outros deputados integram a Frente Parlamentar da Segurança Pública

Lançada em fevereiro, a frente tem como objetivo principal debater assuntos espinhosos, entre eles, a diminuição de benefícios a detentos, a redução da maior idade penal, penas mais severas contra assassinos de policiais e a revogação do Estatudo do Desarmamento, pautas apoiadas diariamente nos meios de comunicação, principalmente no rádio e na TV, por apresentadores de programas policiais e entidades interessadas no assunto, entre elas, a Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições. 

Segundo matéria publicada nesta quarta-feira no site da Câmara, o colegiado também defende a reforma do Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40) e da Lei de Execução Penal (7.210/84) e a rejeição do projeto (PL 4471/12) que acaba com os chamados autos de resistência, ou seja, a maneira como os policiais justificam mortes ou ferimentos durante prisões ou perseguições de suspeitos.

Edmilson Rodrigues perde o controle emocional e berra em CPI.

Diferente de Eder Mauro, Edmilson Rodrigues é formado em arquitetura e tem doutorado em Geografia Humana e chegou a Brasília com experiência no trato parlamentar, já que foi deputado estadual por três vezes e prefeito por dois mandatos consecutivos. No entanto, na primeira reunião de trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, realizada no início do mês de Março, Edmilson se meteu em um bate-boca com direito a troca de ofensas com o presidente da CPI, o qual chamou várias vezes de moleque.

"Eu quero aqui deixar bem claro que não admitirei desrespeito de vossa excelência. Quem manda aqui é o presidente, respeitando o regimento", respondeu Motta, já bem exaltado. "Eu quero dizer a vossa excelência que eu não tenho medo de grito e que da terra onde eu venho homem não me grita", disse o presidente da CPI, em resposta às agressões verbais de Edmilson, conforme noticiou a revista Exame, que disponibiliza o vídeo abaixo com o trecho mais caloroso da discussão, nada republicana, entre os parlamentares.



quinta-feira, setembro 17, 2020

Favorecendo Priante, família Barbalho operou golpes nas candidaturas de Éder Mauro e Jefferson Lima

Os golpes da família Barbalho pavimentaram o caminho de Priante, mas até onde ele vai? 


Por Diógenes Brandão

As previsões do blog em relação à interferência da poderosa família Barbalho no tabuleiro eleitoral de Belém se confirmou e entre os 10 candidatos definidos para as eleições municipais deste ano, na capital do estado não terão dois nomes que Helder Barbalho (MDB) fez questão de tirar do páreo: Éder Mauro (PSD) e Jefferson Lima (PP).

Com Éder Mauro, Helder agiu de forma sorrateira e silenciosa. Bastou negocia com os donos do PSD e seus capangas, entre eles o vereador Sargento Silvano, para votarem todos na candidatura do deputado estadual Gustavo Sefer, que disse aos mais próximos que sua candidatura faz parte de uma exigência do governador. Ora, exigência ou um acordo bem pago?

Já com Jefferson Lima o negócio foi na baixaria mesmo. Em vídeos que circulam na internet, podemos ver que o governador, na calada da noite ligou para o pai de Gustavo Sefer, que é presidente do diretório municipal do PP em Belém, obrigando-o a tirar o nome de Jefferson Lima da chapa e levar os "Progressistas" para a chapa do seu filho, que é do PSD, o qual já havia proclamado Gustavo Sefer como candidato, derrotando Éder Mauro por 10 x 1, na votação da convenção do PSD, que acontecera minutos antes do final da convenção do PP.

Ou seja, aquilo que este blog disse na matéria A operação na torre da RBA é intensa para os barbalho terem o cofre de Belém em suas mãos aconteceu de fato e o trator dos Barbalho removeu os últimos empecilhos para pavimentar a candidatura de Priante (MDB), rumo à prefeitura de Belém. 

Acontece que até os ratos do esgoto da RBA sabem o quanto Priante não é toda essa coca-cola para Jader, Jader Filho, Elcione e Helder Barbalho. Ou seja, mesmo fazendo parte da família, o clã barbalho não confia piamente no primo do governador, mas Priante sabe disso e manteve sempre o MDB de Belém sob sua tutela. Além disso, Priante conhece os podres da família e dessa vez cobrou com veemência o apoio que sempre dedica aos seus parentes.

E assim foi cumprido o que havia sido premeditado e cuidadosamente planejado. É certo que o PP dos Salames aparentemente se dividiu em relação às chandes do partido ter Jefferson Lima no páreo, mas tudo deve ser rearrumado em acordos futuros.  

Enquanto isso não acontece, resta-nos ver e analisar os vídeos que circulam nos grupos de Whatsapp e no Youtube, com a baixaria e as acusações que vão de "golpistas" a "pedófilos", passando por corruptos e tudo que os eleitores ouvem a cada eleição nesse Estado governado por uma dinastia que controla partidos de direita e de esquerda, sob o chicote do dinheiro e do poder que estes tanto gostam.

A questão de agora em diante é: Quais as chances de Priante ir ao segundo turno? E se for, com quem será? Sendo contra Edmilson Rodrigues, que lidera as pesquisas, qual será o próximo golpe pensando pelo clã barbalho? Até quando a esquerda continuará submissa e aceitando calados e inertes a tudo que Helder e seu pai, o senador Jader Barbalho fazem?

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Racha no PL do Pará leva denúncia sobre emendas da saúde à Polícia Federal e PGR ameaça ganhar dimensão nacional

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